sábado, 30 de abril de 2011

SABEMOS AMAR NOSSOS FILHOS?

Foi-se o tempo em que se acreditava que as mulheres tinham o instinto materno. Ele é construído socialmente, dia após dia. Naqueles momentos em que damos bonecas para as meninas serem “mamães” e brincar de casinha, estamos dando o recado de que mulher nasceu para o lar e para os filhos. O universo feminino atual não se vê mais assim. Pode decidir se deseja ser mãe e se está disposta a passar por essa experiência, muito rica, mas também muito complexa e desafiadora.
Hoje é possível prevenir uma gravidez indesejada, planejar a família e dizer não à maternidade e aos afazeres domésticos de forma mais tranquila. Mas mesmo assim, muitas mulheres ainda desejam o casamento de véu e grinalda e sonham com a primeira gestação. Somos fruto de nossas experiências, portanto, a maternidade será algo singular na vida de cada um e essa decisão, de ter ou não filhos, deve ser muito consciente.
Envolvidos na paixão de uma nova relação, os filhos vêm para completar a família, mas tenho certeza absoluta de que os pais não imaginam a responsabilidade que está por vir. Depois de feito, não há como voltar atrás, essa é única relação que não se acaba pelo nosso desejo, é um vínculo eterno (entendendo tudo de bom e tudo de não tão bom que isso possa significar). Ao contrário dos casamentos, não há ex-pai e nem ex-mãe, embora muitos se comportem como se essa condição existisse.
A responsabilidade de educar e amar é muito complexa. Poderemos transformar esse pequeno ser no que conseguirmos, sem muito esforço, apenas com o nosso exemplo e através da relação que construirmos com ele. Não é nada fácil educar de forma plena. Potencializar a criança não é tarefa para todos. Há que se ter uma sensibilidade infinita, uma capacidade incondicional de amar e muita dedicação e investimento afetivo nessa relação.
Embora sejamos animais tidos como racionais, o planejamento familiar nem sempre está presente, e filhos são concebidos a esmo e da mesma forma entregues à própria sorte, seja em uma lixeira, seja em um corredor na rua. Ainda não nos damos conta do outro, pois como olhá-lo se não percebo a mim mesmo? Sem qualquer tipo de julgamento diante de atitudes tão bárbaras (pois mesmo nesses casos sempre encontramos as razões para tal atrocidade, embora a atitude seja imperdoável), fica a reflexão: por que ter filhos? Para que ter filhos? O que realmente significa ser pai e mãe?
Com certeza, essas mulheres em um ato de desespero fizeram o que todo ser humano faz: livrar-se a qualquer custo do sofrimento. Há sempre uma história dolorosa por trás de atitudes duras e frias. Neste momento, cabe apenas refletirmos sobre o amor. Ser pai e mãe é, sobretudo, amar, amar incondicionalmente. Nossos pequenos não podem ser responsabilizados pelas nossas dores, angústias e frustrações. Quando uma mulher deixa seu filho em uma lixeira, ela não apaga essa história e não se esquece dessa criança, todos ficam marcados. São os paradoxos dos nossos tempos: de um lado mães se desfazendo de seus filhos, de outro, casais que não conseguem ter seus próprios filhos e desejam ardentemente serem pais.
Um filho deve ser uma escolha consciente, com base no desejo de realização. Quando a decisão está tomada, é preciso ter consciência de que a maternidade é uma missão de amor. Mas como dar aquilo que não temos? Saber amar é se doar e querer o bem. É fazer tudo o que está ao nosso alcance para que o outro cresça e possa ser feliz. Será que estamos prontos para isso? Será que realmente sabemos amar nossos filhos? Há de se considerar, por fim, que na rotina da correria e da indiferença, muitas vezes também colocamos nossos filhos na “lixeira” sem ao menos nos darmos conta...

Fabiane Wink Porto/Psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas
fabiwinkporto@gmail.com
Fonte:Jornal Gazeta do Sul 30/04/2011

IBAMA APREENDE ARAUCÁRIAS DERRUBADAS

Agentes ambientais do escritório regional do Ibama em Santa Maria realizaram quarta-feira, no interior do município de Jacuizinho, a apreensão de 18 espécimes de pinheiro-brasileiro (araucária angustifólia), cujo corte somente é liberado em circunstâncias excepcionais. O volume abatido resultou em 25 metros cúbicos, ainda em toras, que estavam espalhadas no interior de uma área utilizada para cultivos de fumo e de milho, localizada em Área de Preservação Permanente (APP).

A ação fiscalizatória se desenvolveu entre segunda e essa sexta-feira e teve por objetivo combater desmatamentos em remanescentes da Floresta Estacional Decidual, no Bioma Mata Atlântica do Rio Grande do Sul. Além da madeira apreendida, a irregularidade resultou na aplicação de multa no valor de R$ 12,5 mil ao infrator.
De acordo com a avaliação dos agentes do Ibama, os pinheiros foram abatidos há cerca de uma semana. Como se trata de produto florestal perecível, mantido ao ar livre e de volume considerável, foi decidido o procedimento da doação sumária, sendo beneficiário o município de Jacuizinho. Por meio de compromisso firmado no termo de doação, o Executivo municipal deverá, no prazo de 90 dias, apresentar ao Ibama um relatório detalhado sobre a destinação da madeira recebida, a qual somente poderá ser aplicada em obras e atividades de utilidade pública ou de interesse social.
Fonte:Jornal Gazeta do Sul 30/04/2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO

A ideia de que a escola é um espaço marcado pela produção da violência é equivocada e no mínimo exagerada. A violência, em geral, vem de fora da escola, produzida socialmente. Os atos que causam comoção na sociedade, felizmente, são estranhos ao cotidiano das escolas e escoram-se em uma dada cultura de violência que percorre escalas crescentes em extensão e profundidade. Pequenas agressões, ataques ao patrimônio público e agressão à vida. A base da violência é o desprezo pela vida alheia provocada pela necessidade de derrotar o outro constantemente.
A radicalização dos valores competitivos é a raiz da violência. Competir e vencer, se dar bem a qualquer preço, buscar a vitória pessoal é a principal palavra de ordem da sociedade contemporânea. Solidariedade, cooperação, respeito ao outro são valores estranhos e até ridicularizados pela lógica da competição e do individualismo exacerbado. Talvez seja a escola um dos últimos espaços onde ainda se encontre compromissos de práticas de valorização da cultura da cooperação, da solidariedade e dos valores humanizantes.
Mas a escola é permanentemente assediada pelos princípios da competição e da superação do outro. Tenta-se reduzir a formação à aquisição de habilidades técnicas em língua portuguesa e em matemática, ou ao treinamento de algumas competências específicas. Sem negar a validade destas aquisições, é preciso registrar a sua insuficiência para a formação integral da pessoa.
A concepção pedagógica de formação integral pressupõe a formação de um indivíduo que conhece a sua história, o seu contexto cultural, as suas responsabilidades e os seus direitos como cidadão e como pessoa. Formar um cidadão interativo, competente e hábil no convívio humano é essencial para a formação de uma cultura de paz, de respeito ao outro e de apreço pela vida. Por isso a educação não pode se restringir ao português e à matemática; tem que ser integral, abrangendo todos os campos do conhecimento, inclusive aqueles que contribuem para a construção do cidadão de direitos e deveres.
Por isso, também, é insuficiente avaliar a educação por resultados quantitativos nas áreas de português e matemática, pois notas boas na escola não impediram a chacina do Rio de Janeiro, e habilidades técnicas não obstaram o atropelamento dos ciclistas em Porto Alegre.

Por tudo isso, a Secretaria Estadual da Educação está criando os Comitês Comunitários de Prevenção à Violência na Escola, em âmbito estadual, regional e local. Estamos reunindo governo, entidades da sociedade e comunidade escolar numa grande mobilização pelo combate e prevenção à violência. Buscaremos, de forma integrada, melhor conhecer os contextos que podem desencadear ações violentas e, assim, definir políticas públicas que de fato dialoguem com os anseios das comunidades e contribuam para a difusão de uma cultura de paz em nossas escolas
José Clovis de Azevedo / Secretário de Estado da Educação
Fonte:Jornal Agora 27/04/2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

TUCANOS CIRCULAM EM ÁREAS URBANAS

Os moradores das regiões Celeiro e Médio Uruguai têm presenciado bandos de tucanos que voam entre as árvores na zona urbana dos municípios. Em Tenente Portela, todos os dias, seis pássaros costumam ser vistos nas proximidades da Escola Estadual de Ensino Médio Sepé Tiaraju, no bairro Fries, chamando a atenção dos estudantes, professores e moradores da região. Conforme os educadores, a aparição tornou-se rotina, pois diariamente pode-se observar os belos visitantes, que se expõem sem timidez nas árvores em frente ao estabelecimento de ensino.

Segundo a bióloga Rosangela Ferigollo Binotto, da Universidade Regional Integrada (URI) de Frederico Westphalen, a partir dos últimos anos, registra-se uma maior consciência ecológica da população. "As matas nativas são preservadas e os órgãos de fiscalização ambiental também atuam mais intensamente, e isso garante novas alternativas de espaço e alimentos para os tucanos e outros pássaros", explica.
A bióloga destaca que as áreas de mata nativa próximas à cidade abrigam muitos pássaros. Segundo ela, os tucanos encontram sementes e fazem seus ninhos no alto das árvores, permitindo que eles se protejam e procriem. Rosangela diz que bandos de tucanos e de caturritas que rumam para esta parte do Estado possivelmente sejam provenientes do Parque do Turvo, no município de Derrubadas, e da Reserva Indígena do Guarita, entre Tenente Portela e Redentora.
Fonte:Jornal Correio do Povo 27/04/2011

GRUPOS FAZEM MANIFESTAÇÃO EM FAVOR DOS DIREITOS DOS ANIMAIS

Grupos de proteção dos animais do Rio Grande se unem no próximo sábado para uma manifestação pacífica pelas ruas do Município.

O objetivo é uma antiga reivindicação dos ativistas, que exigem da Prefeitura Municipal um programa abrangente, ético e eficaz de controle populacional de esterilização de cães e gatos através da castração e o cumprimento das Leis Estadual 13.193/2009 e Federal 9.605/1998. A primeira estabelece a implantação do cão comunitário que consiste na captura do animal para identificação e castração e devolução ao meio onde vive.
Uma das organizadoras do evento, a médica veterinária e representante do grupo Amigo Bicho e Companhia que integra Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Vanilda Moraes Pinto, explica que a manifestação busca também protestar contra as atuais condições do canil municipal, situado no balneário Cassino, e a permanência indefinida dos animais presos no local. Ela afirmou ainda que o evento será aberto a toda a comunidade e convidou simpatizantes da causa a participarem da iniciativa junto aos grupos. “Nosso diferencial desta vez é a nossa união clamando a uma só voz em favor dos direitos dos animais”, afirma ela.
A manifestação acontece a partir das 10h e partirá da Praça Dr. Pio. Os participantes farão uma caminhada pela rua General Bacelar (calçadão), rua Benjamin Constant, Silva Paes, General Neto e o retorno à praça.
Feira de Adoção
Paralelamente à manifestação, o Projeto Solidariedade com os Animais realizará a 1ª feira para a adoção de cães e gatos. O evento acontece no dia 30, das 9h às 12h, também, na praça Dr. Pio. Os animais que forem adotados terão direito a castração.
Por Melina Brum Cezar melina@jornalagora.com.
Fonte:Jornal Agora 27/04/2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

MEDIDAS CONTRA O ANALFABETISMO

O governo federal está anunciando que vai intensificar o combate ao analfabetismo. Atualmente, o contingente de pessoas que não sabem ler nem escrever está em 14,1 milhões de pessoas, representando um percentual de 9,7 sobre o número de habitantes do país.
Um outro dado assustador é o que revela que um em cada cinco brasileiros são analfabetos funcionais. Sob essa denominação, estão aqueles que leem de forma rudimentar, têm menos de quatro anos de estudos e não conseguem escrever, valendo-se apenas da linguagem oral.
Os elementos que subsidiam as autoridades no estudo de medidas para enfrentar o analfabetismo foram colhidos pela última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicada em 2010. Para Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, a redução das limitações impostas aos analfabetos irá fazer com que eles tenham mais oportunidades de qualificação profissional. Também o Bolsa-Família, principal programa estatal de distribuição de renda, será incluído no conjunto de ações a serem implementadas.
O mutirão para aumentar o segmento dos que conseguem ler e escrever faz parte de um esforço mais amplo para minorar as condições de pobreza que atingem setores marginalizados economicamente. Visando a uma situação mais favorável para as famílias, o governo está anunciando que aumentará o número de creches. Assim, as mães poderão trabalhar e contribuir para renda familiar sem desassistir os filhos.
A chaga do analfabetismo depõe contra o país, tanto internamente como externamente, arranhando sua imagem no exterior. A autonomia de cada cidadão deve ser incentivada e isso passa, necessariamente, por ele se apropriar dos benefícios da leitura e da expressão escrita.

Fonte:Jornal Correio do Povo/Editorial  26/04/2011

BRIGADIANOS

 Brigadianos são humanos (acreditem se quiser!), como o resto da população. Eles vêm em ambos os gêneros. Eles também vêm em vários tamanhos, cores e sonhos. Na realidade, depende se você estiver à procura de um deles ou tentando esconder algo. Em sua maioria eles são grandes - principalmente de coração - e completamente diferentes das imagens estereotipadas.

Encontram-se brigadianos em todos os lugares: na terra, no mar, no ar, a cavalo, em viaturas e até na sua cabeça. Independentemente do propalado mito de “nunca se encontrar algum quando se quer um”, eles sempre estão por perto quando mais se precisa deles. Não é por nada que, diante das cotidianas tragédias e problemas, independentemente das proporções - crimes, contravenções, trânsito, tumultos, barulho, vizinhos, animais, acidentes de toda a ordem -, as duas primeiras frases são: “Ai, meu Deus! Chama a Brigada!”.
Brigadianos estudam, treinam, dão palestras, fazem partos e entregam más notícias. Exige-se que eles tenham a sabedoria de Salomão, a disposição de um cavalo corredor e músculos de aço - muitas vezes são até acusados de ter o coração fundido no mesmo metal. O brigadiano é aquele que engole a saliva a grandes penas, anuncia o falecimento de um ente querido e passa o resto do dia se perguntando, por que, oh, Deus, foi escolher esse trabalho.
Nas novelas, ele é um bobão que não conseguiria encontrar um elefante num campo de futebol. Mas, na vida real, se espera dele que encontre um menininho loiro “mais ou menos desta altura”, numa multidão de milhares de pessoas. Na ficção, ele recebe ajuda de detetives particulares, repórteres e testemunhas “eu sei quem foi”. Na vida real, quase tudo que ele recebe do povo é “eu não vi absolutamente nada”.
Quando ele dá uma ordem dura, é grosso, porém, sua gentileza quase sempre é confundida com fraqueza. Para as crianças, às vezes é um amigo, outras, um monstro, dependendo da opinião que têm seus pais a respeito da polícia. Ele “vira a noite”, dobra escalas, trabalhando aos sábados, domingos e feriados; sempre o chateia muito quando um engraçadinho vem lhe dizer: “Este fim de semana é Carnaval, estou à toa, vamos à praia”. Essa é uma das várias épocas do ano em que eles trabalham 20 horas por dia.
O brigadiano é como aquela criança que, quando é boa, é muito, muito boa, mas quando é má, é abominável. Quando um brigadiano é bom, ele “é pago para isso”; quando comete um erro, “ele é um corrupto, e isso vale para todos os outros da raça dele”. Quando ele atira num assaltante, ele é um herói, exceto quando o assaltante é “apenas um garoto e qualquer um podia ver”.
Muitos têm casas, algumas cobertas de plantas, e quase todas cobertas de dívidas. Se ele dirigir um carro de luxo, é um ladrão. Se for um carro popular, “quem ele pensa que está enganando?”. O crédito dele, geralmente, é bom, o que ajuda bastante, porque o salário não é. Brigadianos educam muitos filhos, muitas vezes os filhos dos outros.
Um brigadiano vê mais sofrimento, sangue, problemas e alvoradas gélidas que uma pessoa comum. Como os carteiros, os policiais militares estão sempre trabalhando, independentemente das condições do tempo. Seu uniforme muda de acordo com o clima, mas sua maneira de ver a vida permanece a mesma; na maioria das vezes, é entristecida, mas no fundo, sempre esperando um mundo melhor.
Os brigadianos gostam de música, churrasco e chimarrão. Eles não gostam de buzinas, brigas familiares e, principalmente, de autores de cartas anônimas. Não podem se sindicalizar nem fazer greves. Têm que ser imparciais, educados e sempre devem lembrar o slogan “para servir e proteger”. Às vezes é difícil, especialmente quando um indivíduo lhes fala, geralmente em tom irônico, “eu pago impostos, portanto, pago seu salário”.
Mas então, por que alguém quer ser brigadiano? Ninguém está interessado em dar conselhos a uma família com problemas às três da madrugada de um domingo ou entrar às escuras num edifício que foi assaltado ou ainda presenciar, dia após dia, a pobreza, os desequilíbrios e as tragédias humanas. O que faz um brigadiano suportar o desrespeito, as restrições legais, as longas horas de serviço com baixo salário, a exposição de sua família, o risco de ser ferido ou assassinado?
A resposta: o sincero sentimento de satisfação por ter contribuído com algo relevante para a nossa comunidade!
Os brigadianos recebem elogios e medalhas por salvar vidas, evitar distúrbios e prender bandidos - de vez em quando, suas viúvas recebem a medalha! Mas, realmente, o momento mais recompensador é quando, após prestar o devido auxílio a um cidadão, eles sentem o caloroso aperto de mão, olham nos olhos cheios de gratidão e ouvem, honrosamente: “Obrigado, e que Deus te abençoe!”.
No último dia 21, comemorou-se o Dia do Policial. Por isso, e por dever de justiça, gostaria de enaltecer e homenagear o trabalho de nossos valorosos homens e mulheres que, mesmo diante de tantas dificuldades, zelam dia e noite pela nossa segurança: parabéns aos nossos dedicados brigadianos que, diuturnamente, labutam de forma incansável para preservar a ordem pública, zelando por nossa vida em comunidade e por tudo que nos é caro. Boa semana.

Hélio Miguel Schauren Júnior, oficial da BM, professor de Direito - chaurenbrasil@gmail.com

Fonte:Jornal O Informativo do Vale 26/04/2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

FESTA 130 ANOS DE GENERAL CÂMARA



28 de abril
9 horas
Abertura oficial com a presença dos poderes executivo, legislativo, judiciário e convidados.
Hasteamento dos pavilhões
Hino Nacional,  banda do IEE Vasconcelos Jardim.
Pronunciamento de abertura da semana do município pelo prefeito Darci Garcia de Freitas.
10 horas
Mostra fotográfica de General Câmara e Santo Amaro do Sul
Atividades da secretaria municipal de educação.
Grupo de dança e teatro.
Atividades da secretaria municipal de cultura.
13 horas
Abertura dos Stands
Oficina de xadrez
14 horas
Apresentações da E.E.E.F João Canabarro
15:30 horas
Apresentações da APAE - Escola Renascer
19 horas
Apresentação - Novos Talentos
22 horas
Show com a banda Motryz

29 de abril
9 horas
Atividades  da secretaria mun. de Saúde
Atividades do Arsenal de Guerra de General Câmara
Parque de diversões
10 horas
Atividades da secretaria mun. de Educação.
16 horas
Apresentação - Novos Talentos
22 horas
Show com a banda Alternativa.
00 horas
Show com a banda Galera do Tchê

30 de abril
8 horas
Recepção do grupo de jipeiros na rua Visconde de Itaboray
Parque de diversões
Mateada
9 horas
Atividades do Arsenal de Guerra de General Câmara
Brincadeiras com palhaços
10 horas
Abertura oficial da XII festa do milho verde
Localidade de Volta dos Freitas - Almoço
11 horas
Inauguração do Posto de saúde - Volta dos Freitas
Dia de vacinação do idoso
14 horas
Apresentação de Taekwondo
15 horas
Reunião dançante na localidade de Volta dos Freitas
Apresentação APAE - Charqueadas
Apresentação dança do ventre e Bailet
Bricadeiras com palhaços
17 horas
Apresentação do coral da Unimed
Retorno do grupo de jipeiros
19 horas
Novos Talentos
21 horas
Show com a banda Acústico Rock
22:30 horas
Show com Dejavù do Brasil
00:30 horas
Show com a banda Tchê

01 de maio
9 horas
Mateada
Manhã de Louvor
10 horas
Jogo de futebol - funcionários da prefeitura
Estádio Argemiro Dorneles
12 horas
Almoço de confraternização - funcionários municipais
15 horas
Passeio ciclístico - Raid Bike
Baile da Melhor Idade - Conjunto Animação Total
16 horas
Corrida das celebridades - Rotary Clube
19 horas
Apresentação - Novos Talentos
23 horas
Show com a banda Vanera

02 de Maio
09 horas
Mateada
10 horas
Reunião de prefeitos da ASMURC
Restaurante Coqueiro - Santo Amaro do Sul
14 horas
I encontro dos usuários do bolsa família
16 horas
Inauguração da galeria dos ex-vice prefeitos
Prefeitura Municipal
19 horas
Apresentação - Novos Talentos
22 horas
Show com a banda Detalhes
00 horas
Show com As Gurias

03 de maio
09 horas
Unidade Móvel Oftalmológica do Lyons Club
14 horas
Apresentação da escola especial Santa Rita de Cássia
Apresentações do IEE Vasconcelos Jardim
19 horas
Encontro: Prefeito na Escola
Local: IEE Vasconcelos Jardim
20 horas
Novos Talentos
23 horas
Show com a Sax Banda Show
01:30 horas
Show com a Expressão Banda Show

04 de maio
09 horas
Mateada
Atividades do CTG Sinuelo do Bom Sucesso
Orientações sobre adestramento de cães
10 horas
Mostra fotográfica de General Câmara e Santo Amaro do Sul
14:30 horas
Inauguração do calçamento
Rua do Escadão/Marquês do Paraná
15:30 horas
Inauguração do calçamento
Rua Januário Batista/Buarque de Macedo
16:00 horas
Apresentação do canil Dragonthor
16:30 horas
Inauguração do calçamento
Rua Visconde do Itaboraí/Senador Florêncio
17:00 horas
Missa crioula - Grupo de canto São Nicolau
18:00 horas
Encerramento da semana do município
Arriamento dos Pavilhões
Pronunciamento do vice prefeito
Paulo Matheus da Silveira
19:00 horas
Apresentação - Novos Talentos
22:00 horas
Show com a banda Nosso Balanço
00:00 horas
Show com a banda Ômega Show


Sorteio de duas viagens para :

vale do vinhedos e Beto Carrero

fonte:www.generalcamara.com

domingo, 24 de abril de 2011

UM DIA PARA A REFLEXÃO

A simbologia do renascimento torna este domingo de Páscoa um dia propício para que todos venhamos a refletir sobre nossas ações cotidianas e sobre o quanto podemos contribuir para uma vida em harmonia. Atualmente, precisamos aproveitar todas as oportunidades para sedimentar valores positivos que possam novamente coesionar nossa sociedade, tão pródiga em dissensões e em conflitos, com muitos tendo apenas a si mesmos e a seus interesses como horizonte e perspectiva. Temos um mundo onde uma onda crescente de individualismo está dificultando o estabelecimento de relações interpessoais positivas e duradouras.

Mas é próprio do ser humano superar seus limites e contornar o que parece difícil de ser contornado. Assim, é possível encontrar novos caminhos de conciliação com a concórdia e com a solidariedade. Por isso, um dia que representa uma retomada pode auxiliar para que, juntos, possamos encontrar valores perdidos e resgatar compromissos de boas convivências. Nesta Páscoa, milhões de crianças estarão, com seus sorrisos e alaridos, reafirmando que a vida deve ser celebrada em todos os momentos. Também a criança que existe em cada um de nós estará revivendo Páscoas que marcaram para sempre nossa história pessoal e memória sentimental, como naquelas noites em que só íamos dormir vencidos pelo cansaço na tentativa de surpreender o coelhinho em pleno ofício de deixar os ovos na cesta.
O significado deste dia tão especial torna-se fundamental para novamente despertar uma certeza, por vezes adormecida, de que podemos construir uma sociedade mais harmoniosa, mais solidária e mais fraterna. Urge viver em consonância com princípios éticos que nos restituam a confiança no próximo e a busca pela sintonia com a natureza. A Páscoa é a confirmação de que podemos renascer melhores a cada dia.
Fonte: Jornal Correio do Povo, Editorial; 24/04/2011

sábado, 23 de abril de 2011

DIA MUNDIAL DO LIVRO É HOJE

Hoje é comemorado o Dia Mundial do Livro. Além desta data (23/4), o mês de abril reserva outros espaços no calendário para exaltar o livro e a literatura: em 2/4, é o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil; e, em 18/4, é o Dia Nacional do Livro Infantil. Para celebrar, instituições e secretarias municipais e estaduais de Educação promovem ações culturais de valorização da leitura, tão importante para fomentar imaginação e ampliar conhecimentos. E, nas redes pública e privada de Ensino, é realizado trabalho especial.


O Dia Internacional do Livro teve origem na Catalunha, uma região semiautônoma da Espanha. O primeiro destaque foi em 7 de outubro de 1926, em homenagem ao nascimento do escritor Miguel de Cervantes. Apesar disso, a data comemorativa passou a ser lembrada em outras épocas, até ser instituída, em 1996, pela Unesco. Cerca de cem países, no mundo, festejam este dia.
No Brasil, o 18 de abril foi instituído como o Dia Nacional do Livro, devido ao nascimento de Monteiro Lobato, um dos maiores autores de literatura infanto-juvenil do país. Ele nasceu em 18 de abril de 1882, no interior de São Paulo. Cursou Direito e, em 1917, se consagrou como escritor infantil, período em que lançou seus personagens e episódios.

Fonte:Jornal Correio do Povo 23/04/2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

DIA PARA REPENSAR A SITUAÇÃO DO PLANETA

O meio ambiente, a importância de reciclar o lixo, o aquecimento global, animais em extinção e ecologia são temas para reflexão hoje, Dia Mundial do Planeta Terra. A data surgiu nos Estados Unidos em 1970. Na ocasião, o senador norte-americano Gaylord Nelson organizou o primeiro protesto nacional contra a poluição e 20 milhões de americanos participaram dos atos em todo o país. Só a partir da década de 90, porém, a celebração passou a ocorrer em vários países do mundo.

A data ficou esquecida este ano por cair na Sexta-feira Santa, mas segundo o vereador Beto Moesch, a programação do Dia Mundial do Planeta Terra deverá se unir à da Semana do Meio Ambiente, no início de junho. No entanto, nesta segunda-feira, às 14h, o espaço do Período das Comunicações da sessão plenária da Câmara Municipal será dedicado a homenagear os 40 anos da Associação Gaúcha de proteção ao Ambiente Natural (Agapan). Fundada em 27 de abril de 1971, foi a primeira entidade ecológica do Brasil e criada antes do Greenpeace, segundo Moesch, autor da distinção. Um dos fundadores da Agapan foi o gaúcho José Lutzenberger, o primeiro ministro de Meio Ambiente no país.
Pioneira no movimento ambiental, os novos desafios da entidade se confundem com a trajetória de luta contra agrotóxicos, usinas nucleares e devastação da Amazônia. "Vamos comemorar estes 40 anos durante todo o ano", afirmou a ex-presidente da entidade e organizadora da programação de aniversário, Edi Fonseca. A Agapan promoverá debates, palestras e uma exposição que será lançada na Câmara de Vereadores em junho.
Há 40 anos, a trajetória da Agapan começou no combate às podas indiscriminadas na Capital e no incentivo à criação de praças, parques e reservas. "Porto Alegre não seria uma das cidade mais arborizadas do país se não fosse pela Agapan", lembrou o biólogo Francisco Milanez, conselheiro da entidade. Segundo ele, naquela época a Agapan já alertava a sociedade para a importância da educação ambiental. "Muitas daquelas bandeiras se mantêm, como a luta contra a energia nuclear, que voltou à mídia com o vazamento nos reatores japoneses após o tsunami, e a polêmica proposta de alteração do Código Florestal."
O presidente da Agapan, Eduardo Finardi Rodrigues, diz que o combate aos transgênicos, às queimadas, à silvicultura e a hidrelétricas como as de Barra Grande, Jaguari e Taquarembó foram os focos de atuação da Agapan já neste século. "Fortalecemos nossa oposição a megaempreendimentos e nos mantivemos contrários à flexibilização da legislação ambiental."
Fonte:Jornal Correio do Povo 22/04/2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

INSTITUIÇÕES GAÚCHAS SÃO DESTACADAS

Escolas gaúchas obtiveram as melhores colocações na premiação de ontem, em São Paulo (SP), do "Programa pelo Direito de Ser Criança". Práticas escolares criativas e de valorização do brincar no processo de aprendizagem foram destacadas na promoção de OMO Unilever em parceria com o Instituto Sidarta. Entre as mais de 4 mil instituições participantes do concurso nacional, 31 delas receberam prêmios em equipamentos, brinquedos e uma praça infantil completa para instalar na escola, além de poder indicar outra instituição para ser também contemplada com pracinha. O concurso, que envolveu escolas públicas e privadas de 895 cidades, procurou evidenciar excelentes ações pedagógicas em prol do brincar e do aprender pela experiência.

Na categoria "Aqui se Aprende", que envolve atividades diferenciadas do Ensino Fundamental, venceu a Escola Municipal Carlos Frederico Schubert, de Montenegro, seguida da Escola Amigos do Verde, de Porto Alegre. Na categoria de Educação Infantil "Aqui de Brinca", o 1 lugar foi do Colégio João XXIII, de Porto Alegre. Ainda entre as dez primeiras colocações nacionais de Ensino Infantil e Fundamental estiveram as instituições gaúchas Escola Municipal Nairo José Prestes, de Guaporé; Colégio Santa Inês, de Porto Alegre; e Escola Municipal Núcleo Habitacional Getúlio Vargas, de Pelotas.
No evento, que reuniu cerca de 300 educadores representantes das escolas melhores classificadas, a gerente de Marketing de OMO Unilever, Paula Lopes, explicou que a iniciativa cultural tem o objetivo de valorizar o brincar no desenvolvimento das crianças, reconhecendo ações de aprendizagem de forma lúdica. Ela lembrou que, em 2008, quando o programa foi criado, cerca de 500 escolas de São Paulo estiveram concorrendo. Este ano, o número surpreendeu expectativas.
Fonte:Jornal Correio do Povo 21/04/2011

LIBERATO SE DESTACA EM ROBÓTICA NOS EUA

A equipe de robótica da Escola Municipal de Ensino Fundamental Liberato Salzano Vieira da Cunha, a XC274, retornou do campeonato mundial de robótica com bons resultados. O VEX Robotics World Championship ocorreu de 14 a 16 de abril no complexo esportivo do Walt Disney World, nos EUA. Os estudantes ficaram na 49 posição na classificação geral, de um total de 104. Além disso, a XC274 foi a melhor classificada do RS. Na modalidade individual, a equipe é campeã entre as brasileiras, no 46 lugar entre 202 equipes. Na avaliação da professora Angélica Kafrouni, o "robô gaúcho conseguiu fazer todas as tarefas e não deixou a desejar". O aluno Henrique Ramires, de 20 anos, disse que voltou da competição satisfeito, devido à experiência adquirida.
Fonte:Jornal Correio do Povo 21/04/2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

EDUCAÇÃO: O TIGRE ÁGIL E O GATO LERDO

João Roberto A. Neves, advogado - jran.neves@gmail.com - Na década de 1960, Cingapura estava, em termos de educação, no nível africano. Com vontade política, o governo começou a implementar políticas públicas de valorização dos professores. Mentalidades tacanhas começaram a ser mudadas. Intelectos míopes começaram a enxergar o óbvio. Hoje em dia seu sistema educacional está entre os melhores do mundo. O Instituto Nacional de Educação serve de referência como escola de formação de professores. Só são admitidos nessa faculdade estudantes que, no Ensino Médio, aparecem entre os 30% melhores da turma, aos quais são ensinadas apenas técnicas pedagógicas cuja eficácia já foi comprovada cientificamente em seus dois laboratórios. Ainda no Ensino Fundamental, os estudantes são incentivados a fazer pesquisas; os que se destacam são chamados a trabalhar com pesquisadores de renome dentro das universidades. As boas ideias da iniciativa privada são aplicadas na educação. Há vários anos, as escolas públicas determinam as metas a serem alcançadas e são cobradas pelo governo, que instituiu uma política de bonificação pelo desempenho. Professores que alcançam as metas exigidas chegam a receber dois salários a mais por ano. O salário inicial de um educador é idêntico ao de um engenheiro ou médico. Os mais destacados na profissão são idolatrados e ganham prêmios em dinheiro, fato que explica a grande procura pela carreira. No dia dos professores, o presidente recebe os educadores que contribuíram de forma significativa às suas escolas. O prestígio dos mestres é inconteste. Em Cingapura, o futuro chegou na forma de um tigre asiático ágil.
Em terra brasilis, onde a Suprema Corte estabeleceu recentemente um piso salarial para os professores, diga-se, en passant, com valor imoral, continua a prosperar a crença de que o Brasil é o país do futuro, cuja chegada, no entanto, é postergada diariamente, sob diversas formas, razão de este país continuar sendo um esplendoroso “deserto cultural” (Osvaldo Aranha). Aqui o futuro é sempre o passado redivivo. O ensaio do filósofo Paulo Arantes (A Fratura Brasileira do Mundo, do livro Zero à Esquerda) vai direto ao ponto: “Na hora histórica em que o país do futuro parece não ter mais futuro algum, somos apontados, para o mal ou para o bem, como futuro do mundo”. O gato tupiniquim, que lembra o desenvolvimento do país, continua igual a gato de hotel: lerdo.

João Roberto A. Neves, advogado - jran.neves@gmail.com
Fonte:Jornal O Informativo do Vale 20/04/2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

AS ORIGENS DO DESRESPEITO

Gostamos de ser ouvidos. Temos a necessidade intrínseca de ser notado, de ser percebido pelo outro. Por isso, falar para as paredes, como se diz coloquialmente, machuca tanto quanto um tapa, e provoca no orador uma sensação de desânimo quase intransponível. Superar a indiferença do outro exige-nos sabedoria, muita paciência e um controle emocional enorme. Não é por acaso que os livros de autoajuda costumam vender, como receita infalível para conquistar as pessoas, o ato de saber ouvi-las. Ouça atentamente uma pessoa e ela jamais o esquecerá. Por natureza, o homem tem uma propensão maior para o falar do que para o ouvir. Falando externamos as nossas inquietudes, as nossas preocupações e pomos para fora tudo aquilo que nos incomoda. A fala é uma válvula de escape, um alívio imediato, por isso optamos antes pelo falar do que pelo ouvir.
Mas a fala também é o instrumento maior do professor. Geralmente é por intermédio da fala que o professor externa o conteúdo da sua disciplina. A fala constitui assim um instrumento valioso para o repasse de conhecimento. Entretanto, falar apenas não basta. Ouvir, num processo de aprendizagem, também é importante, uma vez que a dúvida e a inquietude do aluno podem exigir um redirecionamento da argumentação, podem influenciar na mudança de uma técnica, enfim, podem significar a necessidade de uma transformação postural e didática completa.
Há poucos dias, um conflito em sala de aula entre um professor e uma aluna, numa cidade do norte gaúcho, acabou se transformando em manchete de jornal por ter virado caso de polícia em função de uma suposta agressão por parte do professor. A aluna – classificada pelo professor como uma líder negativa – perturbava a sua aula levantando-se constantemente, desconcentrando, assim, a turma e o próprio professor. Resultado, a implicância surgiu de ambos os lados. No clima do tu fala e eu não te escuto, tu mandas e eu não te obedeço, o desfecho foi o pior possível: a falta completa de comunicação. Um orador sem ouvinte, uma boca sem ouvidos é o fim da interlocução e o início da barbárie. A falta de um dos três elementos básicos da comunicação, o orador, o meio e o ouvinte, tem sido, em todos os tempos, a causa raiz das maiores guerras que assolaram a humanidade. É, também, dessa falta de comunicação bilateral na sala de aula que surgem o desrespeito e os principais bloqueios no binômio ensino-aprendizagem. O episódio de Passo Fundo é um exemplo clássico de falta de entendimento e compreensão de ambas as partes.

Sérgio Peixoto Mendes/Filósofo
sergio_tell@ig.com.br
Fonte:Jornal Gazeta do Sul 19/04/2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

BARCO GARRAFA PET NO RIO TAQUARI

Fotos obtidas  no Rio Taquari, porto de General Câmara





Fotos de Paulo Eduardo  10/02/2008

11º BPM FAZ FESTA PARA A CRIANÇADA

A festa de Páscoa promovida pelo 11 Batalhão de Polícia Militar ficará na memória das crianças da comunidade da zona Norte da Capital. "Participaram 1,1 mil crianças de seis vilas da região", afirmou o tenente-coronel Toni Robilar Pacheco, comandante do 11 BPM. O evento no Sest/Senac recebeu convidados do Navegantes, Humaitá, Anchieta, Farrapos e Vila Dique.

Além de brincadeiras, cachorro-quente e refrigerante, os pequenos desfilaram no caminhão de bombeiros e passearam a cavalo. Os 11 carrinhos motorizados instalados numa pista foram atração. A festa teve doações de mais de 20 empresas. "O objetivo foi o de mostrar o que a Páscoa tem de bom", disse Pacheco.
Fonte:Jornal Correio do Povo 18/04/2011

domingo, 17 de abril de 2011

BLOG DIVULGA A HISTÓRIA DO MUNICÍPIO

Um grupo de estudantes de General Câmara está desenvolvendo um blog para que a população do município conheça as origens e a história da cidade. Por meio do endereço eletrônico http://generalcamarars.blogspot.com/ serão apresentados os pontos turísticos, fotos, eventos, depoimentos e atividades em geral. Quem desejar contribuir com conteúdo e saber mais informações do projeto pode mandar e-mail para generalcamarars@gmail.com ou ligar para 051 96525392.

Fonte:Jornal Portal de notícias 12/04/2011

ARTE GUARANI ESTÁ NO MEMORIAL DO RS

Até 30 de abril, é possível visitar a mostra de artesanato dos indígenas Guarani, no Memorial do Rio Grande do Sul. Em comemoração à Semana do Índio, ocorre a "IV Mostra Cultura, Arte e Vida Guarani: conhecendo um povo, valorizando uma cultura", promoção do Instituto de Estudos Culturais e Ambientais e a comunidade Guarani do RS. A entrada é gratuita. São expostas esculturas em madeira, instrumentos musicais, cestaria e ornamentos. Também integram a mostra fotografias do coditiano das aldeias gaúchas. O eventofaz parte do projeto "Ar, Água e Terra: vida e cultura Guarani", aprovado pelo programa Petrobras Ambiental. O projeto desenvolverá ações de recuperação e conservação ambiental em oito aldeias guaranis no RS.

Fonte:Jornal Correio do Povo 17/04/2011

sábado, 16 de abril de 2011

RETIRADA ILEGAL DE AREIA É DESCOBERTA

Uma equipe do Grupo de Polícia Ambiental (GPA), de São Jerônimo, flagrou, ontem, uma draga retirando areia do rio Jacuí de forma ilegal. A dragagem estava sendo realizada a trinta metros da margem, enquanto a legislação determina a distância de 50 metros do leito do curso d''água para a atividade.

A embarcação apreendida estava carregada com aproximadamente 12 metros cúbicos de areia, extraída de maneira irregular, tendo sido tudo apreendido. O responsável pela draga vai responder por crime ambiental, com pena prevista de seis meses a um ano de detenção e multa.
O comandante do GPA, soldado Vladimir Bittencourt, explicou que são feitas fiscalizações constantes para controle das atividades de mineração. Mesmo assim, afirma Bittencourt, é difícil flagrar as dragas trabalhando na distância inferior à autorizada.
De acordo com a Brigada Militar, quando a presença da Polícia ambiental é percebida no rio, os equipamentos costumam ser movidos dos lugares impróprios. "Dessa vez, conseguimos dar o flagrante e impedir a continuidade da extração irregular", enfatizou o comandante do GPA.
Fonte:Jornal Correio do Povo 16/04/2011

quinta-feira, 14 de abril de 2011

BULLYING: PROCEDIMENTO VITAL AO GRUPO E MORTAL PARA QUEM SOFRE

Vítima constante de apelidos humilhantes e gozações inadequadas durante toda a infância e adolescência, um jovem aluno, de 18 anos, entra na escola onde estudava e, com um revólver calibre 38, faz vários disparos, ferindo oito pessoas, e se suicida em seguida. Esse triste fato aconteceu em 2004, na cidade de Taiuva, no interior de São Paulo.

Passados sete anos, em abril de 2011, um jovem ex-aluno entra na escola onde cursou parte do Ensino Fundamental e, com dois revólveres, calibres 32 e 38, faz muitos disparos, ferindo e matando vários alunos para se suicidar em seguida, após a intervenção de um policial militar.
Esses trágicos acontecimentos, felizmente, não são comuns na realidade brasileira, porém, sua natureza nos leva à perplexidade e à angústia. Assim, interrogamo-nos: por que esses jovens escolheram suicidar-se em um cenário em que outros, sem culpa por sua decisão, precisam morrer com eles? Por que voltar à escola e provocar a morte de inocentes? Certamente, as respostas não são evidentes nem singulares; todavia, há uma possibilidade para tão bárbara determinação: trata-se de pessoas gravemente perturbadas mentalmente, portadoras de males que lhes tiram a percepção da realidade.
Diante da violência praticada nos episódios de 2004 e 2011 há, entre outras, uma questão que merece reflexão: os dois jovens eram introspectivos, de pouco ou nenhum relacionamento. E, segundo relatos da mídia, sofreram bullying durante a vida escolar. As pessoas vitimizadas por bullying não alcançam a solidariedade imediata das escolas. Há poucos dias, uma cena gravada ganhou contornos midiáticos por conta do efeito YouTube: um rapaz australiano obeso, farto de ser vítima de bullying na escola, resolveu reagir e agredir com violência quem o insultava. O vídeo se tornou sucesso na internet e só então foi notado e discutido pelos educadores da escola.
Quando se trata de um jovem adolescente, a negação dos pares causa muito sofrimento, uma vez que, para construir sua autonomia, são necessários o “rompimento simbólico” das referências familiares, principalmente em relação aos pais, e a aquisição de outras referências que são exclusivas de seu grupo. Nessa direção, não ser aceito ou sofrer humilhação dos elementos do grupo pode significar a impossibilidade de se tornar autônomo, crescer, fazer escolhas e tomar decisões independentes. Em outras palavras, se ele não existe para seu grupo, não existe para ninguém, inclusive para si mesmo.
O grupo, por sua vez, escolhe alguns membros e os elege como “vítimas sacrificiais”, são os “bodes expiatórios”, nos quais o grupo projeta as limitações e imperfeições dos demais elementos. Isso para que o grupo sobreviva.
As pessoas todas, sem exceção, vivem conflitos grupais, e o único meio de se livrarem desses conflitos é escolher um bode expiatório e depositar nele suas frustrações. Se tal procedimento é vital ao grupo, torna-se mortal para quem o sofre.
Não estou aqui para fazer a defesa dos jovens que cometeram os bárbaros disparos nas duas escolas, mesmo porque não conseguimos vislumbrar qualquer justificativa possível. Todavia, não podemos esquecer que os dois jovens violentos foram alunos daquelas escolas. Talvez pelo fato de serem “silenciosos”, não foram motivo de discussão ou atenção nas reuniões de conselho de classe, uma vez que ficavam quietos em seus cantos, sem incomodar o transcurso das aulas. Ou talvez, por serem distanciados de si mesmos e dos outros, não foram alvo de uma relação pessoal e mais presente de algum educador.
É simplificar demais, mas, sendo professora, faço-me uma pergunta: será que tais barbáries tiveram, para eles, o objetivo de manifestar uma dor insuportável? Queriam ser reconhecidos como colegas abarbarados e temidos? Queriam ser notados? Gostariam de ser chamados pelo nome e não pelo número? Desejariam ter um olhar educador que os reconhecesse como de fato eram e não como o grupo os definia? Termino sem respostas, citando Bertolt Brecht: “A árvore que não dá fruto/É xingada de estéril./Quem examinou o solo?/O galho que quebra/É xingado de podre, mas não haveria neve sobre ele? Do rio que tudo arrasta/se diz que é violento/Ninguém diz violentas/as margens que o cerceiam”.

Francisca Romana Giacometti Paris, pedagoga e mestre em Educação
Fonte Jornal  O Informativo Vale do Taquari,Lajeado  14/04/2011

COMANDO AMBIENTAL REALIZA AÇÃO EDUCATIVA

O Comando Ambiental da Brigada Militar promoveu ontem uma ação educativa no Parque Moinhos de Vento, na Capital. Cerca de 550 alunos das escolas estaduais Piratini e Uruguai receberam orientações práticas e conheceram os problemas que a falta de cuidado com a natureza pode causar.


O projeto Aldeia Ambiental percorrerá parques e praças da Capital, uma vez por mês, até o final do ano, com temas diversos. E, em 2012, o Comando Ambiental levará o projeto ao Interior. "Recebemos manifestações de prefeitos querendo o projeto", revelou o major André Luís Woloszyn, coordenador da ação. "Vamos encaminhar projeto, para que a Educação ambiental entre no currículo dos ensinos Fundamental e Médio. As crianças são excelentes multiplicadores do aprendizado. Queremos sensibilizar para prevenir", explicou.
Fonte:Jornal Correio do Povo 14/04/2011

GATO PETER SOBREVIVE DEPOIS DE PASSAR POR MAUS-TRATOS

O abandono de animais é um problema a ser combatido pela sociedade, que também deve abraçar a conscientização em favor do bem-estar da bicharada. No entanto, as coisas nem sempre são assim. Não são raras as histórias de rejeição, desamparo e violência. Somente nos últimos dias, três leitores procuraram o jornal Gazeta do Sul para relatar episódios de maus-tratos e crueldade. O possível envenenamento de seus bichinhos de estimação levou Lindomar Gilberto Franco à Delegacia de Polícia em Santa Cruz. Ele registrou ocorrência denunciando as mortes de seu cachorro e de sua gata durante o mês de abril.

Segundo Franco, os corpos dos animais foram levados a uma clínica veterinária, que atestou os óbitos por envenenamento. “Suspeitos eu tenho, mas não posso provar”, conta. Também destaca que não é a primeira vez que o problema ocorre na Rua João de Menezes, onde reside. Franco ainda explica que alimentava outros cinco gatos de rua, mas que a maioria deles sumiu na última semana. A suspeita é de que também tenham sido intoxicados. “Quem mata um animal também é bandido.”
A professora Mara Beatriz Krug, moradora do Bairro Verena, relata um caso de envenenamento contra uma ninhada de gatinhos em um terreno baldio próximo a sua casa. Segundo conta, quando os três felinos apareceram, há cerca de três meses, ela passou a alimentá-los. “Era maravilhoso vê-los, na sua beleza e inocência, pulando para pegar mosquitos e gafanhotos.” No último domingo, a história teve um triste desfecho. Quando foi dar ração aos animais, encontrou carne moída em uma tampa de plástico e pensou que mais alguém tinha se sensibilizado com o abandono dos filhotes.
Conforme Mara, após retornar para casa começou a sentir um cheiro forte nas mãos e um pouco de dor de cabeça. Então percebeu que a carne só poderia estar envenenada. “Fiquei chocada, desesperada. Coloquei leite em três lugares diferentes e procurei por eles até a meia-noite, mas não achei nenhum.” Na segunda-feira, a professora diz que encontrou um dos gatinhos no lixo de um vizinho, espumando pela boca. “Sinto uma impotência e uma tristeza desmedida. Saio a procurar os outros, nos terrenos, nos vizinhos, fazendo perguntas, mas nada encontrei até agora e ninguém viu nada. Provavelmente estão mortos”, lamenta.

SOBREVIVENTE

Após oito meses de muitas lutas e depois de passar por quatro cirurgias, o gato Piter hoje vive feliz na residência da família Schneider, no Bairro Monte Verde, em Santa Cruz. A história de vida do felino é de superação e de muito amor. Mesmo contrariando todas as possibilidades de sobrevivência, o aposentado Elton Joaquim Schneider e sua esposa Rosângela fizeram todo o possível para salvar Piter, que foi agredido com um material cortante. Os proprietários acham que talvez tenha sido um espeto, que atravessou o tórax e perfurou o intestino grosso do animal. “Somente uma pessoa muito transtornada pode ter feito isso.”
Segundo Schneider, o gato enfrentou longos períodos de provação. Cuidados veterinários, medicação e curativos passaram a fazer parte da rotina. Mesmo quando os esforços pareciam não adiantar, todos estavam decididos a fazer o possível por Piter. “Agora o gato voltou a sua vida normal. Essas agressões contra os animais, contra a natureza e contra o próprio homem são revoltantes. Acho que está faltando amor no mundo”, desabafa. A trajetória do felino é um exemplo desde o início. Sua mãe deu cria em um terreno baldio e foi acolhida por uma menina da vizinhança. Ainda pequeno, Piter foi adotado pelos Schneider.

Lei de crimes ambientais
A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Artigo 32, da Lei Federal nº. 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais). Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime. A pena é de detenção de três meses a um ano e também pagamento de multa. A pena é aumentada de um terço a um sexto se ocorrer a morte dos animais. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. As denúncias contra maus-tratos podem ser feitas pelos cidadãos em todas as Delegacias de Polícia.

Para crianças – nova versão

Não atire o pau no gato (to-to)
Porque isso (so-so)
Não se faz (faz-faz)
Ô gatinho (nho-nho)
É nosso amigo (go)
Não devemos maltratar
Os animais
Miau!!!

Fonte :Jornal Gazeta do Sul  14/04/2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

SONHAR ACORDADA...

Todos nós sonhamos! Às vezes dormindo e muitas vezes até acordados. Os sonhos que temos “acordados” fazem referência a bens materiais ou não. Os sonhos não materiais podem estar relacionados com princípios de vida digna assegurados pela Constituição, tais como: saúde, educação e também condição de vida.
Quando falamos em condição de vida, lembramos das pessoas como um todo, incluindo os cadeirantes. Quem necessita desse tipo de recurso sonha com rampas, banheiros adaptados, elevadores acessíveis.
Quem não enxerga sonha com o avanço da ciência nas pesquisas da célula-tronco, para poder ver um dia o mundo que os cerca.
Os demais deficientes que não sabem o que é viver nem um dia como os ditos normais sonham com o espaço especial, com a sociedade sem preconceito, com o direito do ir e vir sem deboche, com a sala de aula, com colegas e com a cura dos neurônios doentes para que possam “pensar” a sua vida e viver com autonomia.
O sonho de vida digna se fortifica normalmente quando assistimos aos noticiários, quando acessamos as leituras dos jornais e demais informações importantes que nos mostram a decadência na área da saúde.
O meu sonho de vida digna seria concretizado se todos os brasileiros tivessem que viver com a assistência do SUS. Vale a máxima: “o que é bom para o outro, é bom para mim”. Quando li a matéria sobre a morte do menino que nasceu acima do peso padrão, porque não tinha o transporte adequado, pensei: “se este menino fosse oriundo de uma família rica, influente, como seria? Será que ele teria o transporte adequado para continuar a sua vida?”. Na mesma reflexão, incluo o conterrâneo de Herveiras que morreu dentro da ambulância. Da mesma forma, se tivesse algum parentesco com pessoas influentes, teria morrido sem assistência?
Já na área da educação, nada contra as escolas particulares, muito pelo contrário: já trabalhei e gostei muito do trabalho. Porém, enquanto houver a opção da escola paga para os “meus” e deixo a escola pública para os que “não têm condições”, a escola pública jamais será prioridade.
Agora vou contar o meu sonho maior: sonho com a ciência descobrindo a “cura” da cegueira física e com a “cura” da cegueira espiritual dos nossos governantes, com exceções, em todos os níveis. Sonho também com o SUS e com a escola pública para todos, sem exceção, independente da situação socioeconômica ou função que ocupa na hierarquia do poder.

Nós somos a humanidade!
Seli Flesch/Professora da Sala de Recursos para deficientes visuais da EEEM Santa Cruz
Jornal Gazeta do Sul  12/04/2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

REGIÃO APRESENTA SUAS REINVIDICAÇÕES

Depois de passar por Caxias do Sul, Rio Grande e Osório, o Seminário Regional do Plano Plurianual Participativo (PPA) foi realizado também em Santa Cruz do Sul. O encontro aconteceu no auditório central da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) no último sábado e debateu as prioridades dos Vales do Rio Pardo e Taquari para os próximo quatro anos. A organização estima que mais de 400 pessoas tenham acompanhado o encontro. A mesa de abertura do seminário foi composta por lideranças educacionais, políticas e por representantes dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes). O vice-governador Beto Grill acompanhou os debates representando o governo do Estado.

Em seu pronunciamento, Grill destacou que a discussão do PPA nas comunidades é um compromisso de campanha que está sendo realizado. Ressaltou que o foco da organização é combater as desigualdades regionais e avançar mesmo diante das dificuldades financeiras e administrativas. “O momento é de otimismo. Temos convicção de que é possível fazer melhor.” Para o desenvolvimento do Estado, o vice-governador destacou a discussão em conjunto das reivindicações gaúchas e reforçou, ainda, o apoio do governo federal. “A visão tem que ser de rede e de troca para construirmos juntos um Rio Grande melhor.”
A presidente do Corede Vale do Rio Pardo, Mariza Christoff, e o dirigente do Corede Vale do Taquari, Nei Lazzarin, alertaram para a necessidade de superação das desigualdades regionais e apresentaram o plano de desenvolvimento estratégico das regiões. Na oportunidade, Mariza chamou atenção aos municípios da região Centro-Serra, que enfrentam diversas dificuldades. Alertou para o índice de analfabetismo e mortalidade infantil nessa região. “Precisamos de uma política que alavanque o desenvolvimento de nossos municípios”, defendeu.
Mariza também chamou a atenção para as áreas de saúde e educação no Vale do Rio Pardo. Segundo disse, os dois principais polos regionais, Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, estão desgastados nesses aspectos e não conseguem mais absorver toda a demanda. Defendeu investimentos nessas áreas para que outros municípios também possam atender melhor sua população. A presidente do Corede ainda reforçou a importância do Hospital de Pronto-Socorro Regional; de investimentos no ensino profissional de nível médio e do acesso asfáltico a municípios como Boqueirão do Leão e Lagoão. Ela também entregou ao vice-governador uma lista com mais de 30 prioridades regionais e sugestões de ações estratégicas.

PÚBLICO
Após a apresentação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), feita pela secretária adjunta Mari Machado, as pessoas que se inscreveram para participar do seminário puderam expor suas reinvidicações. Entre as propostas apresentadas, dezenas de manifestações pediram políticas públicas para a juventude e agricultura familiar, especialmente para a diversificação de alternativas à fumicultura. A solicitação de um Hospital Regional também foi citada por vários pronunciamentos como uma das prioridades regionais.
As principais reivindicações apresentadas foram: fortalecimento da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs); políticas de apoio aos jovens empreendedores; diversificação das culturas alternativas ao fumo; pagamento dos pequenos agricultores pelos serviços de preservação ambiental; fortalecimento da Emater para apoio à agricultura familiar; investimento em formação dos professores estaduais, qualificação dos espaços físicos e do transporte escolar; Aeroporto Regional; investimentos em ferrovias e hidrovias; recuperação das frotas e condições de trabalho na Brigada Militar e Corpo de Bombeiros; Centro de Referência para proteção à mulher e criança vítimas de violência; ampliação do efetivo e do período de funcionamento da Delegacia da Mulher, entre outros.
Segundo o calendário de atividades, os Seminários Regionais do Plano Plurianual Participativo (PPA) ainda serão realizados em Livramento, Passo Fundo, Santa Rosa, Santa Maria e Canoas. A promoção dos eventos é da Secretaria do Planejamento, Gestão e Participação Cidadã, com o apoio da Secretaria Executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Gabinete dos Prefeitos e Gabinete do Vice-governador. A partir das discussões pelo Estado, será elaborado o Plano Plurianual (PPA) 2012 a 2015. O PPA é um instrumento de planejamento orçamentário, obrigatório por lei, que estabelece programas e ações prioritários para o investimento dos recursos públicos a cada quatro anos.

Fonte:Jornal Gazeta do Sul 11/04/2011

É TEMPO DE CELEBRAR O LIVRO E A LEITURA

Este é um mês de celebração do livro e da literatura nacional e mundial. Diversos eventos relacionadas às datas (ver quadro) têm agenda em abril e mobilizam escolares.
Uma já tradicional promoção no país é o Prêmio Vivaleitura, que visa democratizar o acesso ao livro, estimular a leitura e a formação cidadã, valorizar o livro e a leitura e apoiar a criação e a produção literária. Criado no Ano Ibero-Americano da Leitura, em 2005, o prêmio incentiva a leitura em espaços escolares, bibliotecas, entidades e residências.
Nesta 6 edição, com inscrições abertas até 20/7, serão distribuídos R$ 90 mil. Os trabalhos devem revelar experiências de incentivo à leitura, relatando ações em execução ou já concluídas.
O prêmio é promovido pelos ministérios de Educação e Cultura, sob a coordenação da Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI); e o patrocínio da Fundação Santillana (Espanha). Tem ainda o apoio das entidades nacionais de secretários estaduais e de dirigentes municipais de Educação (Consed e Undime).
O Vivaleitura contempla as categorias de bibliotecas públicas, particulares e comunitárias; escolas públicas e particulares; e sociedade (empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais). Cada uma concorre a R$ 30 mil em dinheiro.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas por meio da Internet ou via postal (para Prêmio Vivaleitura 2011; Caixa Postal 71.0377; CEP 03.410-970; São Paulo/SP). O regulamento e o formulário de inscrição constam no site http://www.premiovivaleitura.org.br/regulamento/default.asp.

DATAS
Abril: é um mês repleto de datas comemorativas que estão relacionadas ao livro e à leitura

2/4: Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil

18/4: Dia Nacional do Livro Infantil

23/4: Dia Mundial do Livro

Fonte:Jornal Correio do Povo 11/04/2011

POR QUE EM ESCOLAS?

Dia desses passei em frente à Escola Estadual Protásio Alves, onde cursei meu Técnico de Secretariado. Meu coração foi preenchido por uma emoção gostosa, avassaladora, que me permitiu ficar assim, com esse sentimento o resto de meu dia.
E o contrário, e o difícil colocar-se no lugar do outro?
Como deve ser terrível uma emoção repulsiva à escola, por quê?
Porque a escola é o nosso primeiro e grande teste de aceitação lá fora. Deveríamos, a cada mês, submeter nossos alunos a um simples questionamento: você está sentindo-se aceito aqui neste espaço? Assim, como teste para nivelar e saber o que pensa a turma.
Aliás, quantas escolas, sejam elas da rede pública ou privada, fazem seus alunos pensarem através da disciplina de Filosofia?
O que se flagra como maior oponente à tradicional escola? A veloz e desafiante Internet!
Que tal direcionarmos recursos, aqui considerados investimentos e não gastos, para a educação para que, pelo menos, o professor conselheiro da turma tenha um computador em sala para visitar com seus alunos as páginas que tanto os atrai e, por vezes, traem nosso falso conceito de que estamos educando.
Ir na contramão da velocidade de nossos dias pode resultar em choques frontais e, até mesmo, letais. As nossas famílias, seja qual for o paradigma para a sua formação, estão a exibir jovens conectados somente com o seu mundo, no seu quarto e com o seu computador. Qualquer perícia policial vai constatar diálogos de violência e páginas que ensinam o que assistimos na tragédia do Rio de Janeiro. Não, não vamos culpar a Internet, a grande rede está aí respondendo às necessidades dos séculos. Mas podemos nós, seres humanos, nos conectar a outra grande rede. Aquela que nos permitia olhar no olho do filho e perguntar: tudo bem? Aquela que nos movia a dar um bom-dia para o nosso vizinho. Aquela que nos licenciava assoviar uma canção, a caminho do trabalho. Aquela que não fazia nossas crianças confundirem galinha com "pássaro grande". Porque nossas crianças conheciam galinhas. Ah... e também sabiam que o leite vem da vaca e não direto das caixinhas!

É a velha teoria Flinstoniana: somos os mesmos desde os Flinstones, com as mesmas necessidades, com as mesmas emoções e com as mesmas expectativas de sermos aceitos, porém, em uma sociedade cada vez mais exclusiva!
Jornalista Silvia do Canto
Fonte:Jornal Correio do Povo 11/04/2011

domingo, 10 de abril de 2011

ESCOLA LIBERATO VAI LEVAR ROBÔS AOS EUA

Alunos da Escola Municipal de Educação Básica Liberato Salzano Vieira da Cunha, na Capital, embarcam nesta segunda-feira para Orlando (EUA), para participar do Vex Robotics World Championship. A Liberato é a única escola pública representando o país neste campeonato.
A equipe XC274 é formada pelos estudantes Henrique Ramires, do curso de Informática; Camila Soares, do curso de Contabilidade; e Vinicius Standke, do Ensino Médio. Após participar da temporada 2010/2011 da Vex Robotics Competition e conquistar o vice-campeonato na disputa com alianças, e o primeiro lugar na modalidade individual (que avalia o desempenho do robô e dos pilotos), a equipe conquistou o direito de disputar o Campeonato Mundial neste mês de abril.
A Vex possui, atualmente, mais de 2.600 equipes em 20 países, competindo em 200 torneios oficiais pelo mundo. Os estudantes, guiados por seus professores, devem construir os mais incríveis robôs para competirem em alianças com outras equipes.
"Estamos concentrados para melhorar o desempenho do nosso robô, mostrar a competência de nossos alunos e a qualidade dos projetos desenvolvidos em Porto Alegre", explica a coordenadora Angélica Kafruni. A escola pública fica na rua Xavier de Carvalho, 274, no bairro Sarandi.

Fonte:Jornal Correio do Povo 10/04/2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A GLOBALIZAÇÃO DO PIOR

Era de se esperar. O pior da violência contra as escolas chegaria ao Brasil. Não escaparíamos de importar uma obsessão nascida nos Estados Unidos da América. Dizer isso não significa culpar os norte-americanos por algo que desejam superar, mas reconhecer que tudo se dissemina nestes tempos de comunicação total, especialmente o pior. O homem que disparou contra os estudantes em Realengo, no Rio de Janeiro, produziu o nosso "massacre de Columbine". Nunca mais seremos os mesmos depois disso, embora, concretamente, pouco vá mudar. Saltamos um patamar. Entramos na era da violência desenfreada contra inocentes por razões que, embora seja cedo para conhecê-las, vão do ressentimento ao delírio mesclando política e religião. A irmã do serial killer falou em vínculo com o islamismo.

É hora de cautela em meio ao desespero. O Brasil é um país de tolerância religiosa e a ação de um homem não pode servir para amparar conclusões precipitadas ou preconceituosas. Na maior parte das vezes, nesses casos, as motivações são de ordem muito particular. Não raro, são respostas ao que hoje se chama de bullying. Como, no entanto, deixar de pensar que a vida se tornou muito perigosa e que o perigo agora invade os lugares antes considerados sagrados ou inocentes? O medo anda junto com cada um de nós. Quem tem carro vive com medo de chegar em casa. A hora de abrir o portão da garagem é temida. Há um novo imaginário, um novo ar do tempo, uma nova atmosfera, o imaginário do medo, a convivência permanente com o temor, a certeza de que o perigo está sempre rondando.
O que mudou nos últimos anos para justificar esse acerto de contas pessoal e definitivo que costuma terminar em suicídio depois de um massacre? A disseminação mundial das imagens, como já está acontecendo com as do "massacre de Realengo", terá o poder de contaminar e influenciar mentes desequilibradas? O Brasil acaba de entrar para um clube muito triste, o clube dos países em que escolas se tornam alvo de personagens determinados a chamar a atenção uma única vez na vida. Ao custo da própria morte. Mas também ao custo da morte de crianças e jovens que pensavam estar no lugar certo para melhorar a vida, a escola, e acabaram no lugar errado, o caminho de um homem solitário em queda livre. Nesses momentos, seja qual for a explicação, a perplexidade nos domina. O que estamos fazendo? O que podemos fazer? Como estancar essa violência vertiginosa?
Não, a solução não está no autoritarismo ou no retorno à ditadura. Esse é um mal que assola a maior democracia mundial, os Estados Unidos, nação internamente refratária a um regime ditatorial. Será a expressão de um desejo perverso de igualdade? Será uma cobrança sem limites em relação ao que a sociedade pode ou deve dar a todos? Estou falando daquilo que, para além da explicação do caso de Realengo, possa explicar essa modalidade contemporânea de extermínio de inocentes. Dito em outras palavras: qual é a mensagem? No ano do centenário do nascimento de um visionário, Marshall McLuhan, surge uma nova maneira de perguntar: o meio é a mensagem? Se a inocência existiu, estamos cada vez mais longe dela.

Juremir Machado da Silva
juremir@correiodopovo.com.br
Fonte:Jornal Correio do Povo 08/04-2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

POR QUE FILOSOFAR ?

No início do livro Las preguntas de la vida (há uma edição brasileira pela Martins Fontes, mas está esgotada), o filósofo espanhol Fernando Savater lembra o questionamento que muitos fazem ao se deparar com o ensino da filosofia: que informação podemos tirar dela? A resposta é óbvia: nenhuma. Quem nos dá informação são os noticiários. Mas depois que recebemos a informação (um número x de pessoas morrem de fome no mundo, por exemplo), ela basta para entendermos a nós mesmos e ao mundo ao nosso redor? A informação por si só não, mas depois as pessoas passam a opinar sobre a notícia, procurando justificativas, causas, relacionam os fatos com o seu conhecimento de mundo. Por isso, uns invocam as análises psicológicas, outros levantam teses sociológicas, outros apelam para as explicações religiosas. Até que alguém exclama: “em que mundo vivemos!”. Essa exclamação gera uma pergunta que não encontra uma resposta satisfatória, como a óbvia “vivemos no planeta Terra!”, pois ela transcende qualquer explicação científica. Passa-se pelo degrau da informação, depois pelo degrau do conhecimento e agora se quer chegar à sabedoria.

Para se chegar a esse degrau, eu afirmo: precisamos da filosofia. Filosofamos porque queremos respostas que vão gerar, por sua vez, novas perguntas e assim por diante. No momento em que achamos que já encontramos a resposta, deixamos de filosofar. As religiões dizem que têm a verdade, basta ter fé e não questionar. Alguns cientistas afirmam também categoricamente suas descobertas em revistas e saímos repercutindo como verdades absolutas. Ainda bem que há os que questionam os dogmas religiosos e os que questionam os dogmas científicos. Graças a essas pessoas, não deixamos de evoluir.

Pense, caro leitor, em um objeto importantíssimo do seu dia a dia. Pensou no celular, no computador, na televisão ou outra coisa? Pois você deve isso a um filósofo ou, na menor das hipóteses, a uma pessoa que filosofou. Ela deve ter refletido “está certo, esse objeto facilitou minha vida, mas não pode facilitar ainda mais?”. Ou seja, o cara não se conformou com o que tinha e quis algo mais. São as mentes inconformadas que movem o mundo e elas são alimentadas pela busca do conhecimento e a aplicação desse conhecimento para os seres humanos. Se elas param, paramos também e nossa vida se torna monótona.

Para os que dizem que a filosofia é uma disciplina inútil, respondo que ela é inútil para aqueles que só se conformam em viver e deixam que outras pessoas reflitam no seu lugar. Mas lembre-se: refletir é também olhar-se no espelho. Portanto, vá ao banheiro ou ao seu quarto, olhe-se no espelho e me diga se é a sua imagem que está sendo refletida.

Cassionei Niches Petry/Professor e mestrando em Letras, bolsista do CNPq
cassio.nei@hotmail.com

Fonte:Jornal Gazeta do Sul 06/04/2011