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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Estudo mostra que inflamação no cérebro pode ser chave do Alzheimer

 
Pesquisa foi liderada por laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer

Um estudo liderado pelo laboratório do neurocientista Eduardo Zimmer, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugere que o cérebro precisa estar inflamado para que o Alzheimer se estabeleça e progrida. Segundo o artigo publicado na revista Nature Neuroscience, o acúmulo da proteína tau e beta-amiloide só provoca a reação dos astrócitos que participam da sinapse (comunicação entre um neurônio e outra célula) quando a microglia, célula de defesa do cérebro, também está ativada.

“Quando se diz que essas proteínas se acumulam no cérebro, queremos dizer que elas formam grumos insolúveis no cérebro, ou seja, umas pedrinhas mesmo. Essas duas células [astrócitos e microglias] coordenam a resposta imune do cérebro e nós já sabíamos que essas pedrinhas de proteínas fazem com que essas células respondam mudando para um estado reativo. Quando essas células estão reativas, o cérebro está inflamado”, explicou Zimmer.

Segundo o professor, essas evidências já haviam sido encontradas em animais e em cérebros pós-mortem, mas os cientistas nunca haviam visto essa comunicação entre as células em pacientes vivos. Esse achado foi possível devido à utilização de marcadores como exames de imagem de última geração e biomarcadores ultrassensíveis.

“Nós já sabíamos que a placa beta-amilóide [as pedrinhas que causam a inflamação] fazia o astrócito ficar reativo. O que não sabíamos é que para a doença se estabelecer a microglia também tinha que estar reativa. Então, com esses dois ativos, o astrócito se associa à placa beta-amilóide. Se o astrócito estiver reativo e a microglia não, nada acontece. Nesse contexto das duas células ativas, conseguimos explicar toda a progressão da doença com os outros marcadores, de amiloide e de tau até 76% da variância na cognição”, disse.

Zimmer ressaltou que ainda não se sabe exatamente o que causa o aparecimento da placa beta-amilóide, entretanto sabe-se que há vários fatores de risco e que a combinação de genética com as exposições durante a vida (expossoma) influenciam. Quanto mais exposições boas, menores as chances de desenvolver Alzheimer no futuro.

Entre os fatores de risco para o Alzheimer estão o tabagismo, o alcoolismo, o sedentarismo, a obesidade, entre outros. Já ao contrário, contribuem para evitar, a prática de atividades físicas, boa alimentação, qualidade do sono, estímulo intelectual.

A descoberta contribui para uma visão nova de tratamento para a doença, já que nos últimos anos a ideia era a de desenvolver fármacos que agissem nas placas beta-amilóides. A nova perspectiva sugere que pode ser necessário desenvolver medicamentos que consigam interromper a comunicação entre os astrócitos e as microglias.

“Então a ideia é a de que, além de tirar as ‘pedrinhas’, vamos precisar acalmar essa informação no cérebro, acalmar esse diálogo entre as duas células”, explicou.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Desigualdade social acelera envelhecimento, diz estudo internacional

 

Um estudo publicado na revista científica Nature Medicine indica que o envelhecimento cerebral é acelerado por fatores como instabilidade política, poluição do ar e alta desigualdade social. A pesquisa foi desenvolvida por 41 cientistas, entre eles três brasileiros apoiados pelo Instituto Serrapilheira, instituição privada sem fins lucrativos.

Foram analisados dados de 161.981 participantes em 40 países, incluindo o Brasil. Modelos de inteligência artificial (IA) e modelagem epidemiológica permitiram aos pesquisadores avaliar “diferenças de idade biocomportamentais (BBAGs)”. O termo é usado para medir a diferença entre a idade real de uma pessoa e o que era previsto para sua idade com base na saúde, cognição, educação, funcionalidade e fatores de risco, como saúde cardiometabólica ou deficiências sensoriais.

Para os autores, o estudo desafia uma noção tradicional de que o envelhecimento é influenciado apenas por questões individuais, como genética e estilo de vida.

“Os resultados mostram, de maneira marcante, que o local onde vivemos pode nos envelhecer de forma acelerada, aumentando o risco de declínio cognitivo e funcional. Em um país desigual como o Brasil, esses achados são extremamente relevantes para políticas públicas”, diz Eduardo Zimmer, professor da UFRGS e um dos autores do estudo.

Segundo os pesquisadores, o envelhecimento mais rápido pode ser associado a fatores como:

níveis mais baixos de renda;
má qualidade do ar;
desigualdade de gênero;
questões migratórias;
falta de representação política;
liberdade partidária limitada;
direitos de voto restritos;
e democracias frágeis.

Países com altos índices de corrupção, baixa qualidade democrática e pouca transparência têm maiores índices de envelhecimento. Um trecho do estudo diz que a confiança no governo está associada a melhores condições de saúde. Já a desconfiança e a polarização política aumentam a mortalidade e enfraquecem as respostas de saúde pública.

Os cientistas sugerem que pessoas expostas de forma prolongada a contextos de governança instável podem sofrer de estado crônico de estresse, declínio cardiovascular e cognitivo.

Europeus (França, Alemanha, Suíça, entre outros) e asiáticos (China, Coreia do Sul, Israel e Índia) apresentaram um envelhecimento mais lento. Enquanto africanos, como Egito e África do Sul, tiveram envelhecimento mais rápido. O Brasil ficou no meio desses extremos.

“O local de nascimento e de moradia influenciam de maneira desigual o cérebro de todos. Viver na Europa, na África ou na América Latina tem níveis diferentes de impacto no envelhecimento por causa da disparidade na disponibilidade de recursos e acesso à saúde”, diz Wyllians Borelli, pesquisador da UFRGS e um dos autores do estudo.

“Antes de focar em riscos individuais, as autoridades de saúde devem priorizar a diminuição das desigualdades sociais e o desenvolvimento regional para promover um envelhecimento populacional mais saudável”, diz Lucas da Ros, da UFRGS, também participante do estudo.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Fóssil descoberto no Brasil lança luz sobre origem dos dinossauros

 







Estudo foi publicado em periódico da revista Nature

Há cerca de 250 milhões de anos, o planeta viveu provavelmente o maior evento de extinção de formas de vida, apelidado de A Grande Morte. Estima-se que mais de 95% das espécies marinhas e 70% das linhagens de vertebrados terrestres tenham desaparecido, nesse período, que marca o fim da era Paleozóica e início da Mesozóica.

Acredita-se que, alguns milhões de anos depois evento extremo, tenham surgido e se diversificado os dinossauros.

Um fóssil descoberto há décadas em Santa Cruz do Sul (RS) e guardado, desde então, na coleção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), lança nova luz sobre esse momento da evolução dos dinossauros.

A descrição do fóssil, que pertenceria a uma nova espécie, batizada de Itaguyra occulta, foi feita por paleontólogos brasileiros e argentinos, com base em dois ossos fossilizados, que integravam a cintura pélvica do animal, um ílio e um ísquio.

O estudo foi publicado nesta sexta-feira (30), na publicação Scientific Reports (um dos periódicos da revista Nature).

Os pesquisadores analisaram a morfologia dos ossos e constataram que se tratava de um integrante do grupo dos silessauros (pertencente ao clado dos répteis) e não um cinodonte (clado ao qual pertencem os mamíferos).

Os silessaurídeos são considerados dinossauromorfos, um grupo mais amplo que inclui os dinossauros e outras linhagens, mas há controvérsias sobre se eles são dinossauros ou apenas um grupo-irmão desses répteis mais famosos.

O estudo mostra que o fóssil tem cerca de 237 milhões, um período pouco documentado para os silessauros, e indica que este grupo de animais teve uma presença contínua no território da atual América do Sul durante o Triássico.

A partir das conclusões do estudo, os pesquisadores sustentam que os silessauros são dinossauros, mais precisamente integrantes da linhagem dos ornitísquios, e não apenas seus parentes próximos.

Segundo o pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (MN/UFRJ) Voltaire Paes Neto, autor principal do estudo, “a descoberta preenche um hiato temporal crítico e sustenta a ideia de que os silessauros não apenas são próximos dos dinossauros, mas podem ser os primeiros representantes dos ornitísquios”.


“Se essa hipótese for confirmada, Itaguyra Occulta passa a figurar entre os dinossauros mais antigos do mundo”, afirma o paleontólogo.

O diretor do Museu Nacional e coautor do estudo, Alexandre Kellner, explica que “toda a diversidade de dinossauros que conhecemos se divide em duas grandes linhagens: os saurísquios e os ornitísquios, grupos reconhecidos há mais de um século e meio pela ciência. Contudo, como se deu a origem dessas linhagens ainda é um enigma”.

O silessauros incluem animais de pequeno porte, geralmente quadrúpedes e onívoros ou herbívoros, que viveram no final do Triássico e deixaram registros fósseis em diversas regiões da antiga Pangeia, incluindo a atual América do Sul.


“A presença contínua de silessauros no Brasil reforça o papel do sul do país como um território-chave para entender a origem e diversificação dos dinossauros”, destaca o paleontólogo Flávio A. Pretto, pesquisador da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e coautor do estudo.

O nome da nova espécie remete à origem do achado. "Itaguyra" combina palavras da língua tupi para "pedra" (ita) e "ave" (guyra). Já "occulta" é uma referência ao fato de os restos terem permanecido “escondidos” entre outros materiais por décadas

Além da UFSM e do Museu Nacional, participaram do estudo pesquisadores da UFRGS, da Universidade Federal do Pampa (Unimpa) e do Museo Argentino de Ciencias Naturales, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e do projeto INCT-Paleovert.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 16 de março de 2025

Após enchentes, Serra Gaúcha pode levar 40 anos para recuperar o solo

 

Estudo mostra perda de mais de 85% do estoque de carbono na região

Por causa das enchentes de abril e maio do ano passado, a Serra Gaúcha perdeu mais de 85% do estoque de carbono no solo de pomares da região. A reposição desse importante nutriente pode demorar de 14 a 40 anos.

As informações são resultados de um estudo divulgado pelo professor de agronomia Gustavo Brunetto, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no seminário RS Resiliência e Sustentabilidade, realizado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), nessa sexta-feira (14). O evento discutiu temas relativos aos impactos da enchente do ano passado, aspectos das mudanças climáticas e alternativas de soluções para encarar o cenário preocupante.

No caso do solo, o professor Gustavo Brunetto explicou que as inundações devem comprometer o trabalho do produtor rural para que busque fertilidade nas plantações. Ele contextualizou que as cidades da Serra Gaúcha ficaram entre as regiões mais afetadas pela chuva em curto espaço de tempo.

“Isso estimulou o escoamento da água na superfície, a transferência de solo de partes mais altas para partes mais baixas e, com isso, nós tivemos importantes consequências e danos”.

Ele explicou que o primeiro dano foi a perda de solo, especialmente da camada superficial, já que nem toda a água conseguiu infiltrar.

“Por isso, nós tivemos perda de nutrientes que normalmente estão no solo e que são fontes para as plantas, para que elas consigam crescer, produzir e ter um produto de qualidade”.

Parte da matéria orgânica e dos nutrientes foram para partes baixas do relevo e também, em alguns casos, em águas superficiais.

“No futuro, isso poderá gerar contaminação da água. Esse dano ocorreu em virtude do excesso de precipitação. Tivemos perda de solo em áreas não cultivadas e também em áreas cultivadas”.

Riscos

Ele avaliou, pelo estudo feito na cidade de Bento Gonçalves, por exemplo, que houve também a diminuição dos teores de fósforo nas áreas de deslizamento.

“Se as áreas que foram degradadas pelo excesso de chuva forem incorporadas novamente à agricultura, o produtor vai ter que comprar mais fertilizante. Com isso ele vai ter um aumento, provavelmente, do seu custo na propriedade”.

A perda de fósforo, como observou Brunetto, pode gerar a contaminação da água. “Nós tivemos uma perda da matéria orgânica do solo. Com isso nós perdemos uma fonte importante que vai disponibilizar nutrientes para as plantas”

Soluções

O professor da UFSM identifica que, para repor nutrientes, é necessário conhecimento e investimento. Ele disse que são necessárias estratégias para que, no futuro, quando isso acontecer novamente, haja possibilidade de minimizar esse problema. Inclusive, ele aponta ser necessário haver o nivelamento do solo para que o produtor consiga novamente cultivar a sua área.

O pesquisador reitera que o caminho é utilizar técnicas reconhecidas e aceitas na área da agronomia, como a calagem (prática para corrigir a acidez, neutralizar o alumínio e fornecer cálcio e magnésio) e adubação.


“É preciso executarmos o uso de plantas de cobertura que podem ser utilizadas”

Ele defendeu práticas de manejo chamadas de conservacionistas. Além do uso de plantas de cobertura, uso de terraços em áreas, por exemplo, de culturas frutíferas perenes. “É uma forma de reter a água, estimular a infiltração da água, diminuir a perda de água e de solo

Impacto social

Além do diagnóstico sobre o solo, o evento apontou outros impactos, como o social. O professor de economia Gibran Teixeira, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), explicou que as enchentes no Estado deixaram um desastre que requer políticas públicas diante das perdas de postos de trabalho e queda de arrecadação.

Para se ter uma ideia, ele exemplificou que, nos municípios com apenas 10% da população afetada, houve uma perda de quatro empregos a cada mil habitantes, além de queda salarial e de assistência de saúde.

“Quanto maior for a exposição do município à área de inundação, mais há perdas de emprego formal, queda na arrecadação municipal, aumento de casos de leptospirose, redução de visitas e toda assistência básica em saúde”, diz o professor.

Nas cidades com maior nível de exposição (com mais de 50% da população afetada), houve o maior volume de queda de empregos formal, de admissões, e, por consequência, maior diminuição de ICMS.

“Paralisou praticamente a economia do estado e principalmente esses municípios que tiveram um maior nível de exposição à inundação”, ressaltou.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

HÁBITO DE LEITURA LEVA CATADOR DE LIXO PARA UNIVERSIDADE FEDERAL

Livro doado despertou o desejo do gaúcho Carlos César Alves Correa, hoje com 24 anos, de estudar Letras na UFRGS































Criado pela avó e pela mãe, Carlos César Alves Correa passou a infância recolhendo lixo das ruas de Porto Alegre. De manhã, coletava papel e latas com outras sete crianças da família. De tarde, frequentava a escola. De noite, ficava na pequena casa de chão batido e paredes de madeira velha. “Quando batia vento forte, o telhado voava”, relembra Correa sobre a moradia da infância. O pátio da casa abrigava ainda a égua da família, animal usado para puxar a carroça com o material recolhido nas ruas.
“As pessoas se sensibilizavam em ver as crianças catando o lixo e doavam comida. Eu tinha vontade de estudar, mas não tinha influência da minha família porque ninguém sequer tinha o ensino fundamental completo. Não culpo eles, nenhum deles recebeu o exemplo antes”, conta o rapaz de 24 anos.
Porém, a família recebia mais do que comida. Quando tinha dez anos, o garoto ganhou um livro que despertou seu desejo de ser professor. “A história era parecida com a minha, de um jovem que queria estudar, mas não tinha recursos. Eu me enxerguei ali”, contou a VEJA.
Foi através da leitura, frequentando bibliotecas públicas da capital gaúcha e “espiando” livros nos sebos, que Correa deixou a rotina de catador de lixo para ser aprovado no curso de Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente, o universitário conta sua história para jovens em vulnerabilidade social através de projetos da Rede Marista, em Porto Alegre. Um desses projetos é a “Rede do Livro”, iniciada em agosto, que incentiva a doação de livros para modificar o baixo índice de leitura no país: 1,7 livro per capta por ano, segundo o Ministério da Cultura. Os voluntários podem doar livros diretamente para pessoas ou instituições de sua escolha e utilizar a “hashtag” #rededolivro nas redes sociais para divulgar a ação. A campanha também promove a doação de sangue.
Criado pela avó e pela mãe, Carlos César Alves Correa passou a infânciarecolhendo lixo das ruas de Porto Alegre. De manhã, coletava papel e latas com outras sete crianças da família. De tarde, frequentava a escola. De noite, ficava na pequena casa de chão batido e paredes de madeira velha. “Quando batia vento forte, o telhado voava”, relembra Correa sobre a moradia da infância. O pátio da casa abrigava ainda a égua da família, animal usado para puxar a carroça com o material recolhido nas ruas.
“As pessoas se sensibilizavam em ver as crianças catando o lixo e doavam comida. Eu tinha vontade de estudar, mas não tinha influência da minha família porque ninguém sequer tinha o ensino fundamental completo. Não culpo eles, nenhum deles recebeu o exemplo antes”, conta o rapaz de 24 anos.
Antes de contar sobre a importância da leitura e da literatura na sua vida para outros jovens, o rapaz chegou a abandonar a escola para ajudar a família com um trabalho mais rentável. “Cortaram água, luz e o aluguel era alto para o que se recebia. Precisei colaborar. Achei que nunca voltaria a estudar”, conta. Mas Correa conseguiu emprego e retomou os estudos. Pagou com o próprio dinheiro um cursinho para se preparar para o vestibular e foi aprovado na UFRGS. Correa foi aprovado pelo sistema de cotas (racial, por renda e por ter estudado em escola pública).

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pinguins podem ter sido vítimas de ciclones, diz veterinário

A causa da morte de pelo menos 512 pinguins-de-magalhães, encontrados entre as praias de Tramandaí e Quintão no Litoral Norte gaúcho, ainda é um mistério para os especialistas. Para o veterinário que presta serviços para o Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), Derek Amorim, os animais podem ter sido vítimas de fenômenos meteorológicos como a ocorrência de ciclones. “Nessa época do ano, é comum os pinguins deixarem as colônias localizadas na Argentina em busca de comida. Eles migram até o litoral sul de São Paulo em busca de comida e depois de pegarem peso e retornam para casa”, destacou. 
Segundo Amorim, os animais são jovens e não apresentavam manchas de óleo no corpo ou estavam machucados. “O que é interessante é que foi uma quantidade muito grande de animais mortos em uma faixa de terra pequena entre as plataformas de Tramandaí e Cidreira”, comentou. Conforme ele, as correntes oceânicas podem ter contribuído para trazer os pinguins para a costa gaúcha. 
Grande parte dos animais foi encontrada entre as plataformas de Tramandaí e Cidreira entre quarta e quinta-feira. Eles estavam espalhados ao longo de um trecho de 50 quilômetros entre as duas praias. Na manhã desta sexta-feira, pesquisadores do Ceclimar da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e do Batalhão Ambiental da Brigada Militar percorreram as praias de Tramandaí, Cidreira e Quintão e recolheram cerca de 30 animais para análise nos laboratórios de veterinária da universidade.
Amorim e a estudante de Biologia Marinha Bruna Maldaner, acompanhados de soldados do Batalhão Ambiental da Brigada Militar, seguiram até o Farol de Dunas Altas, em Quintão. De acordo com o veterinário, o restante dos animais que estão na praia serão recolhidos pelas prefeituras de Tramandaí e Cidreira.
O sargento do Batalhão Ambiental de Tramandaí, Marco Antônio Fortes, disse que o batalhão recebeu ligações de moradores que foram encontrando ao longo da praia diversos animais mortos. “Uma equipe do batalhão fez a vistoria e acionou o Ceclimar que em um primeiro momento identificou mais de 300 animais mortos”, destacou.
Ele ressaltou ainda que é normal aparecerem pinguins mortos nesta época do ano, ao recordar que, em 2011, foram encontrados 800 animais no Litoral gaúcho. O resultado, que apontará a causa da morte dos animais, deverá ser conhecido em 30 dias.

Migração é comum nesta época do ano, diz veterinário

Durante o trabalho de recolhimento das espécies na orla gaúcha, o veterinário Derek Amorim explicou que a migração dos pinguins-de-magalhães (Spheniscus Magellanicus) vivos é comum nesta época do ano. Segundo Amorim, os animais são provenientes da Patagônia e provavelmente estavam em busca de comida.
Durante a inspeção realizada nas praias de Tramandaí, Cidreira e Quintão, os animais foram marcados com tinta amarela pelos especialistas. No entanto, na medida em que realizavam a retirada dos animais da praia, os especialistas do Ceclimar e os soldados do Batalhão Ambiental da Brigada Militar encontravam mais animais mortos.
Grande quantidade do pinguins foi encontrada entre as guaritas de salva-vidas de número 159 e 160 na praia de Tramandaí. O trabalho da equipe do Ceclimar e do Batalhão Ambiental chamou a atenção dos poucos frequentadores que se arriscaram a enfrentar o frio e o vento do litoral gelado do Litoral Norte gaúcho.
Os pinguins encontrados na litoral do Rio Grande do Sul pesavam de 2 a 2,3 quilos e possuem 45 centímetros de altura. A idade média da espécie é de 18 anos e o habitat natural é a zona costeira do Chile e da Argentina.

Fonte:Jornal Correio do Povo 13/07/2012

















Pinguins: morte por causas naturais



Os pesquisadores da Ufrgs avaliaram que os 512 pinguins encontrados mortos no Litoral Norte do RS morreram de causas naturais. O Ceclimar chegou a essa conclusão em razão das condições em que os animais foram encontrados e pela experiência em estudos com a espécie. Para o biólogo que atua no caso, Maurício Tavares, a maioria dos pinguins encontrados na última semana era jovem. "Aves que estão no primeiro ano de vida são inexperientes", disse. Todos estavam no mesmo estágio de decomposição, além de magros, com alta carga parasitária, ausência de lesões externas e de óleo na plumagem. "Todos esses aspectos associados à entrada de frentes frias são condizentes com o padrão de encalhes observado no Litoral. E, mesmo com a grande concentração de animais entre Tramandaí e Cidreira, de 368, esses fatores indicam ser o fenômeno fruto do processo de seleção natural", conclui Tavares.

Jornal Correio do Povo 17/07/2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Chip gaúcho será usado no espaço

Lamb apresentou os projetos do Instituto de Informática da Ufrgs 

Um chip resistente à radiação solar desenvolvido em solo gaúcho é apenas uma das ações inovadoras do Instituto de Informática da Ufrgs. Ontem, o diretor Luís Lamb apresentou os projetos da instituição para o mercado brasileiro e internacional, entre eles a ampliação do parque tecnológico no Campus do Vale, na Capital. "Nosso espaço foi criado em 2010, mas já estamos organizando a ampliação de 7,5 mil m² para 11,5 mil m². Falta apenas a liberação da prefeitura", afirmou Lamb, destacando o alto nível do corpo docente da instituição. 

Dos 70 professores, 65 são doutores e ensinam mil alunos dos cursos de Ciência da Computação e Engenharia da Computação. Conforme a professora Fernanda Lima, os primeiros 15 protótipos de chips para utilização no espaço devem ser testados neste semestre, mas já representam um passo de independência tecnológica na área espacial. 

Ela acredita que isso possibilitará no futuro o lançamento de satélites com tecnologia 100% brasileira. "Atualmente os chips são fabricados somente em outros países", explica. Vice-diretora do instituto, Carla Freitas salienta que nos últimos cinco anos 157 alunos fizeram intercâmbio em diversos países, enquanto 41 alunos de outras nações foram recebidos no Campus do Vale.

Jornal Correio do Povo 25/04/2012

quinta-feira, 29 de março de 2012

Porto Alegre: Voluntários instalam pontes para a travessia de bugios



Preocupados com a sorte destes pequenos animais, voluntários se reúnem há mais de quinze anos para instalar pontes suspensas no extremo-sul de Porto Alegre.

Morar próximo a área urbana e ainda precisar se deslocar para conseguir alimentos não é tarefa fácil para os inúmeros bugios e animais silvestres de Porto Alegre. No caso dos bugios-ruivos, muitas vezes eles precisam descer as árvores e atravessar a rua para alcançar o outro lado da mata. Mas, muitos deles, nem sempre conseguem completar a travessia, pois são atropelados, atacados por cachorros ou até mesmo capturados por pessoas. Outros ainda são eletrocutados, ao tentarem fazer a travessia pelos fios de luz desencapados.

Preocupados com a sorte destes pequenos animais, voluntários se reúnem há mais de quinze anos para instalar pontes suspensas no extremo-sul da capital. Integrantes do Núcleo de Extensão Macacos Urbanos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), entre biólogos, veterinários, moradores da região e outros ambientalistas, construíram as pontes de cordas para ajudar na movimentação de macacos bugios e de outros animais, como gambás e ouriços. Uma delas teve que ser substituída devido ao péssimo estado, no dia 22 de março, na Estrada do Pontal, entre a reserva biológica do Lami e um grande pinheiro. A ponte que foi substituída já estava ali há nove anos, garantindo a passagem segura das famílias de primatas.

Ao todo, já são onze pontes em uso na zona sul e extremo-sul. O grupo começou a instalação das estruturas em 1995 e depende, principalmente, da venda de camisetas para conseguir recursos financeiros. Recentemente, vem conseguindo o apoio do Núcleo de Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente – Smam.

Alta tensão – Conforme explicou a bióloga voluntária, Renata Pfau, além de criar alternativas para a travessia de animais em zonas urbanas, o grupo conseguiu que a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), encapasse os fios elétricos. Após denúncia no Ministério Público, com o argumento de que a companhia possuía a tecnologia necessária para evitar o eletrocutamento de animais, mas não a utilizava, a CEEE precisou isolar os fios em todas as áreas onde há registro de morte, queimaduras ou perda de membros nos animais devido a choques elétricos.

Para colaborar com trabalho desses voluntários, entre em contato através do email: macacosurbanos@ufrgs.br

Sobre o Bugio - Têm hábitos diurnos, vivem em bandos de aproximadamente oito indivíduos, com um macho dominante, uma ou duas fêmeas, filhotes e jovens. Os machos adultos chegam a pesar 7 quilos e se destacam pela coloração avermelhada, por isso o nome bugio-ruivo (Alouatta clamitans). Seu ronco característico é uma forma de demarcar território. O bugio se alimenta principalmente de folhas, além de flores e frutos, desempenhando o importante papel de “semeador de florestas”, pois dispersa as sementes dos frutos ingeridos. Esses animais estão presentes nas matas e em diversas propriedades da zona rural de Porto Alegre, mas não devem ser alimentados.
Por Simone Moro - Prisma Comunicação 
Prisma Comunicação/EcoAgência 

terça-feira, 6 de março de 2012

Candelária - Fóssil é batizado por pesquisadores

Um grupo de pesquisadores identificou o fóssil de uma nova espécie de cinodonte encontrado em Candelária. O animal foi batizado pelos cientistas de Candelariodon barberenai e é conhecido apenas por parte de sua mandíbula, de 6 centímetros, com dentes preservados. O primeiro nome faz referência ao município e o segundo, ao paleontólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Mário Costa Barberena.

O fóssil integrava um bloco descoberto em 2004, na localidade de Pinheiro, em Candelária, onde constavam ossos cranianos de cinodonte de outra espécie. Os materiais estão expostos no Museu Aristides Carlos Rodrigues, no município. O Candelariodon viveu entre 235 e 230 milhões de anos atrás, no período chamado Triássico Médio. Os pesquisadores consideraram a mandíbula diferente das demais peças em 2009, apesar de o bloco ter sido descoberto em 2004.

O artigo científico que valida o achado do Candelariodon foi publicado em setembro de 2011, na revista Zootaxa, da Nova Zelândia. O autor principal é o paleontólogo Téo Veiga de Oliveira, da Universidade Estadual de Feira de Santana, da Bahia. Os demais são os paleontólogos Cesar Leandro Schultz e Marina Bento Soares, da Ufrgs, e o curador do museu de Candelária, Carlos Nunes Rodrigues.

Oliveira explica que determinados dentes do Candelariodon, pontiagudos e estreitos, sugerem que o animal podia comer carne ou insetos. Ele diz que chamou a atenção um dente largo, mais posterior, que foi preservado. Segundo o pesquisador, é provável que o animal desenvolvesse algum tipo de mastigação ou incluísse outros itens na dieta, como os de origem vegetal. O último dente pós-canino inferior do animal se parece com os pós-caninos inferiores mais posteriores do Aleodon crompton, achado na Tanzânia, também no Triássico Médio. Oliveira diz que a semelhança é comum porque os bichos, embora distantes, viveram na mesma época, há cerca de 235 milhões de anos. "As massas de terra do planeta estavam agrupadas em um supercontinente chamado Pangeia. Por isso, os animais e as plantas podiam se dispersar por áreas imensas."

Correio do Povo 06/03/2012

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Instituições gaúchas obtêm destaque

A Universidade Federal do RS (Ufrgs) ficou na 71 posição no ranking mundial de universidades na Web; obteve 2 lugar no país (atrás apenas da USP) e manteve o 3 lugar entre as latino-americanas (só perdendo para USP e Universidad Nacional Autónoma de México). O resultado mostrou que a Ufrgs subiu 79 posições, em comparação ao levantamento divulgado no meio do ano passado.

O reitor Carlos Alexandre Netto avalia que a posição de destaque da universidade é resultado de amplo trabalho de internacionalização da Ufrgs. Segundo ele, a estimativa é ampliar os dados, com teses, dissertações e trabalhos de conclusões, e os acessos, por meio da divulgação do site. "A versão digital é uma maneira de toda a sociedade acadêmica ter acesso de forma ilimitada e democrática." O reitor ressalta que o desempenho no Ranking Web também auxilia na divulgação da universidade no exterior, ampliando espaço para intercâmbios e convênios com instituições internacionais.

Segunda melhor colocada entre as instituições privadas do país (atrás somente da PUC-Rio) e na 20 posição no ranking geral do país, a PUCRS comemorou o bom desempenho no Ranking Web com a promessa de subir posições no próximo ano, a partir da ampliação do acervo disponível no site.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós da PUCRS, Jorge Audy, assinala que, atualmente, a instituição não disponibiliza nem 25% de sua produção científica. Mas afirma que essa situação será revertida em pouco tempo. "É muito importante ter esse material disponível. Começamos o trabalho há dois anos e agora temos dado prioridade à digitalização."



Web destaca universidades

Ranking internacional revela melhoria no desempenho de instituições de Ensino Superior do Brasil

A mais recente pesquisa sobre universidades do mundo que são procuradas, estudadas e têm visibilidade na Web mostrou melhoria no desempenho brasileiro. Entre as cerca de 20 mil instituições de Ensino Superior analisadas pelo Ranking Web of World Universities, também se destacam resultados de universidades gaúchas, como Ufrgs, UFSM e PUCRS.

O estudo internacional, que mensura trabalhos técnicos e de pesquisa disponibilizados na Internet, é realizado desde 2004 e avaliado duas vezes por ano. A ideia é estimular que as instituições ampliem a divulgação de trabalhos na Internet e, ao mesmo tempo, fazer com que os professores pesquisadores também tenham mais espaço para promover estudos. Ao mesmo tempo, visa servir de indicativo para a revisão de determinadas práticas ou técnicas utilizadas na Web.

Assim, o Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), que é o maior centro nacional de investigações da Espanha e responsável pelo ranking, acredita que a presença na Web e visibilidade são as melhores ferramentas para descrever o desempenho global das universidades neste século. O Ranking Web verifica instituições de todos os continentes. Atualmente, identifica concentração de maior número de universidades na América, que engloba 41 países e tem 6.957 instituições. Em segundo lugar estão a Ásia e o Oriente Médio, com 46 países e 6.480 universidades; seguido da Europa, com 54 países e 5.102 instituições; África, 48 países e 695 universidades; e, por último, a Oceania, com 12 países e 168 instituições.

Estão incluídas no ranking as universidades que contam com um domínio na Internet independente. E a pesquisa se utiliza de dados como o número total de páginas no Google (www.google.com.br) e de artigos científicos disponibilizados, entre outros.
Fonte:Jornal Correio do Povo 15/02/2012

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

COM PENAS, DINOSSAURO DESCOBERTO NO RS GANHA O NOME DE "PAMPA"

Um grupo de cientistas gaúchos e paulistas anunciou, nesta quinta-feira, a descoberta de um dos dinossauros mais antigos da história no Rio Grande do Sul. Os fósseis, datados de 228 milhões de anos atrás, foram descobertos em 2004, no município de Agudo, região Centro do Estado. O material está entre os 12 mais antigos da Terra. A descoberta consta em publicação científica alemã, lançada em 15 de novembro. 

O dinossauro tinha apenas 50 centímetros de altura, 1,2 metro de comprimento e pesava aproximadamente 15 quilos. Ele passa a ser chamado de Pampadromaeus barberenai, ou Corredor dos Pampas. O nome genérico refere-se às pradarias típicas do Rio Grande do Sul. O sufixo grego dromaeus se refere ao fato de ser uma espécie corredora. O nome barberenai é uma homenagem ao paleontólogo brasileiro Mario Costa Barberena, um dos fundadores do programa de pós-graduação em Paleontologia do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

“Estes materiais fósseis ajudam os pesquisadores de todo o mundo a encontrarem respostas para a origem dos mamíferos, dos dinossauros e das aves”, explicou o pesquisador e doutor Sérgio Furtado Cabreira, responsável pela descoberta no município de Agudo. Segundo ele, trata-se de um acontecimento importante para a ciência brasileira. “Conseguimos estabelecer oficialmente mais um grupo de dinossauros”, acrescentou. 

A equipe de paleontólogos utilizou-se de radiografias e tomografias computadorizadas de diversas estruturas para chegar em uma reconstrução mais próxima possível do Pampadromaeus. “Esta espécie representa um dos mais antigos membros da linhagem do grupo de dinossauros com pescoço longo, característica típica dos herbívoros. Porém, ele se alimentava de pequenos animais, insetos e compartilhava características dos famosos bípedes carnívoros, como o Tiranossauro rex, que existiram 75 milhões de anos atrás”, explicou.

A pesquisadora Marina Bento Soares, da Ufrgs, salientou outro aspecto do dinossauro gaúcho. A presença de penas. “Somente depois de descobertas na China que se percebeu que as penas tinham origem no isolamento térmico e não com o voo”, frisou. Lembrou que Pampadromaeus, por seu porte, era um animal ágil, de atividade intensa mesmo em clima frio. “Por isso a decisão de fazer a réplica com penas”, comentou Marina.

O município de Agudo concentra um grande número de fósseis que datam até 200 milhões de anos atrás. A importância é tamanha que levou à criação da “Rota Paleontológica”, que inclui as cidades de Faxinal do Soturno, Dona Francisca e São João do Polêsine. Nesses municípios, já foram encontrados fósseis de répteis, dicinodontes, cinodontes, pronto-mamíferos e dinossauros ancestrais.
Fonte:Jornal correio do Povo 24/112011
Os cientistas classificaram o animal como bípede, corredor e totalmente endotérmico (de sangue quente, ao contrário dos répteis modernos)

O primeiro nome faz referência ao pampa - a típica paisagem de campo gaúcha - e a palavra grega para corredor (dromaeus)


O fóssil foi descoberto em Agudo (RS)
 dinossauro gaúcho, apesar de pertencer ao grupo, tinha apenas 1,2 m e era onívoro (comeria pequenos animais, inclusive insetos, e vegetais)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ROBÔ É ATRAÇÃO NA SEMANA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Montar um cubo de Rubik, ou cubo mágico, em apenas 15 minutos é tarefa difícil para os seres humanos, mas simples para um robô. Esse é o tempo médio que um protótipo, desenvolvido por estudantes do Instituto de Informática da Universidade Federal do RS (Ufrgs), leva para decifrar a combinação. A experiência está em exposição, pela primeira vez, no Memorial da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), até o dia 21 deste mês, durante a programação da Semana Estadual de Ciência e Tecnologia.

Construído a partir de um kit de robótica, com peças de Lego, o robô é usado por alunos para montar projetos simplificados. O estudante Jonathas Harb, 20 anos, que integra o Programa de Educação Tutorial (PET) Computação da Ufrgs, explica que uma câmera acoplada ao equipamento identifica as cores e indica a combinação a ser realizada. O robô executa a solução girando as faces do cubo. A iniciativa, segundo o estudante, ainda será aperfeiçoada e integrará as comemorações do centenário de nascimento do cientista britânico Alan Turing, em 2012. O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) liberou R$ 50 mil para a atividade.

O secretário estadual de Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, destacou que, entre os diversos trabalhos, o projeto se destacou por trazer o ícone da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (que ocorre concomitantemente à programação estadual) e pela eficiência na popularização da ciência. As atividades na Cientec continuam hoje, a partir das 14h. Inscrições gratuitas e contato por meio do fone (51) 3287-2056.

sábado, 8 de outubro de 2011

ALUNOS DA UFRGS AVALIAM PROPRIEDADES RURAIS DO MUNICÍPIO DE GENERAL CÂMARA

Na semana passada, alunos a professores do Curso de Agronomia da UFRGS visitaram propriedades rurais do município de General Câmara, para exercícios de avaliação do potencial e das limitações de propriedades rurais através de levantamentos agronômicos.

Foram coletadas amostras para analisar o atual sistema de produção e de gestão das propriedades visitadas e, com estas informações, os alunos avaliarão os potenciais e as limitações das propriedades, identificando conflitos de uso, para recomendar as possíveis melhorias no processo produtivo.
Após o trabalho desenvolvido nas propriedades, alunos, professores, representantes da Emater, vereadores, prefeito em exercício, agricultores e lideranças sindicais se reuniram no prédio da Câmara de Vereadores para discutir aspectos econômicos, sociais e ambientais do município.
Fonte: Jornal Portal de Notícias 07/10/2011

domingo, 28 de agosto de 2011

VALOR DOS AVÓS É TEMA DE TESE

A aluna do programa de Pós-Graduação em Educação da Ufrgs, Anne Caroline Ramos, recebeu nota máxima, raramente concedida a um estudante de doutorado na Alemanha. O tema da tese de Anne, "Meus avós e eu: As relações intergeracionais entre avós e netos, na perspectiva das crianças", foi a primeira defesa resultante do acordo de cotutela de doutorado Brasil/Alemanha (Ufrgs/Universidade de Siegen) realizada, em junho último, na cidade de Siegen.

O trabalho de Anne, que está vivendo na Suíça, demonstra um amplo campo de relações intergeracionais e aborda a importância dos avós. Também são citadas as novas configurações de relações com famílias separadas e recompostas, por novos casamentos, o que vem diversificando as constelações familiares.
Fonte:Jornal Correio do Povo 28/08/2011

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

PESQUISA DESTACA O RS

A 24 edição do Prêmio Jovem Cientista vai condecorar três gaúchos. A promoção do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) destacou projetos de dois alunos da Ufrgs e um do Senai, todos ligados ao tema "Energia e Meio Ambiente - Soluções para o Futuro". O Rio Grande do Sul é o Estado mais premiado neste ano. Além dos estudantes, a Ufrgs ainda levará o prêmio de Mérito Institucional, na categoria Ensino Superior, pelo maior número de projetos inscritos. A cerimônia de entrega dos prêmios será no dia 17 de novembro, em Brasília.

O gaúcho melhor colocado foi Cleiton Cristiano Spaniol, 21 anos. Ele ficou na segunda colocação na categoria Estudante de Ensino Superior, com a pesquisa "Sistema de Redirecionamento de Água em Aquecedores a Gás de Passagem". Conforme Cleiton, que é aluno do 6 semestre de Engenharia de Produção da Ufrgs, o estudo se baseia em evitar o desperdício de água no momento do banho. Na residência em que o acadêmico desenvolveu o estudo, a média de água desperdiçada era de 18 litros por banho. "Isso pelo fato de que esse sistema demora para esquentar e a vazão é muito elevada. Criamos, então, uma maneira para a água não sair pelo chuveiro até que ela esteja quente", explicou.

O estudante desenvolve a pesquisa desde 2006. Segundo ele, a intenção, agora, é aprimorar o projeto para que possa ser aplicado em mais residências. "O prêmio proporcionará importante visibilidade ao sistema", avaliou. Pelo resultado obtido, o aluno receberá R$ 7 mil do CNPq.

O pró-reitor de Pesquisa da Ufrgs, João Schmidt, acredita que não só a premiação dos alunos, mas também a condecoração que será recebida pela universidade, evidencia a qualidade dos projetos desenvolvidos na instituição federal. "Trata-se de um esforço dos nossos pesquisadores, que reflete em maior respeito, no âmbito nacional, ao que é desenvolvido aqui", analisou. O professor espera que a conquista reverta em benefícios para a sociedade. Pelo Mérito Institucional, a Ufrgs receberá R$ 30 mil.

Fonte: Jornal Correio do Povo 28/10/2010