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terça-feira, 19 de agosto de 2025

Vacinas da dengue, gripe aviária e influenza para idosos do Butantan são incluídas em programa federal de incentivo à inovação

 

Projetos aprovados no PDIL, do Ministério da Saúde, envolvem a fabricação com tecnologia e inovação nacional e contribuem para o fortalecimento da ciência brasileira

O Butantan teve três novos projetos para desenvolvimento de vacinas aprovadas no Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), iniciativa do Ministério da Saúde que visa promover a inovação e o desenvolvimento de soluções tecnológicas e produtivas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Os projetos contemplados envolvem o desenvolvimento e a produção das vacinas da dengue, gripe aviária e Influenza adjuvada. Essa é a primeira vez que o Governo Federal cria uma política nacional de apoio à pesquisa de inovação tecnológica, a fim de estimular o Complexo Econômico-Industrial da Saúde e de Inovação com impacto no SUS.

A partir do PDIL, esses imunizantes ganham apoio para serem desenvolvidos e fabricados com tecnologia e inovação nacional. “O programa reconhece a capacidade tecnológica do Butantan, que passa a ter estímulo e condições de desenvolver essas vacinas, criando competência interna e nacional em temas de desenvolvimento clínico, produção, escalonamento e inovação”, resume o diretor de Inovação e responsável pelo escritório de Inovação e Licenciamento de Tecnologia do Instituto Butantan (EILT), Cristiano Gonçalves.

Por meio do PDIL, o Butantan recebe apoio para a pesquisa de projetos de interesse da saúde pública e o desenvolvimento e a produção de imunobiológicos ainda inexistentes no mercado, mas que são de interesse do SUS. Dessa forma, a vocação do Butantan de desenvolver pesquisa e inovação de ponta como as vacinas, é fortalecida. Em contrapartida, as tecnologias que são desenvolvidas por meio desse programa são direcionadas para a criação de soluções inovadoras que serão ofertadas ao SUS.

Por meio do programa, o Butantan conseguirá aprimorar a vacina Influenza que é distribuída gratuitamente à população pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A nova versão tem a mesma composição antigênica da Influenza sazonal, com os três tipos de vírus da gripe mais circulantes no ano anterior. A diferença é que ela ganha o acréscimo de um agente adjuvante, também desenvolvido pelo Instituto, que aumenta a resposta imune no organismo de pessoas com mais de 60 anos.

Um dos projetos aprovados é a vacina Influenza adjuvada para a população 60+

Em relação à vacina da dengue (Butantan-DV) – que está nas etapas finais de aprovação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) –, o PDIL vai contribuir para que o Instituto aumente sua capacidade bioindustrial e vai apoiar a realização de ensaios clínicos que vão avaliar a extensão da faixa etária para o público acima de 60 anos, bem como a administração conjunta com a vacina Chikungunya.

Já a nova vacina Influenza pré-pandêmica, também aprovada dentro no PDIL e que está em desenvolvimento no Butantan desde março de 2024, surge da necessidade de manter um estoque estratégico nacional para o enfrentamento de uma possível pandemia de gripe aviária. A vacina será uma das primeiras no mundo a utilizar a cepa de vírus H5N8. “Vamos iniciar os estudos em humanos deixando todas as etapas de desenvolvimento de produto prontas. Com o produto desenvolvido e testado, conseguiremos produzir a vacina de maneira rápida e eficaz para a aplicação nas pessoas, em caso de um eventual surto”, destaca Cristiano.

De acordo com o diretor de inovação, nos últimos anos o Butantan tem direcionado esforços para se tornar referência na resposta rápida a emergências de saúde. São prova disso a vacina da dengue, que surgiu a partir do aumento de casos de dengue em 2015, e atuação do Instituto no combate à pandemia de Covid-19.

Além dos projetos da vacina da dengue, da influenza adjuvada e da influenza pré-pandêmica, o Butantan está em articulações para incluir no PDIL outras iniciativas, que também foram submetidas ao Ministério da Saúde.

Vacina da dengue, também contemplada no PDIL, está em reta final de aprovação pela Anvisa

Sobre o PDIL e a inovação no Butantan

Os objetivos do PDIL, que foi criado em 2024 pelo Ministério da Saúde, são promover a produção industrial voltada à saúde no Brasil; induzir e fomentar o desenvolvimento e a inovação nacional para ampliar o acesso à saúde e reduzir a vulnerabilidade tecnológica do SUS; promover a capacitação de instituições científicas e produtores públicos, entre outros agentes, e contribuir para a transformação digital e ecológica.

Os projetos a serem avaliados pelo programa devem estar alinhados à Matriz de Desafios Produtivos e Tecnológicos em Saúde do Ministério da Saúde.

Fonte: Instituto Butantan

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Células-tronco obtidas pelo Butantan já são testadas em humanos


Células-tronco embrionárias obtidas a partir de uma técnica desenvolvida por pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, já estão sendo aplicadas em seres humanos. Os primeiros resultados dos testes, visando à reconstrução do tecido que reveste a córnea, deverão ser anunciados no segundo semestre de 2013.
“Fora do país, há alguns estudos avançados. Porém, eles não chegaram à quantidade de células que a gente consegue obter. O grande achado do nosso trabalho é conseguir quantidades de células suficientes para aplicação em humanos”, destaca o pesquisador do Instituto Butantan Nelson Lizier.
O estudo feito pelos pesquisadores do Laboratório de Genética do instituto levou à criação de uma técnica que permite obter grandes quantidades de células-tronco - capazes de gerar qualquer tecido do corpo humano – a partir do dente de leite. “Essa nova tecnologia que nós conseguimos desenvolver permite que, de uma única polpa [de um dente de leite], a gente consiga tratar muitos pacientes, em torno de 100 por dia”, destaca Lizier.
Os últimos testes feitos em animais mostraram que as células não levam a nenhum efeito colateral quando comparadas a biofármacos e a outras drogas. “As cirurgias já estão acontecendo. A gente já fez em dois pacientes, dentro do Instituto da Visão da Unifesp [Universidade Federal de São Paulo], responsável por essa parte cirúrgica”, ressalta o pesquisador. Os resultados só poderão ser divulgados após o encerramento dos testes.
Um grupo de pacientes com lesões na córnea está recebendo as células-tronco como parte do experimento. Além da córnea, os pesquisadores já têm pesquisas sobre a aplicação das células-tronco embrionárias em outras áreas. “A gente já tem estudos aqui dentro do grupo de pesquisa para a utilização dessas células para regeneração de retina, para arteriosclerose, doenças cardíacas, regeneração óssea, de cartilagem, e implantes dentários.”
Os estudos sobre células-tronco obtidas a partir de dentes de leite começaram a ser feitos no Butantan em 2004. Com essa técnica, os embriões não são mais necessários para a criação das células-tronco. Assim, é possível produzir do próprio organismo do paciente uma célula igual à embrionária.
Agência Brasil 

domingo, 5 de agosto de 2012

Proteína na saliva de carrapato pode reduzir tumores cancerígenos, aponta estudo


Estudo conduzido pelo Instituto Butantan indica que uma proteína presente na saliva do carrapato-estrela (Amblyomma cajennense) pode reduzir tumores cancerígenos – sobretudo dos tipos melanoma, de pâncreas e renal.
De acordo com a coordenadora do estudo, Ana Maria Tavassi, os pesquisadores buscavam, inicialmente, encontrar capacidade anticoagulante na saliva do animal, mas perceberam que a proteína também agia diretamente nas células.
“Fizemos estudos em células normais e tumorais. A proteína não exercia ação em células normais, mas tinha uma atividade capaz de matar as células tumorais”, explicou.
Após testes in vitro e em animais e com o depósito da patente, o próximo passo, segundo Ana Maria, são os testes pré-clínicos, que vão avaliar a segurança farmacológica da próteína. A previsão é que, em dois anos, a pesquisa tenha o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“Para desenvolver um medicamento, normalmente, se leva dez anos – do início dos testes até a fase clínica”, disse. “A gente avançou o máximo que podia avançar até aqui. O Brasil é carente no desenvolvimento de medicamentos, não tem histórico. Há uma dificuldade”, completou.
A pesquisadora lembrou que, no caso específico do câncer de pâncreas, não há tratamento terapêutico para combater a doença. A única chance do paciente, atualmente, é passar por uma cirurgia para a retirada do tumor, desde que ele seja operável.
“Quando você anuncia uma molécula com essa natureza, as pessoas que estão precisando ficam com uma expectativa muito grande, mas é preciso entender que, obrigatoriamente, ela tem que passar por todas essas fases de teste”, concluiu.
Agência Brasil
Carrapatos não me mordam
Fernanda Marques
Muita gente não sabe, mas, depois dos mosquitos, os carrapatos são os principais vetores de doenças. Entre as doenças que podem ser transmitidas por carrapatos se destaca a febre maculosa, que em junho deste ano causou a morte de três pessoas na cidade de Mauá (SP). A doença foi descrita pela primeira vez em 1899, nos Estados Unidos. No Brasil, o primeiro caso foi identificado em 1929, em São Paulo. De lá para cá, a febre maculosa já foi registrada em outros estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e, mais recentemente, Santa Catarina.
 
Elba Lemos/Fiocruz

Em fosforescente, bactérias do gênero Rickettsia
A febre maculosa pertence ao grupo das rickettsioses, doenças causadas por rickettsias - pequenas bactérias que, obrigatoriamente, atuam como parasitas intracelulares e que são transmitidas por artrópodes como as pulgas, os piolhos e os ácaros, além, é claro, dos carrapatos. Esses artrópodes se nutrem de sangue e, para conseguir seu alimento, picam animais como cavalos, bois, cães e roedores. É no momento da picada, através da saliva, no caso dos carrapatos, ou das fezes infectadas, no caso das pulgas e piolhos, que transmitem as bactérias. "As rickettsioses são zoonoses, isto é, doenças que acometem animais e o homem. Mas este só entra no ciclo por acidente, ao ser picado por um artrópode infectado", explica a médica e pesquisadora Elba Sampaio de Lemos, coordenadora do Laboratório de Hantaviroses e Rickettsioses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fiocruz.
Bactérias da espécie Rickettsia rickettsii são as causadoras da febre maculosa. A doença, em geral, provoca febre alta, dor de cabeça e lesões na pele semelhantes às do sarampo ou da meningite meningocócica. Mas ela pode se manifestar das mais diferentes formas, já que a R. rickettsii infecta células do endotélio (revestimento interno) de vasos sangüíneos. "Como há vasos por todo o corpo, praticamente qualquer órgão pode ser afetado", diz Elba. O paciente pode apresentar um quadro clínico que simula pneumonia, apendicite ou meningite, por exemplo.
Os primeiros sintomas da febre maculosa levam de dois a 14 dias para se manifestar. Depois que eles aparecem, o tratamento - que consiste basicamente no uso de antibióticos - deve ser iniciado dentro de no máximo uma semana. Caso contrário, é grande o risco de os remédios não surtirem o efeito desejado. O problema é que, como a febre maculosa costuma ser confundida com outras doenças, o diagnóstico correto e, conseqüentemente, o tratamento adequado, muitas vezes, demoram. "Se a doença não for devidamente tratada, a letalidade pode chegar a 80%", lamenta a médica.
Até existe uma vacina contra a febre maculosa. Porém, a febre maculosa não apresenta um perfil de doença imunoprevisível, isto é, de doença na qual se deva indicar a vacinação. E, além do mais, vacinar todo mundo é inviável, pelo menos por enquanto. O essencial, portanto, é apressar o diagnóstico, já que o tratamento é simples. "Antibióticos baratos reduzem significativamente a taxa de letalidade, desde que comecem a ser tomados a tempo", garante a pesquisadora.
 
Tatiana Rozental/Fiocruz

Fêmea do carrapato Amblyomma cajennense, um
dos possíveis transmissores da febre maculosa
No Brasil, a febre maculosa é transmitida por carrapatos do gênero Amblyomma, encontrados em praticamente todo o território nacional. No entanto, nem todas as pessoas picadas por esses insetos ficam doentes. "Só há risco de a doença se manifestar caso o carrapato esteja infectado pela R. rickettsii e fique fixado à pele da pessoa por no mínimo cerca de quatro horas", lembra Elba.
Cada fêmea de carrapato infectada pode gerar até 16 mil filhotes aptos a transmitir rickettsias. A febre maculosa é mais comum entre abril e outubro, porque nesse período predominam as formas jovens do carrapato. "Como elas são menores que os adultos, passam despercebidas, conseguem ficar fixadas à pele das pessoas por mais tempo e, portanto, têm mais chance de transmitir as bactérias", explica a médica.
Se não for possível evitar áreas infestadas por carrapatos, é importante usar calças compridas e blusas de manga, assim como verificar constantemente se algum deles grudou na pele. Afinal, o risco de se contrair febre maculosa diminui de forma acentuada se os artrópodes são imediatamente removidos. Mas é preciso cuidado na hora de removê-los. Tem gente que encosta a cabeça de um fósforo ainda quente no carrapato para forçá-lo a se soltar. "Isso não é aconselhável: o estresse sofrido pelo artrópode faz com ele libere grande quantidade de saliva, o que aumenta as chances de transmissão de rickettsias", alerta a pesquisadora.
Agência Fiocruz de Notícias

domingo, 27 de maio de 2012

Pesquisadores do Butantan descobrem proteína de lagarta que pode ajudar na cicatrização


Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, descobriram uma proteína, encontrada em lagartas, que pode ajudar na cicatrização e regenerar tecidos do corpo humano. A pesquisa foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores do Laboratório de Bioquímica e Biofísica do instituto e, segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, pode ajudar no tratamento de diversas doenças degenerativas, além da asma, do diabetes e de queimaduras.
Em entrevista à Agência Brasil, a diretora do laboratório, Ana Marisa Chudzinski-Tavassi, disse que a descoberta sobre essa proteína ocorreu após anos de estudos da lagarta Lonomia. “No Sul do Brasil, essa lagarta é o motivo de acidentes em pessoas e esses acidentes geram problema de coagulação e hemorragias, podendo até ocasionar hemorragia cerebral e levar ao óbito”. Foi por essa razão que os pesquisadores começaram a estudá-la, tentando descobrir qual era o mecanismo de ação de seu veneno.
Na segunda etapa do estudo, os pesquisadores começaram a verificar outros componentes do veneno. Eles notaram que essa proteína, encontrada inicialmente nos extratos dos espinhos dessas lagartas, protege as células da morte e estimula a produção de moléculas importantes na regeneração. “Ela [proteína] também aumenta a capacidade metabólica da célula, ou seja, sua energia, fazendo com que o processo seja mais rápido”, explicou.
Durante o estudo, os pesquisadores perceberam que, ao usar a proteína, a cicatrização em animais ocorreu de forma 40% mais rápida, sem a formação de queloides (espécie de calombo ou ranhuras) na cicatrização. “A forma de cicatrização é muito perfeita”, disse. Outra aplicação dessa proteína seria no combate às rugas. “Acreditamos que ela [proteína] também possa ser utilizada como um dermocosmético, ajudando como um antienvelhecimento”, disse a diretora.
Até o momento, a substância foi aplicada em animais portadores de asma e úlceras diabéticas, e os primeiros resultados demonstraram a eficiência do medicamento na cicatrização do local afetado. O medicamento ainda será testado em humanos. “Acreditamos que, se bem trabalhado, em um ano devemos ter resultados suficientes de segurança para depois podermos começar testes clínicos”, disse. Segundo ela, a indústria farmacêutica estima que, no máximo em quatro anos, esse medicamento possa ser comercializado e usado em humanos.
Agência Brasil 26/05/2012

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Acidentes com animais peçonhentos aumentam 80% no verão, alerta Butantan


O Instituto Butantan fez um alerta sobre o aumento do número de acidentes com animais peçonhentos nos meses mais quentes do ano. De acordo com dados da entidade, de novembro a março, os acidentes com escorpiões, aranhas e serpentes crescem 80%.
“Com a maior quantidade de chuva, os esconderijos dos animais podem alagar, e ao deixarem o local, eles entram em contato com as pessoas. No verão, também há maior disponibilidade de presas porque mais insetos nascem nos meses quentes”, disse Marcelo Belini, biólogo do instituto.
Belini ressaltou que, em caso de picada de cobras, as pessoas devem lavar o local apenas com água e sabão, e procurar socorro médico em um hospital público, já que os privados não têm soros antiofídicos. Não é recomendado fazer torniquete, nem cortes e perfurações no local da picada. As pessoas também não devem tentar sugar o veneno.
“Para identificar serpentes peçonhentas no Brasil, a única maneira é observar, na cabeça do animal, entre o olho e a narina, a existência de um orifício, chamado fosseta loreal. Todas as serpentes peçonhentas brasileiras têm. A única exceção é a coral verdadeira”, disse o biólogo.
Quanto à ferroada de escorpião, a primeira medida que deve ser adotada é a de colocar compressas de água morna sobre a ferida, até a chegada ao serviço de saúde mais próximo. Em caso de picadas de aranhas e queimaduras de taturanas é importante não mexer no ferimento e procurar atendimento médico imediatamente.
O Instituto Butantan oferece um telefone de orientação em casos de emergência e acidentes com animais peçonhentos. O serviço funciona 24 horas por dia e orienta o cidadão sobre o local mais próximo para atendimento por meio do número (11) 3726 7962.
Agência Brasil 05/12/2011
A maioria das cobras peçonhentas encontradas no Brasil é da família “Viperidae” que se subdivide em três diferentes gêneros, onde encontramos as cascavéis, as jararacas e as surucucus e da família “Elapidae”a qual pertencem as cobras corais. Neste artigo vamos tratar destas 4 espécies de cobras venenosas, que são as mais comuns no Brasil.

Cobras Cascavéis

As cascavéis são reconhecidas especialmente pelo seu guizo que tem um som típico de chocalho. Existem diversas subespécies e são todas muito parecidas e venenosas. Chegam a medir 2 metros e são encontradas em toda América do Sul especialmente no Brasil nas regiões secas e nos campos abertos e arenosos das regiões sudeste, sul e no centro do país, sendo que sua maior incidência é em São Paulo. A cascavel só ataca quando se sente ameaçada, então se enrola toda e mantém parte do corpo erguida formando um “S”, vibrando a cauda vigorosamente e fazendo um som característico que pode ser escutado longe. Quando se coloca em posição de ataque é agressiva e dá um bote violento na vitima injetando seu veneno. Alimenta-se de ratos e outros pequenos mamíferos e é presa de outras cobras como a coral e a muçurana.

Cobras Jararacas

Com a denominação jararaca pode-se referir a uma cobra específica ou ao gênero Bothrops que engloba 20 espécies diferentes, inclusive a popular cobra cruzeira e a cobra papagaio, que vive é verde e vive nas arvores se alimentando de pássaros. No entanto a jararaca propriamente é uma cobra venenosa encontrada próxima de cerrados e especialmente nos campos cultivados, onde buscam seu alimento, que são os roedores. As jararacas são agressivas especialmente quando estão com filhotes e quando se sentem ameaçadas. São encontradas em quase todo o território brasileiro, do Rio Grande do Sul ao leste do Mato Grosso e chegam a produzir até 18 filhotes de cada vez.

Cobras Surucucus

A surucucu é a maior cobra venenosa encontrada no Brasil, podendo chegar a 4,0 metros de comprimento e algumas subespécies podem ser ainda maiores. Seu habitat natural são as florestas tropicais úmidas, portanto é encontrada na região norte do país, especialmente na floresta Amazônia. A surucucu se alimenta principalmente de roedores e tem hábitos noturnos. É um animal ameaçado de extinção.

Cobras Corais

As cobras corais são pequenas se comparadas com as outras espécies, medem de 15 até 60 centímetros, existem as corais verdadeiras que são muito venenosas e as corais falsas, que não são tão venenosas. São encontradas em todo o território brasileiro e devido as suas cores vermelho, preto e amarelo essa espécie é facilmente visível e normalmente se encontram embaixo de folhas, pedras, galhos, dentro de buracos ou troncos podres e velhos. Tem hábitos noturnos e ataca para se defender, no entanto seu veneno se espalha pelo corpo da vítima rapidamente e pode matar um adulto se não socorrido rapidamente.