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quarta-feira, 22 de junho de 2011

CRAM RECEBE 19 PINGUINS SUJOS DE ÓLEO

A equipe do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), do Museu Oceanográfico da Furg, está mobilizada no tratamento de 19 pinguins de Magalhães sujos de óleo. Os pequenos animais, todos juvenis, foram encontrados na beira da praia na região de Mostardas e levados para o Cram por técnicos da Lagoa do Peixe a partir da última sexta-feira. Eles chegaram ao centro desidratados e subnutridos.

No outono, os pinguins de Magalhães saem de suas colônias de reprodução, localizadas na Patagônia argentina e chilena, e vêm para a costa do Brasil em busca de alimentação. Ao serem atingidos por manchas de óleo no mar, saem da água porque o óleo prejudica a impermeabilização de suas plumagens e e eles passam a sentir frio. Conforme Rodolfo Pinho da Silva, como essas aves se hidratam através da alimentação, saindo do mar elas não se alimentam e por isso ficam desidratadas e subnutridas.
No Cram, são submetidos a exames, hidratadas e alimentadas. Assim que estiverem mais fortes, passarão por banho com detergente neutro para a retirada do óleo. O veterinário Rodolfo Pinho da Silva, do Cram, acredita que em uma semana eles já poderão ser lavados. Esses animais ficarão no Centro de Recuperação até estarem em condições de serem reintroduzidos no mar.

Por Carmem Ziebell
carmen@jornalagora.com.br
Fonte:Jornal Agora 22/06/2011

sábado, 7 de maio de 2011

CONCHAS DE MAIS DE 10 CENTÍMETROS APARECEM NA PRAIA

A ocorrência de conchas com até 13 centímetros de comprimento na beira da praia do Cassino, a aproximadamente dois quilômetros ao sul do monumento à Iemanjá, nesta sexta, chamava a atenção de quem passava pela orla. Também deixou a beira-mar ainda mais bonita. Era uma quantidade elevada de conchas espalhadas pela areia.

Conforme o professor Lauro Calliari, do Instituto de Oceanografia da Furg, o aparecimento das conchas na praia deve-se às tempestades ocorridas no início da semana, longe da costa, que geraram ondas de períodos longos. Segundo ele, ondas de dois a quatro metros, de longos períodos (12 segundos), geradas a centenas de quilômetros da costa e que se propagam até as águas rasas, têm o poder de transportar esses objetos da zona costeira para a praia. Elas agitam o fundo do mar e lançam as conchas na área de espraiamento.
"Quando tem tempestade, o nível da água sobe e ajuda a empurrá-las para a beira-mar", acrescenta o professor. O aparecimento de conchas acontece principalmente no período de outono e inverno, quando as tempestades intensificam-se.

Na beira da praia, elas acabam sendo enterradas ou podem retornar para o mar quando, em nova ocorrência de mau tempo, a maré sobe até as dunas. As tempestades também geraram o lançamento de um pequeno volume de lama no local.
Por Carmem Ziebell
carmen@jornalagora.com.br
Fonte: Jornal Agora 07/05/2011