O senador gaúcho Lasier Martins afirmou nesta quarta-feira que se arrepende de ter votado em Aécio Neves (PSBD) para presidente da República em 2014. a declaração foi dada no programa Esfera Pública, da Rádio Guaíba, nesta tarde.
“O Aécio foi uma decepção. Quero dizer de público que votei no Aécio para presidente da República. No entanto, era um Aécio desconhecido. O verdadeiro Aécio é esse que se revelou após as delações da JBS e esses outros acontecimentos”, disse Lasier.
Lasier ainda fez críticas à votação para presidência do Conselho de Ética do Senado. Nessa quarta-feira, o senador João Alberto (MA) foi reeleito para o cargo pela sexta vez. “Esse negócio do Conselho de Ética para nós é constrangedor. Há dois anos, quando cheguei, eu me candidatei a presidente. Reuni sete ou oito senadores para votar em mim. Na hora, quatro ou cinco não compareceram. Seguiu o João Alberto, que continua até hoje”, afirmou. “
"Na semana passada fizemos um movimento para que tivesse a mudança e de novo a mesma coisa. Ontem fui crente para a reunião e daqueles oito que tinham se comprometido quatro não compareceram”, completou Lasier.
O senador Lasier Martins também fez comentários sobre a julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele disse que a informação que chega ao Senado é de que o presidente será absolvido.
“A informação que tenho é de que vai ser absolvido por 4 a 3 ou 5 a 2. O voto duvidoso é o Fux, ele está muito quieto, mas é o que vai definir o placar. Tudo indica que o Temer será absolvido”, afirmou Lasier, que disse acreditar que a Reforma Trabalhista será aprovada no Senado.
“A minha opinião é de que essa proposta tem problemas gravíssimos. Mas há muita força do governo sobre os senadores que estão recebendo cargos”, analisou.
O Senado deu hoje um primeiro passo para a regulamentação profissional do cuidador de idoso. O projeto de lei foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais e agora segue para avaliação da Câmara dos Deputados.
Pelo projeto, o cuidador é um profissional que desempenha funções de acompanhamento e assistência exclusivamente à pessoa idosa. Ele terá de prestar apoio emocional e na convivência social do idoso.
É determinado também o auxílio e acompanhamento na realização de rotinas de higiene pessoal, ambiental e de nutrição, além de auxiliar o idoso nos cuidados de saúde preventivos, administração de medicamentos e outros procedimentos de saúde.
A proposta estabelece que o cuidador prestará serviço na casa do assistido, em instituições de longa permanência, hospitais e centros de saúde. Os cuidadores deverão acompanhar seus pacientes em eventos culturais e sociais.
Estão credenciadas para exercer a profissão pessoas com mais de 18 anos que tenham cursado o ensino fundamental e realizado o curso de cuidador do idoso em instituições de ensino reconhecidas por órgão público federal, estadual ou municipal.
O Senado deve manter a fixação da meta de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para investimento em educação pública nos próximos dez anos. Líderes governistas avaliam que, após a votação da proposta com esse porcentual na Câmara, seria impopular alterá-la.
A proposta foi aprovada anteontem, dentro do Plano Nacional de Educação (PNE), em comissão especial pelos deputados federais e, como tem caráter terminativo, deve seguir diretamente para o Senado, antes de ir para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
O Ministério da Educação (MEC) classificou como "tarefa política difícil" cumprir o porcentual fixado pela comissão da Câmara. "Em termos do governo federal, equivale a colocar um MEC dentro do MEC, ou seja, tirar R$ 85 bilhões de outros ministérios para a Educação", disse, em nota, o ministro Aloizio Mercadante.
Objetivos
O PNE define 10 diretrizes e 20 metas para os próximos 10 anos, entre elas a valorização do magistério público da educação básica, a triplicação do número de matrículas da educação profissional técnica de nível médio e a destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para o ensino.
A 20.ª meta, que trata do financiamento de educação, estabelecia originalmente que se chegasse a um patamar de 7% do PIB em investimento em educação ao final do decênio - atualmente, o setor recebe 5%.
Durante a tramitação na Câmara, o relator, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), elevou o porcentual previsto para daqui a dez anos para 8% do PIB. Movimentos ligados à educação, porém, pressionaram a comissão e o deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) apresentou um destaque pelos 10%. Isolado, Vanhoni aderiu ao destaque do colega e o porcentual mais alto foi aprovado por unanimidade. O texto aprovado também prevê que se chegue a 7% daqui a cinco anos.
A aprovação dos 10% provocou uma grande comemoração na Câmara. Deputados, rodeados por estudantes e representantes da educação, deram pulos, gritos e cantaram o Hino Nacional. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Para muita gente, passou despercebida a renúncia do presidente húngaro, Pal Schimitt, motivada pelo plágio em sua tese de doutorado, defendida faz mais de 20 anos. Ainda que não seja exemplo de desenvolvimento econômico, sem dúvida esse pequeno país encravado no centro da Europa nos mostra que não há lugar para o "mais ou menos". Ou é, ou não é. Assim, se plagiou na apresentação de tese, ainda que nos anos 90, não tem moral ilibada e não pode ocupar cargo público, muito menos a Presidência. Isso na Hungria.
Por aqui é diferente. Como exemplo, lembro-me que um pretenso candidato à prefeitura paulistana fez o mesmo em sua tese de mestrado. Num país sério, essa situação sepultaria sua carreira política e ele voltaria a ser escritor. Aqui, sequer cogitou retirar a candidatura ou seu partido lhe cobrou explicações e tampouco a oposição bradou que lhe falta idoneidade. Aliás, até a criação da Lei da Ficha Limpa e a fixação dos seus efeitos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a praxe era o político envolvido em falcatruas renunciar ao mandato para retornar na legislatura seguinte pelo voto popular. Pelo menos nesse ponto agora será diferente, em que pese a tentativa de quase todos os partidos em obter, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que se afrouxe o rigor da nova lei eleitoral. Mas nesse espírito de mudança, de amadurecimento da República, qual o papel do Senado? É inegável a divisão social do Brasil atual: de um lado, os políticos, que, em regra, somente pensam em si (que ampliam as vagas nas Câmaras de Vereadores, etc.), e do outro, o povo, que, em geral, trabalha para viver (embora alguns vivam para trabalhar).
Dessarte, não se justifica a mantença do Senado. São 81 senadores, 3.516 funcionários terceirizados e 2,5 mil de carreira. Será que as elevadas discussões mantidas naquela Casa justificam sua existência? Creio que não. O motivo mais recente é a derrocada do senador Demóstenes, que, longe de ser o último, é apenas mais um dos tantos maus políticos pagos com nossos impostos. Interessante: lá tem assento Ivo Cassol, que vociferou da tribuna dia desses contra o fim do 14 e do 15 salários dos parlamentares, justificando que "o político no Brasil é muito mal remunerado! Tem que atender ao eleitor com pagamento de passagens, remédio, é convidado para patrono e tem que pagar as festas de formatura porque os jovens não têm dinheiro", e Pedro Simon, com 50 anos de vida pública, que, na edição de 4 de abril da Veja, confessou: "O Ministério é fraco, um dos piores que já vi. Antes, colocavam-se nos ministérios os melhores nomes do parlamento. Hoje, o Ministério consegue ser pior que a média do parlamento, que beira à mediocridade". O Senado é prescindível, a ética, não. Vladimir Polízio Júnior - Defensor Público Jornal Correio do Povo 08/06/2012
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) prestou nesta quarta-feira (14) uma homenagem aos vencedores do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2011. A solicitação da homenagem foi feita pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que disse ser necessário inovar o modo de ensinar.
"Tudo já mudou, mas a escola continua a mesma" ressaltou o senador. Apesar de considerar importante a utilização de tecnologias da informação no processo educacional, o senador ressaltou que criatividade, ousadia e comprometimento de professores, alunos e pais resultam em melhor educação e, consequentemente, em uma sociedade mais pacífica.
A violência verificada nas escolas, argumentou Cristovam, deve-se à conexão do comportamento violento da sociedade com o dos estudantes, bem como a desconexão da realidade tecnológica em que vivem com a que têm disponível em sala de aula.
Para o senador Walter Pinheiro (PT-BA), a inovação tecnológica deve ser utilizada para "mexer com conteúdos imateriais". As escolas devem inovar, disse, adotando a tecnologia para propiciar o desenvolvimento das pessoas.
"Verdadeiros missionários"
Mesmo com as dificuldades que os professores enfrentam, especialmente os de escolas públicas, disse a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), experiências comprovam a potencialidade dos estudantes. Para ela, os professores são "verdadeiros missionários", que realizam seu trabalho por compreenderem sua missão.
Também o diretor de Educação da Microsoft Brasil, Emilio Munaro, destacou a importância dos professores e da educação. Para ele, a educação é instrumento de transformação da sociedade.
O vice-presidente da CE, senador Paulo Bauer (PSDB-SC), ao afirmar que defende a iniciativa privada e um Estado pequeno, sugeriu que o exemplo da Microsoft fosse adotado por empresas brasileiras em suas localidades. As empresas, frisou, podem desenvolver um importante papel social enquanto obtêm lucro.
A senadora Ana Amélia (PP-RS) acredita que a revolução tecnológica pode ser usada como instrumento em benefício da qualidade da educação. Ela lamentou, no entanto, o fato de instrumentos da internet, que poderiam aprimorar as pessoas, algumas vezes são usados para prática de atos maléficos, como o bulling e a pedofilia.
Combate ao bulling
Com relação a isso, aprofessora de Manaus (AM), vencedora na categoria Inovação em Comunidades, Lúcia Regina Silva dos Santos, ressaltou que o projeto "Cyberbulling - Qual o seu Papel: Vítima ou espectador?" mostrou que na internet nada é anônimo. Ela ressaltou que, em geral, os jovens pensam que suas ações ficam na "nuvem", o que, conforme explicou, não é verdade, pois tudo fica registrado.
- O projeto mostra que na internet nada é anônimo. Os jovens acham que é só deletar e está resolvido. Mostramos que isso não é possível. Então eles começam a pensar o que fazem pela internet - disse a professora Lúcia dos Santos.
A vencedora do Prêmio Especial Educador Inovador 2011, Vera Beatriz Hoff Pagnussatti, de Marechal Cândido Rondon (PR), afirmou que as mídias oferecem ajuda ao importante papel desempenhado pelos professores. O projeto vencedor "Jornal: Diferentes suportes, diferentes gêneros discursivos" trabalhou, em parceria com o jornal local, temas importantes para os jovens, como sexualidade precoce, cidadania, violência,bulling, cyber bulling.
Para o professor vencedor da categoria Inovação em Colaboração, Jorge Cesar Barbosa Coelho, de Campo Bom (RS), os problemas do século 21 são complexos e exigem a colaboração das pessoas para resolvê-los. O projeto "CBB Web TV", ao trabalhar convergência tecnológica e colaboração, tem impacto social e contribui para preparar as pessoas para os novos desafios.
Também receberam homenagem da CE os professores Jane Liete Dalla-Lana, de General Câmara (RS), vencedora na categoria Inovação em Conteúdo; Sandra Maria Saragoça, do Rio de Janeiro (RJ), vencedora da categoria Contextos Desafiadores; Alex Vieira dos Santos, de Salvador (BA), vencedor da categoria Uso Avançado de Tecnologia; Marcus Vinícius Leite, de Belo Horizonte (MG), vencedor da categoria Educador Inovador - Escolas Particulares; e Eraldo Martins Guerra Filho, de Paulista (PE), vencedor da categoria Educador Inovador - Escolas Técnicas.
Em meio ao acirramento do debate sobre mudanças no Código Florestal, desta vez no Senado, ambientalistas se mobilizam para derrubar um dos argumentos mais usados pelos ruralistas para justificar as flexibilizações na lei: o de que a proteção de florestas é uma anomalia brasileira e que outros países já não estão empenhados na conservação da cobertura vegetal.
Pesquisadores do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do ProForest, ligado à Universidade de Oxford, selecionaram 11 países para mostrar que a legislação florestal também é exigente em outras nações e que os proprietários de terras com floresta estão sujeitos a regras rígidas de conservação.
“Boa parte dos mantras ruralistas se mostrou completa falácia. Faltava desmistificar a ideia de que o Código Florestal é uma jabuticaba, que só existe no Brasil”, comparou o diretor da Campanha Amazônia, do Greenpeace, Paulo Adário, em referência a um comentário da senadora Kátia Abreu (PSD-TO). Ela disse que a legislação florestal criteriosa é uma exclusividade brasileira, como a frutinha nativa da Mata Atlântica.
O estudo traz informações sobre o percentual de cobertura florestal na Alemanha, China, nos Estados Unidos, na França, Holanda, Índia, Indonésia, no Japão, na Polônia, no Reino Unido e na Suécia.
Com exceção da Indonésia, onde até o ano passado as florestas públicas eram designadas como áreas de conversão para a agricultura, todos os países da lista registram manutenção ou aumento da cobertura vegetal entre 1950 e 2010, o que significa que houve esforços e investimentos para frear as derrubadas e recompor as áreas desmatadas.
“A perda de floresta é uma exceção. A regra hoje é manter e recuperar a cobertura vegetal”, avaliou o pesquisador sênior do Imazon, Adalberto Veríssimo, um dos coordenadores do estudo.
Na França, por exemplo, as florestas cobriam 21% do território do país em 1950 e em 2010 o percentual alcançou 29%. A conversão de qualquer área de mais de 4 hectares de floresta no país requer permissão do governo e só é concedida por razões ambientais.
Os pesquisadores também apontam casos em que o custo político ou econômico de manter a floresta é muito alto, como no Japão, em que a população vive quase confinada em pequenos territórios, mas não há expansão de cidades sobre áreas florestais. O país tem atualmente 69% de cobertura vegetal, e a lei japonesa não permite conversão da floresta, exceto em circunstâncias excepcionais.
Segundo Veríssimo, a trajetória do desmatamento nos países avaliados segue um padrão: as florestas são derrubadas até um ponto de estabilização da cobertura vegetal e, em seguida, começa um processo de recuperação, à medida que eles se desenvolvem. Para o pesquisador, o atual estágio de cobertura vegetal do Brasil, que tem 56% do território com florestas – nativas ou plantadas – , já pode ser considerado o “fundo do poço”, o ponto que determina a mudança de trajetória rumo à recuperação.
“O Brasil está indo ladeira abaixo. E a atual discussão do Código Florestal caminha no sentido de permitir que o país continue nesse sentido. Se o ritmo for mantido, vamos chegar em 2020 com menos de 50% de florestas”, calculou.
Para os autores do estudo, a flexibilização do Código Florestal, como quer parte do setor agrícola representado pela bancada ruralista, poderá colocar o Brasil na contramão da tendência de retomada das florestas e pôr em risco compromissos internacionais assumidos pelo país, como a redução de emissões de gases de efeito estufa em até 38,9% até 2020. “O Brasil não fechará essa conta se não decidir o que quer fazer com as florestas. E manutenção de floresta é sempre uma opção política”, ponderou Veríssimo.
O declínio na proteção de áreas de Preservação Permanente (APPs) e a redução dos percentuais de reserva legal, como defendem os ruralistas, também acarretariam prejuízos econômicos, segundo Adário, do Greenpeace. “A aprovação de um código permissivo pode prejudicar o Brasil no mercado internacional. O mundo de hoje não é o mundo pré-industrial. As decisões têm implicações globais. A proteção das florestas é também uma proteção de mercado”, comparou.
Fonte:Agência Brasil 07/11/2011