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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Tabaco energético é testado no RS

Diferente do fumo tradicional, o tabaco energético não tem valor para produção de cigarros
Uma iniciativa inédita no Brasil está sendo elaborada no interior do Rio Grande do Sul. O grupo italiano Sunchem e a gaúcha M&V Participações realizam no município de Rio Pardo testes com o chamado tabaco energético. A planta, diferentemente da convencional, não pode ser utilizada para a produção de cigarros, mas pode ser aproveitada para a fabricação de óleo vegetal e, consequentemente, de biodiesel ou bioquerosene de aviação. Ainda propicia subprodutos como biomassa para geração de energia e ração animal.
A semente de tabaco energético foi desenvolvida pela empresa italiana de biotecnologia Plantechno. Como resultado dessa pesquisa, em 2003 foi aprimorada uma variedade de tabaco com características que a tornam única em seu gênero: com baixíssimo teor de nicotina e rica em óleo. Em 2007, a Plantechno e a Idroedil criaram a Sunchem e passaram para uma fase de provas em escala mundial. Desde então, experiências foram realizadas em países como Itália, Egito, Estados Unidos, Namíbia, Senegal e Costa do Marfim. No ano passado, Sunchem e a M&V resolveram conduzir testes no Brasil.
Ao final de 2011, o tabaco energético foi plantado em cerca de 10 hectares, em Rio Pardo. O economista Sérgio Camps de Morais acredita que em 2013 será possível atingir um patamar que permita uma produção em escala comercial. Morais, que já foi produtor de soja e arroz em São Gabriel e presidente do Grupo CEEE durante o governo de Yeda Crusius, será o CEO da Sunchem South Brazil (que deve ser formalizada até junho, com sede em Porto Alegre). A companhia assumirá a responsabilidade do projeto no País.
Ele adianta que para 2014 o objetivo é implementar uma unidade industrial para viabilizar a produção de biocombustíveis. A perspectiva é de um investimento de aproximadamente R$ 20 milhões para concretizar uma estrutura com capacidade para esmagar em torno de 250 mil toneladas do tabaco energético ao ano. Para atender à demanda do complexo, será preciso alcançar uma área plantada de cinco a dez mil hectares.
Conforme Morais, a variedade desenvolvida no Estado é resultado de um trabalho de seleção, porém em outras nações já há pesquisas envolvendo transgênicos. O sistema de plantio é igual ao tabaco tradicional, entretanto há a possibilidade de mecanização no transplante e na colheita. Ele acrescenta que o tabaco energético produz de seis a dez toneladas de semente por hectare, com conteúdo de óleo de 35% a 40%, enquanto a soja tem 18%. Além disso, é mais resistente ao clima. O ciclo de plantio e colheita é de 120 a 270 dias e a semente possui diâmetro de aproximadamente 0,6 milímetros.
O economista salienta ainda que a cada ano surge uma nova dificuldade para a comercialização do fumo tradicional, com restrições impostas ao cigarro. “O energético é uma alternativa, não é algo para substituir o fumo, mas queremos que os fumicultores agreguem essa atividade, diversificando a produção”, diz Morais. Ele revela também que, caso o óleo vegetal oriundo do tabaco energético enfrente dificuldade de comercialização dentro do mercado brasileiro, o produto poderá ser exportado e uma das compradoras deverá ser o grupo Argos, empresa de energia global sediada na Holanda.
Rádio Progresso AM 640

sexta-feira, 8 de junho de 2012

SITE INVADIDO POR HACKERS


Página da Prefeitura de Rio Pardo saiu do ar e teve postagem de fotos da atriz Carolina Dieckmann






O site da Prefeitura de Rio Pardo foi invadido por hackers na tarde de ontem. Diversas fotos da atriz Carolina Dieckmann, nua, foram postadas no endereço eletrônico, além de um logotipo identificando o grupo e uma mensagem criticando "a idoneidade dos políticos brasileiros". Ao tomar conhecimento do fato, o prefeito Joni Lisboa da Rocha acionou o Departamento de Informática, determinando a retirada das fotos da atriz.

No início da noite, houve nova invasão, com a postagem de duas fotos da atriz, com os seios à mostra. De acordo com o prefeito, em 2010, o site da prefeitura já havia sido invadido por um grupo de hackers. Rocha recorreu à Polícia Civil, onde registrou ocorrência. Após ter as fotos divulgadas na Internet, recentemente, a atriz também procurou a Polícia para apurar as causas do vazamento.

A invasão do site da prefeitura foi assumida pelo hacker BrasilSecTeam, de Minas Gerais, que, inclusive, se vangloriava do feito em uma página de relacionamentos, onde entre as mensagens postadas estava "site da Prefeitura de Rio Pardo hacked http://www.riopardo.rs.gov.br/". Na página da prefeitura, além das fotos, o hacker deixou duas mensagens: "Pra frente Brasil" e "Site hacked by BrasilSecTeam".
Correio do Povo 08/06/2012


domingo, 4 de dezembro de 2011

Destino certo a 59,3 mil litros de óleo

Rio Pardo - O Programa de Coleta de Óleo Saturado, da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), recolheu este ano 59.305 litros do produto para dar-lhes destino correto. O trabalho começou em 2009 e já abrange 69 municípios do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná, num total de 401 escolas, 121.015 alunos e 14.343 professores e servidores. O volume total de óleo coletado desde o começo das atividades, há dois anos, é de 120.980 litros.
Pela parceria, a escola coleta o óleo, faz a primeira filtragem e o entrega na filial da Afubra em que está cadastrada. A entidade envia o óleo ao Parque da Expoagro Afubra, em Rio Pardo, onde está instalada a usina de bioenergia. No local, ocorre a transformação em biodiesel, usado em veículos da associação. As garrafas PET utilizadas para armazenar o óleo são doadas a uma usina de reciclagem de Santa Cruz do Sul. Já a glicerina é destinada a projetos e pesquisas que estudam a sua melhor forma de uso.
Como forma de incentivo, todo o óleo enviado para a Afubra resulta num bônus de R$ 0,50 por litro, que pode ser trocado por mercadorias nas lojas da Agro-Comercial Afubra. "Mas o maior prêmio é a preservação do meio ambiente e a conscientização dos alunos, professores e da comunidade escolar e em geral da necessidade do descarte correto do óleo, que, se jogado na natureza, causa danos irreparáveis", enfatiza o gerente dos Assuntos Ambientais e coordenador-geral do Projeto Verde é Vida, Adalberto Sidnei Huve.
Para 2012, a sistemática do recolhimento terá mudanças. A coleta será realizada durante o ano, ou seja, de janeiro a dezembro, com a entrega dos cheques no início do ano letivo subsequente. "Acreditamos que essa nova forma de trabalho será mais tranquila tanto para as escolas como para a nossa equipe que faz o controle do óleo recebido", diz o gerente de Assuntos Corporativos, Marco Antonio Dornelles.

Fonte:Jornal Correio do Povo 04/12/2011
Assista o documentário realizado pelo IEE Vasconcelos Jardim que mostra todas as etapas do programa.
Premiado este ano no Festival de Vídeo Estudantil e Mostra de Cinema - Guaíba/RS