terça-feira, 19 de março de 2013

Termoeletricidade, cada vez mais necessária


O período de verão expõe a fragilidade do nosso sistema de geração elétrica, dependente da capacidade hídrica dos nossos reservatórios, que historicamente reduzem de forma drástica seus níveis nesta estação do ano. Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, dispomos de mais de 28,5 bilhões de toneladas de carvão mineral, 90% das reservas nacionais. Ocorre que, além de responder por 40% da geração de eletricidade no mundo, a termoeletricidade não é dependente de variáveis climáticas, como o regime de chuvas ou de ventos, no caso da geração eólica. Pode-se colocar energia no sistema a qualquer tempo, o que permite segurança no abastecimento. Além disso, nosso Estado busca em outras unidades da federação 60% da energia que consome.
Também é preciso considerar que em 2017 o carvão deverá igualar o petróleo como principal fonte de geração mundial de energia. Isso ocorre em um momento no qual tecnologias mais limpas de queima do carvão, com controle de emissões de gases e particulados, tornam essa modalidade de geração compatível com as necessárias preocupações com a preservação ambiental.
Vários fatores recomendam a ampliação da geração termoelétrica com uso do carvão. Dispomos de extensas jazidas que podem ser exploradas com competitividade. Esses recursos podem ser utilizados nas regiões onde estão localizados, com evidente otimização econômica. A implantação das plantas geradoras contribuiria para a geração de empregos na Metade Sul do Estado que necessita de investimentos.
O carvão mineral mundial historicamente apresenta preços estáveis, desatrelados das oscilações do mercado. O aumento da oferta de energia no extremo sul do Sistema Interligado Nacional propiciaria vantagens para todo o sistema, pois evitaria as perdas que ocorrem na transmissão. Todas as formas de geração são complementares e o país não pode abrir mão de nenhuma delas.
Hoje temos cinco projetos termoelétricos a carvão mineral no RS, que se encontram em estágio de maturação e demandam investimentos estimados em cerca de R$ 8 bilhões. Destes, três estão aptos a participar de um eventual leilão que venha a ser promovido pelo Ministério de Minas e Energia. Por tudo isso é grande a nossa expectativa. Energia firme e suficiente é um dos aspectos fundamentais da infraestrutura necessária para a atração de investimentos e desenvolvimento econômico do Rio Grande. 
Caleb de Oliveira/Secretário de Infraestrutura e Logística do RS
Jornal Agora 18/03/2013

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