quarta-feira, 4 de agosto de 2010

PROJETOS GAÚCHOS DE EDUCAÇÃO EM DESTAQUE

Dois trabalhos gaúchos concorrem ao Prêmio Educadores Inovadores, promovido pela Microsoft, que será entregue hoje em São Paulo. No total, 12 projetos vão disputar as premiações em quatro categorias.

Os ganhadores serão anunciados no Fórum de Educação Inovadora, no qual professores apresentarão trabalhos reconhecidos por utilizar a tecnologia para aperfeiçoar o processo de ensino e de aprendizagem.

Na categoria inovação em comunidade, professores do Centro de Educação Integrada de Campo Bom vão mostrar como conscientizaram seus alunos com relação aos perigos do crack. O Instituto Estadual de Educação Vasconcelos Jardim de General Câmara utilizou a Copa do Mundo para incentivar os estudantes a aprenderem diversas matérias.

Os premiados participarão de uma etapa regional (América Latina) e, se classificados, disputam a fase mundial do concurso.

Fonte: Jornal Zero Hora edição 04/08/2010

sexta-feira, 23 de julho de 2010

PROJETO DO IEE VASCONCELOS JARDIM DISPUTA PRÊMIO NACIONAL


A turma 301 do Instituto Estadual de Educação (IEE) Vasconcelos Jardim, da cidade de General Câmara, realizou um projeto, proposto pelo “Lições do Rio Grande”, chamado “África 2010: Show de bola na escola”. O projeto também foi inscrito no Prêmio Educadores Inovadores, promovido pela Microsoft, e a escola está classificada entre as três melhores do Brasil na categoria Inovação em Conteúdo. Com isso, representará o Estado durante a II etapa do prêmio, que acontece em São Paulo, nos dias 3 e 4 de agosto. A expectativa é de passar também para as próximas etapas, no Panamá, e para a grande final mundial, na África do Sul. Mas para isso, é preciso da colaboração de todos por meio de uma votação que está sendo realizada na internet (ver quadro).
No projeto, alunos do Ensino Médio e professores de todas as disciplinas se uniram para inovar nas formas de ensino e de aprendizagem partindo de um único assunto, Copa do Mundo. Durante um período, todos os novos conteúdos eram relacionados a temas ligados ao evento esportivo. A bola de futebol virou exemplo para cálculos matemáticos, enquanto as diversas religiões africanas foram base para as aulas de Ensino Religioso, entre outros.

Como votar no projeto do IEE

Site: http://www.educadoresinovadores.com.br/
Projeto: África 2010 – Show de bola na escola

Clicar no projeto, aparecerá uma janela, você informa seu e-mail; finaliza a operação e, após, deve abrir seu e-mail, lá estará uma mensagem enviada pelo site dos professores inovadores, abra a mensagem e clique no link recebido para finalizar o voto e validar o mesmo.

Fonte : Professora Clarissa Trojack

quinta-feira, 22 de julho de 2010

PRÊMIO MICROSOFT EDUCADORES INOVADORES

O Prêmio Microsoft Educadores Inovadores está em sua quinta edição e reconhece os melhores projetos educacionais que fazem uso da tecnologia, desenvolvidos por educadores de escolas públicas (estaduais, municipais ou federais), Fundações, Secretarias Municipais e Estaduais de Ensino, Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs ou NRTEs) e Escolas Técnicas Públicas.

O objetivo é incentivar o desenvolvimento de ações de incorporação das tecnologias em atividades que proporcionem um melhor desempenho da comunidade escolar.

Dessa forma, a premiação propicia a criação de referências importantes e experiências que favorecem a transformação da escola em um espaço de aprendizagem contínua – para educadores, educandos e comunidade de seu entorno -, bem como a valorização de suas lideranças e o reconhecimento da importância de seu papel para a criação de uma cultura de uso de tecnologias nos ambientes educacionais.

A Edição mais concorrida do Prêmio Educadores Inovadores recebeu mais de mil inscritos de todo o país. A cada ano, o interesse pelo o uso das tecnologias aplicadas a educação aumenta no Brasil.
Dentre os diversos projetos que recebemos, o Comitê de Seleção escolheu os doze que farão parte da etapa nacional do concurso.

Conheça os finalistas:
Categoria Inovação em Conteúdo:
Romantismo do século XXI: uma leitura de jovens protagonistas

África 2010 – Show de bola na escola
Instituto Estadual Vasconcelos Jardim
General Câmara -RS
Neste projeto, alunos do Ensino Médio e professores de todas as disciplinas se uniram para inovar nas formas de ensino e de aprendizagem partindo de um único assunto, Copa do Mundo. Durante um período, todos os novos conteúdos eram relacionados a temas ligados ao evento esportivo. A bola de futebol virou exemplo para cálculos matemáticos, enquanto as diversas religiões africanas foram base para as aulas de Ensino Religioso, entre outros.
Representantes:
Prof (a): Ana Paula Huzalo
Prof (a): Jane Liete Dalla-Lana

Pixel Art
Categoria Inovação em Comunidade:
Filmando a história da Escola E.E. Trinta e Um de Março
Projeto temático Heroes versus Crack
Campo Sustentável
Categoria Inovação em Colaboração:
Escola nas nuvens - Soluções Inovadoras na Educação
Água, Terra, Fogo e Ar – A ecologia através dos filmes de animação
Rede colaborativa de aprendizagem
Categoria Inovador - Escolas Técnicas:
Acessibilidade: Direito para todos
Projeto Integratec - Integração Conhecimento Tecnológico e Cultural
Projeto Multi-Educação

Para saber mais sobre os projetos finalistas acesse www.educadoresinovadores.com.br e vote no projeto, que em sua opinião, é o mais inovador!

Parabéns aos finalistas!
Fonte:www.educadoresinovadores.com.br

quarta-feira, 21 de julho de 2010

ENSINAMENTOS DE JEAN MICHEL COUSTEAU


Foi com alegria e tristeza que comentei a palestra de Jean-Michel Cousteau no Ciclo de Palestras
Fronteiras do Pensamento. Alegria pela sensibilidade com que expôs a riqueza da água, melhor dizendo, da nossa Terra composta por muita água. Cenas familiares foram intercaladas com
achados científicos que comprovam as mudanças climáticas em curso e a interdependência de humanos, golfinhos, árvores e tudo o mais que a natureza é capaz de criar. Encontros inquietantes, como o da filha, Celine, com um jacaré selvagem, mas totalmente pacífico, desmistificaram e escancararam nossa ignorância preconceituosa em relação às demais espécies. Ao final, baleias desacinturadas deixaram-nos atônitos ao movimentarem-se na leveza de um balé.
Tristeza pela brutalidade humana, expressa em indígenas com doenças incuráveis devido ao contato com óleos e metais pesados e na menção às inúmeras criaturas que pagam com suas próprias vidas o preço de nossas extravagâncias consumistas, como no vazamento incessante de petróleo no Golfo do México. Também, pela velocidade com que se dá a colonização humana
irresponsável em uma das áreas mais primordiais para o equilíbrio planetário, a Amazônia, onde nos anos 1980 Jean-Michel peregrinava solitário por dias e hoje não passa hora sem deparar com alguma comunidade.
A água é o início e o fim de tudo. Somos 70% água e a composição de sais em nossos tecidos é a mesma do aquário original que deu origem à vida há 3,5 bilhões de anos. E o visível e o invisível, o inofensivo e o tóxico, que lançamos em nossos lares, indústria e agricultura, são por ela circulados por todos os recantos desse nosso mundo sem cantos, porém cheio de frágeis encantos. Mas, da mesma forma como a água tem uma capacidade ímpar de circulação de elementos, criamos ferramentas excepcionais de comunicação de dados, talvez capazes de mobilizar nosso batalhão de 7 bilhões de humanos, como defensores da água, do planeta e suas múltiplas vidas. Assim como a água espelha o cosmos em sua superfície, nossas ações se refletem nas profundezas do sistema hídrico e terrestre que integramos. Pesca predatória, flexibilização do código florestal, substâncias nocivas, desperdício: essas e outras opções apenas nos conduzirão ao naufrágio da humanidade.

Lara Lutzenberger Ambientalista
Fonte:Jornal Zero Hora 21/07/2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O GOLFO E A MAGIA DO SOLAR IMPULSE

Enquanto o poço Deepwater Horizon da empresa BP cospe dezenas de milhares de barris de petróleo no mar do Golfo do México, num desastre ambiental de proporções jamais imaginadas, uma bela nova espécie de pássaro sobrevoa silenciosamente os céus, em seu primeiro voo de teste.
O avião Solar Impulse realizou a proeza de voar por 24 horas contínuas, sem o tradicional
reabastecimento em voo, com seus motores silenciosos movidos a energia do Sol, num dos pouquíssimos voos a motor já realizados sem o uso de combustíveis feitos a partir daquele petróleo que empesteia a costa americana.
Nesse mesmo ínterim, mulheres tibetanas fervem água em fogões solares, em Tsedang, Região Autônoma do Tibete. O fogão concentra energia solar para aquecer a água e é muito comum na região.

Dados da Unicamp revelam algumas curiosidades a respeito da insolação média, que conforme a localidade e as condições climáticas varia entre 800 kWh/m quadrados na Escandinávia e 2.500 kWh/m quadrados em alguns desertos. No entanto, o sistema de células fotovoltaicas é cerca de dez vezes mais caro que as formas tradicionais de produção de eletricidade, embora uma alternativa, a conversão termossolar, seja bem mais em conta. Funciona produzindo vapor pelo
aquecimento da água com a radiação solar, e apenas 1% da área dos desertos forneceria energia suficiente para o consumo mundial. O problema reside em boa parte na transmissão dessa eletricidade.
Entre o pesadelo no Golfo e o voo do Impulse, utópicos ativistas fazem campanhas pelo fim dadependência do petróleo, como se fosse algo fácil de fazer – e não contrariasse poderosíssimos grupos de interesses.
Entretanto, o importante foi provar que é possível, mesmo sabendo-se que o avião solar não irá substituir os jatos convencionais – pelo menos não tão cedo. A ciência precisa de tempo,evoluindo por tentativa e erro, embora de vez em quando dê passos largos, excepcionalmente.
Nossa dependência do petróleo não acabará tão cedo, e o Canadá, que extrai o produto da maneira mais suja possível, de suas areias betuminosas, em Fort McMurray, Alberta, tem a segunda maior reserva do mundo, superado apenas pela Arábia Saudita, o faz em silêncio, pouco se fala a respeito das chamadas “Tar sands”.
O drama da Terra não se resume à questão do petróleo, lixo, desmatamento. O tal “desenvolvimento sustentável” é incompatível com um sistema socioeconômico baseado em taxas de crescimento de dois dígitos ao ano e brutal concentração de renda e poder.
Uma gigantesca incógnita se impõe entre o pesadelo do Golfo, a leve e silenciosa magia do Solar Impulse e o nosso vão desejo de crescimento sustentável, adjetivo que combina mais com
estabilidade.
Por ora, quando os salários na China começam a se tornar “caros” e vai-se em busca de mão de obra (ainda) mais em conta, abaixo de US$ 100 mensais, fica difícil sonhar com um mundo melhor.

Luiz Leitão/Jornalista
luizmleitao@gmail.com
Fonte:Jornal Gazeta do Sul 15/07/2010