A capital do Mato Grosso, Cuiabá, será beneficiada por um sistema de reuso de água criado na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). A criação possibilita redução de 27% nos gastos com água e já recebeu o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O sistema é simples e necessita apenas de dois reservatórios e uma bomba, com custo médio de R$ 1.100. A ideia surgiu a partir da necessidade de um casal de professores da UFMT. Nicolau Priante Filho e Josita Correto Priante perceberam que constantemente havia falta de água em sua residência e para minimizar o problema decidiram criar o sistema de reaproveitamento.
O projeto “Reuso da água de lavagem de roupas”, assim como o nome já diz, é limitado à redução dos gastos com a lavagem. Pois, a água reaproveitada pode ser utilizada na descarga ou no jardim, locais que não necessitam de água potável.
O equipamento funciona da seguinte maneira: Assim que a máquina de lavar libera a segunda leva de água, todo esse montante é armazenado em um reservatório, ao invés de ir parar na rede de esgoto. A segunda etapa consiste em encaminhar essa água para um reservatório instalado na área superior da casa, com a ajuda de uma bomba. De lá, a água residual é direcionada às descargas, jardins ou até mesmo torneiras usadas para a limpeza de quintais e calçadas.
A ideia já existe há seis anos, e em 2005, assim que foi concebida venceu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia. Hoje, após estudos que mediram a quantidade de água que deixa de ser desperdiçada com a simples tecnologia, o projeto ganhou o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e será aplicado a 40 residências do bairro CPA III, em Cuiabá.
Com informações do Correio do Brasil.
Acesso: ciclovivo.com.br
Pesquisador Rumi S. Yada – Voluntária Online
Fonte:blog.voluntariosonline.org.br/meio-ambiente
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quarta-feira, 6 de julho de 2011
terça-feira, 5 de julho de 2011
NO FIS12, LIXO ELETRÔNICO VIRA ROBÔ, CARRO E ATÉ OBRA DE ARTE
O francês Antoine Laurent de Lavoisier (1743 - 1794), considerado pai da química moderna, não devia entender nada de software, muito menos livre, mas foi autor de uma das frases mais utilizadas fora de contexto, e inclusive no fisl12: "nada se cria, tudo se transforma". Foi o que fizeram os alunos das oficinas de robótica do Colégio Marista Assunção, de Porto Alegre, e dos alunos da Escola Marista Santa Marta, em Santa Maria, também no Rio Grande do Sul e da mesma rede.
Lucas Simões, na 6ª série da instituição da capital gaúcha, apresentou a mão robótica exposta no estande do colégio. A MD2 é uma mão articulada que foi feita a partir de uma lâmpada que acende quando há movimento, um motor, e demais materiais encontrados no lixo, como elástico e fios. O desenvolvimento da mão, segundo o professor Marcos Aranda, acabou dando início a outra ação do grupo, de distribuir mudas de árvores no Fórum Internacional Software Livre. "O projeto chama 'Dando uma mãozinha para o meio ambiente'", afirmou.
Outra criação do grupo de alunos de Porto Alegre é um computador com mãos que faz uma representação do tema deste ano, a neutralidade na web. Feito de lixo eletrônico, o robô toca uma música indígena e é "impedido" de teclar pelo computador. Conforme explicou Aranda, os alunos resolveram fazer um paralelo com a situação dos índios, que perderam suas florestas e seu espaço na Amazônia, com a situação deles, do que seria perder a liberdade na internet. Todas as criações dos alunos são feitas extra-classe, ou seja, só participa o aluno que se interessar. Além de montar robôs e de customizá-los, as oficinas introduzem algumas noções de robótica e de programação a partir de programas específicos para crianças e adolescentes, como Easy C.
A Escola Marista Santa Marta, de Santa Maria, no interior do Estado, levou para a fisl12 um carro feito com lixo eletrônico que pode tanto ser dirigido da maneira "tradicional" - isto é, dentro dele com o auxílio de um notebook que serve como "direção" - como remotamente (por meio de um controle do videogame Nintendo Wii). O projeto, chamado CMID Car, foi feito pelos alunos do Centro Marista de Inclusão Digital (CMID).
De acordo com o coordenador do CMID, Algir Facco da Silva, o veículo foi finalizado em outubro de 2010 e levou apenas dois meses para ficar pronto. Participaram do projeto cerca de 20 alunos com idades entre 13 e 17 anos. O carro é feito de lixo eletrônico e faz parte dos projetos do CMID, que atende não só alunos da Escola Marista Santa Marta, como também de pessoas da comunidade.
"Em Santa Maria, a gente atende alunos e comunidade. As pessoas se inscrevem em programas que incluem cursos de informática, robótica e outros. Não basta deixar o espaço aberto, temos que oferecer cursos", disse. No projeto de robótica, "os alunos vão tendo noções básicas e depois são instigados a construir". O coordenador disse que frequentemente o centro é "solicitado a indicar jovens pelo mercado de trabalho", contou Facco.
Entre os materiais empregados no carro, está uma máquina fotocopiadora que se transformou no motor. A bateria, que já pertenceu a um carro, é capaz de suportar até quatro horas de atividade. De acordo com Facco, o CMID "desenvolve os projetos através de doações de produtos em desuso". Mesmo aquelas peças que não podem ser aproveitadas em projetos como o CMID Car, há a possibilidade de se tornarem obras de arte tecnológicas. Além do fisl12, o CMID esteve presente na Lationoware (PR), Campus Party (SP) e eventos locais no centro do Rio Grande do Sul. E as participações não param por aí. Segundo Facco, recentemente eles receberam um convite para participar de um evento no Rio de Janeiro.
Caça-níqueis
Outra tarefa dos alunos maristas interessados em robótica, computação e afins é restaurar computadores de caça-níqueis. A iniciativa chama-se Projeto Alquimia e tem apoio do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Máquinas caça-níqueis apreendidas em operações do MP-RS, da Brigada Militar, da Polícia Civil e da Receita Federal vão parar nas mãos dos alunos do Centro Social Marista (Cesmar), em Porto Alegre, e no CDMI, em Santa Maria. Além das peças que são utilizadas nas oficinas de robótica livre, também a carcaça dos caça-níqueis são utilizadas em oficinais de marcenaria e serralheria.
No caso de uma peça, componente eletrônico ou mesmo outro material não puder ser reutilizado em algo novo, como um robô, há ainda uma terceira opção. É o que André Dall'Agnol, que trabalha na Escola Marista Santa Marta, chamou de meta-arte. Com restos de computador, do tal lixo eletrônico, alunos do CDMI fazem esculturas e até utensílios para a casa, como fruteiras e porta-lápis, por exemplo. O "trombolhoscópio", feito pelos alunos com os mais diversificados materiais e muito fio de cobre era uma das obras de arte presentes no fisl12.
Fonte:Terra 02/07/2011
Lucas Simões, na 6ª série da instituição da capital gaúcha, apresentou a mão robótica exposta no estande do colégio. A MD2 é uma mão articulada que foi feita a partir de uma lâmpada que acende quando há movimento, um motor, e demais materiais encontrados no lixo, como elástico e fios. O desenvolvimento da mão, segundo o professor Marcos Aranda, acabou dando início a outra ação do grupo, de distribuir mudas de árvores no Fórum Internacional Software Livre. "O projeto chama 'Dando uma mãozinha para o meio ambiente'", afirmou.
Outra criação do grupo de alunos de Porto Alegre é um computador com mãos que faz uma representação do tema deste ano, a neutralidade na web. Feito de lixo eletrônico, o robô toca uma música indígena e é "impedido" de teclar pelo computador. Conforme explicou Aranda, os alunos resolveram fazer um paralelo com a situação dos índios, que perderam suas florestas e seu espaço na Amazônia, com a situação deles, do que seria perder a liberdade na internet. Todas as criações dos alunos são feitas extra-classe, ou seja, só participa o aluno que se interessar. Além de montar robôs e de customizá-los, as oficinas introduzem algumas noções de robótica e de programação a partir de programas específicos para crianças e adolescentes, como Easy C.
A Escola Marista Santa Marta, de Santa Maria, no interior do Estado, levou para a fisl12 um carro feito com lixo eletrônico que pode tanto ser dirigido da maneira "tradicional" - isto é, dentro dele com o auxílio de um notebook que serve como "direção" - como remotamente (por meio de um controle do videogame Nintendo Wii). O projeto, chamado CMID Car, foi feito pelos alunos do Centro Marista de Inclusão Digital (CMID).
De acordo com o coordenador do CMID, Algir Facco da Silva, o veículo foi finalizado em outubro de 2010 e levou apenas dois meses para ficar pronto. Participaram do projeto cerca de 20 alunos com idades entre 13 e 17 anos. O carro é feito de lixo eletrônico e faz parte dos projetos do CMID, que atende não só alunos da Escola Marista Santa Marta, como também de pessoas da comunidade.
"Em Santa Maria, a gente atende alunos e comunidade. As pessoas se inscrevem em programas que incluem cursos de informática, robótica e outros. Não basta deixar o espaço aberto, temos que oferecer cursos", disse. No projeto de robótica, "os alunos vão tendo noções básicas e depois são instigados a construir". O coordenador disse que frequentemente o centro é "solicitado a indicar jovens pelo mercado de trabalho", contou Facco.
Entre os materiais empregados no carro, está uma máquina fotocopiadora que se transformou no motor. A bateria, que já pertenceu a um carro, é capaz de suportar até quatro horas de atividade. De acordo com Facco, o CMID "desenvolve os projetos através de doações de produtos em desuso". Mesmo aquelas peças que não podem ser aproveitadas em projetos como o CMID Car, há a possibilidade de se tornarem obras de arte tecnológicas. Além do fisl12, o CMID esteve presente na Lationoware (PR), Campus Party (SP) e eventos locais no centro do Rio Grande do Sul. E as participações não param por aí. Segundo Facco, recentemente eles receberam um convite para participar de um evento no Rio de Janeiro.
Caça-níqueis
Outra tarefa dos alunos maristas interessados em robótica, computação e afins é restaurar computadores de caça-níqueis. A iniciativa chama-se Projeto Alquimia e tem apoio do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Máquinas caça-níqueis apreendidas em operações do MP-RS, da Brigada Militar, da Polícia Civil e da Receita Federal vão parar nas mãos dos alunos do Centro Social Marista (Cesmar), em Porto Alegre, e no CDMI, em Santa Maria. Além das peças que são utilizadas nas oficinas de robótica livre, também a carcaça dos caça-níqueis são utilizadas em oficinais de marcenaria e serralheria.
No caso de uma peça, componente eletrônico ou mesmo outro material não puder ser reutilizado em algo novo, como um robô, há ainda uma terceira opção. É o que André Dall'Agnol, que trabalha na Escola Marista Santa Marta, chamou de meta-arte. Com restos de computador, do tal lixo eletrônico, alunos do CDMI fazem esculturas e até utensílios para a casa, como fruteiras e porta-lápis, por exemplo. O "trombolhoscópio", feito pelos alunos com os mais diversificados materiais e muito fio de cobre era uma das obras de arte presentes no fisl12.
Fonte:Terra 02/07/2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
LIXO DEVE TIRAR VERBA FEDERAL DE PREFEITURAS
As cidades brasileiras terão corte de verba da União a partir de 2014 se não se adaptarem às exigências da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS). Até lá, as prefeituras precisarão dispor de planos municipais de gerenciamento de lixo, amplos sistemas de coleta seletiva e mecanismos que permitam somente o envio de rejeitos - materiais que não podem ser reaproveitados - a aterros sanitários.
Das 645 cidades paulistas, 375 declararam praticar a coleta seletiva à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Destas, 176 afirmaram atender de 80% a 100% do município. No prazo da atual legislação, todos os municípios devem estabelecer programas que coletem, selecionem e reciclem lixo.
"Os estados e municípios que não têm um plano de saneamento desenvolvido passam a responder legalmente pela execução dessa responsabilidade", explica o consultor técnico do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), Tarcísio de Paula. Na prática, uma prefeitura que não obedecer à lei irá parar de receber recursos federais (destinados ao tratamento do lixo) e ficará sujeita a multas ambientais.
A PNRS, sancionada em 2010, prevê a responsabilização de todos os setores sociais - poder público, iniciativa privada e cidadãos - pelo destino correto dos resíduos sólidos, cujo volume é de 50 milhões de toneladas por ano no Brasil.
Na região metropolitana de São Paulo, cidades como Guarulhos e Osasco trabalham em seu plano municipal de gerenciamento do lixo, documento previsto na lei e que diagnostica e propõe soluções para o saneamento urbano. "O estudo nos permite um trabalho mais qualificado", declarou o secretário guarulhense do Meio Ambiente, Paulo Gonçalves
Das 645 cidades paulistas, 375 declararam praticar a coleta seletiva à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Destas, 176 afirmaram atender de 80% a 100% do município. No prazo da atual legislação, todos os municípios devem estabelecer programas que coletem, selecionem e reciclem lixo.
"Os estados e municípios que não têm um plano de saneamento desenvolvido passam a responder legalmente pela execução dessa responsabilidade", explica o consultor técnico do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), Tarcísio de Paula. Na prática, uma prefeitura que não obedecer à lei irá parar de receber recursos federais (destinados ao tratamento do lixo) e ficará sujeita a multas ambientais.
A PNRS, sancionada em 2010, prevê a responsabilização de todos os setores sociais - poder público, iniciativa privada e cidadãos - pelo destino correto dos resíduos sólidos, cujo volume é de 50 milhões de toneladas por ano no Brasil.
Na região metropolitana de São Paulo, cidades como Guarulhos e Osasco trabalham em seu plano municipal de gerenciamento do lixo, documento previsto na lei e que diagnostica e propõe soluções para o saneamento urbano. "O estudo nos permite um trabalho mais qualificado", declarou o secretário guarulhense do Meio Ambiente, Paulo Gonçalves
sexta-feira, 1 de julho de 2011
CAMISETAS FEITAS DE GARRAFA PET TRAZEM MENSAGEM DE SUSTENTABILIDADE
“Eu faço a diferença no mundo” é a frase que estampa a camiseta mais vendida da loja virtual.
Procurando conscientizar e incentivar as pessoas a terem atitudes mais sustentáveis, Silvia do Prado criou com outros sócios uma empresa de camisetas de PET. Além de ambientalmente corretas, a intenção vai além do produto: levar uma ideia de apoio de sustentabilidade para as pessoas.
“A ideia de trabalharmos com camiseta feita de PET se deu ao fato de querermos não só vender um produto, mas fazer a diferença, oferecendo o produto de qualidade a um preço justo, que contribui para a melhoria do meio ambiente. Cada camiseta possui na sua constituição o equivalente a duas garrafas PET de dois litros. Então, não é só vestir uma camiseta, é vestir uma ideia, e fazer a diferença no mundo nesse simples ato”, explica Silvia, agora diretora comercial da empresa Camiseta Feita de PET.
A gramatura das camisetas varia entre 150 e 170, deixando o tecido mais encorpado. O tecido pode permanecer com a cor natural ou ser tingido. Depois disso, as estampas são idealizadas por designers ou enviadas pelos próprios usuários.
Ainda para Silvia, a sustentabilidade deve ser alcançada aos poucos, com a participação de todos. “Acreditamos e muito que, se cada um fizer a sua parte, agindo sem prejudicar nosso planeta, com certeza teremos um tempo maior de existência da humanidade e da vida na Terra. Usar uma camiseta feita de PET é apenas uma gota no meio de um imenso oceano de atitudes a serem tomadas por parte da população de dos governos”, comenta.
Para conhecer melhor o trabalho da Camiseta feita de PET, acesse o site Eu Faço Diferença no Mundo e a loja virtual.
Fonte: atitudesustentavel.uol.com.br
Acesso em: 17/06/2011
Pesquisado por Lorena Borges – Voluntária Online
Procurando conscientizar e incentivar as pessoas a terem atitudes mais sustentáveis, Silvia do Prado criou com outros sócios uma empresa de camisetas de PET. Além de ambientalmente corretas, a intenção vai além do produto: levar uma ideia de apoio de sustentabilidade para as pessoas.
“A ideia de trabalharmos com camiseta feita de PET se deu ao fato de querermos não só vender um produto, mas fazer a diferença, oferecendo o produto de qualidade a um preço justo, que contribui para a melhoria do meio ambiente. Cada camiseta possui na sua constituição o equivalente a duas garrafas PET de dois litros. Então, não é só vestir uma camiseta, é vestir uma ideia, e fazer a diferença no mundo nesse simples ato”, explica Silvia, agora diretora comercial da empresa Camiseta Feita de PET.
A gramatura das camisetas varia entre 150 e 170, deixando o tecido mais encorpado. O tecido pode permanecer com a cor natural ou ser tingido. Depois disso, as estampas são idealizadas por designers ou enviadas pelos próprios usuários.
Ainda para Silvia, a sustentabilidade deve ser alcançada aos poucos, com a participação de todos. “Acreditamos e muito que, se cada um fizer a sua parte, agindo sem prejudicar nosso planeta, com certeza teremos um tempo maior de existência da humanidade e da vida na Terra. Usar uma camiseta feita de PET é apenas uma gota no meio de um imenso oceano de atitudes a serem tomadas por parte da população de dos governos”, comenta.
Para conhecer melhor o trabalho da Camiseta feita de PET, acesse o site Eu Faço Diferença no Mundo e a loja virtual.
Fonte: atitudesustentavel.uol.com.br
Acesso em: 17/06/2011
Pesquisado por Lorena Borges – Voluntária Online
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