sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O DECISIVO HÁBITO DA LEITURA

Ao longo dos tempos, os livros vêm sendo um meio eficaz de transmissão da cultura e do conhecimento. Mesmo com novas tecnologias disponíveis, com o advento do livro eletrônico, o formato em papel continua em voga e as editoras têm adotado a estratégia de lançar obras tanto de forma tradicional como por novas mídias, como os leitores digitais.

O gosto pela leitura é um hábito que deve ser cultivado e receber o incentivo da sociedade, em âmbitos escolar e familiar. É preciso repassar às novas gerações a ideia de que a informação e a análise dos fatos e acontecimentos, bem como a apreensão de conteúdos, são decisivas para que o indivíduo possa ter a necessária reflexão crítica para a vida na coletividade. É a partir dos seus conhecimentos que ele irá ocupar um espaço no mercado de trabalho, garantindo-lhe as melhores oportunidades disponíveis e contribuindo para o crescimento do país.

Outro fato importante é que a leitura é fundamental para que se edifique uma identidade nacional e um conjunto de valores positivos a serem transmitidos de geração em geração. A pessoa que lê é também agente do seu cotidiano, não dependendo de intermediários para construir sua opinião sobre as ocorrências do seu meio.

A pouca tendência de leitura mostra seus resultados quando se verifica a posição do país, 88, no ranking de educação da Organização. É necessário que as autoridades formulem políticas públicas para que o alunado, desde a mais tenra idade, possa receber o necessário incentivo para adquirir o hábito de ler, seja como parte de suas tarefas escolares, seja como mero entretenimento. Certamente isso deverá, a médio e a longo prazos, levar a que tenhamos gerações de especialistas nas mais diversas áreas do saber, com o país superando os atuais entraves que o limitam na hora de ingressar no rol dos desenvolvidos.

Fonte:Editorial do Jornal Correio do Povo 18/02/2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

PORTAIS DISPONIBILIZAM MATERIAIS EDUCATIVOS

O portal Domínio Público (http://www.dominiopublico.gov.br/) cadastra cerca de 3 mil obras de arte e literatura por mês. O site, de responsabilidade do Ministério da Educação (MEC), disponibiliza 187.533 arquivos para download gratuito de obras literárias, artísticas e científicas que já são de domínio público. O Portal do Professor  pode ser buscado pela página do MEC, registra números iguais de acesso. As aulas prontas, de variados assuntos, postadas por professores, são os materiais mais acessados.
Fonte:Jornal Correio do Povo 16/02/2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

PROFESSOR EM EXTINÇÃO

Há alguns anos, tenho feito, com frequência, a seguinte pergunta aos meus alunos: “quem de vocês pensa em fazer o vestibular para o curso de Letras?” Em uma turma com cerca de 180 estudantes, uns três costumam erguer o braço, timidamente e sem muito entusiasmo. Aposto que mais uns dois vestibulandos gostariam de se manifestar, mas não o fazem por vergonha. Vergonha da desvalorização da profissão, do descaso de algumas lideranças políticas com o magistério.

É claro que há professores incompetentes, preguiçosos e que vivem reclamando dos baixos salários. Mas isso ocorre em qualquer área. Nada justifica o fato de um educador receber um contracheque insignificante. A maioria dos professores, no início da carreira, não tem dinheiro para comprar nem um livro. Dessa forma, como esses profissionais poderão se atualizar? Com que recursos investirão em conhecimento e informação? Nada se faz sem verbas.

Ser professor não é para qualquer pessoa. Lecionar não significa, simplesmente, despejar um monte de conteúdos. Dar uma boa aula requer talento, disposição, criatividade, conhecimento técnico e, claro, um salário justo. Ser professor não é “fazer bico”. Para ser um bom professor é preciso, ao mesmo tempo, respeitar e ser respeitado. É saber dizer as coisas na hora certa. É conseguir impor limites e estabelecer regras, sem ser autoritário. É tentar uma aproximação amigável com os alunos, mas sem esquecer que, dentro da sala, o professor é quem manda. Tudo isso só se aprende com o exercício da profissão, com a prática.

Os docentes necessitam, urgentemente, ganhar mais dinheiro. Por outro lado, uma remuneração interessante não pode, em hipótese alguma, levar os educadores à acomodação profissional. Existem professores que deveriam estar fazendo qualquer outra atividade, exceto ministrar aulas, já que não possuem didática para fazê-lo. E isso acontece inclusive nas universidades, onde os rendimentos financeiros são muito melhores do que nas escolas.

Daqui a alguns anos, não haverá mais professores capacitados e motivados. E, por conseguinte, não haverá educação de qualidade. E, assim, as escolas e universidades formarão criaturas ignorantes e patéticas. Não obstante, esse retrocesso poderá ser detido, contanto que haja mais investimentos em infraestrutura nas instituições de ensino; os professores tenham mais proteção em relação à indisciplina dos alunos; e o magistério receba uma valorização digna.


Fonte: Luciano Corrêa Iochins/Jornalista e professor de Língua Inglesa e Língua Espanhola
          Jornal Gazeta do Sul/Opinião/10/02/2011

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

PREFEITURA DECRETA HOJE SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

A Prefeitura de General Câmara irá decretar hoje situação de emergência devido à estiagem prolongada que atinge o município. O levantamento executado pela Emater, Secretaria de Agricultura e Defesa Civil constatou que os efeitos da estiagem causaram sérios prejuízos econômicos e sociais ao município.

A falta de chuva comprometeu a produção de frutas e hortaliças, além de afetar lavouras e pastagens. A produção de leite foi prejudicada, causando perda de peso nos animais.

Em algumas localidades as fontes de água utilizadas para consumo humano e animal chegaram a secar, tornando-se necessário o abastecimento pelo caminhão-pipa do município. O veículo percorre em média 130 quilômetros por dia, somando o custo de R$ 3,1 mil mensais.

Mesmo assim, o caminhão não consegue atender todas as comunidades. Outras alternativas são executadas pelos próprios moradores, que transportam bombonas em carroças de tração animal.

Fonte:Jornal Gazeta doSul  edição 10/02/2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

VALORES MORAIS EM INVERSÃO

A sociedade brasileira tem sido brindada com algumas pérolas perigosas que denotam o grau de decomposição de valores morais e éticos, principalmente daquelas diretrizes que deveriam ser de berço. Há uma coletânea de casos chocantes, como os dos rapazes presos após espancar um morador de rua em São Paulo. Para eles, essa ação era permitida porque se tratava de um mendigo e tudo não teria passado de "uma brincadeira".
Esse argumento foi semelhante ao empregado pelos jovens que, há muitos anos, atearam fogo em um índio pataxó que estava dormindo na rua em Brasília. Todos eram de classe média alta, bem-nascidos e com poder aquisitivo. Outros episódios de violência gratuita foram o da agressão de vários jovens a uma doméstica no Rio de Janeiro porque pensaram que ela era uma prostituta e o do ataque homofóbico de um grupo de rapazes a estudantes na avenida Paulista, em São Paulo, só porque supuseram que se tratava de homossexuais. Sem nenhum pudor, tentaram desmentir os fatos gravados por uma câmera.
É preciso repensar os valores que estão sendo passados para nossas crianças e adolescentes. A par da proteção devida, é necessário incutir neles o respeito pelas diferenças e pelo modo de vida de cada um. Além disso, faz-se urgente retomar o papel de uma escola formadora de bons cidadãos, mas tendo claro que esse papel é subsidiário ao dos pais e responsáveis, que não podem delegar tarefas que lhes são próprias.


Diante de acontecimentos nada edificantes, em que jovens são os protagonistas, de pouco vale atitude meramente protecionista. Cobrar responsabilidades e aplicar as punições devidas é parte de um processo pedagógico que servirá para mostrar ao infrator que sua conduta está inadequada. Além disso, mostrar-se-á eficiente para que as vítimas não se sintam desprotegidas


Fonte:Editorial do Jornal Correio do Povo  06/02/2011