segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

PODE-SE PARAR DE FUMAR EM 5 DIAS

É possível parar de fumar em cinco dias? O perito em tabagismo João Batista Duarte Costa garante que sim. E afirma com propriedade. Afinal, dos 78 anos de vida, mais de 50 foram dedicados a ministrar cursos e palestras que incentivaram mais de 368 mil pessoas a deixar de fumar.

Foi na década de 1960 que um grupo de incentivadores de combate ao fumo uniu forças em prol do ousado objetivo de ajudar as pessoas a pararem de fumar. As atividades começaram em escolas e, aos poucos, foram se expandindo para empresas e órgãos públicos. Até que, em 7 de março de 1979, teve início o curso "Como deixar de fumar em cinco dias".

João Batista considera que os resultados são impressionantes. "Nós dizíamos que o esforço de largar o fumo seria colhido pelos netos daqueles fumantes. Na época, 46% dos brasileiros fumavam. Hoje, os fumantes são 15% da população. E nós mesmos estamos vendo esses resultados."

Ao longo de cinco décadas, as histórias contabilizadas são emocionantes. "Certa vez, ao final do primeiro dia de curso, um senhor de 72 anos me disse que não voltaria mais. Achei que tivesse dito algo errado. Mas ele explicou que o cardiologista havia lhe indicado o encontro. E que, diante de tudo o que tinha ouvido naquela noite, voltar a fumar seria burrice", lembra.

A metodologia criada pelo grupo formado por João Batista Costa, ao lado dos especialistas em Medicina Mário Rigatto, Bruno Palombini, José Moreira, Carlos Gottschall e Elias Morsch caiu nas graças não só do Ministério da Saúde, mas em outros países. "O curso consiste em eliminar a nicotina da corrente sanguínea em cinco dias. O fumante recebe subsídios para minimizar a síndrome de abstinência e incentivar a autoestima", explica João Batista. "Ele deve acreditar em si próprio", frisa. Nesses 32 anos, ele já ministrou 931 cursos e ajudou 368 mil pessoas em todo o país.

Em 2011, os encontros serão no primeiro sábado de março, junho, setembro e dezembro, sempre às 20h. Informações: (51) 3334-4361 e (51) 3224-5179.

Fonte:Jornal correio do Povo 10/01/2011

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

MUNICÍPIOS RECEBEM EQUIPAMENTOS PARA A SALA VERDE

No dia 16, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente entregou, mediante termo de cessão de uso, equipamentos para equipar as chamadas Salas Verdes em 31 municípios do Estado, entre eles Arroio dos Ratos, General Câmara e São Jerônimo. As Salas Verdes são espaços destinados à Educação Ambiental e são compostas por um notebook, um GPS, uma câmera fotográfica, um datashow e uma tela de projeção, no valor total de R$ 5.747.

Entre os municípios contemplados com o Kit Sala Verde, São Jerônimo foi o único presente que apresentou o Plano Político-Pedagógico de Educação Ambiental, que é um dos requisitos para a manutenção da cedência dos equipamentos, segundo informou Máurio Souza, servidor da Coordenadoria do Meio ambiente que elaborou o plano. Este fato foi destacado pelo secretário Estadual de Meio Ambiente, Giancarlo Tusi Pinto.
- Nos próximos dias, inauguraremos nossa Sala Verde para promover educação ambiental utilizando os conceitos de ambiência e sustentabilidade, ou seja, tornar nosso meio não só um bom espaço físico, mas também um espaço estético que nos agrade e que esteja em harmonia, em equilíbrio entre a natureza e o desenvolvimento econômico.- destacou Máurio Souza.
Para o prefeito de São Jerônimo, Marcelo Schreinert, este é mais um dos passos importantes que a administração dá em direção à gestão do meio ambiente. Ele também destaca que desde o início do seu governo promove esforços para estimular a cidade e criar consciência de que o meio ambiente é responsabilidade de todos.
- Investimos na praia, fazendo obras de pavimentação e outras melhorias que virão como o ancoradouro e a iluminação de toda a Beira-Rio, firmamos o contrato com a Corsan para começar o saneamento da cidade, criamos o conselho de meio ambiente, aprovamos o Plano Ambiental e iniciamos o processo de qualificação ao Sistema de Gerenciamento Ambiental do Estado do Rio Grande do Sul (Siga-RS). Agora é hora de começarmos a fazer educação ambiental, trabalhando, especialmente, com nossas crianças -, informou Schreinert.

Fonte:Jornal Portal de Notícias  22/12/2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

A VALORIZAÇÃO DOS PROFESSORES

O fato de o Brasil ter pela frente boas perspectivas de crescimento e, contudo, apresentar resultados ruins no que diz respeito ao aprendizado de seus alunos é algo a ser equacionado. Agora mesmo, o Banco Mundial está alertando o país de que esse impasse na educação não será superado sem investimentos adequados na área educacional e, principalmente, numa remuneração compatível para os professores, dada a importância de suas atividades.

O ministro Fernando Haddad, da Educação, concorda com esse diagnóstico e afirma que é preciso diminuir o fosso que existe entre os salários do magistério com os vencimentos de outros profissionais de formação superior. O professor, segundo ele, recebe hoje uma quantia que gira em torno de 40% a menos do que em outras carreiras. Melhorar essa relação é a saída para atrair jovens talentosos ao trabalho em sala de aula, ensinando outros jovens e melhorando a qualidade de ensino, com reflexos benéficos na inclusão social e na produtividade, pois quem aprende melhor produz mais e consegue melhores oportunidades na vida.

Nas eleições, a educação sempre aparece como prioridade nos programas, mas a atenção recebida dos governos não condiz com o discurso de campanha. Além disso, alocação de recursos em escolas e em professores nem sempre tem visibilidade imediata, o que faz com que verbas sejam levadas para obras que possam ser inauguradas à vista de todos. Inverter tal lógica é o desafio não só do próximo governo que assume na esfera federal como de todos os governadores eleitos, que, a par dos gestores municipais, deverão resgatar compromissos e efetivar ações que levem o país, finalmente, a melhorar índices educacionais. Formar um cidadão crítico e em condições de contribuir para o desenvolvimento do país é um papel que a escola pode e deve cumprir.

Fonte:Editorial Jornal Correio do Povo  18/12/2010