terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Pesquisa mostra que crianças fumantes passivas chegam a 51%

Um estudo sobre o tabagismo passivo revelou que 51% das crianças até 5 anos são consideradas fumantes passivas por causa do vício dos pais. A pesquisa foi coordenada pelo diretor do Ambulatório de Drogas do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), João Paulo Lotufo. Segundo a pesquisa, essas crianças desenvolvem mais otites, bronquites, rinites, asma e duas vezes mais morte súbita quando comparadas com as de pais não fumantes.
Segundo ele, a pesquisa foi feita com a urina do fumante e de alguém da família que não fuma quando foi constatada a presença de nicotina também no sangue dos fumantes passivos.
“O fumante passivo também corre o risco de dependência e de inflamação das mucosas. Todos os que têm tendência a desenvolver doenças como as otites, rinites, bronquites, asma, vão sofrer e ter mais problemas. Nesses casos a mucosa já é inflamada e com a fumaça isso piora muito”.
Ele destacou que muitos pais alegam que fumam fora de casa para não prejudicar os filhos, mas isso não adianta, pois o cheiro do cigarro fica no corpo e nas roupas do fumante e, consequentemente, as crianças acabam respirando isso. “Só o cheiro já é motivo de inflamação. Sem dúvida é melhor fumar fora, mas o ideal é parar de fumar. Pelo menos 305 de quem vem ao ambulatório para parar de fumar, tem como motivação os filhos”.
Lotufo observou que depois que São Paulo aprovou a Lei Antifumo houve diminuição dos casos de doenças cardiocirculatórias. “Infelizmente são só sete estados que tem essa lei em vigor. O Brasil ainda não é um ambiente livre de fumaça, mas a lei que abrange todo o país já foi aprovada, mas ainda não regulamentada. Estamos em um movimento para que ela ente em vigor o quanto antes”.
Agência Brasil

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Estudantes de escolas gaúchas recebem o Prêmio FALA 2013

O Memorial do Judiciário do Rio Grande do Sul e a Corregedoria-Geral da Justiça entregaram para oito alunos de escolas gaúchas o Prêmio Formando Adolescentes na Luta Antiviolência (FALA) 2013 na tarde dessa quinta-feira (12/12). Ao final da cerimônia, que ocorreu no auditório do Palácio da Justiça, os estudantes vencedores e a instituição na qual estudam foram presenteados com computadores doados pelo Tribunal de Justiça.
São premiados os melhores trabalhos realizados por alunos dos ensinos médio e fundamental  nas áreas de Artes Cênicas, Artes Plásticas, Literatura e Música. Neste ano, o tema dos trabalhos foi Também aconteceu comigo e buscava mostrar a consciência do jovem quanto aos direitos humanos e igualdades sociais, de gênero e de etnia.
O Desembargador José Carlos Teixeira Giorgis, coordenador do Memorial do Judiciário, declarou que a premiação transcendeu as próprias fronteiras do Tribunal. Hoje é um projeto reconhecido pelo Conselho Nacional de Justiça, já ganhou prêmios em outros Estados e, inclusive, obteve imitação em vários outros Tribunais, enfatizou o magistrado.
Camila Juver Schneider, aluna do ensino médio no Colégio Santa Dorotéia, em Porto Alegre, foi premiada na categoria Literatura. Ela é autora do texto O Sentido da Vida, que fala sobre sonhos. Para mim, a vida é feita deles [dos sonhos] e ninguém pode desistir de fazer aquilo que gosta, destaca a aluna. A professora de Camila, Patrícia Zanin, revelou que o sonho da estudante é ser escritora e acredita que ter sido consagrada vencedora foi um bom início na carreira da jovem.
Entre os trabalhos produzidos por estudantes de ensino fundamental, o curta-metragem Por trás de cada face rendeu à aluna Diulye Emmert Santos, da Escola Estadual de Ensino Fundamental Rio de Janeiro, localizada em Porto Alegre, o prêmio na categoria Artes Cênicas. O trabalho é sobre um menino que chegou na cidade. Ele era gay e sofreu bastante preconceito por isso e por outras coisas também, conta a estudante. Lilian Santos Gomes, professora que orientou o projeto, destacou o empenho dos alunos em desenvolver o trabalho, que escreveram o roteiro do filme em conjunto.
O Centro de Ensino à Distância do TJRS (CEAD) transmitiu a cerimônia de premiação ao vivo pela Internet.
Projeto Formando Gerações
Com o objetivo de informar, construir conhecimento e ser facilitador do aprendizado de jovens em relação ao passado de suas instituições e à projeção de seu futuro, o projeto Formando Gerações recebeu 7.410 alunos entre os anos de 2004 e 2013. O Prêmio Fala é uma das iniciativas do projeto, que é desenvolvido pelo Memorial do Judiciário Gaúcho em parceria com a Corregedoria-Geral da Justiça.
Lista completa dos vencedores
Camila Juver Schneider – Literatura - Ensino Médio – Colégio Santa Dorotéia, Porto Alegre
Carolina Leoboro Antas – Artes Plásticas – Ensino Médio – Instituto Estadual de Educação Vasconcelos Jardim, General Câmara
Diuly Gabriely – Música - Ensino Fundamental – Escola Estadual de Ensino Médio Professora Margot Terezinha Noal Giacomazzi, Canoas
Diulye Emmert Santos – Artes Cênicas – Ensino Fundamental – Escola Estadual de Ensino Fundamental Rio de Janeiro
Gabriel Costa Lamas e Jordana Vaz Raichel – Música - Instituto Estadual de Educação Vasconcelos Jardim, General Câmara
Josiele Pacheco Castilhos – Artes Cênicas - Instituto Estadual de Educação Vasconcelos Jardim, General Câmara
Larissa Silva da Rosa – Literatura – Ensino Fundamental - Escola Estadual de Ensino Médio Professora Margot Terezinha Noal Giacomazzi, Canoas
Thialisson Oliveira Longaray – Artes Plásticas – Ensino Fundamental - Escola Estadual de Ensino Médio Professora Margot Terezinha Noal Giacomazzi, Canoas

EXPEDIENTETexto: Juliano Zarembski
Assessora-Coordenadora Substituta de Imprensa: Rafaela Souza
imprensa@tj.rs.gov.br
 

Publicação em 13/12/2013 15:08

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

José Freitas prestigia exposição sobre General Câmara na Assembleia


Lançamento da exposição fotográfica de General Câmara

O secretário de Segurança de Porto Alegre, José Freitas, participou, nesta segunda-feira (2), do lançamento da exposição fotográfica de General Câmara, na Galeria dos Municípios da Assembleia Legislativa gaúcha. A mostra, que tem por objetivo divulgar as potencialidades da terra natal do secretário, está à disposição do público até a próxima sexta-feira (6), na entrada principal do Palácio Farroupilha.

Ao destacar o potencial agrícola e turístico do município, Freitas observou que a mostra valoriza General Câmara como referência cultural do Rio Grande do Sul pela beleza da arquitetura açoriana de suas construções. “São 14 prédios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) no distrito histórico de Santo Amaro do Sul”, lembrou.

Também participaram do evento, o prefeito de General Câmara, Darci Garcia de Freitas, que recebeu uma placa comemorativa à exposição; e o assessor da Bancada do PRB na Assembleia Legislativa Júlio Rosa, representante do deputado estadual Carlos Gomes.



Freitas observou que a mostra valoriza General Câmara como referência
cultural do Rio Grande do Sul pela beleza da arquitetura açoriana de suas construções



A embaixatriz do turismo no Brasil , sec. José Freitas e a rainha de General Câmara também prestigiaram o evento


Exposição de quadros que retrata a história de General Câmara



Veja a matéria também: http://www.prb.org.br/

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Políticas antitabaco não alcançam quem vive na pobreza

As políticas de controle do tabaco desenvolvidas durante o período 1989-2008 conseguiram reduzir o consumo em quase 50%. No entanto, apesar desse bom resultado, não houve um olhar específico para as desigualdades socioeconômicas. Tal afirmativa se comprova no momento em que as pesquisas analisam a situação de vulnerabilidade às quais as populações de baixa renda estão submetidas, quando o assunto é o alcance das políticas de controle. Os dados apontam que os pobres estão mais expostos à substância, têm menor percepção das mensagens de alerta à saúde e encontram-se mais vulneráveis às doenças relacionadas ao tabaco. O alerta faz parte da pesquisa Impostos sobre o tabaco e políticas para o controle do tabagismo no Brasil, México e Uruguai – resultados do Brasil, desenvolvida pelo Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab) da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), em parceria com a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT) e a Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF). Os resultados foram apresentados na terça-feira (26/11), na Jornada Internacional sobre Impostos, Preços e Políticas de Controle do Tabaco, realizada na UFF.
O relatório confirma que pobres fumam mais, possuem maior exposição ao tabagismo passivo, menor percepção das mensagens de alerta à saúde e menor índice de abandono ao tabagismo
 
O estudo, coordenado pela pesquisadora da Ensp Vera Luiza da Costa e Silva, identificou a demanda de fumar por grupo de renda ou nível educacional, além de avaliar diferentes reações aos impostos e outras políticas de controle do tabaco. “A pesquisa tem uma grande importância para o país, uma vez que levanta potenciais razões para as iniquidades observadas na distribuição do tabagismo no território nacional. Ela corrobora os resultados de estudos realizados em outros países, em que a epidemia do tabaco se concentrou entre os mais pobres”, explica a coordenadora do Cetab a respeito do trabalho, realizado simultaneamente no México e no Uruguai, e financiado pela Agência de Cooperação do Canadá International Development Research Centre (IDRC).
 
Situações de vulnerabilidade
 
Além de concluir que as pessoas com baixo nível de escolaridade têm maior probabilidade de sofrer das doenças causadas pelo tabagismo, a pesquisa aponta certa tendência ao crescimento da diferença entre ricos e pobres, uma vez que os indicadores apresentados sinalizam um cenário extremamente desfavorável para os grupos socioeconômicos mais baixos em relação à epidemia do tabaco. O relatório confirma que pobres fumam mais, possuem maior exposição ao tabagismo passivo, menor percepção das mensagens de alerta à saúde, menor índice de abandono ao tabagismo e estão expostos, de forma semelhante, às mensagens pró e antitabaco. Além disso, gastam mais dinheiro para comprar produtos de tabaco e morrem mais por doenças relacionadas ao tabaco.
 
Na opinião da coordenadora do estudo, constatou-se que não basta conceber campanhas e políticas de controle do tabagismo no Brasil apenas em áreas temáticas. É preciso que cada iniciativa traçada teste e elabore estratégias que tenham impacto na população de menor nível socioeconômico, com campanhas, mensagens de advertência, medidas de fiscalização e ofertas de tratamento desenhadas para esse grupo. “Só assim poderemos continuar reduzindo a proporção de fumantes na população para níveis menores de 5%, levando o país a entrar no que vem sendo chamado de ‘a jogada final’ do tabaco”, concluiu.
 
Para a diretora-executiva da ACT, Paula Johns, os dados demonstram que o tabagismo ainda não é um desafio superado no Brasil. “Além de avançar na implementação das políticas públicas de controle do tabagismo clássicas, como aumento de preços, ambientes livres de fumo, proibição de publicidade e de aditivos nos cigarros, é necessário pensar em iniciativas que cheguem às camadas populacionais mais vulneráveis ao tabagismo, tratando-o como um determinante social de saúde”, alertou.
Números
Dados coletados revelam que o percentual de fumantes de todos os produtos de tabaco entre as pessoas com 15 anos ou mais, com escolaridade menor que sete anos, foi mais duas vezes maior do que o identificado entre aqueles com pelo menos um ano de universidade. Em relação às despesas médias mensais com cigarros, foram maiores na faixa da população com menos escolaridade, significando 13,1% do rendimento médio no grupo com menos de oito anos de escolaridade, ao passo que corresponderam a 5,4% da renda entre pessoas com escolaridade superior a 15 anos. No grupo entre 8 e 11 anos de escolaridade, atingiu 9,8%.
Cessação
Na cessação, os pesquisadores observaram que as chances de parar de fumar são maiores no grupo que tem pelo menos um ano de universidade do que nos grupos que não frequentaram universidade. O percentual de fumantes com menos de sete anos de escolaridade que observou e leu as advertências de saúde nos maços de produtos do tabaco foi menor que o percentual observado nos dois grupos de nível de educacional mais elevado (8 a 11 anos de estudo e, pelo menos, um ano de universidade). No entanto, não existe diferença em relação à intenção de parar quando se comparam os três grupos.
Doenças
Quatro doenças fortemente associadas ao tabagismo se destacam de acordo com as diferenças socioeconômicas: câncer de pulmão (CP), doença isquêmica do coração (DIC), doença cerebrovascular (CVV) e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). A diferença no risco de morrer por essas doenças foi pelo menos duas vezes maior entre as pessoas com menos de oito anos de estudo em comparação com pessoas mais de oito anos de estudo em todo o período analisado.
Agência Fiocruz de notícias