sexta-feira, 8 de julho de 2011

PILHAS E BATERIAS DEVEM SER DESCARTADAS EM LOCAIS ADEQUADOS

Elas contêm materiais tóxicos que poluem o meio ambiente.

33% das pilhas e baterias usadas no Brasil são piratas.

Pilhas e baterias precisam ser depositadas em locais especiais. Elas contêm materiais tóxicos e poluem o meio ambiente. Por isso, não podem ser jogadas no lixo de casa. Muita gente ainda não tem consciência disso e acaba usando o lixo comum.
O ideal é que elas sejam descartadas em aterros sanitários especiais por causa dos metais pesados. Eles podem contaminar o solo e causar problemas de saúde. Todos os pontos de venda são obrigados, por lei, a receber de volta do consumidor as pilhas e baterias usadas.
“Os pontos que comercializam têm que dispor de caixas ou recipientes para receber a pilha do consumidor, para posterior repasse para os fabricantes e importadores”, explica André Luiz Saraiva, diretor da Associação Brasileira de Indústrias Elétricas e Eletrônicas.
O problema é que 33% das pilhas e baterias usadas no Brasil são piratas: tem mercúrio muito acima do permitido. Além disso, o fabricante ilegal não vai se responsabilizar pelas pilhas usadas. A atenção deve ser redobrada na hora da compra.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CRAM COMEÇA A DAR BANHO EM PINGUINS PARA RETIRADA DE ÓLEO

Um grupo de cinco dos 122 pinguins-de-magalhães, que estão em tratamento no Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) do Museu Oceanográfico da Furg, foi submetido a banho para retirada de óleo de suas plumagens hoje, 6. Assim como outras dezenas, eles foram encontrados na costa gaúcha com as penas cobertas por óleo e levados para o Cram na segunda quinzena de junho. Estavam desnutridos e desidratados. No centro, receberam hidratação e alimentação. Na tarde desta quarta-feira, já estabilizados, receberam o banho com detergente neutro e água na temperatura (38,5 a 40 graus) corporal deles, atividade que envolveu oito técnicos do centro e voluntários.


Depois do banho, os pequenos animais foram hidratados e colocados em um recinto de secagem, onde são aquecidos por lâmpada infravermelha e um secador de PET. Nesta quinta-feira, já devem ser liberados, durante o dia, na área externa do centro, onde poderão usar o tanque para nadar.

Agora, inicia-se o período de organização da plumagem, para que volte a ser impermeável. Esse processo deve se estender por 12 dias. Para que estejam totalmente recuperados e prontos para serem reconduzidos ao mar, ainda serão necessários no mínimo 20 ou 25 dias. O banho, neste grupo, dá início ao processo de lavagem dos pinguins "internados" no Cram, uma vez que na medida em que outros estiverem estabilizados também serão submetidos a este sistema de retirada do óleo que os atingiu.
Ao todo, o Centro de Recuperação recebeu 152 pinguins-de-magalhães vivos e petrolizados. No entanto, 30 não sobreviveram. Conforme o veterinário Rodolfo Pinho da Silva, do Cram, estes chegaram muito debilitados e não resistiram. Eles foram prejudicados principalmente pelo frio. Parte destes morreu em consequência de pneumonia. O óleo prejudica a impermeabilização de suas plumagens, o que os faz sentir frio. Por este motivo, eles saem da água. Entre os que estão em tratamento, há alguns com pneumonia.
No outono, os pinguins-de-magalhães saem de suas colônias de reprodução, localizadas na Patagônia, e vêm para a costa do Brasil em busca de alimento. Durante o deslocamento, são afetados por manchas de óleo no mar.
Fonte:Jornal Agora 06/07/2011

CONHEÇA OS 5 DIFERENTES TIPOS DE PLÁSTICO

Com toda a polêmica e impacto ambiental que o uso do plástico, derivado do petróleo, causa por aí, cada dia que passa novas matérias primas alternativas são lançadas no mercado, naturalmente causando dúvidas nos consumidores sobre qual é a opção mais sustentável. De acordo com o Blog Do Planeta, nenhum dos materiais disponíveis até agora são 100% sustentáveis, mas existem opções que causam menos impactos que as outras, confira abaixo um breve resumo de cada tipo de plástico feito pelo blog:
O plástico “verde”
É feito de cana-de-açúcar e foi desenvolvido no Brasil pela Braskem. Sua vantagem é usar uma matéria-prima que não se esgota. E captar carbono da atmosfera durante o crescimento da planta, o que teoricamente é bom para o clima do planeta. A Coca Cola colocou plástico “verde” em parte dos materiais usados para fabricar suas garrafas PET. A cana pode ser plantada em exaustão, mas tem um limite: a ampliação de seu cultivo toma terras que poderiam ser usadas para produzir alimento.
O oxidegradável
Você já deve ter ouvido falar dele. Milagrosamente, ele dissolveria com a ação do tempo. É pura propagando enganosa. Este plástico é feito a partir do petróleo e leva aditivos oxidantes que aceleram sua degradação. Ao contrário do que promete, ele não é biodegradável. Simplesmente se transforma em micro partículas. Vira pó. Seus fragmentos são carregados pelo ar. Vão parar nos rios, lagos e oceanos. Seu impacto talvez seja o maior de todos – principalmente por não ser percebido.
O de petróleo
Em sua fabricação, emite gases que contribuem para o aquecimento do planeta. Estima-se que este tipo se degrada no solo só depois de 400 anos. Ele virou vilão do meio ambiente, porque vai parar nos oceanos, asfixia golfinhos e tartarugas marinhas. Há uma ilha de plástico no meio do Oceano Pacífico. Ela tem uma área duas vezes maior do que a dos Estados Unidos. As sacolinhas chegam ali com as correntes marítimas.
O de milho
Este é o plástico do momento, recomendado pelo governo e adotado por alguns supermercados. Ele é feito à base de amido de milho, uma matéria-prima renovável e biodegradável. Na teoria, vira adubo quando enterrado. Mas, na prática, seu descarte é mais complicado. Precisa ser mandado para aterros específicos (com microorganismos especiais, luz, temperatura e reator adequados) para garantir a decomposição em um prazo máximo de 180 dias.
O reciclado
Uma alternativa ao plástico de petróleo é a sacola reciclada, feita a partir de materiais plásticos recicláveis. Sua vantagem é que ele não usa mais recursos não renováveis na produção. A desvantagem é no momento do descarte: ele tem os mesmos impactos ambientais do saquinho tradicional.
Fonte:Blog ambientebrasil

quarta-feira, 6 de julho de 2011

PONTE DO BARRETO - A HISTÓRIA RECONTADA

TRIUNFO – FRANÇA
A história recontada mais de 100 anos depois

Viviane Bueno
Tudo começou quando, do outro lado do Oceano Atlântico, mais precisamente na França, um texto chamou a atenção de Marie-Thérèsse Chaloine. Em 2009, completando 100 anos da morte do engenheiro francês Cláudius Mathon, responsável pela construção da ponte da estrada de ferro que liga Porto Alegre–Uruguaiana, no município de Triunfo, na localidade de Barreto, Cláudio Rollo, atual coordenador municipal de Cultura de São Jerônimo, resolveu escrever um texto sobre as histórias que cercavam a ponte.
No texto, constavam informações sobre o engenheiro Cláudius Mathon que, em função de uma das bases da ponte estar deslocada em relação a outra, causando um desencontro das extremidades, acabou se matando por ter cometido tal erro, que nunca entendera.
Através da matéria, publicada no dia 23 de janeiro de 2009, no jornal Portal de Notícias, Marie- Thérèsse Chaloine soube, na edição on-line, um pouco mais da história do engenheiro, seu bisavô. Com dificuldades para entender a língua portuguesa, foi com a ajuda de uma amiga, Célia Moreira de Souza, que estabeleceu comunicação com o Brasil.
No ano passado, ela fez o primeiro contato com Rollo, por meio de um e-mail enviado para a redação do jornal e encaminhado à Prefeitura. No e-mail, a bisneta de Mathon relatou que os descendentes do engenheiro desconheciam o seu fim trágico. Conforme Chaloine, ela cresceu ouvindo a história que seu bisavô tinha sucumbido a uma febre tropical. A então viúva de Mathon, que pretendia vir ao Brasil em 1909 para visitar o marido, guardou luto pelo resto da vida. Em um dos trechos, Chaloine conta:
- Após a morte de Cláudius, minha avó teve que interromper seus estudos para trabalhar e ajudar sua mãe na educação dos filhos mais jovens. Em 1920, uns amigos de meu bisavô foram ao Brasil e trouxeram uma fotografia de sua sepultura, que tenho até hoje. Eu, minhas três irmãs e minha prima, únicas descendentes vivas de Cláudius, damos muita importância a essa história. Qualquer informação é preciosa, - revela
O início da pesquisa
Claúdio Rollo conta que pelo gosto de visitar cemitérios, descobriu em Triunfo o túmulo de Mathon. A partir daí, começou a pesquisar sua história, reunindo fotos e documentos daquela época.
- Ao iniciar a pesquisa, fiquei muito envolvido com a história. Mathon era um homem dedicado ao trabalho e no zelo pela execução da obra, chegava, inclusive, a cometer excessos. Ele tinha um senso de responsabilidade e de ética que admiro muito. Fico feliz, pois contribui para esclarecer uma dúvida que se estendia por décadas, - entusiasma-se Rollo.
Cláudio salienta que sua matéria, publicada em 2009, teve resultados nunca imaginados por ele. – Através do jornal Portal de Notícias, uma história foi esclarecida. Era para ter um efeito, e acabou tendo outro,- finaliza.
A ligação de Rollo com a França continua até hoje. Com a bisneta de Mathon ele troca e-mails como fotos, documentos históricos e conta com a ajuda da tecnologia para realizar a tradução para o francês
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vivianebueno.portal@terra.com.com







Fonte: Jornal Portal de notícias 01/07/2011

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