Diza Gonzaga, do Vida Urgente, esteve em Santa Cruz para falar sobre a violência no trânsito
Em meio aos elevados índices de mortalidade no trânsito – no ano passado foram 2.025 mortes nas ruas e estradas gaúchas, segundo o Detran - uma mãe não mede esforços para mudar a realidade. Diza Gonzaga, mãe de Thiago, vítima do trânsito em 1995, luta para minimizar perdas como a dela.
Para isso, Diza fundou junto ao pai de Tiago, Régis Gonzaga, a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga. Junto com a Fundação nasceu o programa Vida Urgente, que além de uma campanha de trânsito, é um programa de valorização e preservação da vida.
Na noite desta terça-feira, 6, Diza esteve em Santa Cruz do Sul para ministrar a aula inaugural da Unisc, que teve que ser cancelada por causa de um blecaute. A palestra faria parte do trabalho que Diza realiza para mudar o comportamento das pessoas em relação ao trânsito. "O trânsito não mata por falta de sinalização, orientação, o maior vilão dessa história é o comportamento, a imprudência. Na vida real os heróis estão voltando para casa em um caixão fechado", alertou ela.
O Vida Urgente possui um conjunto de atividades que visam, por meio da conscientização, humanizar o trânsito no país. "Procuramos alcançar todos os segmentos da população nesta luta", afirmou Diza.
O programa de Diza já alcançou reconhecimento internacional. A presidente do Vida Urgente participou em 2009 da primeira reunião do Década de Ação por segurança no trânsito, plano da Comissão da ONU para reduzir os índices de mortalidade. "Participei da construção desta década e o Tiago foi uma das vítimas lembradas. Por isso estou em Santa Cruz e vou a cada canto do país por esta causa”, finalizou.
http://www.gaz.com.br/noticia/333253-os_herois_estao_voltando_para_casa_no_caixao.html
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quarta-feira, 7 de março de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Jovens da ONG Vida Urgente percorrem o litoral do RS em ações de conscientização
Projeto Salva Vidas Urgente aborda veranistas na praia com dicas de alertas de trânsito seguro.
Imagine percorrer todo o litoral do Rio Grande do Sul, vivendo em um motor-home estacionado na beira da praia e ainda com 15 amigos. É tudo que a gurizada sonha. Pois um grupo da ONG Vida Urgente está vivendo essa experiência. Mas eles não aproveitam a passagem pelas praias para fazer festa, surfar e namorar. Ou, ao menos, não só para isso. Estão empenhados em mostrar para a moçada que carro não é brinquedo e dirigir é um ato de responsabilidade. É o objetivo do Projeto Salva Vidas Urgente lançado neste fim de semana em Capão da Canoa.
O grupo, que chega a mobilizar 200 voluntários em cada parada, aborda veranistas na praia com dicas de alertas sobre a necessidade de dirigir com responsabilidade. Além disso, percorre as principais baladas abordando a gurizada, dando sempre aquela dica que não é nova, mas que vale sempre reiterar: se beber, não dirija. Além disso, nas sextas-feiras vão fazer o chamado bandeiraço.
- É uma ação que fazemos para receber os domingueiros. Aqueles veranistas que vem só no fim de semana – destaca o voluntário Guiga Narcízo, de 22 anos.
Guiga conta que a trupe vai viajar de Torres até Cassino, no litoral sul. Neste domingo, a parada é em Atlântida. Para ele, que troca o conforto de casa pela experiência, é mais do que um simples veraneio:
- É algo único. Fazer uma trip com toda a galera e ainda mais por uma causa tão fundamental.
Dentro do motor-home, cada um tem sua tarefa. Na manhã de sábado, ele era o responsável pela limpeza. Por isso, já avisa as visitas:
- Limpa o pé antes de entrar, por favor.
A ação dos jovens também é comemorada pela Brigada Militar. Segundo o comandante do litoral norte, coronel Altermir Ferreira, além do trabalho de repressão feito pela polícia é importante contar com ações de conscientização como a dos jovens.
- Isso diminui em muito nosso trabalho repressivo.
A presidente da Fundação Thiago Gonzaga, Diza Gonzaga, também comemora:
- Somos sempre bem recebidos e as pessoas assimilam bem nossa mensagem.
O exemplo é visto na dona de casa France Santos, 55 anos, que levou a neta de dois anos para participar da mobilização:
- Perdi uma prima em acidente e desde então participo com eles. É preciso pensar nisso desde cedo.
Fonte: HTTP://zerohora.clicrbs.com.br
João.vitor@rdgaucha.com.br
Acesso em 17/01/2012
Material enviado pela Voluntária Online Sonia Dantas P. Guimarães
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