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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Rafael Amorim lança livro 'O mundo de Chico'


























Os muitos anos como chefe escoteiro renderam ao desenhista e publicitário Rafael Amorim o apelido, entre os amigos, de “Chefe Bala”. E, na arte do traço, ninguém duvida que ele é mesmo o chefe. Há nove anos, Amorim é o principal ilustrador da Revista Ufo, única publicação brasileira especializada em ufologia, com sede em Campo Grande (MS). Além de ser responsável pela maioria das capas da revista, ele também já colaborou em vários livros do gênero, de autores nacionais e internacionais.
Mas a arte de Amorim – que é natural de General Câmara, mas vive e trabalha em Santa Cruz há um bom tempo – não se resume a discos voadores e ETs. Ele é também um quadrinista de mão cheia que explora outros territórios, como prova o seu recém-lançado livro O mundo de Chico. É uma coletânea de tirinhas, cartuns, contos e ilustrações sobre as aventuras do garoto Chico, sua amiga Ane e uma extravagante turma de companheiros imaginários: uma rena, um tigre e um leão de pelúcia que ganham vida, mais a gata Cinde e o cachorro Tinga.
Chico é, na verdade, o filho do Bala, Francisco, hoje com 7 anos. A ideia de recriar o cotidiano do menino em quadrinhos bem-humorados – com uma arte inspirada no clássico Calvin, de Bill Watterson – surgiu há anos, em conversas entre pai e filho. “O Chico sugeriu muitas histórias. Ele tem participação não só como personagem, mas também como autor”, conta Amorim. O resultado é uma divertida celebração da infância, capaz de envolver tanto crianças como adultos. O livro – planejado como o primeiro de uma série – pode ser adquirido com o autor, por R$ 30,00 (O contato é pelo fone 99903 1971). Também está à venda na livraria e cafeteria Iluminura, por R$ 35,00.  
E o ano está sendo movimentado para o Chefe Bala. Não bastasse a sessão de autógrafos de O mundo de Chico no mês passado, ele ainda lançou em Porto Alegre, há poucos dias, 10 anos ilustrando a ufologia. Trata-se de uma obra comemorativa que reúne seus melhores trabalhos na área. A apresentação é do coeditor da Revista Ufo, Thiago Luiz Ticchetti, que afirma sobre Amorim: “Ele é um artista completo, que vai desde rabiscos com um lápis comum a verdadeiras obras de arte digitais”. Além de ilustrações caprichadas, tem ainda relatos e casos famosos sobre ovnis. Prato cheio para quem se interessa pelo assunto.  
Gazeta On Line 05/06/2018

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Leitura é um hábito que se adquire pelo exemplo, diz escritora


 No Dia Nacional do Livro, comemorado hoje (29), a especialista em literatura infantil e escritora Ieda de Oliveira ressaltou que a leitura é um hábito passado essencialmente pelo exemplo. “A transição entre ouvir as histórias contadas pelos pais e ler as histórias tem que ser uma busca própria da criança”, disse. Ela ainda ressalta que os pais não devem fazer restrições quanto à literatura escolhida por seus filhos “Ela pode trazer discussões interessantes para a família”.
Ieda de Oliveira avalia que atualmente existe muitas opções de boa literatura infantil, que instiga o espírito crítico da criança. “Isso abre portas, influencia muito na formação do indivíduo”, ressaltou. A literatura infantil não serve para, ensinar, empurrar informações”, acentua. "Educar é conduzir. É tratar o leitor como ser inteligente, é orientar a aprendizagem e não adestrar", completou.
"Eu me educo quando leio Guimarães Rosa, eu me educo quando leio Jorge Amado, tanto quanto me educo quando leio Ana Maria Machado. Educo-me ainda diante de uma tela de Renoir ou ouvindo Mozart ou Chico Buarque de Holanda. Quando o artista, por meio de um domínio técnico, conduz o seu leitor para fora de si mesmo, levando-o, pelo prazer estético, a refletir e olhar o mundo a sua volta, estabelecendo novos sentidos, ele o está educando. Cada um trabalhando com sua matéria-prima, que no caso do escritor é a palavra ", ressaltou.
A escritora acredita que o brasileiro está lendo mais. “Não podemos assegurar que o conteúdo é bom, mas está aumentando o número de indivíduos que leem. Estamos vendo um movimento do governo de melhorar o acesso aos livros. Os meios de informação também estão tendo uma função muito importante de difundir a papel que a leitura tem na vida das pessoas.”
Ieda vê nas redes sociais, não uma concorrente da literatura, mas uma forma de divulgação, não só da literatura como de todas as formas de artes. “Um amigo, ou amigo de amigo publica uma resenha, diz que aprecia um quadro, isso chega como um estímulo a mergulhar no mundo das artes”, disse.
Agência Brasil