domingo, 13 de outubro de 2013

Soja transgênica: “lavouras tomarão banhos dos três venenos”




Entrevista especial com Leonardo Melgarejo. “O mercado deste agroquímico crescerá de forma vertiginosa e isso deverá trazer problemas relevantes para a saúde e o ambiente”, diz o engenheiro agrônomo.






A liberação da semente de soja transgênica da multinacional Dow Agrosciences, imune ao glifosato, ao glufosinato de amônia e ao 2,4-D, está em pauta na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CNTBio e, de acordo com o membro da instituição, Leonardo Melgarejo, “deve ser votada ainda este ano”. As sementes transgênicas já são tolerantes ao glifosato e ao glufosinato de amônia. A novidade é a resistência ao 2,4-D, um herbicida que só funciona para plantas de folhas largas.

Melgarejo explica que, “na prática, os conceitos não mudam, se trata de adoção da mesma lógica que deu base à soja RR: uma planta modificada para tomar um banho de um veneno que mata outras plantas eventualmente presentes na mesma área. A diferença é que neste caso teremos uma planta que receberá banhos de três herbicidas diferentes, sendo que um deles é da classe toxicológica 1, categoria reservada aos produtos extremamente perigosos”. A permissão para utilizar três herbicidas na mesma planta, assevera, “não significa uma lógica de substituição ou rodízio de venenos. O que acontecerá é uma soma.

Os três produtos serão aplicados em cobertura, após a implantação das lavouras, e isso afetará toda a forma de vida que eventualmente circule nas áreas de plantio deste tipo de soja”.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, o engenheiro agrônomo informa que a “soja tolerante ao glifosato já quase não funciona como tecnologia facilitadora do manejo de invasoras, pela enorme presença de plantas que adquiriram resistência àquele produto. Plantas modificadas para tolerância ao 2,4-D devem eliminar temporariamente esta dificuldade”.

Leonardo Melgarejo (foto) é engenheiro agrônomo, mestre em Economia Rural e doutor em Engenharia de Produção pela Universidade de Santa Catarina - UFSC. É membro do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - Incra, no Rio Grande do Sul.

Confira a entrevista.


IHU On-Line - Como avalia o possível lançamento da semente transgênica de soja, da multinacional Dow Agrosciences, imune ao glifosato, ao glufosinato de amônia e ao 2,4-D?

Leonardo Melgarejo - Será um grande negócio para as instituições envolvidas com a venda desta semente. Num primeiro momento, estas sementes devem ocupar o espaço daquelas que hoje dominam o mercado. A soja tolerante ao glifosato já quase não funciona como tecnologia facilitadora do manejo de invasoras, pela enorme presença de plantas que adquiriram resistência àquele produto. Plantas modificadas para tolerância ao 2,4-D devem eliminar temporariamente esta dificuldade.

Além disso, o mercado de agrotóxicos terá acesso a um veneno mais barato, que, embora colado a sementes mais caras, terá grande poder de atração para investidores focados nos retornos em curto prazo.

Na prática, os conceitos não mudam, se trata de adoção da mesma lógica que deu base à soja RR: uma planta modificada para tomar um banho de um veneno que mata outras plantas eventualmente presentes na mesma área. A diferença é que neste caso teremos uma planta que receberá banhos de três herbicidas diferentes, sendo que um deles é da classe toxicológica 1, categoria reservada aos produtos extremamente perigosos. E isso de permitir o uso de três herbicidas não significa uma lógica de substituição ou rodízio de venenos. O que acontecerá é uma soma. Os três produtos serão aplicados em cobertura, após a implantação das lavouras, e isso afetará toda a forma de vida que eventualmente circule nas áreas de plantio deste tipo de soja.

Veja: como o 2,4-D não mata todas as plantas que o glifosato pretendia controlar, ambos serão aplicados para evitar invasoras de folhas largas. Mas o 2,4-D é um herbicida que só funciona para plantas de folhas largas, e existem plantas de folha estreita que também não são totalmente controladas pelo glifosato. Estas plantas também não são controladas pelo 2,4, exigindo outro herbicida. O glufosinato de amônia é a parte do coquetel que se destina a estas plantas. E isto, no todo, dá base à ideia de que uma planta geneticamente modificada para não sofrer grandes danos com aplicações de glifosato, glufosinato de amônia e 2,4-D “facilitará” o trabalho de controle de invasoras. Sim, facilitará. Mas a que preço?

Plantas tolerantes a agrotóxicos


Hoje temos plantas chamadas de invasoras, que eram controladas por estes herbicidas e que evoluíram, tornando-se resistentes. Uma lavoura de soja modificada pela inserção de transgenes, que asseguram tolerância para estes três agrotóxicos, será pulverizada com todos eles. Assim, as plantas tolerantes a um ou dois destes venenos, morrerão em função do terceiro. E a soja, em tese, não sofrerá danos. Com o tempo, e isso talvez em menos de cinco anos, a natureza dará sua resposta e nos defrontaremos com plantas tolerantes aos três agrotóxicos. Como estas plantas serão controladas? Será necessário buscar outra solução. Seguindo a mesma lógica, talvez uma soja tolerante a outros herbicidas, que venha a dominar o mercado por mais cinco anos até que a natureza encontre seus caminhos e provoque “necessidade” de nova soja tolerante a outros venenos? A que custo?

A questão dos custos depende do ponto de vista. Sob o ponto de vista do PIB, a cada vez que cai um avião temos enorme movimentação de recursos, e a dinamização da economia pode ser interpretada como vantajosa, doa a quem doer. No caso desta soja, os danos ambientais e para a saúde dos trabalhadores rurais serão enormes, mas o agronegócio contabilizará movimentação de bilhões de reais, sem que necessariamente ocorra qualquer tipo de ganho de produtividade, e independente dos problemas futuros, doa a quem doer.

IHU On-Line - O que é o sistema Enlist?

Leonardo Melgarejo - É “nova” tecnologia da Dow. Ela oferece sementes tolerantes a três herbicidas: o 2,4-D, o glifosato e o glufosinato de amônia. Esta tecnologia será veículo para expansão no uso de 2,4-D, que ainda não é aplicado em cobertura, nas lavouras de soja e milho.

Até agora este herbicida tem sido usado antes do plantio, para limpar áreas que serão cultivadas posteriormente. Também é utilizado em atividades não produtivas, como na limpeza de gramados e em corredores para proteção de linhas elétricas.

Com as novas possibilidades, o mercado deste agroquímico crescerá de forma vertiginosa e isso deverá trazer problemas relevantes para a saúde e o ambiente. Resultará na movimentação de milhões de dólares em sementes, em agrotóxicos e nos sistemas de recuperação aos problemas colaterais que advirão. Como no caso do avião que cai, a tecnologia trará vantagens para alguns e terá impacto positivo no PIB, doa a quem doer.

IHU On-Line - Qual é a peculiaridade desta semente e o que significa ela ser imune a estas três substâncias?

Leonardo Melgarejo - Significa que estas lavouras tomarão banhos dos três venenos. Significa que estes agrotóxicos serão aplicados de avião, nas principais áreas produtivas. Sob o ponto de vista do 2,4-D teremos a grande novidade: aplicações aéreas de produto classificado como extremamente tóxico. Vale a pena referir que este tipo de transgênico está sendo avaliado nos Estados Unidos desde 2009, e que ainda não é cultivado em lugar algum do planeta. Embora tenha sido aprovado o plantio, no Canadá, de um milho tolerante ao 2,4-D em outubro de 2012, não há registros de que mesmo lá existam lavouras comerciais de plantas tolerantes ao 2,4-D.

Nos EUA parece evidente que as reações da população e as ligações entre o 2,4-D e as 500 mil crianças nascidas com deficiências no Vietnam, em áreas pulverizadas com o agente laranja, bem como as indenizações pagas a milhares de soldados norte-americanos afetados pelo produto e seus resíduos, explicam este fato. É mais provável que algum outro país venha a servir como tubo de ensaio neste caso. Aliás, é relevante lembrar que os defensores dos transgênicos costumam alegar que eles são seguros pelo histórico de uso nos EUA e na Argentina, países onde as novas sementes costumam ser lançadas.

Quais as implicações sob o ponto de vista da saúde? Bem, cada um dos agroquímicos envolvidos nesta tecnologia apresenta suas peculiaridades. Eles possuem diferentes características em termos de processos de degradação no solo, na água, no metabolismo das plantas. Em sua degradação, geram metabólitos que apresentam diferentes peculiaridades em termos de riscos para a saúde e o ambiente. Em termos gerais, são associados a problemas endócrinos, a vários tipos de câncer, a problemas neurológicos, a danos nos rins, no fígado, enfim, a bibliografia é vasta e aponta no mesmo e único sentido: danos seguros para a saúde e o ambiente. Trata-se de veneno, portanto não deve ser esperado algo diferente do que os venenos permitem obter.

IHU On-Line - Quais são as características do glifosato, do glufosinato de amônia e do 2,4-D?

Leonardo Melgarejo - Cada um deles possui suas especificidades. Os dois primeiros são classificados como de baixa toxicidade, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. O terceiro é classificado como extremamente tóxico. O primeiro é de amplo espectro, afeta todos os tipos de plantas. O segundo é um herbicida para plantas de folha estreita, e o terceiro é recomendado para plantas de folhas largas. Isto significa, como regra geral, que as plantas (em geral) não conseguem metabolizar o glifosato, que as plantas de folha estreita (monocotiledôneas) não conseguem metabolizar o glufosinato de amônia e que as dicotiledôneas (plantas de folhas largas) não conseguem metabolizar o 2,4-D.

E por “metabolizar” estamos referindo um processo onde a planta absorve o veneno e o degrada internamente. Nesta degradação surgem metabólitos que também não afetam a planta, mas que podem afetar os consumidores. Por exemplo, o AMPA, principal metabólito do glifosato, é comprovadamente mais tóxico que o glifosato em si.

Portanto, quando uma planta é modificada geneticamente para tolerar determinado herbicida, isso implica na possibilidade oferecida a esta planta de metabolizar aquele herbicida, sem danos. Assim, a soja em questão poderá metabolizar os três tipos de herbicida, sem prejuízos aparentes.

Peculiaridades


Os três herbicidas também apresentam suas peculiaridades. O 2,4-D na forma éster gera gotas minúsculas que flutuam no ar, podendo se dispersar e atingir áreas distantes das lavouras onde se pretende pulverizá-lo. Esta capacidade de dispersão e os danos que causa a dicotiledôneas parece estar entre uma das grandes causas de conflito entre vizinhos. Plantações de macieiras, pereiras, pessegueiros, parreiras e tantas outras, assim como lavouras de hortaliças e áreas de reserva florestal, estarão ameaçadas nas regiões em torno das áreas onde o 2,4-D vier a ser aspergido. As formulações éster são as mais ameaçadoras. Também são mais baratas e perigosas, e por isso tendem a ser proibidas. As empresas afirmam que existem novas formulações de 2,4-D, onde a deriva será reduzida. Mas como garantir que pessoas com menores preocupações de natureza ética utilizem as formulações mais baratas e perigosas, que sempre poderão ser obtidas por contrabando? O número de irregularidades identificadas pela ANVISA, envolvendo aplicações de agrotóxicos proibidos, adulterados, irregulares, contrabandeados ou não, justifica temores neste sentido.

IHU On-Line - Como está o processo de negociação para a liberação dessa semente no Brasil? Como a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CNTBio se posiciona? Quais são as principais divergências na discussão?

Leonardo Melgarejo - O processo está em pauta para avaliação da CTNBio. Deve ser votado ainda este ano. Possivelmente o milho tolerante ao 2,4-D tramite mais rapidamente porque a área física envolvida tende a ser menor do que aquela relacionada à soja.

Tanto no caso do milho como da soja, as divergências no momento se referem basicamente aos estudos apresentados e a lacunas em termos de atendimento às normas da CTNBio, envolvendo aspectos de risco associados ao uso dos agroquímicos do pacote tecnológico.

Parte dos membros da CTNBio considera que as análises devem levar em conta apenas a planta, desprezando os venenos que são aplicados sobre a lavoura. Outra parte entende que uma planta modificada para tomar um banho de determinado veneno, que consegue absorver este veneno, não poderia ser analisada como se esta realidade não existisse. O Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA defende esta perspectiva: se uma planta é modificada para ser cultivada na presença de dado agrotóxico, se tem sua semente vendida a preços mais elevados por conta desta característica, se é comprada para ser usada com aquele veneno e, enfim, se literalmente aquela planta jamais será cultivada sem a aplicação daquele produto, então todas as análises realizadas em sua ausência são irrealistas, falseiam a realidade e não servem como base para decisões de impacto sobre a saúde e o ambiente.

Surpreendentemente, na CTNBio nem todos pensam assim. Aliás, a maioria entende que é razoável e suficiente fazer cultivos especiais desta planta que não morre com o veneno, e, na ausência do veneno, colher os grãos que serão utilizados como alimento para ratos, em testes que avaliarão a segurança alimentar daquele produto. Testes na ausência do veneno mostram que seu cultivo comercial, na presença do veneno, não trará danos para os consumidores. Não parece estranho que isso seja aceito sem maiores discussões?

De toda forma, no caso dos Organismos Geneticamente Modificados - OGMs tolerantes ao 2,4-D, os debates ainda não se deram de forma aberta na subcomissão vegetal ambiental, onde eu participo. Possivelmente neste mês os pareceres serão disponibilizados para análise e as posições se esclarecerão. Na subcomissão humana animal, o pedido da empresa foi aprovado.

IHU On-Line - Em que outros países do mundo essa semente é comercializada?

Leonardo Melgarejo - Um milho com tolerância ao 2,4-D foi aprovado para plantio no Canadá, em outubro de 2012.

IHU On-Line - Caso essa semente transgênica seja liberada, o que essa liberação significa no cenário da transgenia brasileiro?

Leonardo Melgarejo - A tecnologia RR, da Monsanto, que dominava o mercado com a soja tolerante ao glifosato, será substituída pela tecnologia da Dow, com a soja Enlist, tolerante ao glifosato, ao glufosinato e ao 2,4-D. Esta substituição estará presente em todas as revendas de produtos para a lavoura, e a transgenia receberá novo impulso.

A legislação envolvendo o 2,4-D deverá ser modificada, para que ele possa ser aplicado em cobertura sobre lavouras de soja e de milho. Teremos novos limites máximos permitidos - LMR para os resíduos do 2,4-D nos grãos e nas forragens. Teremos aplicações aéreas de um produto classificado como extremamente tóxico, sobre milhões de hectares.

Teremos a emergência de novas plantas tolerantes a herbicidas, de controle mais complexo. Teremos impactos distintos dos atuais, sobre as comunidades de insetos, bactérias e fungos estabelecidas nas áreas de plantio, os desequilíbrios prejudicarão algumas formas de vida e beneficiarão outras. Teremos novos índices de contaminação e danos ambientais, envolvendo indicadores associados ao solo, à água, a redes tróficas e à saúde humana. Na prática, teremos boas informações sobre o que acontecerá, apenas no futuro, quando estivermos envolvidos com a necessidade de recuperar danos e corrigir problemas.

IHU On-Line - Deseja acrescentar algo?

Leonardo Melgarejo - Sim. No caminho inverso a esta tecnologia existem alternativas mais amigáveis à saúde e ao ambiente. Em novembro de 2013, Porto Alegre sediará o 8º Congresso Brasileiro de Agroecologia - CBA, para o qual estão inscritos mais de 1.400 trabalhos científicos e relatos de experiência dando conta da importância e das possibilidades destas alternativas.

No primeiro CBA, há 10 anos, foram apresentados pouco mais de 300 trabalhos. Este crescimento revela a evolução do setor, e se deu na ausência de políticas oficiais. Agora, com o lançamento do Plano Nacional de Agroecologia [1], a situação pode vir a ser outra, pois a disponibilidade do PLANAPO e sua evolução permitem esperar resultados ainda mais expressivos.

O Plsnspo sugere possibilidade de processos de desenvolvimento de natureza soberana, apontando aspectos de segurança alimentar e desenvolvimento de tecidos sociais no campo, em um território rural povoado, como proposto pela Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário - CNDRSS [2].

Trata-se de outro modelo de desenvolvimento, radicalmente oposto ao que se apoia em tecnologias do tipo Enlist. Estas tecnologias aparentemente sofisticadas na realidade escondem o retrocesso, dando base a um Brasil rural despovoado, a uma política agrícola que se resume à guerra química contra a natureza, a uma economia controlada por grandes empresas transnacionais que pretendem fazer deste país um quintal especializado na exportação de commodities.

A imagem que este futuro traz depende do presente. Do embate entre um modelo de desenvolvimento centrado nos nossos interesses, ilustrado pelo CBA, pela Planapo, pela CNDRSS, e outro, centrado em interesses de terceiros e ilustrado pelo sistema Enlist, onde nos é reservada a condição de colônia a ser explorada em função da disponibilidade de riquezas naturais. Doa a quem doer?



NOTAS

[1] Sobre o Plano Nacional de Agroecologia, ver http://aba-agroecologia.org.br/wordpress/?p=1643 e http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/d7794.htm

[2] Sobre a Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário – CNDRSS, confira http://www.mda.gov.br/portal/condraf/institucional/II_cndrss

IHU On-Line/EcoAgência




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

CHAMA CRIOULA É EXTINTA NO CTG SINUELO DO BOM SUCESSO

Com a presença do presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Erival Bertolini, e do vice presidente Paulo Roberto Cavalheiro de Souza, a 2ª Região Tradicionalista (2ª RT) extinguiu a Chama Crioula de 2013, no CTG Sinuelo do Bom Sucesso, em General Câmara. O evento ocorreu por volta da meia-noite do dia 20 de Setembro.

Segundo o coordenador da 2ª RT, Ivan Botelho, é tradição a extinção da Chama Crioula neste horário nos municípios que fazem a sua geração para todo o Estado do Rio Grande do Sul e Brasil. 
Antes da meia-noite a Chama Crioula foi conduzida do distrito de Santo Amaro para o CTG por tradicionalistas camarenses e o toque de silêncio marcou a extinção, realizada pelos integrantes do MTG, 2ª RT, prefeito de General Câmara, Darci Freitas, e prefeito de São Jerônimo e presidente da Asmurc, Marcelo Schreinert.

Durante a sexta-feira, 20, os Festejos Farroupilhas foram marcados pelos desfiles em Arroio dos Ratos, General Câmara, Charqueadas, São Jerônimo e Triunfo.


Fonte:Jornal Portal de Notícias

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Chama Crioula é gerada para todo o Brasil

O esforço da 2ª Região Tradicionalista (2ª RT) foi coroado no sábado, 17, quando o fogo que arde desde 1814 em uma lamparina, no interior da Igreja de Santo Amaro do Sul, em General Câmara, gerou a Chama Crioula para os festejos farroupilhas de 2013. Conta a história, que a manutenção deste fogo é um pedido feito por um militar, que teria doado terras à irmandade católica responsável pelo local.

A Chama Crioula permanecerá na Igreja de Santo Amaro até o início da Semana Farroupilha, dia 13 de Setembro.
O coordenador da 2ª Região Tradicionalista, Ivan Fernando Botelho, relata que teve o apoio do presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Erival Bertolini, desde o início. A disputa pela geração da Chama e a falta de patrocínios não foram empecilhos para receber todas as regiões tradicionalistas do Estado. Emocionado, Botelho agradeceu o trabalho feito pelo presidente da comissão, Altair Lima da Silva, e pelo apoio do prefeito de General Câmara, Darci Freitas.
- Fizemos um evento sem dinheiro. Com simplicidade, mas com muita dedicação. Agradeço a todos os patrões, peões e prendas por defender a 2ª RT. Temos mais eventos programados para este semestre, como a interregional do Enart e o encerramento das atividades do MTG neste ano. Obrigado a todos que trabalharam. Desde as pessoas da Secretaria de Obras até o protocolo - destacou Ivan.

O distrito de Santo Amaro do Sul recepcionou as 30 regiões tradicionalistas e os embaixadores do tradicionalismo espalhados pelo Brasil. Delegações de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Rondônia se uniram aos peões e prendas para acender a centelha da Chama Crioula e espalhá-la para o País.

- Reunimos o Brasil de bombacha aqui em Santo Amaro do Sul. Distrito que abriga edificações tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), inclusive o casarão do herói farroupilha e primeiro presidente da República Rio-Grandense, José Gomes de Vasconcelos Jardim. Resgatamos esta história –disse o presidente do MTG, Erival Bertolini, que, emocionado, elogiou o patrono da Semana Farroupilha deste ano, Nésio Correa (Gildinho).

- Este homem vocês não deixem de aplaudir. Este homem segurou o tranco do Rio Grande. Pegou o seu grupo e disse: “aqueles que quiserem manter a tradição do Rio Grande fiquem comigo. Aqueles que não quiserem, as porteiras estão abertas. Porque enquanto eu existir e as minhas munhecas tiverem força não executo outro ritmo e me recuso a assistir” – relembrou Bertolini.
Enfim, o presidente desabafou:

- Peões e prendas, vocês que nos ajudam a manter a tradição, evitando as vaidades pessoais. Temos que lutar para manter os CTGs. Que não seja preciso virar o cocho e deixar de usar aqueles utensílios que serviram para criar os nossos pais, avós e bisavós. Isto não é falta de higiene. Falta de higiene é a falta de fiscalização dos órgãos públicos, que estão fazendo xixi em latas de leite e nada é feito. Puchero, carreteiro, feijão campeiro no CTG não dá distúrbio estomacal. Não dá intoxicação alimentar. O fogo da fazenda Boqueirão faz 217 anos que está aceso e nunca incendiou um galpão. Aí um incêndio queimou uma boate e eles querem fechar os CTGs. Temos que resolver estas questões. Vamos deixar os Centros de costaneira, como sempre foi. Obrigado por vocês terem vindo a Santo Amaro e aplaudir o Movimento - encerrou Bertolini.


















Fonte:Jornal Portal de Notícias  20/08/2013

 

Sentinela do Rio Grande participa do acendimento da Chama Crioula

Foi acesa na manhã do último sábado (17), em Santo Amaro do Sul, interior do município de General Câmara (RS), a Chama Crioula. Símbolo das comemorações da Semana Farroupilha, ela foi distribuída em centelhas para 30 regiões tradicionalistas do Estado. A cerimônia foi realizada com a presença de centenas de cavaleiros de várias regiões, dente eles o grupo do Centro Cultural Nativista Sentinela do Rio Grande (CCN), 6 ª Região Tradicionalista, liderado pelo patrão fundador, Renato Ferrão.
A Chama foi acesa pelo presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Erival Bertolini, acompanhado do patrono da Semana Farroupilha, Nésio Alves Corrêa, o Gildinho, fundador do grupo Os Monarcas, e também do presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, Manoelito Carlos Savaris.
O lugarejo no interior de General Câmara escolhido pelo MTG para o acendimento da Chama também foi cenário de batalhas da Guerra dos Farrapos e ainda preserva a casa onde nasceu o líder Farroupilha Gomes Jardim e a construção que serviu de sede para as tropas imperiais.
A Chama foi retirada de lampião de igreja construída no século 18. Diz a irmandade que administra a igreja que esse fogo está aceso desde 1814, a pedido de um militar da época que cedeu uma área de terra ao grupo de católicos.
Alguns cavaleiros que conduzirão as centelhas da Chama Crioula às suas regiões levarão mais de 15 dias para alcançar o destino. Em Porto Alegre (RS), a centelha será guardada na sede da 1ª Região Tradicionalista, no bairro Tristeza, até o dia 7 de setembro, quando será levada até o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, onde se unirá à Chama da Pátria para marcar a abertura oficial do Acampamento Farroupilha.
Fonte:Jornal Agora 20/08/2013



terça-feira, 13 de agosto de 2013

Acendimento da Chama Crioula no RS será em General Câmara

Igreja de Santo Amaro


Um mês antes do início oficial dos festejos, o Rio Grande do Sul já se prepara para a Semana Farroupilha. O evento, que ocorre entre os dias 14 e 20 de setembro, reúne tradicionalistas e admiradores da cultura gaúcha não apenas em Porto Alegre, mas também em outras cidades do estado. Em General Câmara, o acendimento da Chama Crioula ocorrerá no próximo sábado (17), onde centelhas serão distribuídas e viajarão por outros locais do estado.

A chama será acesa com a presença das 30 regiões tradicionalistas do estado em Santo Amaro do Sul, distrito de General Câmara, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Além do acendimento, palestras e um passeio cultural fazem parte da programação inicial da Semana Farroupilha. O Seminário Estadual da Juventude Gaúcha ocorre paralelamente. Em 2012, a chama crioula foi distribuída em Venâncio Aires, na região do Vale do Rio Pardo.

Confira a programação do Acendimento da Chama Crioula no RS:
Sexta-feira (16)
7h: recepção e credenciamento
20h: palestra “A vida e a obra de um Monarca”, com Nésio Correa (Gildinho), patrono dos festejos farroupilhas.

Sábado (17)
7h: recepção e credenciamento
8h30: concentração em ordem para distribuição da centelha;
9h: início da cerimônia de distribuição da chama para as delegações;
12h: almoço

II Seminário Estadual da Juventude Gaúcha
14h15: palestra “Liderança Jovem”;
15h15: palestra “Pontos Históricos do RS”;
16h: passeio cultural em Santo Amaro do Sul
20h: encerramento.
Fonte:G1 -Rs  12/08/2013