terça-feira, 28 de junho de 2011

USAR MACONHA ANTES DOS 15 ANOS REDUZ MEMÓRIA EM ATÉ 30%

O uso de maconha antes dos 15 anos --quando o cérebro ainda está em processo de amadurecimento- prejudica a capacidade de recuperar as informações, reduzindo a memória dos usuários em até 30%.

Os danos são proporcionais à quantidade de droga usada: quanto mais se fuma, maiores são os estragos. E eles persistem mesmo se houver um período de abstinência de um mês.

Os resultados são de uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo apresentada no 7º Congresso Anual de Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado (RS).

"Os usuários precoces têm resultados significativamente inferiores também em ouras áreas, como a capacidade de controlar seus impulsos", diz a neuropsicóloga Maria Alice Fontes, uma das autoras do trabalho.

Se o uso se inicia após os 15 anos, no entanto, as chances de prejuízo nessas funções diminui.

"Não é que seja o consumo da maconha fique seguro, longe disso. Mas ele se torna menos nocivo, porque o cérebro já passou dessa etapa de desenvolvimento", afirmou a pesquisadora.

O estudo foi publicado na última edição do "The British Journal of Psychiatry".
Fonte:http://www.jornalfloripa.com.br/cienciaevida/index.php?pg=not%EDcia&id=1054   

CRAM ESTÁ COM 139 PINGUINS ATINGIDOS POR ÓLEO

Técnicos e estagiários do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) do Museu Oceanográfico da Furg estão mobilizados no tratamento das dezenas de pinguins sujos de óleo que estão no local. Com a chegada de 91 animais no fim de semana, dos quais 57 enviados pelo Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar) e 34 pela equipe do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, nesta segunda, 27, já chegava a 139 o número de pinguins em tratamento no Cram. Em torno de 10 pessoas, entre técnicos e estagiários encaminhados por universidades da região, atuam, diariamente, nas atividades de recuperação dessas aves.

Esses animais foram encontrados desidratados e desnutridos na beira da praia na região de Mostardas, de São José do Norte, Cassino e litoral norte. Para reabilitação, eles são submetidos a exames e recebem hidratação e alimentação. Também recebem banho superficial, com água morna, para retirada de fezes das penas, e são mantidos sob lâmpadas infravermelhas para secagem e aquecimento.
Assim que estiverem mais fortes, os pequenos animais serão submetidos a banho com detergente neutro para retirada do petróleo de suas plumagens. De acordo com a Furg, não há informações sobre a origem do óleo que os atingiu, mas a suspeita é de que o produto tenha sido liberado por embarcações durante operação clandestina de troca de combustível.
No outono, os pinguins-de-Magalhães saem de suas colônias de reprodução, localizadas na Patagônia, e vêm para a costa do Brasil em busca de alimento. Durante o deslocamento, são afetados por manchas de óleo no mar. Além dos que foram encontrados petrolizados e vivos, também foram encontradas diversas dessas aves mortas e cobertas de óleo. O Ministério Público Federal (MPF/RS) instaurou procedimento no Núcleo do Meio Ambiente para apurar a causa destas ocorrências.
A área criminal da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul também requereu à Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (DELEMAPH), da Polícia Federal, em Porto Alegre, a instauração de inquérito policial para apurar os crimes ambientais decorrentes das lesões e mortes de animais marinhos e outros eventuais danos ambientais decorrentes.
Por Carmem Ziebell
carmen@jornalagora.com.br
Fonte:Jornal Agora 28/06/2001

domingo, 26 de junho de 2011

MPF/RS INVESTIGA APARECIMENTO DE PINGUINS MORTOS NA COSTA GAÚCHA

O Ministério Público Federal (MPF/RS) instaurou procedimento no Núcleo do Meio Ambiente para apurar a causa do aparecimento de dezenas de pinguins e um leão marinho mortos na costa marítima do Rio Grande do Sul, cobertos por material que aparentemente se trata de óleo ou petróleo. O MPF observa ainda que as informações iniciais dão conta, também, que um número ainda indeterminado de aves contaminadas apareceu com vida na região e algumas morreram quando estavam sendo tratadas.

Os animais, resgatados por biólogos, estão no Ceclimar, em Tramandaí, e no Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM), na Furg, em Rio Grande. O Núcleo Ambiental da Procuradoria da República requisitou com urgência informações a todos os órgãos envolvidos, como Capitania dos Portos, Ibama, Batalhão Ambiental da Brigada Militar, além da ONG Sea Shepherd, que realiza trabalho voluntário relacionado à preservação da vida marinha.

Também está em contato direto com os órgãos ambientais competentes e outros órgãos, com vistas à ampla apuração dos fatos, considerando como prioridade a verificação da causa e dos responsáveis pelos danos ambientais, além da urgência na recuperação e tratamento dos animais.

Paralelamente, a área criminal da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul requereu à Delegacia de Repressão aos Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph), da Polícia Federal, em Porto Alegre, a instauração de Inquérito Policial para apurar os crimes ambientais decorrentes das lesões e mortes de animais marinhos e outros eventuais danos ambientais decorrentes
Fonte:Jornal Agora 26/06/2011

sábado, 25 de junho de 2011

MENINOS E DESTINOS

'...Por trás de cada acidente não apenas números estatísticos, mas vidas que deveriam seguir normalmente seu curso...'

Deputado estadual Miki Breier (PSB) - Acidentes de trânsito são rotina. Contabilizam-se os mortos e comparamos os dados com os anos anteriores. Campanhas de conscientização e aumento de fiscalização não têm sido suficientes para estancar a chacina nas estradas.
Como coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro da Assembleia tenho procurado refletir sobre o tema e ajudar a prevenir o que se costuma chamar de “acidente”. Integramos o lançamento do Comitê Estadual de Mobilização pela Segurança no Trânsito e o projeto da ONU intitulado Década do Trânsito, com o estabelecimento de diretrizes até o ano de 2020, visando diminuir a violência.
Recentemente, dois fatos, entre tantos, me chamaram a atenção e me fizeram pensar sobre o que nos espera nas estradas. Voltávamos de um roteiro via RST-287, já nas proximidades do município de Taquari, onde havia um acidente recém-ocorrido, o que exigiu que esperássemos.
Descemos para ver se alguém precisava de ajuda e sofremos um baque ao nos depararmos com um menino com um pouco mais de 1 ano de idade desfalecido sobre o asfalto. Ele perdeu a vida exatamente na véspera do Dia das Mães. Todos que estavam no carro percorreram o restante do trajeto em absoluto silêncio, escondendo as lágrimas.
O outro desastre aconteceu em Belo Horizonte, na madrugada de 15 de abril. Um menino, também com 1 ano de idade, era retirado das ferragens de um veículo que capotou e levou à morte um casal. O responsável do Corpo de Bombeiros disse que ele só sobreviveu porque a mãe envolveu-o em um abraço na hora do acidente.
Dois meninos de idade semelhante, dois destinos absolutamente diferentes. Por trás de cada acidente não apenas números estatísticos, mas vidas que deveriam seguir normalmente seu curso.
Conforme dados do comitê, que é chefiado pelo vice-governador Beto Grill, no ano passado, 1.723 pessoas morreram ainda no local onde houve o acidente. O número resulta em uma média de 4,9 mortes ao dia. Se somadas as pessoas que faleceram posteriormente, o total vai para 2.240 vítimas, e a média para mais de seis pessoas por dia. Em 2011, a média está em 3,6 óbitos/dia
Fonte:Jornal Informativo do Vale 25/06/2011