terça-feira, 13 de novembro de 2012

Silvio Tendler sobre O Veneno está na Mesa: “Já podemos falar em 1 milhão de espectadores

Recentemente indicado como documentário para ser visto e estudado por estudantes que prestaram a seleção do Enem, o filme “O Veneno está na Mesa” revela os riscos da produção e do consumo dos agrotóxicos no Brasil. Produzido por um coletivo de organizações, entidades e órgãos de pesquisa, o documentário critica o modelo brasileiro de desenvolvimento que privilegia o agronegócio em detrimento da agricultura familiar. “É importante que os futuros universitários do Brasil entrem na Universidade já sabendo os problemas que nossa produção agrícola tem. É uma prova da vitória da nossa campanha”, comemorou Silvio Tendler.

O projeto do documentário teve o objetivo de massificar o debate sobre agrotóxicos, tanto que o filme está disponível na íntegra na internet e pode ser copiado livremente. “Só no Youtube o ‘Veneno está na Mesa’ já teve mais de 120 mil acessos. Fora as milhares de cópias que foram distribuídas pelas organizações de massa, sindicais e científicas. Cada parceiro se preocupou em reproduzir, multiplicar e distribuir o filme. Sem falsa modéstia, não se pode mais falar em milhares de espectadores. Já podemos falar na casa de 1 milhão”, afirmou o cineasta. 
Tendler também adiantou que uma continuação do documentário “O Veneno está na Mesa” já está sendo produzida e vai focar em soluções que já existem para produção de alimentos de qualidade para todos. “Vou mostrar que hoje existe a agrofloresta, a agloecologia, que dá pra gente fazer um outro modelo diferente. E o Veneno dois é isso: uma complementação ampliada e otimista do Veneno 1″, contou.

Confira a entrevista na íntegra aqui


Documentário O Veneno Está na Mesa

domingo, 11 de novembro de 2012

Estação Ecológica do Taim será ampliada

Unidade de Conservação localizada no Rio Grande do Sul, próximo à fronteira com o Uruguai, passará dos atuais 11 mil hectares para cerca de 33 mil hectares, parte em terras particulares que serão desapropriadas.


O Conselho Consultivo da Estação Ecológica (Esec) do Taim aprovou a proposta de ampliação da área da unidade de conservação (UC), gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no Rio Grande do Sul. Com isso, a Esec passará dos atuais 11 mil ha para cerca de 33 mil ha, dos quais apenas 8 mil ha estão em terras particulares que serão desapropriadas.
 
Durante a reunião do conselho, realizada dia 31, além da nova poligonal com o mapa da unidade, foram aprovados os critérios usados pelo Grupo de Trabalho (GT) para definir a ampliação. Ficaram de fora da unidade de conservação, por exemplo, as pequenas propriedades. Já os alagados e banhados foram considerados áreas prioritárias para integrar a estação ecológica.
 
As discussões sobre a nova poligonal da UC vinham sendo feitas desde 2008, quando o conselho decidiu pela ampliação da área. Na época, foi elaborado um termo de referência para contratar uma empresa que fizesse o levantamento fundiário da região. O trabalho foi concluído em 2011. Do início de 2012 para cá, o GT debateu e formulou a proposta de ampliação dos limites, aprovada na semana passada pelos conselheiros.
 
Zona de amortecimento
 
Agora, o Grupo de Trabalho tem outra tarefa: decidir sobre a zona de amortecimento da Esec. A definição só deve sair em abril de 2013, pois envolve entendimentos com o setor produtivo da região que participa do GT e do conselho. Só após essa decisão, a proposta de ampliação da UC será encaminhada ao ICMBio em Brasília, para concluir o processo de legalização da medida (realizar consultas públicas e preparar o decreto de ampliação).
 
Segundo o chefe da Esec do Taim, Henrique Ilha, embora o método participativo de elaboração da proposta de ampliação exija tempo e muita negociação, o processo permite, por outro lado, aproximar os usuários e vizinhos da unidade, o que contribui para a gestão e harmonização das práticas produtivas com as necessidades de conservação.
 
“A participação expressiva da comunidade já demonstra que está cada vez mais disseminado o conceito de que a Estação Ecológica do Taim é de todos nós. E todos os envolvidos estão de parabéns por esse avanço histórico alcançado”, disse o chefe da unidade.
 
A reserva
 
Criada em 1986, a Estação Ecológica do Taim ocupa áreas dos municípios de Santa Vitória do Palmar e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, entre a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico, próximo do Arroio Chuí, na fronteira do Uruguai. Um dos principais motivos para a criação da Esec foi o fato de ser local de passagem de várias espécies de animais migratórios, principalmente aves, vindas da Patagônia. Lá, elas descansam, fazem ninhos e se desenvolvem, antes de seguir viagem. Sem a unidade de conservação na rota de migração, esses animais correriam sério risco de extinção.
 
Na parte norte da estação, há uma pequena floresta, que constitui uma verdadeira preciosidade ecológica. As árvores dominantes são a figueira nativa (Ficus organensis) e a corticeira (Erythrina sp) das quais pendem barbas-de-velho que causam efeito decorativo. Nas árvores há também lindas orquídeas, sendo a principal a Cattleya intermedia.
 
No banhado, que constitui a maior parte da Esec, domina o junco (Sairpus ca/ifornicus). Estãos presentes, também, plantas que boiam nas águas como o aguapé (Eichornia crasnpes), a Pistia stratiotes, a erva-de-santa-luzia, além de gramíneas diversas. Dentre estas foram assinaladas a Paspalum e a Spartina de porte elevado, que ocupam grandes áreas do banhado. Muitas delas oferecem refúgio para diversas espécies de aves e mamíferos.
 
A Estação Ecológica do Taim protege uma fauna variada como o jacaré-de-papo-amarelo (Caiman  atirostris), incluído nas listas nacionais e internacionais de animais ameaçados de extinção. A principal ave é o cisne-de-pescoço-preto (Cygnus melancoryphus), o único cisne verdadeiro do continente sul-americano e um dos mais bonitos do mundo, que é a grande estrela da avifauna do Taim.
 
Outras espécies também ameaçadas de extinção e encontradas na Esec são o coscoroba (Coscoroba coscoroba), os Dendrocygna (iererês e outros), o marrecão da Patagônia (Neta peposaca), os socós (Trigrisonia spp), o tachã (Chauna torquata) e a garça-branca-grande (Casmerodis a/bus).
 
Entre os mamíferos, estãos presentes a nutria ou ratão-do-banhado (Myocastor coypus), que sofre forte pressão da caça devido ao valor da sua pele, o tuco-tuco (Atenomys flamarioni) e a capivara (Hydrochoereus hydrochoereus). O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), que habitava o local no início do século passado, está praticamente extinto na região devido a ações predatórias do homem.
 
Pelo fato de proteger um dos últimos remanescentes do ecossistema banhado, a Estação Ecológica do Taim tem valor especial para estudos ecológicos. Por isso, conta com infra-estrutura para o desenvolvimento de pesquisas. A UC não recebe visitação pública com o objetivo de lazer, mas está aberta para visitas guiadas com a finalidade de educação ambiental.
 
Pelo alto valor ecológico e pela beleza de suas águas e matas, o banhado do Taim é considerado uma das Sete Maravilhas do Rio Grande do Sul.
 
Comunicação ICMBio
ICMBio/EcoAgência

Isolamento de idoso pode ser sinal de problema de audição


Cerca de 10% dos brasileiros sofrem de algum tipo de problema de audição, conforme estimativas da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervicofacial (Aborl-CCF). Depois dos 65 anos de idade, eles se tornam mais comuns e podem levar à depressão.
“Do mesmo jeito que nossa pele vai envelhecendo, nossos olhos vão tendo dificuldade para acomodar o foco visual, o ouvido também vai envelhecendo. É importante a família saber que aquele idoso que está amuado, no canto, que não gosta de falar e de sair,  pode estar sofrendo de uma perda de audição,” diz Diderot Parreira, presidente da Associação de Otorrinolaringologia do Distrito Federal.
Nesses casos, a recomendação é que o idoso seja avaliado por um otorrinolaringologista. Se a perda for identificada, o ideal é usar um aparelho auditivo, que basicamente amplifica som. De acordo com Parreira, o idoso volta ao convívio social que tinha antes da perda.
“Um teste simples, audiometria, pode monitorar a necessidade daquele momento. Qualquer perda auditiva é passível de tratamento. Nós temos diversos tipos de exames pra detectar o tratamento que deve ser utilizado, que pode ser desde uma simples prótese auditiva até uma cirurgia de implante coclear, que é mais elaborada.”
No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Surdez, lembrado hoje (10), Parreira adverte sobre o uso de cotonetes para a limpeza do ouvido. “Geralmente, as pessoas colocam o cotonete bem dentro do ouvido e isso pode lesar o tímpano, tira a proteção do ouvido que é a cera. Cera não é sujeira, é proteção. Isso deixa o ouvido mais exposto a infecções bacterianas ou fúngicas. A única limpeza que deve ser utilizada é a toalha depois do banho, só onde o dedo alcança,” aconselha.
Agência Brasil

Teste da orelhinha aumenta chance de tratar problema auditivo em bebês


 A cada mil crianças nascidas no Brasil, três a cinco nascem com deficiência auditiva, estima a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), que integra a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervicofacial. Para detectar o problema nos recém-nascidos, os especialistas alertam para o teste da orelhinha.
“Qualquer infecção que a mãe tiver na gravidez é um sinal de alerta para ela acompanhar a criança mais de perto com o obstetra e quando a criança nascer procurar um otorrino. O teste da orelhinha é um exame para rastrear alguma alteração, alguma dificuldade na audição do recém-nascido,” explica Diderot Parreira, presidente da Associação de Otorrinolaringologia do Distrito Federal.
Se o exame mostrar alguma alteração, o pediatra deve encaminhar a criança para um otorrino, que irá fazer o acompanhamento. “Na infância, é importante ter a audição plena, porque ela vai desenvolver a fala da criança.”
Segundo a SBO, quando os exames auditivos são feitos nos primeiros seis meses de vida, de 50% a 75% das deficiências auditivas são diagnosticadas e em quase todos dos casos, a audição é recuperada com o tratamento.
Agência Brasil