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sábado, 14 de abril de 2012

NAUFRÁGIO DO TITANIC - Tributo a telegrafista do navio nas ondas do rádio


Radioamadores de todo o mundo farão homenagem a Jack Phillips, que mandou as mensagens de SOS


José Manuel do Nascimento, presidente do Labre-PE mostra máquina de código morse. Ele vai participar da homenagem

Hélia Scheppa/JC Imagem






















No rol de encantamento que o Titanic suscita, ele é um dos personagens mais controversos. O britânico John George Phillips era o telegrafista a bordo e, antes de o transatlântico se chocar com um iceberg, ignorou um aviso do rádio-operador do navio Californian de que havia gelo à frente do caminho. Recebeu, através dos tempos, uma chuva de críticas pela postura, tida como uma das razões do naufrágio. Mas também foi aclamado como herói por alguns por sua insistência. Em meio ao afundamento do Titanic, Jack Phillips, como era conhecido, enviou uma série de mensagens sem fio para outras embarcações pedindo socorro. Hoje, a Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão (Labre) presta uma homenagem ao operador.
Phillips enviou, por meio de código Morse, sinais de emergência nas letras CQD, que mais tarde seriam substituídas pela sigla SOS, que significa socorro. De acordo com comunicado da seccional paulista da Labre, que organiza o ato, o telegrafista emitiu mensagens às 23h40 do dia 14 de abril, no exato momento da colisão com o iceberg, e às 0h10, 0h20, 0h25, 0h28, 0h30 e 1h25, em sinais cada vez mais fracos.
As homenagens da Labre ocorrem durante todo o mês de abril. A principal delas é neste fim de semana, com três estações ativas em diversas faixas de amador para que radioamadores de todo o Brasil e do mundo possam se conectar e homenagear Phillips. Três diferentes cartões QSL comemorativos foram criados e serão enviados aos radioamadores do planeta que mantiverem contato com a Labre. Cada cartão, confeccionado na Europa, custa 15 euros para radioamadores europeus e 20 euros para quem for de outro continente.
“Vai ser realizado um conteste, ou seja, uma transmissão de radioamadores envolvendo o Brasil e vários países. As pessoas vão manter contato por código Morse, uma linguagem de sinais universal, homenageando o rádio-operador do Titanic”, explica o presidente da Labre em Pernambuco, José Manoel do Nascimento, 58 anos, que é radioamador há duas décadas.
Segundo ele, radioamadores do Estado também vão participar da homenagem a Phillips. “Ele lutou de várias formas para evitar as mortes no Titanic. Não obteve êxito porque o navio mais próximo demoraria quatro horas para chegar lá, ou seja, tarde demais”, diz, se referindo à embarcação Carpathia, que estava a 93 quilômetros do Titanic. “Foi através de seus sinais de socorro que o Titanic foi achado”, completa. Pernambuco tem cerca de 980 radioamadores e a Labre-PE, em torno de 80 filiados.
Algumas lendas atravessaram os anos. Testemunhas relataram que as luzes de uma embarcação podiam ser vistas no lado esquerdo do Titanic, mas este navio não prestou socorro e sua identidade permanece uma incógnita. Outro boato dá conta de que um radioamador chegou a receber a mensagem de socorro de Jack Phillips, mas a teria ignorado, pensando se tratar de trote, devido à fama de inafundável do Titanic.
O operador do Californian tentou avisar a Phillips sobre a presença de icebergs no caminho, o que teria feito a embarcação passar a noite parada. Exausto após um dia inteiro de trabalho no qual havia enviado cerca de 250 mensagens e ocupado em enviar telegramas particulares dos passageiros, o que era sua atribuição original, Phillips respondeu ao telegrafista do Californian, que emitia sinais altos e fortes, com ignorância: “Cale a boca! Estou ocupado”. No momento, se comunicava com a estação de Cabo Race, em Terra Nova. Foi acusado de negligência. 
Especialistas asseveram que seu erro pode ter sido fatal para a sorte do Titanic. Phillips, que havia comemorado seu aniversário a bordo, no dia seguinte ao início do cruzeiro, foi um dos mortos no naufrágio. Tinha apenas 25 anos. Seu corpo nunca foi recuperado.
Jornal do Commercio - Recife - 14/04/2012

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

RADIOAMADORISMO: A PRIMEIRA REDE SOCIAL BASEADA NA TECNOLOGIA


Antes da Internet e dos telefones inteligentes, os radioamadores já estavam falando, provando, e compartindo durante décadas.   Porem apesar dos serviços comerciais o radioamadorismo continua atraindo as pessoas de todo o mundo proporcionando comunicações internacionais de forma gratuita.
E devido a não necessitar de uma infra-estrutura de apoio preestabelecida, e a sagacidade destes radioamadores os fazem comunicar-se com amigos de todo o mundo e também do espaço.   Os radioamadores tem sido lideres para o desenvolvimento de modernas maravilhas eletrônicas e de comunicações.    Hoje, os cidadãos da terra, quando pensam em aparelhos sem fios, somente vêem o onipresente telefone móvil.     Porem esta tecnologia somente foi possível graças ao trabalho incansável e pioneiro nas tecnologias de rádio e quem primeiro o fizera foram os radioamadores.   Muitos dos lideres em engenharia eletrônica realizaram experimentos como radioamadores, e que lhes serviram para desenvolver aplicações que combina computador com rádio. Os radioamadores podem ser “amadores” no sentido de não receberem compensação pelo que fazem, porem suas habilidades e sua contribuição ao mundo são de primeira ordem.    Ao par no sentido de que os radioamadores tem sido noticia na imprensa escrita e falada; inclusive no vídeo ao longo destes últimos 100 anos por serviços prestados em comunicações de emergência nos casos de catástrofes, onde já salvaram muitas vidas humanas, uma grande parte de suas atividades baseia-se em contatos excitantes com zonas remotas do mundo, conhecendo de primeira mão outras formas de vida e costumes provando diferentes métodos para fazer contatos com o rádio por todo o mundo. A rede social criada e mantenida pelos radioamadores continua crescendo.       Há muitas facetas no radioamadorismo que é impossível que uma pessoa só possa praticar em toda sua totalidade.      Igualmente também como é impossível interagir plenamente com os milhares de amigos que possuímos no Facebook, os radioamadores também tem que eleger entre dezenas de grupos que perseguem determinados fins específicos dentro do radioamadorismo e que não tem barreiras internas.
Um radioamador não é apenas uma pessoa que tem um aparelho de rádio que recepta e transmite, e encontra alguém com quem falar do outro lado.      Aquilo que um radioamador pode fazer e aprender vai muito para além disto.    Em primeiro lugar, não há limites. O radioamador pode contatar com quase qualquer pessoa na face da Terra e no espaço, onde muito brevemente fará contatos interplanetários também. Mas para além disso o radioamador aumenta os seus conhecimentos e cultura.     Pode ajudar em casos de emergência, gerindo as comunicações e aumentando assim a possibilidade de socorro a tempo.   Desenvolve os seus conhecimentos acerca de rádio e aperfeiçoa os seus próprios equipamentos e pode utilizar o rádio não apenas em casa mas também no exterior desde que tenha equipamento adequado a isso.     Para além disso são promovidos encontros em vários pontos do país e mundo, onde é possível trocar impressões com outros radioamadores e conhecer aqueles com quem se fala mas nunca se vê.
Colaboração :Mário Keiteris - PY2 M X K
Fonte:LABRE/Piauí 29/11/2011