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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda

 







Meta é imunizar 90% dos chamados grupos prioritários

Começa nesta segunda-feira (7) a campanha nacional de vacinação contra a influenza. A meta é imunizar 90% dos chamados grupos prioritários, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes. Também podem receber a dose:

- trabalhadores da saúde;

- puérperas;

- professores dos ensinos básico e superior;

- povos indígenas;

- pessoas em situação de rua;

- profissionais das forças de segurança e de salvamento;

- profissionais das Forças Armadas;

- pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);

- pessoas com deficiência permanente;

- caminhoneiros;

- trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);

- trabalhadores portuários

- funcionários do sistema de privação de liberdade;

- e população privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (com idade entre 12 e 21 anos).
Proteção

De acordo com o Ministério da Saúde, o imunizante distribuído na rede pública protege contra um total de três vírus do tipo influenza e garante uma redução do risco de casos graves e óbitos provocados pela doença.

Em 2025, a dose contém as seguintes cepas: H1N1, H3N2 e B. A administração, de acordo com o ministério, pode ser feita junto com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

Doses

Para a vacinação deste ano, a pasta adquiriu um total de 73, 6 milhões de doses. No primeiro semestre, 67,6 milhões de doses devem ser distribuídas para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. No segundo semestre, 5,9 milhões serão enviadas para o Norte.

Inverno amazônico

A campanha, este ano, será realizada em dois momentos:

- primeiro semestre (março/abril): nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul

- segundo semestre (setembro): na Região Norte, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região, o chamado inverno amazônico.

Eficácia e segurança

Ainda de acordo com a pasta, a vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e dos óbitos relacionados à doença.

O imunizante é contraindicado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia (reação alérgica) grave após doses anteriores.

Cobertura

Em 2024, a cobertura vacinal contra a gripe entre os públicos prioritários foi de 48,89% na Região Norte e 55,19% nas demais regiões.


“O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação e conta com a participação de toda a população. Vacinar-se é um ato de cuidado próprio e coletivo. As vacinas são seguras, eficazes e gratuitas.”

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 7 de abril de 2016

H1N1: Entenda como funciona a vacina da gripe

O Ministério da Saúde iniciou o envio aos estados da vacina contra a influenza no início deste mês. Nas três primeiras remessas (1º a 15 de abril), os estados recebem 25,6 milhões de doses, que corresponde a 48% do total a ser enviado para a campanha deste ano. Desse montante, serão entregues 5,7 milhões de doses somente para São Paulo.

De acordo com o órgão, a entrega das vacinas aos municípios, por sua vez, é responsabilidade dos estados. A campanha de vacinação ocorre em todo o país do dia 30 de abril (com mobilização especial em todo o país) até 20 de maio. A campanha será mantida para esse período, quando os estoques estarão abastecidos para a realização da estratégia nacional.

Até o momento, foram registrados 444 casos de síndrome aguda respiratória grave por Influenza A (H1N1) em todo o Brasil, sendo 71 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde. O maior número de casos foi registrado em São Paulo, com 55 óbitos. A síndrome se caracteriza por febre, tosse e desconforto respiratório. No ano passado inteiro, foram 36 mortes pela gripe A H1N1 no país.

A vacinação contra a gripe é a forma mais eficiente para a redução do impacto da doença. De acordo com o Ministério da Saúde, a ação é uma resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) para controlar a circulação de amostras dos vírus. Segundo a pasta, a constante mudança dos vírus Influenza requer monitoramento global e frequente reformulação da vacina.

Em novembro de 2015, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) endossou a orientação da OMS e adotou a vacina trivalente, que contém os vírus determinados pela OMS. Ela é produzida pelo Instituto Butantan de São Paulo. A vacina disponível nas clínicas particulares é a tetravalente, que protege contra uma variação a mais do vírus da gripe.
Quais são os tipos de vacina de gripe?

A vacina trivalente contra a gripe protege contra a Influenza A H1N1, Influenza A H3N2, e a Influenza B (subtipo Brisbane). A tetravalente protege, além dos três tipos de gripe da trivalente, contra o subtipo Phuket da Influenza B.

Como a vacina é elaborada?

Anualmente, a OMS convoca duas consultas técnicas, em fevereiro e setembro, para recomendação das amostras vacinais candidatas que irão compor as vacinas contra Influenza sazonal dos hemisférios Norte e Sul. Uma amostra vacinal candidata é um vírus Influenza que o Centro de Controle de Doenças (ou um dos colaboradores da OMS) seleciona e prepara para uso na produção de vacinas.
Amostras vacinais candidatas são tipicamente escolhidas com base na similaridade com os vírus influenza que estão se disseminando e causando infecções em humanos, assim como na sua habilidade de multiplicação em ovos de galinha, onde os vírus vacinais são cultivados.
Por que a vacina muda todo ano?
Devido a essa mutação dos vírus, é necessário se vacinar anualmente contra a Influenza. Grupos prioritários podem receber gratuitamente a vacinação nos postos de saúde.

Para quem são indicadas as vacinas contra a gripe?

Estão indicadas para todas as pessoas, exceto para bebês com menos de 6 meses de idade. Dependendo do fabricante da vacina, um dos tipos da tetravalente só pode ser dado para crianças maiores de 3 anos de idade. A Trivalente pode ser dada para todos acima de 6 meses. Crianças de 6 meses a 1 ano tem que tomar duas doses com intervalo de 1 mês.

Qual é a vacina oferecida pelo SUS?

A vacina oferecida pelo SUS nos postos de saúde e centros de vacinação é a trivalente.

E a vacina da clínica particular?

Clínicas particulares costumam oferecer, além da vacina trivalente, a vacina tetravalente. Essa vacina também pode ser chamada de quadrivalente e já é oferecida pelo sistema público de saúde dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália.

Qual deve ser o preço da vacina? Como denunciar preços abusivos?

Segundo o Procon, caso seja constatado reajuste abusivo, as empresas poderão ser autuadas. O órgão não informou quantos hospitais foram notificados.
O Procon investiga a informação de que houve hospitais e laboratórios privados que reajustaram o preço da vacina de R$ 120 para até R$ 215. No ano passado, segundo o órgão, o preço médio do imunizante era R$ 45.

Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?

Uma média de 2 a 3 semanas.

Quem tem prioridade para se vacinar gratuitamente?

- Crianças de 6 meses a menores de 5 anos;
- Gestantes;
-Trabalhador de saúde;
-Povos indígenas;
-Indivíduos com 60 anos ou mais de idade;
-População privada de liberdade;
-Funcionários do sistema prisional;
-Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis;
-Pessoas portadoras de outras condições clínicas especiais (doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e portadores de trissomias).
Qual é o calendário de vacinação na rede pública?

A campanha nacional de vacinação contra gripe está marcada para começar no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio. Alguns estados, como São Paulo, podem antecipar a vacinação pelo SUS devido ao aumento precoce de casos da infecção. O Ministério da Saúde anunciou que começaria a enviar as doses aos estados a partir desta sexta-feira (1º).

04/04: vacinação gratuita dos profissionais de saúde.

11/04: podem ser vacinadas as crianças de 6 meses a 5 anos de idade, idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas.

30/04: além dos grupos anteriores, podem receber a vacina puérperas de até 45 dias, detentos, funcionários da rede prisional e indígenas.

Quais são as contraindicações para a vacina?

De acordo com o Portal da Saúde, pessoas com alergia comprovada e importante ao ovo não devem receber a vacina. Quem está com imunodepressão, natural ou medicamentosa, deve receber orientações específicas do próprio médico.

*Com informações do Ministério da Saúde

sábado, 4 de agosto de 2012

Brasil vai produzir vacina que protege contra quatro doenças de uma única vez


O Brasil vai produzir vacina tetraviral que protege contra quatro doenças de uma única vez - contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora). O acordo que prevê a produção da vacina será assinado amanhã (4), no Rio de Janeiro, e prevê a transferência de tecnologia do laboratório público Biomanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para o laboratório privado GlaxoSmithKline.
Segundo o Ministério da Saúde, a partir de 2013, a vacina tetraviral fará parte do calendário de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS).
O ministro Alexandre Padilha disse hoje (3), durante aula inaugural de um curso de medicina na zona leste de São Paulo, que o acordo garante o acesso a medicamentos e vacinas sem depender de outros países. “Podemos tomar como exemplo a pandemia do vírus [Influenza] H1N1, quando a vacina não era produzida no país e não foram feitas doses em quantidade adequada”, justificou o ministro, que irá participar da assinatura do acordo no Auditório Museu da Vida, na sede da Fiocruz.
O ministro destacou que a empresa possui interesse em produzir o medicamento no Brasil por causa do tamanho do mercado consumidor nacional. “Produzir aqui significa distribuir para milhões de pessoas. Atualmente, temos 34 projetos que são parcerias com empresas”, explicou.
No evento, Padilha comentou a tendência de queda das mortes provocadas pela influenza A (H1N1) - gripe suína na Região Sul.“A medida que avançamos no inverno, vai diminuindo a circulação do vírus da gripe. Mas isso não significa que devemos reduzir a vigilância, sobretudo, quanto ao uso do oseltamivir [medicamento de nome comercial Tamiflu]. Umas das razões para a diminuição do número de óbitos foi porque o uso começou a ser mais precoce”, reforçou.
Agência Brasil

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Rio Grande do Sul registra mais quatro mortes pelo vírus Influenza H1N1, mas vê tendência de queda


A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul informou ontem (2) a ocorrência de mais quatro mortes de pacientes com o vírus Influenza H1N1, o que eleva para 52 o total de mortes da doença no estado desde janeiro.
Dos 52 pacientes mortos no Rio Grande do Sul, 25 tinham outras doenças associadas, além da influenza A (H1N1) - gripe suína. Das últimas quatro mortes, duas ocorreram no dia 24 de julho. As outras duas, nos dias 25 e 30 do mesmo mês.
O maior número de mortes no estado foi verificado na 25ª semana do ano, entre os dias 17 e 23 de junho, quando 11 pessoas morreram. Esse número caiu para dez nas duas semanas seguintes e para oito na 28ª semana. O número de casos confirmados da doença vem caindo desde junho.
"Observa-se uma discreta tendência de queda [das mortes] a partir da 28ª semana [de 8 a 14 de julho]", diz trecho de boletim epidemiológico divulgado hoje pela secretaria gaúcha. "Ressalte-se que os dados são preliminares e podem sofrer alterações."
Em Santa Catarina, onde 72 já morreram em 2012, não há novas mortes desde 23 de julho. O Paraná, que contabiliza 33 óbitos, divulgará o seu próximo boletim na segunda-feira (6).
Na semana passada, o Ministério da Saúde divulgou números que indicavam uma curva decrescente das mortes provocadas pela doença no país.
Levantamento do ministério apontou que metade dos pacientes mortos em Santa Catarina recebeu o antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu, mais de seis dias após o surgimento dos sintomas. O antiviral, que reduz as chances de evolução da doença para um quadro grave, é mais eficaz nas primeiras 48 horas da doença. Técnicos do ministério estão no Rio Grande do Sul estudando as mortes ocorridas no estado.
Na Região Sul, cujo clima frio facilita a circulação do vírus, as 157 vítimas da doença neste ano equivalem a 19,9% das 789 mortes ocorridas em 2009. O fim da pandemia de influenza A (H1N1) - gripe suína foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os médicos brasileiros estão orientados a receitar o oseltamivir a todos os pacientes com síndrome gripal residentes nos estados onde há maior circulação do vírus Influenza H1N1. A recomendação é que isso seja feito mesmo antes de resultados de exames laboratoriais ou sinais de agravamento da doença. A síndrome gripal é caracterizada pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações.
Agência Brasil

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ministério da Saude reforça orientação para uso de oseltamivir em locais com alta circulação do H1N1


O Ministério da Saúde reforçou hoje (26) a recomendação para que o antiviral oseltamivir (de nome comercial Tamiflu) seja receitado a todos os pacientes com sintomas de gripe residentes em estados onde há alta circulação do vírus Influenza H1N1, como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Por meio de nota, a pasta ressaltou que a orientação é válida inclusive para pacientes que estão fora do chamado grupo de risco, que inclui gestantes, crianças maiores de 6 meses e menores de 2 anos, idosos, profissionais de saúde e índios.
O ministério também destacou que o medicamento deve ser administrado até 48 horas após o aparecimento dos primeiros sintomas, sem que se necessite aguardar resultados laboratoriais ou sinais de agravamento da doença.
Ainda de acordo com o comunicado, todos os estados e municípios do país estão abastecidos com o oseltamivir. Este ano, foram repassadas às secretarias estaduais de Saúde 418,8 mil caixas do remédio, cada uma contendo dez comprimidos, suficientes para um tratamento completo.





Agência Brasil

terça-feira, 24 de julho de 2012

Gripe A já matou 133 pessoas na Região Sul


A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou hoje (23) a ocorrência de mais oito mortes causadas pela influenza A (H1N1) – gripe suína. Agora são 46 os casos fatais ocorridos no estado este ano. No Paraná, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou mais duas mortes, elevando para 25 o total de óbitos. Assim, com as 62 em Santa Catarina, sobe para 133 o total de mortes este ano na região Sul.
Nos três estados foram registrados até agora 1,9 mil casos da doença: 899 no Paraná, 685 em Santa Catarina e 316 no Rio Grande do Sul.
O total de mortes registradas até o momento na Região Sul, este ano, equivale a 16,9% do que foi verificado em 2009, quando 789 pessoas morreram nos três estados. Naquela ocasião, o mundo passou por uma pandemia da doença, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Ministério da Saúde deve enviar, na próxima quinta-feira (26), mais 400 mil doses da vacina ao Paraná. Com isso, o estado pretende imunizar as crianças de 2 a 5 anos incompletos, que não fazem parte dos grupos priorizados na campanha nacional de vacinação. Em Curitiba, que tem entre 60 mil e 70 mil crianças nessa faixa etária, a vacinação começou hoje.
Na última sexta-feira (20), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou que não há risco de uma nova epidemia no país. Conforme o ministro, o que existe hoje é uma maior circulação do vírus e uma maior estrutura para a sua detecção.
A gripe é caracterizada pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, dor de cabeça, muscular ou nas articulações. Os médicos de todo país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento, que reduz as chances de que a doença evolua para um caso grave, tem maior eficácia nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas.
Agência Brasil

sábado, 21 de julho de 2012

Vacina protege, defende Cremers


A vacina é a única medida segura de proteção contra o vírus H1N1, responsável pela gripe A e deve ser fortemente recomendada. A avaliação é do Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers), que, nesta sexta-feira, reuniu integrantes de suas Câmaras Técnicas de Emergência, Infectologia e Pediatria para avaliar o crescente número de óbitos relacionados à infecção por Influenza A H1N1 e apresentar propostas de enfrentamento do problema que atinge o Estado.
Segundo nota divulgada pela entidade, após a análise de todos os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual da Saúde, houve consenso em relação à necessidade de proteção da sociedade por meio da vacinação.
A entidade observa, ainda, que, devido ao fato de 80% dos casos por H1N1 no Brasil ocorrem na região Sul, a política de vacinação deve ser priorizada nos três estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) e estendida à população, e não apenas aos grupos de risco. A nota destaca que "mesmo não se configurando uma epidemia com as características de 2009, há um evidente aumento de número de casos de Influenza A H1N1 em relação a 2010 e 2011", aponta o documento divulgado à imprensa. 


O Cremers também concluiu que o correto será, em razão dos picos ocorrerem ao redor da 26 semana epidemiológica, proceder a vacinação com antecedência, nos meses de março/abril. Por fim, recomenda que a utilização precoce do Oseltamivir em síndromes gripais inespecíficas deve ser reforçada. Portanto, a política de facilitar o acesso à medicação após a prescrição médica é uma medida acertada. Além disso, aplaude as campanhas de higienização.
Jornal Correio do Povo 21/07/2012

Padilha descarta ampliar vacinação contra gripe A na Região Sul


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou hoje (20) que não há risco de uma epidemia da influenza A (H1N1) - gripe suína no Brasil, nem mesmo na Região Sul do país, onde a doença já matou 123 pessoas este ano. Ele descartou a possibilidade de ampliar a vacinação contra a gripe na região. Padilha destacou que a principal orientação do ministério é que o antiviral oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, seja receitado aos pacientes assim que surgirem os primeiros sintomas da doença.
“Neste momento, eu diria que ele [oseltamivir] é até mais importante que a vacina, porque ela demora de 10 a 15 dias para garantir a proteção de imunidade à pessoa. Quando começa a aumentar o número de casos, o mais importante é a orientação correta aos profissionais de saúde do uso do Tamiflu de forma precoce, especialmente nas primeiras 36 horas”, disse o ministro, após participar do anúncio de liberação de verbas para o Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Segundo Padilha, a situação atual é muito diferente da pandemia de 2009, quando mais de 2 mil pessoas morreram em decorrência da gripe A. “O que existe hoje é uma maior circulação do vírus e uma maior detecção também, já que aumentamos de 30 para 120 os pontos de coleta da amostra para diagnóstico do vírus”, avaliou. Dados do ministério apontam, até o último dia 12, 159 mortes em todo o país causadas pelo vírus H1N1.
Sobre o fato de dois terços das mortes estarem concentradas nos estados do Sul do país, Padilha explicou que a região têm histórico de maior número de casos de doenças pulmonares e gripe “por ser mais fria e por ter mais pessoas idosas, tendo em vista que a expectativa de vida é maior”. O ministro informou que foram analisados os perfis das vítimas da doença em Santa Catarina. “A grande maioria era do grupo de risco, que tinha indicação para tomar a vacina, ou o Tamiflu foi administrado de forma tardia”, declarou.
O ministro da Saúde alertou que não há dispensa da receita médica para o oseltamivir. “Ele [o remédio] tem que ser receitado pelo médico e o controle é feito pela prescrição. O que nós estamos fazendo é garantir um estoque suficiente na rede pública e orientando que o medicamento seja distribuído em todas as unidades, ficando próximo [acesso] à população. Desde maio, existe Tamiflu suficiente no Sistema Único de Saúde (SUS).”
Durante o evento na capital paulista, Padilha anunciou o aumento na liberação anual de recursos para o HC e para o Instituto do Coração (Incor). Serão mais R$ 80 milhões para os hospitais a cada ano. Com o incremento, a expectativa é que sejam ampliados, principalmente, o número de transplantes e cirurgias eletivas. Atualmente, 15,26% dos transplantes de São Paulo são feitos nas unidades de saúde. “Queremos, com isso, diminuir o tempo de espera da população. As pessoas ficam de seis meses a um ano esperando cirurgias eletivas, principais filas da rede pública”, disse.
O presidente do Conselho Deliberativo do HC, José Otávio Costa Aueler, garantiu que os novos recursos vão permitir maior oferta dos procedimentos indicados pelo ministério, mas não precisou quantos transplantes ou cirurgias poderão ser feitos a mais. “Nós teremos como avaliar posteriormente. Vamos precisar aumentar também o número de leitos de UTI [unidade de terapia intensiva], por exemplo, uma infraestrutura que já está sendo planejada. Dentro de um processo, esse aumento vai se efetivando.”
Agência Brasil

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mortes por gripe A na Região Sul sobem para 123


 Com mais cinco mortes registradas hoje (19) no Rio Grande do Sul e outras dez em Santa Catarina, subiu para 123 o total de pacientes com o vírus Influenza H1N1 que morreram este ano na Região Sul do país.
Desde janeiro, morreram 62 pessoas em Santa Catarina, 38 no Rio Grande do Sul e 23 no Paraná em decorrência da influenza A (H1N1) – gripe suína.
O total registrado em 2012 equivale a 15,6% dos óbitos verificados em 2009, auge da pandemia, quando 789 pessoas morreram nos três estados. O fim da pandemia foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Blumenau é a cidade catarinense que apresenta o maior número de mortes, com 11 ocorrências. Nos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná, as capitais lideram o número de óbitos – são seis em Porto Alegre e quatro em Curitiba.
Segundo dados do Ministério da Saúde atualizados até o último dia 12, o país registra desde janeiro 159 mortes relacionadas ao vírus Influenza H1N1. Dois terços dessas pessoas viviam na Região Sul. O clima frio do inverno facilita a circulação do vírus.
Na última sexta-feira (13), o ministério divulgou um levantamento segundo o qual metade dos pacientes que morreram em Santa Catarina teve acesso tardio ao antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu.
Os médicos de todo país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento, que reduz as chances de que a doença evolua para um caso grave, é mais eficaz nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas.
A gripe se caracteriza pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, somados a dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações. Lavar as mãos várias vezes ao dia, usar lenço descartável ao tossir e espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados são algumas das formas de evitar a transmissão da doença.
Agência Brasil 19/07/2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

"Pode aparecer outro vírus tão agressivo quanto este", diz infectologista do Hospital de Clínicas

Luciano Goldani admite que o vírus H1N1 está se despedindo do Estado, mas não descarta mutações


A gripe A, que já matou 33 pessoas no Estado, tende a se estagnar. Para Luciano Goldani, chefe da unidade de Infectologia do Hospital de Clínicas, o que está se vendo agora são os últimos suspiros do vírus H1N1:
— O acúmulo das doses dos últimos anos ajuda a fazer com que o hospedeiro para esse vírus se esgote. Isso não impede que haja mutações do H1N1. Pode aparecer outro vírus tão agressivo quanto este.



Médico desde 1984, Goldani é infectologista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em 2009, trabalhou na linha de frente de combate à doença no Rio Grande do Sul, em barracas erguidas em frente ao Clínicas.
Ele tem experiência no assunto. Entre 2003 e 2006, montou ao lado de dois colegas americanos o setor de infectologia do Cape Code Hospital, nos Estados Unidos, onde viveu por dois anos.
— Lá, há uma população idosa muito grande. Precisei enfrentar muitos casos de gripes, o que é comum nesta faixa etária — contou.
Assim que soube da chegada da pandemia ao Brasil, em 2009, viveu dias tensos e de insegurança generalizada.
— Começamos a ver os casos graves em pessoas saudáveis, de fora do grupo de risco. Sabia que era um vírus agressivo e com capacidade para se disseminar rapidamente e causar danos, principalmente, pela pouca infraestrutura disponível — disse.
Confira abaixo o que Goldani pensa sobre a doença:


Em 2009


Acertos


— Hospitais e postos de saúde fizeram mutirão e muitos profissionais fizeram horas extras para atender à demanda. Também foram montados esquemas especiais de atendimento, com barracas e contêineres diante de hospitais;


— A Secretaria da Saúde teve autocrítica para dialogar com os médicos e melhorar a estratégia de combate;


— Suspensão das aulas, pelo surto que foi à época.


Erros


— A melhor prevenção é a imunização. Com toda a tecnologia já existente em produção de vacinas, é inconcebível que tenha demorado tanto tempo para a produção e distribuição das doses;


— O Ministério da Saúde deveria ter capacitado adequadamente as instituições para lidar com a doença;


— A infraestrutura em emergências e UTIs para atendimento a pacientes graves é precária. Não mudou nada de lá para cá.


Em 2012


Acertos


— Disponibilização gratuita de Tamiflu na rede pública e também a liberação para venda nas farmácias privadas;


— Investigação dos casos, com diagnóstico mais rápido através de exame laboratorial;


— O treinamento dos profissionais de saúde foi aprimorado e os médicos passaram a internar os casos mais graves e tratar imediatamente mediante à suspeita.


Erros


— Ter o foco da vacina apenas para grupos de risco. Muitas vezes nem mesmo quem está contemplado nos grupos de risco sabe que está incluído, o que dificulta a cobertura;


— O início da vacinação foi tardio, já que começa a fazer efeito em cerca de duas semanas;


— A doença foi subestimada. A melhoria na situação em 2011 pode ter gerado um relaxamento geral.


O futuro


Em 2012


— Se ainda der tempo de tomar a vacina, é preciso aproveitar. A Secretaria Estadual da Saúde anunciou que um novo lote de 200 mil doses vão chegar ao Estado;


— Evitar contato, a menos de dois metros, com quem tenha apresentado os sintomas e incentivar que essas pessoas se mantenham reclusas ao menos por cinco dias.


Em 2013


— Prestar atenção no que vai ocorrer no inverno do Hemisfério Norte para ter a noção exata da produção necessária de antiviral e de vacinas;


— Deve-se montar um calendário de vacinação, como no passado;


— Melhorar as unidades de tratamento intensivo para atender adequadamente às complicações em decorrência do vírus.


Principais sintomas da gripe A: 


- Tosse e espirros
- Fortes dores no corpo, na cabeça e na garganta
- Febre alta,acima de 38°C
- Pode haver náuseas, vômitos e diarreia
- Falta de ar


Para prevenir a contaminação, é aconselhado:


- Higienizar as mãos com frequência, principalmente após tossir ou espirrar
- Utilizar lenço descartável para higiene nasal
- Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir
- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca
- Não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal
- Evitar aperto de mãos, abraços e beijo social
- Reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração 
- Ventilar os ambientes
Jornal Zero Hora 19/07/2012 


sábado, 14 de julho de 2012

Metade dos mortos por gripe A em Santa Catarina teve tratamento tardio, diz ministério


Dos primeiros 28 pacientes que morreram este ano em Santa Catarina após contrair a influenza A (H1N1) – gripe suína, 14 tiveram acesso tardio ao medicamento antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu. Eles tomaram o remédio mais de cinco dias após o início dos sintomas. A conclusão faz parte de um estudo divulgado hoje (13) pelo Ministério da Saúde. Os técnicos do ministério analisaram as primeiras 28 das 52 mortes causadas pela doença no estado.
A eficácia do antiviral é maior nas primeiras 48 horas desde o surgimentos dos sintomas. "Se antes tínhamos indícios, agora temos informações concretas de que o tratamento, no momento adequado, ainda não está sendo adotado em todos os serviços", disse o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch. "Consideramos de fundamental importância que os profissionais prescrevam e forneçam, o mais rápido possível, o antiviral", alertou.
Algumas das pessoas mortas, que tiveram o tratamento tardio, também apresentam histórico de mais de um atendimento em serviços de saúde, antes da última internação. A investigação do ministério aponta ainda a presença de comorbidades (quando duas ou mais doenças têm causas relacionadas) no perfil de parte das vítimas. As principais doenças identificadas foram cardiopatias, pneumopatias, obesidade e diabetes, predominantemente entre homens de 40 a 59 anos de idade.
Uma equipe do Ministério da Saúde foi enviada ao estado de Santa Catarina no último dia 15 de junho, a pedido da Secretaria Estadual de Saúde. Os técnicos revisaram prontuários de atendimento e fizeram visitas domiciliares para complementar as informações.
Os médicos de todo o país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. A síndrome gripal se caracteriza pelo surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor de garganta, somados à dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações.
O medicamento foi retirado esta semana da lista de substâncias sujeitas a controle especial. Com a medida, o Tamiflu passou a ser comercializado nas farmácias com receita médica simples, e não mais em duas vias. O antiviral também está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Agência Brasil

terça-feira, 3 de julho de 2012

Infectologista aponta cuidados para evitar viroses mais comuns no inverno


O inverno traz temperaturas mais amenas, mas também o risco de agravamento de viroses, comuns nesta época do ano, diz o infectologista Edimilson Migowski, diretor do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
De acordo com Migowski, neste período, as pessoas estão sujeitas a vários tipos de vírus, principalmente os respiratórios, como os da gripe  e do resfriado. “Esses vírus podem passar de uma pessoa para outra, por contato respiratório. Quanto mais próxima de um paciente, maior a chance de a pessoa adoecer.”
Para evitar a contaminação, Migowski recomenda manter os ambientes bem arejados, deixando o ar circular pelas janelas, e não descuidar da lavagem das mãos. “Muitas dessas viroses ocorrem pelo aperto de mão, pelo fato de se colocar a mão em local que foi contaminado por alguma pessoa que espirrou ou assoou o nariz. E a pessoa pode levar a mão até a boca, o nariz ou os olhos e introduzir o vírus”.
O médico explicou que a deficiência de vitamina C no organismo "imunodeprime" a pessoa, facilitando as infecções virais. Não há certeza, porém, de que o excesso de vitamina C tenha algum efeito preventivo, diz Migowski. “Uma boa higiene das mãos e a vacinação contra a gripe são as medidas mais eficientes contra as infecções respiratórias." Evitar contato muito próximo com pessoas enfermas e manter os ambientes bem arejados também ajuda, ressalta o infectologista.
Ele chama a atenção para o risco que uma virose representa para uma criança pequena ou um bebê. “Aquilo que em um adulto pode ser um resfriado simples, em uma criança, ou bebê abaixo de dois anos, pode se manifestar  com maior gravidade, em quadros até de pneumonia pelo vírus, podendo causa inclusive a morte.” Por isso, recomenda que pessoas resfriadas ou gripadas não saiam por aí beijando crianças. “Elas devem manter uma distância segura, porque o quadro clínico delas pode ser de uma gravidade e, na criança, ser muito diferente.”
Embora não existam estatísticas sobre a incidência de casos de virose nessa época, o infectologista informa que o hospital que dirige, e o setor de emergência, em especial, estão superlotados de crianças com quadro respiratório, incluindo problemas como gripe, asma e pneumonia.
Os  principais sintomas das viroses são febre, vômito, diarreia e mal-estar. Outros sintomas podem aparecer também, dependendo do quadro da pessoa infectada, alerta o médico.
Agência Brasil 03/07/2012

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada até 1º de junho


O Ministério da Saúde prorrogou até 1º de junho a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. A imunização começou no último dia 5 e estava prevista para terminar amanhã (25). Até a manhã de hoje (24), 15,8 milhões de pessoas haviam sido vacinadas, o que representa apenas 52,4% do público-alvo.
A meta do governo é imunizar 24,1 milhões de pessoas com mais de 60 anos, crianças entre 6 meses e menores de 2 anos, gestantes, trabalhadores de saúde e indígenas, totalizando 80% do público-alvo.
A melhor adesão à campanha, no momento, é entre as crianças, com um percentual de cobertura de 59,4% (quase 2,6 milhões). Na sequência, aparece 1,3 milhão de trabalhadores de saúde (54,3%), mais de 10,7 milhões de idosos (52%), pouco mais de 1 milhão de gestantes (47,5%) e 586,6 mil índios (40,4%).
A escolha dos chamados grupos prioritários é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). São priorizadas pessoas mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. De acordo com o ministério, ao vacinar os grupos prioritários, quebra-se a cadeia de transmissão do vírus para a população em geral.
A pasta reforçou que a dose – oferecida gratuitamente em 34 mil postos de saúde espalhados pelo país – é segura e protege contra os três vírus que mais circularam no Hemisfério Sul em 2011 – inclusive o Influenza H1N1.
Segundo o ministério, estudos demonstram que a vacinação contra a gripe pode reduzir entre 32% a 45% o número de internações por pneumonias e entre 39% e 75% a mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, a imunização reduz o risco de pneumonia em cerca de 60%, e o risco global de hospitalização e morte, de 50% a 68%, respectivamente.
Agência Brasil 24/05/2012

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Campanha de vacinação contra a gripe começa esta semana em todo o país


Começa no próximo sábado (5) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que vai proteger também contra a influenza A (H1N1) – gripe suína. A meta é imunizar 24,1 milhões de pessoas até o dia 25 de maio.
Devem procurar os postos de saúde idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, grávidas em qualquer período da gestação, indígenas e profissionais de saúde.
Crianças que serão vacinadas pela primeira vez deverão tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Aquelas que já receberam uma ou duas doses da vacina no ano passado deverão receber apenas uma este ano. Os demais grupos deverão tomar dose única.
Ao todo, 65 mil postos e 240 mil profissionais de saúde em todo o país vão distribuir as doses. Serão usados 27 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais. No sábado (5), os postos de saúde funcionarão das 8h às 17h.
Em 2011, de acordo com dados do ministério, 25,134 milhões de pessoas foram vacinadas – 84% do público-alvo definido. No mesmo período, foi registrada uma redução de 64% nas mortes provocados pelo vírus Influenza H1N1. Ao todo, 53 óbitos foram confirmados. Também no ano passado, houve queda de 44% nos casos graves da doença, que totalizaram 5.230.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Vacinação contra gripe sazonal começa em 5 de maio; campanha também vai imunizar contra HIN1


A campanha nacional de vacinação contra a gripe sazonal ou gripe comum será feita entre os dias 5 e 25 de maio. A vacina utiliza as três cepas de vírus que mais circularam no país no ano anterior e, de acordo com o Ministério da Saúde, vai imunizar também contra a influenza A(H1N1) – gripe suína.
O público-alvo da campanha inclui idosos (a partir de 60 anos), população indígena, crianças com idade a partir de 6 meses e menores de 2 anos, grávidas em qualquer período de gestação e profissionais de saúde.
A pasta informou que, apesar dos casos de infecção e morte por H1N1 registrados nas regiões Norte e Nordeste em pleno verão brasileiro, não há previsão de antecipação da campanha.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, onde pelo menos duas mulheres grávidas tiveram a doença, o período de chuva provoca maior aglomeração de pessoas em ambientes fechados, o que facilita a disseminação do vírus.
Dados do ministério indicam que, no ano passado, cerca de 25 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe sazonal. Em 2011, assim como este ano, quem recebeu a vacina também ficou imunizado contra a gripe suína.
Agência Brasil 29/03/2012