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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

FGTS: energia solar poderá ser usada no Programa Minha Casa, Minha Vida

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, assinou hoje (5), em São Paulo, a proposta que permite ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) usar energia solar em residências do Programa Minha Casa, Minha Vida. 
A proposta foi elaborada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e pelo ministro das Cidades, Bruno Araújo. O documento foi assinado durante 12º ConstruBusiness – Congresso Brasileiro da Construção, feito pela Fiesp.
A proposta já havia sido aprovada pela Comissão de Serviços de Infraestrutura em fevereiro deste ano. 
A finalidade do projeto é estimular a capacidade energética por meio de fontes renováveis. O senador Ronaldo Nogueira disse que nos últimos anos, o setor elétrico tem sofrido com o desequilíbrio entre oferta e a demanda de energia, devido à escassez de chuva e deficiência no planejamento setorial. Segundo o senador a solução tem sido acionar as usinas termoelétricas, uma produção mais cara e poluente. 
O senador Ronaldo Nogueira,  explicou que o governo federal está engajado na construção de residências ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis. "É o governo federal mostrando seu compromisso com o trabalhador brasileiro, com o meio ambiente e com a eficiência que evidentemente deve presidir as atividades empreendidas pelos setores público e privado.”

Agência Brasil

quinta-feira, 20 de março de 2014

Morador de Sapucaia implanta projeto de microgeração de energia elétrica

O metalúrgico Getúlio Hoffmann  Oliveira, morador de Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi o primeiro cliente de uma distribuidora de energia do Rio Grande do Sul a implantar o projeto residencial de microgeração de energia elétrica. Ele faz parte da área de concessão da AES Sul. 

Oliveira conta que a vontade de migrar para uma fonte de energia sustentável surgiu quando participou de um projeto de geração de energia em um espaço localizado na comunidade em que nasceu, em Rio do Pinto, que faz parte do município de Três Forquilhas. A região não tem energia elétrica por estar localizada num vale. “Fizemos o projeto e funcionou. E junto, comecei a trabalhar na montagem da instalação na minha residência”, explica ele. Oliveira apresentou o projeto na AES Sul em agosto do ano passado. A concessionária acompanhou toda proposta, que também teve aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). 

A energia solar é produzida por meio da captação de 9 placas fotovoltaicas solares de 240 W cada, com capacidade de gerar 360 kWh/mês. O equipamento passou a funcionar efetivamente em 13 de dezembro do ano passado, quando a concessionária conectou à rede de distribuição. Até agora já foram gerados 1.848 kWh. Pelo sistema instalado, a energia é consumida diretamente pela família. O excedente é liberado para o Sistema Interligado Nacional, sendo utilizado por outros clientes. Ao mesmo tempo, isso gera créditos, que são abatidos do seu consumo. 


Em média, a economia tem sido de aproximadamente R$ 100,00 por mês. O retorno é bem menor do que o investimento. Para a instalação de todo o sistema foram aplicados R$ 12 mil. Mas para ele, o ganho ambiental é bem maior do que o financeiro. “Diariamente são noticiadas informações de problemas nos reservatórios das hidrelétricas. Esta é uma maneira de amenizar o impacto ambiental do meu consumo”, afirmou. 

Desde que o seu sistema passou a funcionar, Oliveira tem recebido a visita de diversas pessoas interessadas em conhecer de perto o funcionamento. Na área de concessão da AES Sul é possível fazer conexões de micro ou minigeração de energia. Os clientes podem apresentar projetos tendo como fontes energia hidráulica, solar, eólica ou biomassa. Os pedidos devem ser feitos à Central de Projetos da AES Sul ou pelo telefone 0800.701.0042.

Correio do Povo 20/03/2014

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Energia renovável é essencial para qualidade de vida

Ao participar de evento promovido pelo NEJ/RS, o engenheiro elétrico Luis Maccarini defendeu  que a inexistência de energia solar em todos os prédios só ocorre pela falta de conhecimento dos gestores públicos e da sociedade, uma vez que já existe tecnologia para se aproveitar a energia do sol.


“Só não há energia solar em todos os prédios, porque não há consciência”, afirmou Luis Maccarini, na última Terça Ecológica, que ocorreu no dia 4 de setembro. O evento foi realizado pelo NEJ/RS com apoio do Banrisul e abordou a questão da energia fotovoltaica. Para Maccarini, não há mistério, o que existe é falta de conhecimento pelos gestores públicos e pela sociedade dos benefícios e da tecnologia que já existe para aproveitar a energia do sol.

O engenheiro elétrico, durante sua fala, evidenciou a mudança de paradigmas e percepções do mundo. Logo no início, mostrou uma foto de um castelo da Idade Média, que foi construído durante décadas, “naquela época o trabalho era um legado”. A mesma perspectiva precisa ser tomada para se pensar um mundo sustentável, o engenheiro questionou o que as futuras gerações pensarão da nossa, a qual usa combustíveis fosseis indiscriminadamente.

A tecnologia para utilização da radiação solar, como fonte energética, vem sendo desenvolvida desde o início do século XIX. Einstein ganhou prêmio Nobel, em 1921, por descobrir a origem do efeito fotoelétrico, ou seja, o comportamento de “pilha” que materiais semicondutores, como o silício, adotam ao entrar em contato com a radiação luminosa.

Maccarini trouxe dados curiosos, segundo a organização  Land Art Generator  (
http://landartgenerator.org/), para suprir toda a necessidade energética do planeta, precisar-se-ia de aproximadamente 36000km² de painéis solares, ou seja, uma área um pouco maior que os Países Baixos. Com o combustível produzido por um hectare de cana-de-açúcar, um carro pode dar uma volta ao mundo. Caso essa mesma área fosse coberta de painéis solares, esse carro poderia dar 234 voltas ao mundo, com a energia produzida.

Os biocombustíveis são mais problema que solução, segundo Maccarini, eles não resolvem a questão energética, só agravam a crise. Ainda, nessa perspectiva, afirmou que não se chegaria a 1% da demanda de energia do mundo, caso toda área agriculturável do planeta produzisse biocombustíveis.

A Flor da Permacultura
A perspectiva da permacultura, método criado na década de 70 para manter sistemas humanos de maneira ambientalmente sustentáveis e justos, dá base ao pensamento de Maccarini. Não devemos degradar o ambiente em que vivemos, precisamos cuidá-lo e usá-lo de modo que tenhamos qualidade de vida. As energias renováveis são um pilar desse olhar, que ultrapassa a visão do aqui e agora. Luis Maccarini mostrou que não precisamos nem do Pré-Sal e nem de Candiota, a energia do sol é justa e está à disposição de todos.

EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Um passo importante para a geração renovável chegar à casa dos brasileiros


Placas solares na comunidade ribeirinha de Sobrado (Amazonas) substituíram o gerador a diesel ©Greenpeace/Rogério Reis/Tyba

Consumidores, mas igualmente produtores. Após anos de reivindicação do Greenpeace e de outras organizações civis, finalmente os brasileiros que gerarem energia de fontes renováveis na própria casa poderão ter descontos na conta de  luz paga às concessionárias.
Uma resolução da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovada nesta terça-feira, 17, estabelece um sistema de compensação de energia que torna possível a microprodução por meio de painéis solares, pequenas turbinas eólicas, geradores a biocombustíveis ou mesmo minicentrais hidrelétricas.
O texto da resolução incorporou a sugestão do Greenpeace de estender a validade da compensação de energia de um para três anos. Na prática, o produtor terá mais margem para utilizar seu crédito e, portanto, um prazo maior para recuperar seus investimentos.
“Trata-se de um avanço inédito para o país, embora chegue com pelo menos uma década de atraso, se comparado com as principais economias do mundo”, disse Ricardo Baitelo, da campanha de clima e energia do Greenpeace. “Finalmente temos regras para a geração de pequeno porte, especialmente para a solar. Entretanto, o governo restringe um teto para este incentivo, não permitindo que as residências ou condomínios gerem mais do que consomem”,
“Além disso, falta resolver um ponto essencial: como financiar a aquisição desses equipamento? O governo ainda precisa estabelecer linhas de crédito específicas  para a instalação de sistemas solares para os pequenos produtores. Enquanto não houver crédito, não se sabe a demanda e a indústria de placas solares não decola no Brasil.”
Impulso à energia solar
De olho no potencial solar do país, a Aneel determinou ainda um desconto nas tarifas de distribuição e transmissão de energia gerada por esta fonte para sistemas de até 30 MW –atualmente, o maior sistema de geração solar do país, o de Tauá (CE) tem capacidade de 1 MW. Enquanto outras fontes renováveis têm um desconto de 50%, a solar contará com 80% durante os dez primeiros anos de operação.
Desde 2009, um projeto de lei para o incentivo das energias renováveis (PL 630 ou Lei de Renováveis) aguarda votação na Câmara dos Deputados. Com a resolução da Aneel, o Brasil começa a seguir o exemplo de boa parte do mundo, onde as renováveis contam com incentivos tarifários.
Confira a resolução da Aneel aqui.
Postado por Leonardo Medeiros - 17 - abr - 2012 às 15:43-Greenpeace

sábado, 24 de setembro de 2011

ALUNOS PROJETARAM UM CARRO MOVIDO A ENERGIA SOLAR E ELÉTRICA

Alunos do Colégio Americano, de Porto Alegre, projetaram um carro movido a energia solar e elétrica. A iniciativa, inscrita e aprovada para participar do Salão Jovem Ufrgs, custou cerca de R$ 3 mil e levou quatro meses para ficar pronta. Em média, 20 estudantes atuaram na construção do equipamento. O trabalho foi coordenado pelo professor de Física José Ramiro. "Trabalhamos questões de sustentabilidade e energias renováveis", explicou.
José lembrou que os alunos já construíram o protótipo de uma casa em que os aparelhos funcionavam com energia solar. "Foi daí que surgiu a ideia de elaborar um carro com mesma tecnologia", revelou o docente. Segundo ele, os maiores desafios foram a necessidade de importação de peças, como a placa solar e o controlador de potência. Além disso, o banco, o volante e os motores tinham que ser na medida certa.
Antes de "colocar a mão na massa", os alunos pesquisaram bastante. "A melhor parte foi sair da sala de aula e colocar em prática tudo o que aprendemos nos exercícios", revelou a aluna Valentina Serpa, de 16 anos.
O carro construído pelos jovens do Ensino Médio tem capacidade para uma pessoa e possui motor de 40w de potência. Nos testes, mostrou-se adequado para um ocupante de até 75 kg. "Conseguimos ficar quase três meses usando o carro só com a energia solar", garantiu. Um dos integrantes do projeto, Lorenzo Costa, 14 anos, ficou empolgado com o resultado: "Acredito que a energia solar vai substituir os combustíveis fósseis. É uma fonte limpa e inesgotável", salientou. Já o professor projetou: "Quando me aposentar quero levar um veículo semelhante para a praia e empregá-lo em pequenos deslocamentos", observou.
Fonte:Jornal Correio do Povo 23/09/2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

EM REUNIÃO DA SBPC, ESTUDANTE APRESENTA PURIFICADOR DE ÁGUA GRATUITO

O estudante de engenharia elétrica da Universidade Federal de Goiás (UFG) Leonardo Lira, de 20 anos, aproveitou a 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece esta semana em Goiânia, para apresentar sua invenção – um sistema para tratamento de água que não usa energia elétrica, não emite gás carbônico e retira material que pode poluir o meio ambiente.

De baixo custo, o sistema pode ser utilizado por comunidades carentes sem acesso a água potável ou saneamento básico. Com cinco tábuas de compensado revestidas de papel-alumínio, Leonardo fez uma caixa sem tampa em forma de um trapézio invertido, cujo fundo tem aproximadamente um metro quadrado e as paredes são abertas e inclinadas, para receber a luz do sol.

No interior da caixa, o estudante depositou quatro garrafas PET transparentes com capacidade para dois litros, cada, onde armazena a água para tratamento, por três a seis horas. A água chega a atingir uma temperatura de 70º C e, aquecida, elimina bactérias, vírus e substâncias que fazem mal à saúde humana.

Para testar o concentrador solar, Leonardo fez três séries de amostras de água de cinco residências que não recebem água encanada e tratada. O líquido foi pré-analisado pela Saneamento de Goiás S/A, companhia responsável pelo esgotamento sanitário no estado, que descreveu as impurezas e quantificou em tabela a ocorrência de coliformes fecais e de organismos como o rotavírus. Nos testes, após três horas no concentrador, eles foram eliminados. A água pôde ser bebida depois de esfriar naturalmente em jarra própria.

“Nosso objetivo era gastar o mínimo de energia possível sem passar por fervura, e, assim, não precisar de gás e evitar a emissão de poluentes”, comemora o futuro engenheiro.

Com informações da Agência Brasil

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

GOVERNO INCENTIVA USO DE FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA

Energia solar pode reduzir consumo elétrico em até 17%.
O Brasil tem a matriz energética mais limpa do mundo. E esse padrão deve ser mantido, mesmo com o desenvolvimento econômico previsto para os próximos anos. Para isso, o Governo Federal incentiva projetos de energia solar para aquecimento da água, aproveitamento dos ventos, da biomassa e das ondas do mar.
“É importante montar estratégias de consumo energético que também contribuam para mitigar as emissões de gases de efeito estufa, mantendo o crescimento econômico”, observa o secretário de Mudanças Climáticas do MMA, Eduardo Assad.
As alternativas energéticas à produção são importantes para evitar o aumento da participação das fontes fósseis de energia.
O esforço nacional é chegar em 2020 com o mesmo padrão de emissões de 2005. “Há potencial de redução do consumo de energia elétrica em até 17% nos horários de pico, com aquecimento da água do banho por energia solar. Estamos buscando esse caminho”, afirma Eduardo Assad.
Opções populares – Por meio da Portaria 238, de 21 de junho de 2009, o MMA criou um grupo de trabalho para incentivar o uso de Sistemas de Aquecimento Solar de Água, incluindo os conjuntos habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida.
A meta estipulada é de 15 milhões de m² de áreas com coletores solares até 2015. Hoje são 6,24 milhões de m².
“Para tanto, as linhas de atuação são políticas públicas que incluam gestões junto a programas governamentais como o Minha Casa Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além do foco na criação de ‘empregos verdes’ e inovação tecnológica, por exemplo”, explica o secretário.
Já foi alcançada a primeira meta de 40 mil unidades habitacionais com os sistemas de aquecimento solar. Para a segunda fase, deve se atingir outras 260 mil. “Acho que os coletores solares para aquecimento de água são viáveis, e podem reduzir o consumo de energia elétrica, com bom resultado na conta de luz”, diz Assad. “O Minha Casa Minha Vida é um programa que está adotando a energia solar, e o Fundo Clima está apoiando. Na área de inovação tecnológica também. Sem ciência e tecnologia, o país não cresce.”
O secretário enfatiza a importância da conscientização, que é uma das soluções, aliada a fortes campanhas educativas, além da apresentação de projetos factíveis. “E a energia solar é fundamental.”
Fonte: mercadoetico.com.br
Acesso em: 28/07/2011
Material enviado por Aline Augusta de Oliveira – Voluntária Online