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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Estiagem e excesso de mineração prejudicam hidrovia do Jacuí

A forte estiagem que atinge o Rio Grande do Sul desde o verão trouxe à tona problemas que vão além da dificuldade de abastecimento em alguns locais do Estado. A atual condição de importantes canais de navegação foi exposta nos últimos dias, quando um levantamento efetuado por técnicos da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) mostrou que o Rio Jacuí está com nível prejudicado em razão da mineração predatória.

De acordo com o engenheiro responsável pela Divisão de Estudos e Projetos da SPH (DEP/SPH), Álvaro Francisco Mello ,a estiagem está revelando outros problemas que o rio não mostrava.

 
- O maior problema do Jacuí é, sem dúvida, a estiagem, mas além da falta de chuva, a mineração predatória de areia provocou um rebaixamento na lâmina d’água - explicou. Esta situação prejudicou de forma significativa a situação da hidrovia.


Mello explica que quando a hidrovia do Jacuí foi projetada, há mais de 40 anos, foram feitos vários estudos no sentido de respeitar a geografia do rio e atender a necessidade da navegação. 


- Hoje o que vemos é uma sequência de crateras espalhadas em vários pontos do rio, consequência da extração excessiva de areia. Isso provocou uma mudança no regime hidrográfico, pois para manter o curso, o rio precisou preencher estes buracos, causando uma redução significativa de nível nos canais de navegação - disse.


Conforme o levantamento, os problemas do Rio Jacuí começam a aparecer a partir de Triunfo e se agravam em Rio Pardo, num trecho de 21 quilômetros, onde, em alguns pontos, é possível atravessar o rio a pé. O calado oficial da hidrovia é de 2,5 metros.
- Hoje há registros de pontos 1,44 metro - frisou.



Jornal Portal de Notícias 22/05/2012

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Marca feita em 1943 ressurge no Taquari


Nível do rio já supera queda histórica e deixa rocha à mostra em Colinas


Há pelo menos 69 anos, o rio Taquari não registra nível tão baixo como o verificado atualmente, decorrente da seca de mais de 200 dias no Estado. A queda deixa à mostra uma rocha próximo à cidade de Colinas que, em situação normal, fica submersa. Na estiagem de 1943, Rodolfo Binicker gravou a data de 11 de maio daquele ano no rochedo. Conforme o empresário e primeiro prefeito de Colinas, Ari Hermann, o autor do entalhe tinha prática em fazer indicações em pedras de areia. "Ele nos deixou essa informação de uma das piores secas. Mas a atual já superou aquela marca, porque o rio está pelo menos 20 centímetros mais baixo do que o ponto marcado na época", diz.

Hermann conta que, no último domingo, uma família que reside no outro lado do manancial, em Arroio do Meio, esteve em Colinas e conseguiu atravessar o Taquari de trator - um fato inédito, segundo ele. Ontem, o estudante Jonatas Felipe Gomes de Almeida e amigos caminharam sobre pedras que normalmente estão submersas no rio. No ponto, costumam banhar-se no verão. Às margens do rio em Colinas, outras marcas indicam as secas de 1945 e 1985. Numa rocha próxima àquela assinalada em 1943, já existe um registro para o fenômeno climático de 2012.

Segundo o engenheiro agrônomo Nilo Cortez, da Emater de Lajeado, o Taquari mudou muito nos últimos 69 anos e o comportamento dos afluentes também modificou os cursos d''água. "Por isso, é difícil avaliar a intensidade da seca que vivemos agora com relação à de 1943, mas o certo é que a terra está muito seca." Ele diz que o grau da situação atual não é percebido pela comunidade, pois as plantas estão verdes, já que tem ocorrido alguma chuva e o próprio orvalho umedece as folhas e repõe água à vegetação. "Mas se cavoucarmos a terra podemos perceber que o chão está seco e impróprio para plantar." Conforme medição no Porto de Estrela, o rio segue 2 m abaixo do normal.
Jornal Correio do Povo 23/05/2012

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Seca do Rio Taquari encarece em 50% o transporte de soja

Os reflexos da seca na região do Rio Taquari vão além das margens secas. Há seis meses falta água para que embarcações cruzem os canais transportando soja, fertilizante e areia entre o vale e outros portos do Estado.



A situação se agravou no último mês, quando a baixa do rio impediu que mesmo embarcações pequenas aportassem em Estrela. Somente estão passando pela barragem de Bom Retiro do Sul, barcos com dois metros de comprimento e, mesmo assim, sem a carga completa.
Em seu nível normal, o rio suporta a passagem de barcaças com 90 metros de comprimento e capacidade para 3 mil toneladas de soja. O farelo do grão, que sai da região rumo a Rio Grande, está sem circular em embarcações grandes desde novembro. Como reflexo, há aumento em 48% no custo de transporte substituindo a via fluvial pelas rodovias.
— Há dias que nenhum barco passa pelo rio e única esperança é que volte a chover — diz o administrador do Porto de Estrela, Homero Molina.
Acostumado com a chegada e saída de barcos que transportavam em médica 70 mil toneladas de areia, soja e fertilizantes por mês, o administrador vê a água do rio baixar sem movimento das embarcações. A navegação Aliança, principal operadora do porto, está deixando de faturar mais de R$ 1 milhão no transporte de cargas pelo Rio Taquari.
Os prejuízos também atingem as exportadoras de grão e farelo de soja, que estão arcando com as despesas extras para garantir a competitividade.
— Temos um gasto quase 50% maior com frete, além dos transtornos de logística dentro da empresa e da sobrecarga das rodovias — explica o gerente de produção da Camera Agroalimentos, Valdetar Biberg do Nascimento.

Areia é pouca e mais cara

Na barragem de Bom Retiro do Sul, onde a seca é mais crítica, o nível está 1,5 metro abaixo do normal na parte mais alta. A baixa histórica, não registrada nos últimos 40 anos, faz com que embarcações carregadas de areia no Jacuí, descarreguem ali ou em Taquari, a carga a ser levada até Estrela de caminhão.
— A situação é muito crítica. O custo da produção dobrou e começa a faltar areia para o mercado do Vale do Taquari — explica o sócio-administrador da Areia do Vale, Valdequio de Almeida.
A redução da areia que chega na empresa caiu de 20 mil toneladas mês para 10 mil toneladas pela baixa do rio. As pequenas embarcações que ainda chegam até Taquari ou Bom Retiro do Sul não navegam com a capacidade total, o que torna a areia item de luxo na região.
Maiores construtoras estão sendo privilegiadas com o material escasso e pagam, no mínimo, 25% a mais pelo produto.
Jornal Zero Hora 18/05/2012

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Morador atravessa o rio Jacuí a pé em Rio Pardo



A falta de chuvas regulares em toda a região desde o fim do ano passado já afeta o Jacuí, um dos principais rios do Rio Grande do Sul. Na Barragem do Fandango, em Cachoeira do Sul, o nível está a poucos centímetros da marca histórica. Em 1985 chegou a 14,95 metros e hoje está apenas 30 centímetros acima.

Em Rio Pardo o nível também é baixo. Nesta tarde estava em 4,50 metros a jusante da Barragem do Anel de Dom Marco. O nível normal é de sete metros. Das quatro comportas, duas estão abertas e duas fechadas. Moradores das proximidades dizem que o rio está em um de seus piores momentos.

Um vídeo feito pelo morador Derli Bohrer mostra um pescador atravessando o Rio Jacuí a pé - e com a água pela cintura - entre o balneário Santa Vitória e a ilha existente no local. "Até levei minha esposa para ver o rio. Acho que nunca mais o veremos tão baixo assim", disse.
Fonte:Portal Gaz 10/05/2012

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Região Carbonífera já contabiliza prejuízos superiores a R$ 46 milhões


Já chega a 342 o número de municípios atingidos pela estiagem em todo o RS. Desde montante, três estão localizados na Região Carbonífera: Barão do Triunfo, General Câmara e São Jerônimo, que decretaram oficialmente situação de emergência. Os municípios de Charqueadas, Arroios dos Ratos e Butiá, embora ainda não tenham decretado emergência, também contabilizam prejuízos. De acordo com o boletim da Defesa Civil emitido na tarde da última quarta-feira, 8, a seca já atinge um milhão e 800 mil pessoas em todo o Estado.
Barão do Triunfo tem perdas de R$ 12 milhões
O município de Barão do Triunfo, que tem sua economia alicerçada na agricultura, os prejuízos na lavoura são superiores a R$ 12 milhões. Conforme informações do secretário de Administração e Saúde, Severino Aloísio, a cultura mais afetada é a do fumo, totalizando perdas na casa dos R$ 8 milhões. Grãos e cereais chegam a R$ 2.379 milhões, fruticultura R$ 150 mil e horticultura 150 mil. Segundo o secretário, as chuvas dos últimos dias já amenizaram os efeitos da estiagem e que o município está buscando junto aos governos Estadual e Federal recursos para a criação de poços e micro-açudes.


Charqueadas contabiliza perdas de R$ 1.612.290,00
Embora não tenha decretado situação de emergência, Charqueadas já contabiliza perdas em razão da falta de chuva. De acordo com o laudo da Emater do município, o saldo negativo da estiagem é de R$ 1.612.290,00. A cultura do milho o prejuízo é de R$ 52.250,00. O feijão contabiliza R$ 2.840,00 e a soja R$ 302.400,00. O arroz irrigado, a olericultura, a fruticultura, a piscicultura e o leite, somados chegam a R$ 538.200,00. Os bovinos de corte lideram a lista de perdas, totalizando perdas de R$ 716.600,00.


Em General Câmara prejuízos chegam a R$ 9 milhões
O laudo técnico realizado pela Emater de General Câmara aponta perdas de mais de R$ 9 milhões. Uma das culturas mais afetadas é a do fumo, com prejuízo de 40% na safra, com um montante de R$ 4.715.942,40. As plantações de milho totalizam perdas de R$ 1.037.610,00. A soja um valor de R$ 340.200,00, a melancia R$ 207 mil, bovinos de corte R$ 2.576.000,00 e bovinos de leite os prejuízos contabilizam R$ 292.500,00.


Em São Jerônimo perdas são de R$ 17 milhões
No município de São Jerônimo, a Emater contabilizou perdas no campo na casa de R$ 17 milhões. Nas culturas de grão e cereais, os prejuízos são de R$ 1.600.000,00. Na fruticultura, que inclui o melão e a melancia o valor é de R$ 3.146.000,00. Os bovinos de leite e corte, somam mais de R$ 4 milhões e a fumicultura as perdas são de R$ 8 milhões. A área do interior mais afetada pela estiagem é o Rincão das Correias.


Em Arroio dos Ratos a cultura da melancia é a mais afetada
Embora não tenha decretado situação de emergência, o município de Arroio dos Ratos já contabiliza prejuízos de R$ 1.298.520,00. A cultura mais afetada é da melancia, com perdas de R$ 567.000,00.


Butiá deverá decretar situação de emergência nos próximos dias
Conforme laudo da Emater, o município de Butiá contabiliza perdas superiores a R$ 6 milhões. As plantações de milho, soja, melancia, hortaliças, bovinos de corte e a piscicultura são as mais atingidas. O município deverá decretar situação de emergência nos próximos dias.


Triunfo não deve decretar situação de emergência
Conforme a Emater de Triunfo, o município ainda não tem um levantamento exato dos prejuízos decorrentes da estiagem. A previsão é que hoje seja realizada uma reunião para discutir o tema. Conforme os dados preliminares, Triunfo não deverá decretar situação de emergência.


Famurs reforça pedido por mais recursos para estiagem no Conselhão 
Durante encontro realizado nesta quarta-feira, 8, na sede do Conselhão, localizada no Centro Administrativo, representantes de entidades reivindicaram uma série de medidas ao governo do Estado. Entre os pedidos, foi solicitado mais atenção ao problema, a elaboração de planos de prevenção e o repasse extra de R$ 250 mil a cada um dos municípios atingidos.
- Os municípios investem todos os anos R$ 500 milhões na saúde e R$ 60 milhões no transporte escolar, que são de responsabilidade do governo. Estamos exauridos de recursos para combater a estiagem porque temos que pagar a conta do Estado - protestou o presidente da Famurs, Mariovane Weis. 
Recurso insuficiente e direcionamento de verba
Mariovane Weis ainda classificou o repasse de R$ 51,9 mil por município como insuficiente para amenizar os danos da estiagem e alertou sobre a dificuldade que as Prefeituras estão tendo para ter acesso a estes valores. 
- Esse recurso é uma miséria, e o direcionamento da verba é uma interferência na autonomia dos prefeitos. Somos nós que conhecemos a realidade das nossas comunidades e sabemos quais as prioridades de investimento - reclamou Weis. 
Burocracia e desatenção
A burocracia na liberação dos recursos também foi alvo de críticas do Frei Sérgio Goergen, que é ligado ao Movimento dos Pequenos Agricultores.
- Temos a sensação que os governos federal e estadual não estão dando a atenção necessária à gravidade do problema. Essa é uma das piores secas que já enfrentamos - alertou o Frei.
Falta de estrutura e de planejamento
Segundo afirma o promotor de justiça Alexandre Saltz, o Estado não tem condições de resolver situações emergenciais por não possuir estratégias preventivas.
- Estamos esquecendo de analisar a ausência de estrutura dos órgãos estaduais de recursos hídricos. O governo não se preparou para enfrentar essa operação e não tem um plano de contingência para enfrentar eventos hidrológicos como a seca, as cheias e a mortandade de peixes - advertiu o promotor do Ministério Público.
Medidas do Estado
O governo do RS tem o objetivo de desenvolver políticas permanentes com programas de combate à seca de médio e longo prazo. Entretando, o secretário de Obras Públicas, Irrigação e Desenvolvimento Urbano, Luiz Carlos Busatto, afirmou que as medidas escolhidas pelo Estado foram emergenciais.
- Tínhamos que atacar o problema naquela hora, mas combinamos com o Ministério da Agricultura uma linha de financiamento para comprar de equipamentos de irrigação e empréstimo de máquinas para recuperação de açudes - tranquilizou Busatto, ao citar as propostas do Plano Estadual de Irrigação, que será lançado no mês de março. 


Fonte:Jornal Portal de Notícias 10/02/2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Governo subsidiará milho para ração em regiões afetadas pela estiagem no Sul


O governo deve publicar nos próximos dias uma portaria interministerial de apoio à compra de milho a preço subsidiado por pequenos produtores de aves, suínos e gado leiteiro do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, estados mais atingidos pela seca prolongada no sul do país. Segundo o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Caio Rocha, o preço de mercado do produto está em R$ 30 por saca de 60 quilos, mas será oferecido a cerca de R$ 20 para que os produtores prejudicados pela estiagem possam alimentar sua criação.
Para sustentar a competitividade das agroindústrias dos dois estados que também precisam de ração, o governo lançará leilões na modalidade Valor de Escoamento do Produto (VEP). Segundo Rocha, o preço final pago pela agroindústria ficará abaixo do preço de mercado, de R$ 30, com a subvenção governamental.
“O governo está trabalhando, dando condições ao produtor para que amenize as perdas que ele teve na questão do milho e não dê problema de abastecimento nem de competitividade”, disse Rocha. Ele explicou que, nas regiões mais atingidas do Rio Grande do Sul, as perdas dos produtores chegaram a 40% em relação ao milho, e, em Santa Catarina, a 35%.
O diretor de Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Silvio Porto, disse que a estatal tem estocado 1,8 milhão de toneladas de milho, sendo 1,5 milhão no estado de Mato Grosso.
Além dos leilões de milho, uma novidade que o governo colocará à disposição dos pecuaristas da Região Sul com problemas na oferta de ração é a possibilidade de participar de leilões para aquisição de trigo de forma subsidiada. A Conab já tem previsão de gastar R$ 150 milhões na subvenção de aproximadamente 1 milhão de toneladas do produto, que agora também poderá ser destinada à ração.
Agência Brasil 09/02/2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vítimas de enchentes no Sudeste e de seca no Sul podem sacar Bolsa Família


Os moradores de municípios afetados pelas enchentes em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e no Espírito Santo e pela seca no Rio Grande do Sul podem sacar o Bolsa Família antecipadamente. A Caixa Econômica Federal antecipou para hoje (18) o saque do benefício de janeiro nessas localidades. O pagamento, que é feito de forma escalonada, ao longo do mês, será todo concentrado nesta quarta-feira.
O pagamento de fevereiro também foi antecipado para o dia 14 do próximo mês. A medida beneficiará os municípios que decretaram estado de emergência: 153 em Minas Gerais, 22 no Rio de Janeiro, 11 no Espírito Santo e 142 no Rio Grande do Sul.
Quem perdeu os cartões e os documentos pessoais pode procurar as prefeituras para a emissão da Declaração Especial de Pagamento, que permitirá o saque em agência bancária. A declaração é um documento de caráter provisório, emitido quando ocorre situação de emergência como nos municípios mineiros, que permite o pagamento do benefício somente no mês de referência.
Agência Brasil 18/01/2012

sábado, 14 de janeiro de 2012

Pagamento de Bolsa Família a vítimas da seca no Rio Grande do Sul é antecipado


Moradores de 142 municípios do Rio Grande do Sul que decretaram estado de emergência por causa da seca que atinge a região tiveram o pagamento do benefício do Programa Bolsa Família antecipado. A Caixa Econômica Federal fará o pagamento na próxima quarta-feira (18).
De acordo com a instituição, o pedido de antecipação foi feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Os benefícios de fevereiro também foram adiantados e poderão ser sacados a partir do dia 14 do próximo mês.
A Caixa havia anunciado a antecipação do pagamento a beneficiários de 153 municípios de Minas Gerais e 22 cidades do Rio de Janeiro que também decretaram estado de emergência por causa das fortes chuvas dos últimos dias.
Quem perdeu os cartões e documentos pessoais pode procurar as prefeituras para emissão da Declaração Especial de Pagamento para poder sacar o benefício em qualquer agência da Caixa. Emitida em caráter provisório em situações de emergência, a declaração permite o pagamento do benefício apenas no mês de referência. Dessa forma, quem ainda não tiver recuperado os documentos precisará obter novamente a declaração especial no próximo mês.