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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

lei sobre uso de bioinsumos na agropecuária

 











O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que dispõe sobre o uso de bioinsumos na agropecuária. A Lei 15.070/2024, que havia sido aprovada pelo Senado Federal no início de dezembro, foi publicada na edição desta terça-feira (24) do Diário Oficial da União.

Segundo a lei, bioinsumos são itens ou processos de origem biológica usados na produção, beneficiamento ou armazenamento de produtos agropecuários, de produção aquática ou de florestas plantadas.

Esses insumos podem ser usados em cultivos e criações, para auxiliar no seu crescimento e no combate a pragas e doenças, sendo uma alternativa mais saudável e sustentável do que insumos de base química usados tradicionalmente na agropecuária.

O texto dispõe sobre a produção, a importação, a exportação, o registro, a comercialização, o uso, a inspeção e a fiscalização dos bioinsumos. Também versa sobre a pesquisa, a embalagem, a propaganda, o transporte, o armazenamento, as taxas, a prestação de serviços, a destinação de resíduos e embalagens e os incentivos à produção.

Relator do então projeto de lei no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA) comemorou a sanção do texto e afirmou, em suas redes sociais, que os bioinsumos permitem a produção de alimentos mais saudáveis.

“Esta lei é fruto de um debate profundo, democrático e, acima de tudo, de uma construção coletiva que privilegia a desconcentração dos mercados, o fortalecimento da economia regional e a produção associada. Com ela, ganham as ciências agrárias, as ciências biológicas e a saúde de toda a população, com alimentos mais saudáveis. Ganham também os produtores, os trabalhadores rurais, o meio ambiente e, claro, as famílias consumidoras”, afirmou o senador.

ESTUDO INDICA BIOINSUMO COMO SOLUÇÃO SUSTENTÁVEL NA PRODUÇÃO ALIMENTAR

O Brasil é capaz de deixar de emitir o equivalente a 18 milhões de toneladas de gás carbônico apenas com a substituição de fertilizantes minerais por bioinsumos na plantação das gramíneas, família que reúne várias espécies plantas usadas na produção de alimentos.

A conclusão é de trabalho apresentado nesta terça-feira (24) pela pesquisadora do Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, Luana Nascimento, que faz parte do projeto de cooperação internacional responsável pelo estudo Bioinsumos como alternativa a fertilizantes químicos em gramíneas: uma análise sobre os aspectos de inovação do setor. O estudo foi produzido pelo Senai e pela Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI).

De acordo com Luana, a pesquisa partiu de demanda estratégica do Ministério da Agricultura e Pecuária para subsidiar novas políticas públicas voltadas para segurança alimentar, desenvolvimento sustentável e competitividade do agronegócio brasileiro.

“As gramíneas representam a base da alimentação mundial humana e animal. São plantas como, trigo, milho, milheto, aveia e diversas outras e são base para a alimentação. Além disso, estão ligadas à produção de energia, tais como cana, e também aquelas ligadas a pasto, sejam naturais sejam pastos reformados.”


O óxido nitroso usado em fertilizantes minerais é apontado como um dos mais pontentes gases de efeito estufa causadores do aquecimento global . Foto - REUTERS/José Roberto Gomes/Direitos reservados

O principal objetivo foi compreender os efeitos do uso de bioinsumos associados à fixação biológica de nitrogênio e solubilização de fósforo e potássio no solo. Para isso, os pesquisadores mapearam o mercado brasileiro a partir da análise de produtos disponíveis, patentes e artigos científicos realizados nos últimos cinco anos anteriores a 2023.
Fertilizantes

A equipe constatou que cerca de 80 % dos fertilizantes minerais usados no setor são importados e, além de representar grande parte do custo de produção em larga escala, causam impacto ambiental quando são depositados no solo pelas chuvas e evaporam. Um exemplo é o óxido nitroso, apontado por estudos como um dos mais potentes gases do efeito estufa causadores do aquecimento global.

Com a substituição dos fertilizantes minerais pelos bioinsumos, também seria possível diminuir em 7 milhões de toneladas anuais a adição de nitrogênio ao meio ambiente, consequentemente diminuindo a conversão desse gás em óxido nitroso, por bactérias naturalmente presentes na água e no solo.

Além da vantagem ambiental, a pesquisa revelou a possibilidade de um dos principais setores da produção de alimento economizar até US$5,1 bilhões com a alternativa mais sustentável e ainda alavancar um setor que já produz a partir de uma tecnologia predominantemente brasileira.

O estudo concluiu que dos bioinsumos disponíveis no mercado, 63% têm como base a bactéria Azospirillum brasilense, mas outras espécies de microrganismos também foram observadas na composição dos produtos revelando um potencial de expansão do uso de organismos e microrganismos em novos produtos. “Isso corresponde a uma oportunidade real para o Brasil no desenvolvimento tecnológico para as específicas condições do nosso país. Isso faz com que o Brasil, que já está na vanguarda da utilização continue na vanguarda da produção desses insumos”, diz.

O estudo também foi promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), que reúne 34 países em cooperação técnica internacional no desenvolvimento de tecnologia e inovação para a agricultura. De acordo com o representante do IICA no Brasil, Gabriel Delgado, a pesquisa é um avanço na agenda ambiental para o setor. “O tema de bioinsumo é uma amostra do que pode se fazer em um país rapidamente para tratar de melhorar e fortalecer a resiliência dos sistemas alimentares”, conclui.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 20 de julho de 2024

Newcastle em granja no RS



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou a identificação de um foco da doença de Newcastle (DNC), que é transmitida por vírus e atinge aves silvestres e comerciais. Altamente contagiosa, a doença tem sintomas respiratórios, frequentemente seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema na cabeça desses animais. A identificação ocorreu em uma granja de criação comercial de aves para corte, localizado no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul.

Segundo o ministério, o diagnóstico positivo foi feito nesta quarta-feira (17), às 16h, pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da DNC.

A investigação do caso ficou a cargo da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), que encaminhou as amostras para a análise laboratorial.

O ministério informou que, após o atendimento inicial, o estabelecimento avícola foi imediatamente interditado, incluindo suspensão de movimentação das aves.

“Neste momento, a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Mapa, em conjunto com a Seapi, irá aplicar os procedimentos de erradicação do foco estabelecidos no Plano de Contingência de Influenza Aviária e doença de Newcastle, com a eliminação e destruição de todas as aves e limpeza e desinfecção do local”, informou a pasta.

Além disso, será realizada investigação complementar em raio de 10 quilômetros ao redor da área de ocorrência do foco, além de outras medidas que forem necessárias conforme avaliação epidemiológica.

Ainda de acordo com o ministério, o consumo de produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) permanece seguro e sem contraindicações.

Doença de Newcastle

A DNC é causada pela infecção por vírus pertencente ao grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1), virulento em aves de produção comercial. Além de aves, pode atingir também répteis, mamíferos, e até mesmo seres humanos.

Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006 e em aves de subsistência, nos estados do Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 10 de abril de 2012

Alimentos de origem animal têm índice de contaminantes baixo no Brasil, segundo pesquisa


Carnes, leite, ovos e pescados consumidos no Brasil estão quase em sua totalidade livres de contaminantes, de acordo com informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O índice dos alimentos de origem animal livres de resíduos veterinários ou químicos chega a 99,78%. O resultado é semelhante ao registrado em 2010, 99,83%.
O principal problema encontrado foi o alto índice de detecção de arsênio em pescado de captura (cuja pescaria ocorre em alto mar), diagnosticado em 18 casos. Do total de 19.267 analises feitas em 2011, apenas 0,22% dos alimentos de origem animal apresentou resultados fora dos padrões recomendados pelo Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC/Animal).

Por meio de analises feitas pelos Laboratórios Nacionais Agropecuários (Lanagro), o ministério monitora a quantidade de resíduos químicos, como antimicrobianos e vermífugos, em  alimentos de origem bovina, suína, equina, caprina e ovina. A mesma inspeção é realizada nas carnes de aves, nos ovos e nos pescados.
No total, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento conta com seis laboratórios – localizados no Rio Grande do Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, no Pará e em Pernambuco – para realizar o trabalho.
Agência Brasil 09/04/2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Polícia Federal apreende avião de pulverização em Alegrete


Aeronave despejava 200 litros do produto proibido no Brasil


A Polícia Federal (PF) apreendeu uma aeronave que pulverizava agrotóxicos em uma lavoura de Alegrete, na Fronteira Oeste. Quando a equipe chegou ao local, nessa quinta-feira, o avião despejava uma carga de 200 litros de agrotóxicos em uma lavoura de arroz. Foram presos em flagrante o produtor rural, o piloto, um dos proprietários da empresa de aviação agrícola e um assistente de pista.


Segundo informações da PF, o produto estava misturado a um agrotóxico estrangeiro de pulverização proibida no Brasil. Na empresa foram encontradas também embalagens vazias sem rótulos de outros agrotóxicos. Na propriedade rural a PF apreendeu ainda outros agrotóxicos com prazo de validade vencido, além de um local para queima de embalagens vazias. 

A propriedade e a empresa serão autuadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

Fonte:Jornal Correio do Povo


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Produtores já podem acessar cartilha sobre programa ABC


Os produtores rurais interessados em participar do programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), uma das prioridades do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), podem acessar agora uma cartilha que traz informações como as linhas de crédito, os passos a serem seguidos para conseguir o financiamento, os prazos de carência e a documentação exigida pelo programa, que visa a práticas sustentáveis no campo.
O material será usado também, segundo o Mapa, nas capacitações sobre o ABC nos estados brasileiros. Com volume de recursos de R$ 3,15 bilhões para esta safra e limite de crédito de R$ 1 milhão por produtor, o programa ABC tem taxa de juros de 5,5% ao ano e prazo de carência para início do pagamento entre dois a 12 anos.
“A cartilha vai nos ajudar a vencer uma etapa importante que nós temos pela frente que é a capacitação de técnicos e produtores. O guia tem todos os subsídios para que os projetos sejam devidamente elaborados”, disse o diretor do Departamento de Sistema de Produção e Sustentabilidade do Mapa, Carlos Magno Brandão.
Apesar do grande volume de recursos disponibilizados, o ABC ainda é pouco conhecido. Após os seis primeiros meses desta safra, apenas R$ 274,9 milhões, ou 8,7% do total foram contratados.
O programa tem a finalidade de financiar a recuperação de áreas e pastagens degradadas; a implantação de sistemas orgânicos de produção agropecuária, de plantio direto na palha, de integração lavoura-pecuária-floresta, de florestas comerciais e de planos de manejo florestal sustentável; e a adequação ou regularização das propriedades rurais frente à legislação ambiental.
Agência Brasil 04/02/2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Governo publica novas regras para produção leite visando a aumentar a qualidade


O Ministério da Agricultura aumentou o rigor para a produção de leite na maior parte do país, com o objetivo de aumentar a qualidade do produto. No domingo (1º), as regras passam a valer. A medida inclui ordens para que o local onde o gado é mantido tenha piso impermeável a fim de facilitar a limpeza e o escoamento da água, além do controle de temperatura para a pasteurização do leite na média de 4 graus Celsius (ºC). Para a ordenha (retirada do leite), será necessário definir uma dependência própria.
A Instrução Normativa nº 62, publicada hoje (30) no Diário Oficial da União, fixa um escalonamento de prazos e limites para a redução de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS) até o ano de 2016.
O objetivo, segundo o governo, é aprimorar o controle sanitário do rebanho – no que se refere a doenças, como brucelose e tuberculose -, além de obrigar que seja feita análise para pesquisa de antibióticos, por exemplo, no leite.
Pelas regras, os produtores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste terão novos limites para CBT e CCS. Atualmente, esses índices podem chegar a 750 mil por mililitro. Mas a partir de janeiro a tolerância será de até 600 mil por mililitro. As regras no Norte e Nordeste só serão exigidas a partir de janeiro de 2013.
As normas foram consolidadas pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e foram baseadas em estudos feitos pela Embrapa Gado de Leite e no histórico dos programas de qualidade das empresas de laticínios. De acordo com o Ministério da Agricultura, em nove anos de vigência das regras sobre qualidade de leite no país, houve uma série de avanços no setor, como investimentos em eletrificação rural, melhoria das estradas para facilitar o escoamento da produção e treinamento dos produtores em práticas de manejo e controle sanitário.
Porém, para o ministério, o principal êxito foi a conquista da ampliação das relações do produtor com a indústria e o mercado. Segundo as autoridades, para atender às demandas, foi criado um grupo de trabalho que acompanha a execução do Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite.
Agência Brasil 30/12/2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Norma define novos critérios para elaboração de queijos artesanais


A norma do Ministério da Agricultura que regulamenta a produção de queijo artesanal foi publicada hoje (16) no Diário Oficial da União.
A nova regra define que a produção de queijos artesanais com maturação inferior a 60 dias ficará restrita a queijarias situadas em regiões certificadas ou tradicionalmente reconhecidas e em propriedade produtora de leite cru com status livre de tuberculose, brucelose e controle de mastite.
A propriedade produtora terá de estar em dia com as normas do Programa de Boas Práticas de Ordenha e de Fabricação, incluindo o controle dos operadores, controle de pragas e transporte adequado do produto até o entreposto.
O leite cru utilizado para a produção do queijo será analisado mensalmente, em laboratório da Rede Brasileira do Leite, para composição centesimal, contagem de células somáticas e contagem bacteriana total.
O período de maturação inferior a 60 dias será definido por pesquisas e estudos específicos, realizados por comitês técnico-científicos designados pelo ministério.
Agência Brasil 16/12/2011