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sábado, 10 de março de 2012

Vazamentos de pequeno porte sujaram os mares brasileiros este ano com 30 mil litros de óleo


Basta uma rápida busca no site do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para descobrir que só neste início de ano três acidentes envolvendo petróleo despejaram nos mares do país cerca de 30 mil litros de óleo.
A quantidade é pequena, sobretudo, se comparada ao vazamento de 480 mil litros de óleo na Bacia de Campos, no norte fluminense, em novembro passado, que continua a liberar gotículas de óleo, segundo a empresa responsável pelo acidente, a petroleira Chevron.
De acordo com o coordenador de Petróleo e Gás do Ibama, Cristiano Vilardo, ainda não há dados consolidados do número de vazamentos ocorridos em 2011, mas esses “certamente passam de algumas dezenas. A grande maioria, de vazamentos de pequeno porte (menos que 8 metros cúbicos) perante a legislação brasileira”.
O Ibama define como acidentes de grandes proporções aqueles acima de 200 mil litros derramados. Pequeno ou grande, o derrame de óleo pode ter impactos duradouros na fauna e na flora marinhas, se ocorrerem perto da costa, e em alguns casos até condenar à morte o habitat atingido. De acordo com o biólogo Abílio Soares, da Universidade Federal Fluminense (UFF), alguns vazamentos podem demorar mais de 30 anos para serem absorvidos pelo oceano. “Vai depender muito da característica e da magnitude de cada derrame. Mas as medidas devem ser imediatas para a contenção do óleo e limpeza e depois acompanhar as consequências para o ambiente”.
Em Tramandaí (RS), um acidente ocorrido em janeiro com uma monoboia da Petrobras liberou apenas 1.200 litros de óleo, mas seus impactos ainda são sentidos por cerca de 3.500 pescadores da região, de acordo com o pescador Valdomiro Hoffman e coordenador do Movimento Estadual dos Pescadores.
“Já limparam as praias, mas as larvas do camarão, matéria-prima que mais dá lucro para a gente, diminuíram muito de quantidade. Além disso, o acidente aconteceu no período da desova do bagre, que é um peixe muito importante para nós, foi muito prejudicada. Vai reduzir muito a nossa captura no inverno. Toda a bacia foi atingida”, lamentou o pescador.
De acordo com o representante do Ibama, 75 analistas ambientais trabalham no licenciamento federal de petróleo e gás, além de analistas distribuídos em todo o Brasil vinculados à Coordenação Geral de Emergências Ambientais, cujo número não foi informado.
“Não é possível precisar o número ideal de analistas para o trabalho de fiscalização e monitoramento. Muitos acidentes ocorrem por falha humana ou decisões equivocadas de projeto e não poderiam ser evitados com aumento da fiscalização in loco”.
O professor da oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco Gilvan Yogui concorda que a fiscalizaçãoin loco é realmente complicada, mas o número ainda assim é insuficiente para avaliar os planos das empresas para liberar os licenciamentos.
“Com mais funcionários, a avaliação fica mais criteriosa, há mais tempo para o fiscal se dedicar a um plano específico em vez de vários com prazos apertados. Se a fiscalização é menor as empresas tendem a afrouxar o cuidado com o meio ambiente. O volume de trabalho do pré-sal é muito maior do que o Ibama consegue administrar.”
Em 2011, o Ibama emitiu 624 licenças ambientais, um aumento de 32% em relação ao ano passado. A previsão do governo é que até 2020 haja um aumento de mais de 226% da produção de petróleo, passando de 2,325 milhões para 5,756 milhões de barris/dia.
Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que, entre 2005 e 2009, apenas 0,6% das multas aplicadas pelo Ibama foram pagas.
O advogado especialista em direito ambiental Klaus Maciel elogiou a legislação ambiental brasileira, que segundo ele é eficiente e progressista, mas lamentou que ela não seja aplicada de forma eficiente devido a uma lógica antropocêntrica e mercantilista.
“Precisamos assumir a lógica do ecocentrismo. Não precisa esperar o dano ao homem para que o meio ambiente seja tutelado pelo estado. O fato de não ter causado prejuízos imediatos para o homem, não significa que não houve dano ambiental”.
O advogado criticou a falta de políticas públicas voltadas para a informação sobre os efeitos e a situação de risco que geram os produtos tóxicos utilizados na exploração e produção de petróleo.
“Uma sociedade desinformada não sabe os reais danos que um acidente envolvendo derrame de óleo pode causar ao ambiente e à população. Somente após ter acesso a essas informações, a sociedade pode escolher qual modelo de desenvolvimento energético é melhor para ela”.
Agência Brasil 10/03/2012

sábado, 28 de janeiro de 2012

Centenas protestam contra vazamento de óleo em Tramandaí


Manifestantes estenderam bandeira do Brasil de 400 metros quadrados


Centenas de pessoas se reuniram na manhã deste sábado para protestar contra o vazamento  ocorrido nessa quinta-feira em Tramandaí, no Litoral Norte. Os ambientalistas se concentraram às 11h na plataforma e seguiram em uma caminhada de cerca de 3,5 quilômetros até a barra do rio Tramandaí, em Imbé. 
A organização não governamental SOS Mata Atlântica estendeu uma bandeira do Brasil de pelo menos 400 metros quadrados. Os participantes levaram dois caixões com flores e plantas simbolizando a morte da natureza e faixas com dizeres como “Em defesa da vida marinha: oceano vivo”, “Petrobras: fachada verde, mar negro?” e “Dilma, onde é que tu tá? Vem aqui pra Transpetro te sujar”. 

Segundo um dos organizadores, o ambientalista José Truda, o ato serve para chamar a atenção e conscientizar as pessoas que estão na praia para o problema dos vazamentos de petróleo, que são recorrentes no Rio Grande do Sul e no País. 

O diretor de mobilização da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, confirmou que o problema de vazamentos de óleo é frequente. “Essa é a história do petróleo no Brasil, infelizmente. Estamos lançando uma campanha em defesa do mar. Serão mais de 30 manifestos em todo o País para mobilizar a sociedade para o mar”, declarou. 

Veranistas ignoram recomendação da Fepam e entram no mar
Muitas pessoas decidiram ignorar a recomendação da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para moradores e veranistas evitarem entrar no mar em Tramandaí e Imbé devido ao vazamento de óleo ocorrido quinta-feira no Litoral Norte. Pessoas não param de chegar à beira da praia neste sábado para aproveitarem o dia de sol e calor. 
 

Fonte:Jornal Correio do Povo 28/01/2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Impacto de vazamento em Tramandaí poderia ser maior










O diretor-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), Carlos Fernando Niedersberg, em entrevista ao Guaíba Revista, parabenizou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Transpetro, afirmando que dada a dimensão do vazamento de petróleo ocorrido nessa quinta-feira, em Tramandaí, "tudo indica que o impacto foi bem menor do que poderia ter sido". Conforme Nidersberg, a equipe trabalhou com muita propriedade e muita eficiência no atendimento da emergência.

Niedersberg reforçou a recomendação para que os veranistas evitem o banho de mar neste fim de semana, apesar de a situação estar aparentemente sob controle. A Fepam colocou placas de sinalização indicando local impróprio para banho em Tramandaí e em Imbé. O presidente da Fundação explicou que, como o volume derramado foi muito significativo, não é possível afirmar que não exista mais petróleo dissolvido na água, destacando que se trata de substância altamente tóxica.

Laudo técnico elaborado em conjunto pela Fepam, pela Capitania dos Portos, pela Patrulha Ambiental e pelo Ibama, responsável pelo licenciamento do terminal em Tramandaí, determinará os danos causados ao meio ambiente. Esse parecer e também uma investigação dos motivos do acidente, por parte da Polícia Federal e da Agência Nacional do Petróleo, embasarão o Ibama na definição da multa a ser aplicada, que varia de R$5 mil a R$ 50 milhões, conforme a legislação brasileira.

Fontes: Jornal Correio de Notícias e Naturezaemfuria.blogspot

Depois de vazamento de óleo, Transpetro diz que Praia de Tramandaí está limpa


A Transpetro informou que a limpeza da Praia de Tramandaí, atingida por vazamento de óleo do Terminal Osório, no litoral norte do Rio Grande do Sul, foi concluída e não há mais indícios de óleo no mar. Um grupo de técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) fará um sobrevoo hoje (27) pelo mar no litoral de Tramandaí para verificar a situação do vazamento.
Equipes de contingência da empresa, que é subsidiária da Petrobras, permanecerão no local para recolhimento de eventuais resíduos trazidos pela maré.
O vazamento ocorreu na manhã de ontem (26) em um mangote de uma monoboia durante uma operação de transbordo de petróleo de um navio para a monoboia 602, seis quilômetros distante da costa. A Transpetro estima que o volume de óleo derramado foi de 1,2 metro cúbico
Em um sobrevoo feito ontem, o agente ambiental federal Kuriakin Toscan, coordenador de Emergências Ambientais da Superintendência do Ibama no Rio Grande do Sul, verificou que a mancha de óleo tinha cerca de 1 quilômetro quadrado (km²) e estava fragmenta, a uma distância de cerca de 800 metros da areia.
O óleo chegou à beira da praia no final da tarde de quinta-feira e durante toda a noite 150 homens trabalharam na limpeza da areia. A Transpetro criou uma comissão interna para investigar as causas do acidente.
O coordenador-geral de Emergências Ambientais da Diretoria de Proteção Ambiental (Dipro) do Ibama, João Antonio Raposo Pereira, chegou a Porto Alegre na noite de ontem para acompanhar o acidente. O Ibama se reúne hoje com representantes da Marinha do Brasil, Fundação Estadual de Proteção Ambiental e Comando Ambiental da Brigada Militar para acompanhar a situação.
Os danos ambientais ainda não foram identificados, mas as condições de banho na praia de Tramandaí foram afetadas. Um laudo será elaborado a partir do monitoramento dos técnicos do Ibama no local do acidente. O documento indicará os danos ocorridos, os procedimentos necessários para resolver o problema e definirá também se a Petrobras deverá ser multada pelo ocorrido.
Agência Brasil 27/01/2012

Vazamento de Petróleo provoca desastre em Tramandaí


Petróleo que caiu no mar atingiu ontem as areias de Tramandaí, no Litoral Norte. Prejuízos estão sendo contabilizados


Um dos maiores desastres ambientais do Litoral Norte ocorreu perto do meio dia de ontem, em Tramandaí. A operação de rotina de transbordo na monoboia 602 do Terminal de Osório da Transpetro provocou um vazamento de óleo em alto-mar. De acordo com o comandante do Batalhão Aéreo da Brigada Militar, major Vanius Santarosa, a mancha teria cerca de 3,5 quilômetros quadrados de extensão. A correnteza a trouxe para a costa e, por volta das 17h, o Comando Ambiental da Brigada Militar (CABM) orientou os salva-vidas a retirarem os banhistas da areia.

De acordo com o relatório da Transpetro enviado à Fepam, durante operação de descarga do navio Elka Aristóteles, houve abertura da válvula de segurança da linha flutuante externa, ocasionando vazamento do petróleo tipo Marlim Sul. Ainda não há informações da quantidade de óleo vazado. Um avião da Petrobras sobrevoou o local, jogando um líquido químico que ajuda a evitar que a mancha se espalhe. Porém, no final da tarde, o óleo já tinha atingido a areia entre Barra de Imbé até a Plataforma de Pesca, área de cerca de 5 quilômetros de extensão.

O comandante do Pelotão Ambiental de Tramandaí, tenente Reinaldo Araújo, afirmou que a Brigada Militar e a Fundação de Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (Fepam) entraram logo em ação. Segundo ele, a medida de retirar os banhistas da beira-mar foi por proteção. "Primeiro pelo líquido jogado pelo avião, que é extremamente tóxico ao contato com a pele. E, além disso, tem óleo, que também é um perigo para a saúde", alertou.

Segundo ele, havia grande quantidade de óleo na areia, sendo difícil até de respirar. "A nossa preocupação é com a noite, que pode ocasionar a inversão da maré. Isso faria com que o produto entrasse na Barra e aí seria um desastre maior ainda", disse, lembrando que a Petrobras colocou boias de contenção.

Após a divulgação do acidente, várias pessoas foram ao calçadão na tentativa de ver o óleo. Não precisaram caminhar muito, pois o produto já estava na areia ou ainda na água, na parte rasa. O cheiro forte era sentido do calçadão, e muitos observavam o mar, incrédulos.

Às 16h, a empresa Petrobras divulgou uma nota oficial sobre o vazamento: "A Transpetro informa que na manhã desta quintafeira, 26, foi detectado vazamento de óleo na monoboia do Terminal de Osório, em Tramandaí (RS), durante operação de descarregamento de um navio.(...) Os órgãos ambientais, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Capitania dos Portos foram comunicados. Ainda não foi possível quantificar o volume de óleo derramado".


Óleo vaza durante operação de descarregamento de navio no Terminal de Osório no RS

Um vazamento de óleo ocorreu hoje (26) no Terminal Osório da Transpetro, em Tramandaí, no Rio Grande do Sul. De acordo com nota divulgada pela companhia, o problema aconteceu na manhã desta quinta-feira em uma “monoboia, durante operação de descarregamento de um navio”.
A Transpetro diz ainda que rapidamente foram acionadas as “equipes de contingência da [companhia] e o Centro de Defesa Ambiental (CDA)” para os trabalhos de contenção e remoção do óleo.
Os órgãos ambientais, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Capitania dos Portos foram comunicados, segundo informou a Transpetro.
As causas do vazamento estão sendo investigadas pela companhia, que declarou também que “ainda não foi possível quantificar o volume de óleo derramado”.
O óleo já atingiu a Praia de Tramandaí, a mais frequentada pelos turistas.









Fontes:Jornal Correio do Povo 27/01/2012 -Agência Brasil - Google Images

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PETRÓLEO DISPERSO NO OCEANO AFETA SEVERAMENTE BASE DA CADEIA ALIMENTAR MARÍTIMA , DIZ OCEANÓGRAFO


Rio de Janeiro – O secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, informou hoje (23) que apenas duas remessas de cerca de 250 mil litros e 135 mil litros de óleo (juntamente com água e ar) puderam ser retiradas do oceano depois do vazamento na Bacia de Campos, norte do Rio. Segundo ele, a maior parte do petróleo já se dispersou no oceano.
Em aproximadamente um mês e meio, bolas de piche vão estar pipocando nas praias do litoral, resultado do óleo mais grosso que se agrupa em pelotas. O resto foi dissolvido e acabou entrando no ecossistema, e é exatamente isso que estamos analisando para avaliar o tamanho do dolo.”
Para o oceanógrafo David Zee, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a base da cadeia alimentar marinha da região foi severamente prejudicada.
 
“Existe a depressão da capacidade de produção de biomassa, parte dela alimento, e isso representa um custo ambiental, olhando muito mais a questão do aproveitamento humano. Além disso, há uma fração do óleo que se impregna na coluna d'água transferindo grande parte das substâncias tóxicas, causando malefício para a vida marinha.”
Zee, que também está trabalhando como perito da Polícia Federal na apuração das causas do acidente ocorrido no dia 8 deste mês, criticou a demora na contenção do vazamento e a falta de equipamentos para evitar a dispersão do óleo.
Nas primeiras 48 horas, 30% do petróleo que vaza se evapora, poluindo a atmosfera, e em 72 horas o restante se espalha rapidamente. Por isso, o primeiro procedimento é não deixar espalhar o óleo, para retirá-lo, mas como, infelizmente, não utilizaram barreiras flutuantes de contenção, o próprio clima, as ondas e o vento trataram de espalhar esse óleo”, explicou o oceanógrafo.
O pesquisador ponderou que a fração do óleo que não é degradável, que fica permanentemente na coluna de água ou se deposita no fundo do mar, ainda pode chegar à costa do sudeste brasileiro. “Se houver uma mudança do quadro de clima, efetivamente pode ser uma ameaça e chegar ao litoral fluminense. O quadro climático e oceanográfico são favoráveis para essa não aproximação, mas quando chegar o calor e o vento leste, a ressurgência tem maior possibilidade de acontecer e ela pode levar para a costa do Rio de Janeiro.”
Fonte:Agência Brasil 23/11/2011 13h27

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CHEVRON CALCULA QUE CERCA DE 382 MIL LITROS DE ÓLEO VAZARAM NA BACIA DE CAMPOS

Rio de Janeiro - O presidente da subsidiária brasileira da petrolífera Chevron, George Buck, calculou hoje (21) em 2,4 mil barris ( (381,6 mil litros) volume total de petróleo vazado no Campo de Frade, na Bacia de Campos. O acidente ambiental foi detectado no último dia 8, quando funcionários da Petrobras avisaram à Chevron sobre uma mancha de óleo na água.
Essa foi a primeira estimativa feita pela empresa sobre o total de óleo que vazou no desastre. Buck disse que todos os esforços estão sendo feitos para retirar o petróleo que vazou e que a companhia está utilizando materiais permitidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para fazer esse trabalho. "Não colocamos nem areia nem farinha na contenção da mancha. Apenas materiais autorizados pelo Ibama."

Essa foi a primeira estimativa feita pela empresa sobre o total de óleo que vazou no desastre. Buck disse que todos os esforços estão sendo feitos para retirar o petróleo que vazou e que a companhia está utilizando materiais permitidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para fazer esse trabalho. "Não colocamos nem areia nem farinha na contenção da mancha. Apenas materiais autorizados pelo Ibama."

O executivo isentou de qualquer culpa pelo acidente os funcionários e equipamentos da empresa Transocean, responsável pela perfuração do poço, a mesma envolvida no desastre do Golfo do México, em 2010, quando operava para a British Petroleum (BP).

Agência Brasil 21/11/2011

sábado, 19 de novembro de 2011

DEPOIS DE 11 DIAS, CHEVRON NÃO SABE A QUANTIDADE DE ÓLEO QUE VAZOU NO CAMPO DE FRADE

 O presidente da subsidiária brasileira da companhia Chevron, George Buck, disse hoje (18) que a empresa ainda não tem uma estimativa sobre a quantidade de óleo que escapou do Campo de Frade, na Bacia de Campos, 11 dias depois da detecção do vazamento.
Buck explicou que a perfuração atingiu o campo de petróleo no dia 7 e que no dia seguinte a Chevron foi avisada pela Petrobras sobre uma mancha de óleo no mar, na área de sua plataforma. Ele disse que ainda vai levar alguns dias para as equipes da companhia determinarem o volume do petróleo que vazou, pois isso depende de cálculos apurados.
O presidente da operação brasileira da Chevron declarou que no dia 8 colocou as equipes de emergência de sobreaviso e que ainda “não havia evidências de que a mancha [vazamento] vinha do Campo de Frade”. Buck também explicou a causa provável do acidente.
“A pressão em um dos reservatórios de óleo foi subestimada, mais alta do que nós esperávamos. Nossa previsão da pressão do reservatório, usando um modelo numérico complexo, é que pode não ter sido correta”. Ele negou, porém, que tenha havido falha técnica. “O equipamento funcionou perfeitamente. A equipe que estava na sonda também respondeu perfeitamente”, completou.
O presidente da subsidiária brasileira disse ainda que a companhia assume a total responsabilidade pelo acidente na Bacia de Campos. “A Chevron se responsabiliza por isso. Nós somos o operador da concessão de Frade e assumimos a responsabilidade pelo que aconteceu, mas estamos trabalhando duro para resolver e entender o problema.”
Fonte:Agência Brasil 18/11/2011
Charge publicada no correio do povo 20/11/2011  - Crédito:AMORIM

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

PF ABRE INQUÉRITO PARA INVESTIGAR VAZAMENTO DE PETRÓLEO NA BACIA DE CAMPOS

Rio de Janeiro – O delegado Fabio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente da Polícia Federal (PF), determinou hoje (16) a abertura de inquérito para investigar o vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, norte do Rio de Janeiro.
A responsabilidade pela exploração da área é da empresa Chevron Brasil Upstream. Desde a última quarta-feira (9), ela trabalha para conter o vazamento, que está vindo do fundo do oceano.
De acordo com a PF no Rio, uma equipe de peritos da Delegacia do Meio Ambiente foi deslocada na tarde de hoje para o município de Campos, devendo começar amanhã (17) os trabalhos para detectar a extensão e as possíveis causas do vazamento.
Se for necessário, os policiais vão requisitar aeronave para chegar ao local do acidente ambiental, distante cerca de 120 quilômetros da costa. A mancha tem 160 quilômetros quadrados, o equivalente a cerca da metade da área da Baía de Guanabara.
Segundo a Chevron, já foram iniciados procedimentos de fechamento do poço, com injeção de lama pesada e posterior cimentação. O vazamento está situado a uma profundidade de 1,2 mil metros de lâmina d´água e o petróleo que vaza é do tipo pesado.
Fonte:Agência Brasil 16/11/2011

Derramamento de petróleo na Bacia de Campos pode ser dez vezes maior

O Brasil está enfrentando o que pode ser o primeiro grande derramamento de petróleo em águas profundas, com o anúncio de que um poço da Chevron, na Bacia de Campos (RJ), está vazando mais de 300 barris de petróleo por dia.

O vazamento é semelhante ao ocorrido na plataforma da BP Golfo do México em 2010, mas em uma dimensão bem menor, e não houve explosões ou mortes. Segundo a Chevron, o problema está em uma fenda, e não na plataforma. A empresa anunciou o fechamento do poço e espera controlar o vazamento nos próximos dias.

Em nota, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) estimou que o vazamento pode chegar a 330 barris por dia, o que significa mais de 50 mil litros de petróleo. Mas organizações ambientalistas como o Greenpeace estão divulgando uma estimativa que indica que o dado pode estar subestimado. O cálculo foi feito pelo blog SkyTruth, mantido pelo geógrafo John Amos, especializado em interpretação de fotos de satélite (como a que esta acima, feita pela da Nasa, a agência espacial americana, e usada por Amos), e indica que o derramamento pode ser até dez vezes maior.

Amos disse ao jornal The Washington Post que o vazamento levanta novas questões sobre os riscos da exploração de petróleo em águas profundas. O geógrafo foi um dos primeiros a analisar o tamanho do vazamento no Golfo do México em 2010. O seu cálculo não é oficial, e pode não ser preciso, já que foi feito apenas com as fotos da Nasa, mas ele evidencia a falta de transparência de como o caso vem sendo tratado pela ANP. O derramamento aconteceu no dia 8, mas apenas na terça-feira (15) a agência fez um comunicado oficial do caso, responsabilizando a Chevron pelo vazamento. Segundo a ANP, a causa do vazamento ainda é desconhecida.

Fonte: ÉPOCA-Blog O Filtro 16/11/2011

domingo, 19 de setembro de 2010

VAZAMENTO DE ÓLEO NO GOLFO DO MÉXICO FOI COMPLETAMENTE INTERROMPIDO

Vazamento de óleo no Golfo do México foi completamente interrompido, diz governo
Depois de 87 dias de vazamento ininterrupto de petróleo no Golfo do México, a British Petroleum concluiu a cobertura final de cimento fechando permanentemente neste domingo o poço Macondo.
O acidente, que pode ter sido provocado por opções mais econômicas e arriscadas da companhia, desencadeou o pior derramamento de petróleo da história dos Estados Unidos.
A explosão matou 11 trabalhadores em 20 de abril e ainda destruiu o litoral da costa de quatro estados da costa do golfo. Mais de quatro milhões de barris de óleo foram derramados, matando diversas especieis de animais marinhos ou que vivem do mar.
No último dia 15 de julho, o vazamento havia sido controlado com a instalação de uma tampa na milha de profundidade. O acidente abateu em R$ 70 bilhões o valor de mercado da BP.
Fonte:Redação SRZD Internacional 19/09/2010 14h09

domingo, 13 de junho de 2010

MORRER MATANDO

Estaremos vivendo tempos de hipocrisia pessoal e ironia histórica? Ou tudo nasce do nosso farisaísmo-mandão, em que as mentiras da aparência suplantam a realidade e habitam nossa alma?

Em plena Semana do Meio Ambiente, a sapiência tecnológica da maior potência econômico-financeira e militar do planeta mostra-se impotente na solução da maior catástrofe ambiental de todos os tempos: o vazamento num poço submarino de petróleo a 1.700 metros de profundidade no Golfo do México. Em 20 de abril, a explosão duma plataforma da British Petroleum matou 11 pessoas e começou a poluir o mar com, pelo menos, 19 mil barris ao dia, uns 170 milhões de litros de óleo a cada 24 horas. A mancha chegou às costas de Alabama, Flórida, Geórgia e Louisiana, nos Estados Unidos, e o próprio Barack Obama lá esteve duas vezes: “Catastrófico”, exclamou.

O secretário de Justiça, Eric Holder, qualificou o cenário de “trágico e devastador”. Os governantes dos EUA são comedidos nas palavras (ao contrário dos nossos) e, quando chegam a dizer o que disseram, a realidade deve ser brutal e asfixiante. O manto pestilento já duplica o tamanho da Jamaica, país-ilha próximo, e pode expandir-se a todo o Caribe.

A fúria do vazamento levou ao fracasso todos os intentos de tapar o poço. Agora, limitam-se a conter a onda de óleo. Na espessa capa d’água, chegam a queimar petróleo à superfície, num fogaréu infernal que nem Dante imaginou. Os “dispersantes” químicos lançados ao mar já inundam os pântanos e mangues da costa, ameaçando o hábitat de aves e animais quase em extinção, como a tartaruga-oliva e a tartaruga-de-couro. E também a cadeia alimentar que faz possível a vida marinha.

Se a maior potência planetária não dispõe de inteligências e tecnologia para solucionar o vazamento do poço a “apenas” 1.700 metros de profundidade marítima, o que ocorrerá conosco, no Brasil, nessa ânsia de explorar rápido o petróleo do pré-sal, a 6 ou 7 mil metros, além do fundo do mar??

A tragédia do Golfo do México ocorre 24 anos após a de Chernobyl. De lá para cá, a consciência ecológica cresceu e, por isto, a desgraça atual é a maior da História, pois tínhamos conhecimento pleno da possibilidade do desastre. Além disso, a energia nuclear é recente e inventada pelo ser humano como especulação científica. Fez-se incontrolável pelo nosso desvario.

O petróleo é um legado da natureza, da Criação e da evolução vital. Com ele, porém, destruímos a vida poluindo ar e mar. Ou usando a indústria química (oriunda do petróleo) para envenenar a terra, os alimentos, a água que bebemos. A sede pelo lucro fácil (transformamos a natureza em dinheiro no bolso) nos faz cegos face à tragédia possível.

Aqui, usamos o pré-sal demagogicamente, como se fosse ente salvador, sem previsão real dos riscos e da possibilidade de solucionar os danos. E, junto a tudo que já afeta a vida na Terra, ajudamos a construir o suicídio geral. Morremos matando. Ou matamos morrendo.

Flávio Tavares
Jornalista e escritor
Fonte:Zero Hora 06 de junho de 2010 N° 16358