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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Grupo de trabalho vai buscar alternativas sustentáveis para sacolas plásticas


Um grupo de trabalho instituído hoje (13) pelo Ministério do Meio Ambiente vai discutir o consumo sustentável de sacolas plásticas para propor formas de discipliná-lo. O ministério deu prazo prorrogável de seis meses para as atividades, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira.
Entre as atribuições do grupo, que não será remunerado, está a identificação de tecnologias disponíveis no Brasil e os impactos delas no meio ambiente. A partir disso, será possível avaliar a viabilidade de criar certificados para os diversos tipos de sacolas, com o objetivo de orientar o consumidor.
Também passará pelo grupo a avaliação e seleção de conteúdos para campanhas de conscientização. Outra responsabilidade será avaliar e estudar projetos para o uso de sacolas plásticas em tramitação no Brasil e no mundo, o que dará subsídios para uma futura norma brasileira sobre o tema.
Além de integrantes do Ministério do Meio Ambiente, participarão do grupo de trabalho representantes da Secretaria Nacional do Consumidor, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), de entidades sem fins lucrativos voltadas ao tema, instituições representativas dos setores envolvidos e representantes da sociedade civil.
Agência Brasil 13/11/2012

terça-feira, 22 de maio de 2012

Sacolas de papel ou plástico: qual delas é melhor?


Entre uma sacola de papel e uma sacola de plástico, o mais sensato a fazer é guardar as duas e usá-las de novo muitas e muitas vezes
Vistas por toda parte, nos mais diversos usos, distribuídas de graça e descartadas sem dó nem piedade, as sacolinhas plásticas tal qual são encontradas hoje em dia nos supermercados – um saco com buracos que formam alças, leve, resistente e barato – têm, elas também, sua história. Foram inventadas na Suécia, pelo engenheiro Sten Gustaf Thulin, no começo dos anos 60, e levaram uns dez anos para tomar o lugar das sacolas de papel, bem mais caras e passíveis de se rasgar e espalhar as compras na calçada.
Usadas à vontade, foram se empilhando e chamando atenção para o fato de que seu material é praticamente perene, incapaz de se degradar – um problema de proporções monumentais, levando-se em conta que os sacos plásticos representam hoje 10% de tudo o que se joga fora. Diante do movimento para que se deixe de usá-los, pergunta-se: melhor voltar ao papel? Ao lado, a resposta.
Uma lei sancionada em maio, mas suspensa por liminar na Justiça, proíbe o uso de sacolas de plástico no comércio de São Paulo. Mas, afinal, a alternativa mais comum – as sacolas de papel – é mesmo tão ruim?
PAPEL
O Brasil está entre os dez maiores produtores de papel do mundo e 100% dele vem de áreas de reflorestamento cultivadas para esse fim
Como se faz
1. Os troncos das árvores derrubadas são levados para a serraria, onde passam três anos secando
2. Os troncos sem casca são cortados em pedacinhos, que vão “cozinhar” em alta pressão
3. A madeira “cozida” é misturada a cal e ácido sulfúrico e se transforma em polpa
4. A polpa é lavada, branqueada e prensada na forma de papel
Como polui
Produtos químicos tóxicos empregados na fabricação de papel poluem o ar e a água e provocam chuva ácida
Como se recicla
O papel precisa voltar ao estado depolpa, o que requer o uso extensivo de produtos químicos
Como se biodegrada
O papel é biodegradável, mas para isso precisa de água, luz e oxigênio. Enterrado em lixões, o papel, em sua maior parte, não se decompõe totalmente
PLÁSTICO
O Brasil produz 15 bilhões de sacolas plásticas anualmente. No mundo, 4 bilhões vão para o lixo todo ano. Amarradas, elas dariam a volta à Terra 63 vezes
Como se faz
1. O plástico é feito de polietileno, que sai da refinaria na forma de pastilhas de resina
2. Uma máquina aquece as pastilhas a 340 graus e retira delas um tubo longo e fino de plástico
3. Uma barra aquecida marca linhas paralelas, que são cortadas em seções iguais
4. As seções são separadas e as alças são recortadas
Como polui
Na classificação das substâncias com resíduos mais danosos, cinco das seis primeiras entram na produção de plásticos
Como se recicla
Para ser reciclado, o plástico precisa antes ser remoldado e reformatado, processo que demanda tempo e dinheiro
Como se biodegrada
O plástico não é biodegradável, mas ocupa menos espaço no lixão: 2 000 sacolas plásticas pesam 15 quilos; 2 000 sacolas de papel pesam 130 quilos.
PAPEL X PLÁSTICO
Conclusão
Sejam de papel, sejam de plástico, o melhor mesmo é reutilizar as sacolas
Acessado em: 17/05/2012
Pesquisado por: Claudine Abbud Giacomitti Budel – Voluntária Online

sábado, 10 de março de 2012

Brasileiros usam 15 bilhões de sacolas plásticas por ano


No Brasil, estima-se que o uso de sacola plástica seja 41 milhões por dia, 1,25 bilhão por mês e 15 bilhões por ano. Mas os consumidores brasileiros representam apenas uma parte do uso mundial do produto. Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indicam que, no mundo, são distribuídas de 500 bilhões a 1 trilhão de sacolas plásticas por ano. Dar uma destinação adequada a essas sacolas e incentivar o uso das chamadas ecobags tem sido prioridade em muitos países.
Na Irlanda, por exemplo, as sacolas plásticas foram vendidas, inicialmente, 0,15 centavos de euro por sacola. Com isso, houve a redução de 94% no consumo individual. Antes de 2002, quando a lei foi instituída, cada consumidor usava 300 sacolas por ano. Agora, o número é de 21 sacolas anuais. Hoje, o preço da sacola é  0,22 centavos de euro. O comércio oferece sacolas retornáveis.
Na Inglaterra, as sete maiores redes atacadistas assinaram acordo voluntário com o governo para reduzir à metade o consumo de sacolas plásticas até 2009. Para atingir a meta, houve investimento em ações de educação e conscientização dos consumidores, além da adoção de programas de fidelidade e campanhas de reciclagem.
Os Estados Unidos e o Canadá não têm leis nacionais regulando o uso de sacolas. Nesses países, cabe a cada estado adotar sua norma. Em Washington, capital norte-americana, há a cobrança de US$ 0,05 para cada sacola plástica ou de papel usada no comércio.
Em Toronto, no Canadá, desde 2009 os comerciantes cobram US$ 0,05 por sacola plástica. O governo local incentiva que o dinheiro arrecadado seja usado na própria comunidade ou em iniciativas ambientais.
Agência Brasil 10/03/2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Plástico biodegradável

Há vários meses, desde que começaram a falar em trocar os sacos plásticos usados em lojas e supermercados, eu já falava que a solução para acabar com o excesso de plástico nos lixões, nos esgotos, nos rios, no mar, etc., era usar a tecnologia do plástico biodegradável. Aliás, não é coisa de meses, é coisa de anos que se cogita acabar com o saco plástico comum, desde que apareceu o plástico biodegradável, que ao invés de dezenas de anos, cerca de um século, para sumir na natureza, leva apenas dois ou três meses.

Data de 2007 a criação do plástico biodegradável, por pesquisadores brasileiros e franceses, e só agora um estado brasileiro, São Paulo, baixou lei que proíbe o saco de plástico comum e coloca à venda os sacos do novo plástico, por alguns centavos. Trata-se de um plástico biodegradável que se decompõe em apenas 45 dias, feito a partir de um novo polímero que utiliza em sua síntese um poliéster alifático (um tipo de polímero com cadeias abertas de moléculas) para acelerar o processo de degradação. Então, finalmente, começaram a fazer aquilo que já cogitávamos há muito tempo: acabar com o saco plástico comum e substituí-lo por sacos biodegradáveis, mesmo tendo de cobrar de clientes de lojas, mercados, supermercados.

Talvez, tendo que pagar, passemos a ter mais cuidado com o nosso meio ambiente, tão fragilizado. Que todos nós tenhamos o bom senso de separar o plástico comum para que seja reciclado, para que fabriquem com ele, por exemplo, o papel de plástico, com o qual podemos fazer livros mais duráveis. Sem as sacolas plásticas para complicar o processamento do lixo comum, teremos menos problemas no nosso meio ambiente, pois o lixo comum das nossas cidades terá um processamento mais racional nos aterros sanitários.

Já que a campanha para que os usuários de supermercados e feiras levassem suas sacolas retornáveis, de tecido ou outro material, não deu certo, não há outra solução: acabar com o saco comum e vender embalagens feitas com o uso da nova tecnologia, que se decompõe rapidamente na natureza. As pessoas vão reclamar por ter que pagar pela tecnologia menos agressiva ao nosso meio ambiente, vão custar a se adaptar, como sempre, mas depois poderão agradecer pelos resultados. Teremos que pagar 10, 15, 20 centavos por sacola, mas o que é isso em vista da sobrevivência do ser humano neste nosso planeta Terra, já tão combalido? Esperemos que a ideia se espalhe e todos os estados da Federação a copiem. É tempo de tomarmos atitudes positivas em defesa do ser humano e é muito promissor o fato de alguém ter começado. Que todos sigamos os bons passos.

Luiz Carlos Amorim, coordenador do grupo literário A Ilha, em Santa Catarina
Jornal Correio do Povo 13/02/2012

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ministério do Meio Ambiente promove campanha para reduzir uso de sacolas plásticas


 O Ministério do Meio Ambiente lançou hoje (19), na Rodoviária de Brasília, a segunda fase da campanha Saco é um Saco, que tem por objetivo conscientizar a população para a redução do uso de sacolas plásticas.
A diretora do Departamento de Produção e Consumo Sustentável da Secretaria de Políticas Ambientais do MMA, Laura Valente, distribuiu sacolas reutilizáveis. Segundo ela, é preciso mostrar à população alternativas para que as sacolas plásticas não sejam mais utilizadas. "A melhor coisa a se fazer é consumir só aquilo que precisa. Use uma opção retornável em vez de uma que é danosa ao meio ambiente", disse.
Ela defendeu campanhas mais efetivas para que a população se conscientize de evitar o uso de sacolas plásticas. "A conscientização é importante quando aliada com campanhas efetivas no setor de mercados, para que não disponibilize mais sacolas. A gente tem que reverter esse hábito de 50 anos".
A estratégia de lançar a segunda fase da campanha no Natal é para chamar a atenção das pessoas quanto ao uso das sacolas plásticas nas compras de fim de ano. "A escolha da sacola plástica implica problemas para todos, como poluição do solo e mares e a degradação da biodiversidade. Tudo isso é consequência do padrão de consumo que temos e de como tratamos essa questão", disse Laura Valente.
A campanha agradou a estudante de administração Adriana Batista. "Gostei muito da iniciativa das sacolas reutilizáveis. As pessoas precisam se conscientizar sobre preservação do meio ambiente para as próximas gerações". Já a contadora Elza Nascimento defende ações mais eficazes dos órgãos que promovem a campanha. "O governo não faz campanhas suficientes. Elas sempre são deixadas de lado depois de algum tempo. Deveria haver maior cobrança e fiscalização. Mas essa campanha é um bom passo", defendeu.
Uma sacola reutilizável de cinco metros, feita de banners reciclados, foi instalada no dia 15 de dezembro na Rodoviária de Brasília, onde ficará exposta por duas semanas. Foram distribuídos também panfletos informativos sobre ações sustentáveis. Esta segunda fase faz parte da campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco, iniciada em São Paulo, em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e a Associação Paulista de Supermercados (Apas). Em São Paulo, mais de 100 municípios aderiram à campanha.
Agência Brasil 19/12/2011

sábado, 16 de julho de 2011

LEI QUE DESESTIMULA USO DE SACOLAS PLÁSTICAS FAZ UM ANO E TEM BOM RESULTADO NO RIO

Rio de Janeiro – Em um ano de vigência da Lei 5.502/09, que desestimula o uso de sacolas plásticas no estado, a população fluminense deixou de consumir 600 milhões de sacolas. O número representa redução de cerca de 25% das 2,4 bilhões de sacolas que eram distribuídas anualmente no estado.

Os dados foram levantados pela Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) e divulgados hoje (15) pelo secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, que ficou satisfeito com o resultado. No entanto, Minc disse que é preciso intensificar a campanha e criar novas ações para estimular o consumo consciente da população fluminense.
“É um resultado expressivo. São menos 600 milhões de sacolas nos rios, lagoas e canais. É menos gasto para o Poder Público em dragagem e menos gente que perde tudo e morre por causa das inundações. Mas nosso objetivo é dobrar essa meta no ano que vem e passar para 50% de redução em relação ao número inicial de 2,4 bilhões de sacolas”, acrescentou.
Entre as propostas para incentivar o consumidor a aderir à campanha para reduzir o consumo de sacolas plásticas, Minc citou a redução do preço das embalagens reutilizáveis, o aumento do desconto dado ao cliente que não usa sacolas plásticas e a veiculação de peças publicitárias sobre o assunto.
Nesta manhã, o secretário visitou alguns supermercados na capital, para ver se os estabelecimentos estão cumprindo a lei e dando o desconto de 3 centavos por sacola não utilizada, viabilizando alternativas e informando com cartazes sobre o desconto e os males ao meio ambiente que esse tipo de embalagem traz. Durante a operação foram entregues também folhetos para incentivar a sociedade a mudar de comportamento.
Para o presidente da Asserj, Aylton M. Fornari, a lei vingou. “A população aceitou bem a iniciativa, e nós, da associação, vemos os resultados com bons olhos. Não vai resolver o problema, mas, enquanto não houver ações mais severas ou um produto menos danoso para substituir de vez as sacolas plásticas, a lei pelo menos minimiza o problema”, disse Fornari.
Adepta das sacolas retornáveis antes de a lei entrar em vigor, a publicitária Sibele Aquino reclama da falta de informação sobre os descontos nos supermercados e da pouca consciência das classes média e alta que, segundo ela, ainda usam as sacolas plásticas por preguiça. “Estive em Portugal recentemente e lá os mercados cobram cerca de 10 centavos de euro por cada sacola plástica. Acho que deveria ser assim aqui também”, sugeriu.
Fonte:Agência Brasil/meio ambiente/15/06/20011