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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Crescimento do lixo eletrônico ameaça a saúde da população e o meio ambiente


O crescimento significativo do lixo eletrônico (e-lixo) no Brasil vem preocupando os técnicos da Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA). O resíduo desse tipo de material contém substâncias perigosas, que podem impactar o meio ambiente e ameaçar a saúde da população. A estimativa é que cada brasileiro descarta cerca de 0,5 quilo de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos por ano.
O superintendente de Resíduos Sólidos da secretaria, Jorge Pinheiro, disse à Agência Brasil que em razão das substâncias perigosas contidas nesse tipo de aparelhos, é necessário organizar uma logística reversa no estado que acompanhe as discussões dos acordos setoriais, previstos na Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Caberá ao grupo de trabalho técnico, constituído em Brasília, definir o acordo setorial, que dará as diretrizes para implementação da logística reversa dos eletroeletrônicos, disse.
Pinheiro avaliou que às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, programada para junho próximo, no Rio de Janeiro, a adequação dos empreendimentos à nova lei de resíduos sólidos será de vital importância. Segundo ele, para que isso possa ocorrer de forma equilibrada e em conformidade legal, as novas práticas entre fornecedores e clientes precisarão ser adequadas, visando ao compartilhamento de responsabilidades.
“Atualmente, existem ações pontuais de fabricantes que coletam os resíduos de seus equipamentos, por exemplo, e empresas ou organizações não governamentais (ONGs) que coletam ou recebem equipamentos eletroeletrônicos, dando a destinação final”, declarou.
É o caso, de acordo com Pinheiro, da Fábrica Verde, projeto da SEA, que recebe doações de computadores e periféricos para reutilização, capacitando jovens do Complexo do Alemão, na Penha, bairro da zona norte da cidade, para a atividade de manutenção e montagem de computadores.
Os novos aparelhos montados são destinados a entidades sem fins lucrativos e órgãos públicos instalados nas comunidades, declarou o superintendente. Ele ressaltou que novas empresas de remanufatura de resíduos eletroeletrônicos estão entre os negócios promissores para o cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
O superintendente observou, por outro lado, que os equipamentos descartados têm valor econômico, pois contém materiais valiosos e raros. O seu descarte correto é importante porque muitos elementos apresentam elevado teor de toxicidade, e também pelo fato de que, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o mundo produz entre 20 a 50 milhões de toneladas métricas de lixo tecnológico todos os anos.
Na fabricação de computadores e celulares, por exemplo, são usados vários metais, entre os quais ouro, prata, gálio, índio, chumbo, cádmio e mercúrio. Alguns, como o cádmio, são agentes cancerígenos. Outros, como o chumbo, prejudicam o cérebro e o sistema nervoso, lembrou Pinheiro.
Nas duas campanhas de esclarecimento e conscientização dos consumidores para o descarte correto do lixo eletrônico, promovidas pela secretaria, foram coletadas quase 12 toneladas de resíduos eletroeletrônicos, “sem contar os computadores que são reaproveitados na Fábrica Verde,no Complexo do Alemão”.
Pinheiro ressaltou que a cadeia de reciclagem ainda não se acha estruturada para o fluxo desses resíduos e reforçou a necessidade de participação do setor produtivo para a viabilidade da logística reversa.
Segundo o superintendente da SEA, mesmo antes das definições dos acordos setoriais previstos no decreto de regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a secretaria já vem trabalhando a questão de valorização dos resíduos dentro do Plano Estadual de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), que está em elaboração.
Em relação aos cuidados que a população deve ter em relação a esses materiais, o superintendente recomendou que devem procurar empresas de reciclagem que comprem resíduos eletroeletrônicos e tenham como garantir a destinação correta desses materiais. Outra alternativa, disse, “é guardar em casa até a montagem de uma logística reversa ou entrar em contato com o fabricante do produto e saber se ele tem uma solução”.
Agência Brasil 29/04/2012

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PORTO ALEGRE - RECOLHIDAS 25T DE LIXO ELETRÔNICO

A 2 Feira de Descarte de Equipamentos Eletrônicos recolheu 25 toneladas de equipamentos convencionais de informática, câmaras digitais, celulares e baterias apenas no sábado, no ponto montado no estacionamento da Usina do Gasômetro, na Capital. Promovida pela Prefeitura de Porto Alegre, esta edição da feira ganhou a parceria do Sistema Fecomércio RS, que iniciou no dia 3 a Campanha Estadual de Recolhimento de Resíduos Eletrônicos e Telefônicos Pó-Consumo.

Até o dia 30, a campanha disponibilizará três pontos de coleta na Capital: no Sincopeças/RS, na avenida Paraná, 2435; na Faculdade Senac de Tecnologia, na rua Coronel Genuíno, 130 e na sede do Sindilojas, na rua dos Andradas, 1234, 22 andar.
Fonte:Correio do Povo 12/09/2011

sábado, 9 de julho de 2011

5 IDÉIAS PARA O SEU LIXO ELETRÔNICO

A pior opção é jogar o celular ou o monitor no lixo de casa. Veja aqui cinco dicas de como se livrar de aparelhos usados sem poluir o meio ambiente.


Doação
Aquele velho smartphone pode parecer pré-histórico para você, mas existem milhares de pessoas que fariam um bom uso dele. Algumas ONGs retiram os aparelhos em casa.

Nova função
Comprou um iPod novo e não sabe o que fazer com aquele tijolo que ficou guardado na gaveta? Uma boa opção é transformá-lo num disco rígido portátil.

Reciclagem
Já existem algumas empresas cujo negócio é reaproveitar de forma adequada o material usado na fabricação de computadores e outros equipamentos.

Logística reversa
Empresas como HP, Vivo e Philips contam com um setor responsável por coletar produtos usados de suas marcas e dar um fim adequado a eles.

Não compre
Ok, é difícil. Mas tente resistir ao impulso de comprar o último lançamento sempre. Ao usar seu computador, smartphone ou notebook por mais tempo você vai economizar e ajudar a produzir menos lixo eletrônico.
Fonte:Info Abril

UM TERÇO DAS BATERIAS AUTOMOTIVAS VAI PARA O LIXO SEM NECESSIDADE

Carga de longa duração, que leva 6 horas, pode resolver problema de peça, sem necessidade de troca.
Mais de 35% das baterias produzidas no Brasil são trocadas desnecessariamente e acabam indo para o lixo antes do fim da vida útil.

Este dado está num levantamento feito pela rede de serviços automotivos DPaschoal, e serve de base para o lançamento de um serviço gratuito de consultoria para os donos de carros.
"Assim que o motorista chega numa das lojas para trocar a bateria, é realizado um teste que aponta o tempo de vida útil do produto que ainda resta", afirmou o gerente trainee Júlio César dos Santos. "A troca só é feita quando é realmente necessária", disse.
"Muitas vezes, uma simples carga de longa duração já resolveria o problema da bateria, o que poderia garantir economia para o consumidor e preservação ao meio ambiente.", afirmou Eliel Bartels, supervisor de engenharia da rede de autosserviços.

Inimigos da bateria

O fim precoce de uma bateria ou a redução da sua carga pode acontecer por vários motivos.

Além dos mais conhecidos, como a oxidação dos polos, fixação incorreta, fim da vida útil dos fios e cabos, há outros itens a que o motorista deve estar atento para que não fique a pé.

Por exemplo, ouvir música por muito tempo, deixar os faróis ou luzes internas, tudo isso com o motor desligado, o que pode acabar com o fôlego da bateria.

A instalação de acessórios, como DVDs, travas elétricas, alarme, entre outros, também podem reduzir a vida útil do equipamento.

O alternador do veículo foi projetado para o consumo exclusivo dos acessórios originais. Por isso, qualquer adição de um novo componente "força" a bateria.

Perigo ambiental

Por ano, o Brasil descarta entre 12 e 14 milhões de baterias automotivas.
Embora mais de 90% sejam recicladas, o principal problema com as baterias é a presença de chumbo.
O seu descarte na natureza provoca desastres ambientais e provoca doenças ao ser humano. Ingerido através da água ou alimentos, o metal gera problemas ao sistema nervoso, enfraquece os ossos e causa anemia.

terça-feira, 5 de julho de 2011

NO FIS12, LIXO ELETRÔNICO VIRA ROBÔ, CARRO E ATÉ OBRA DE ARTE

O francês Antoine Laurent de Lavoisier (1743 - 1794), considerado pai da química moderna, não devia entender nada de software, muito menos livre, mas foi autor de uma das frases mais utilizadas fora de contexto, e inclusive no fisl12: "nada se cria, tudo se transforma". Foi o que fizeram os alunos das oficinas de robótica do Colégio Marista Assunção, de Porto Alegre, e dos alunos da Escola Marista Santa Marta, em Santa Maria, também no Rio Grande do Sul e da mesma rede.
Lucas Simões, na 6ª série da instituição da capital gaúcha, apresentou a mão robótica exposta no estande do colégio. A MD2 é uma mão articulada que foi feita a partir de uma lâmpada que acende quando há movimento, um motor, e demais materiais encontrados no lixo, como elástico e fios. O desenvolvimento da mão, segundo o professor Marcos Aranda, acabou dando início a outra ação do grupo, de distribuir mudas de árvores no Fórum Internacional Software Livre. "O projeto chama 'Dando uma mãozinha para o meio ambiente'", afirmou.

Outra criação do grupo de alunos de Porto Alegre é um computador com mãos que faz uma representação do tema deste ano, a neutralidade na web. Feito de lixo eletrônico, o robô toca uma música indígena e é "impedido" de teclar pelo computador. Conforme explicou Aranda, os alunos resolveram fazer um paralelo com a situação dos índios, que perderam suas florestas e seu espaço na Amazônia, com a situação deles, do que seria perder a liberdade na internet. Todas as criações dos alunos são feitas extra-classe, ou seja, só participa o aluno que se interessar. Além de montar robôs e de customizá-los, as oficinas introduzem algumas noções de robótica e de programação a partir de programas específicos para crianças e adolescentes, como Easy C.

A Escola Marista Santa Marta, de Santa Maria, no interior do Estado, levou para a fisl12 um carro feito com lixo eletrônico que pode tanto ser dirigido da maneira "tradicional" - isto é, dentro dele com o auxílio de um notebook que serve como "direção" - como remotamente (por meio de um controle do videogame Nintendo Wii). O projeto, chamado CMID Car, foi feito pelos alunos do Centro Marista de Inclusão Digital (CMID).

De acordo com o coordenador do CMID, Algir Facco da Silva, o veículo foi finalizado em outubro de 2010 e levou apenas dois meses para ficar pronto. Participaram do projeto cerca de 20 alunos com idades entre 13 e 17 anos. O carro é feito de lixo eletrônico e faz parte dos projetos do CMID, que atende não só alunos da Escola Marista Santa Marta, como também de pessoas da comunidade.
"Em Santa Maria, a gente atende alunos e comunidade. As pessoas se inscrevem em programas que incluem cursos de informática, robótica e outros. Não basta deixar o espaço aberto, temos que oferecer cursos", disse. No projeto de robótica, "os alunos vão tendo noções básicas e depois são instigados a construir". O coordenador disse que frequentemente o centro é "solicitado a indicar jovens pelo mercado de trabalho", contou Facco.

Entre os materiais empregados no carro, está uma máquina fotocopiadora que se transformou no motor. A bateria, que já pertenceu a um carro, é capaz de suportar até quatro horas de atividade. De acordo com Facco, o CMID "desenvolve os projetos através de doações de produtos em desuso". Mesmo aquelas peças que não podem ser aproveitadas em projetos como o CMID Car, há a possibilidade de se tornarem obras de arte tecnológicas. Além do fisl12, o CMID esteve presente na Lationoware (PR), Campus Party (SP) e eventos locais no centro do Rio Grande do Sul. E as participações não param por aí. Segundo Facco, recentemente eles receberam um convite para participar de um evento no Rio de Janeiro.

Caça-níqueis
Outra tarefa dos alunos maristas interessados em robótica, computação e afins é restaurar computadores de caça-níqueis. A iniciativa chama-se Projeto Alquimia e tem apoio do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Máquinas caça-níqueis apreendidas em operações do MP-RS, da Brigada Militar, da Polícia Civil e da Receita Federal vão parar nas mãos dos alunos do Centro Social Marista (Cesmar), em Porto Alegre, e no CDMI, em Santa Maria. Além das peças que são utilizadas nas oficinas de robótica livre, também a carcaça dos caça-níqueis são utilizadas em oficinais de marcenaria e serralheria.

No caso de uma peça, componente eletrônico ou mesmo outro material não puder ser reutilizado em algo novo, como um robô, há ainda uma terceira opção. É o que André Dall'Agnol, que trabalha na Escola Marista Santa Marta, chamou de meta-arte. Com restos de computador, do tal lixo eletrônico, alunos do CDMI fazem esculturas e até utensílios para a casa, como fruteiras e porta-lápis, por exemplo. O "trombolhoscópio", feito pelos alunos com os mais diversificados materiais e muito fio de cobre era uma das obras de arte presentes no fisl12.
Fonte:Terra 02/07/2011

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O LIXO QUE JÁ FOI LUXO

O avanço constante da tecnologia faz com que equipamentos considerados de última geração num determinado momento, em curto espaço de tempo, passem a ser considerados descarte, gerando problemas ambientais muito sérios. Essa renovação se deve não só ao lançamento de novos modelos, mas também ao fato de que o barateamento de cada unidade faz com que as pessoas procurem comprar um novo em vez de providenciar um conserto, quando constatado algum problema de funcionamento.
Entre os bens que estão cada vez mais descartáveis estão computadores, impressoras, televisões e celulares. Atualmente, segundo dados divulgados na semana passada, durante o Seminário Internacional de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos, promovido pelo Porto Digital, em Recife, o país produz 670 mil toneladas de resíduos por ano e não tem práticas de reaproveitamento de cerca de 90% do material dispensado. Muito desse lixo eletrônico emprega material tóxico danoso ao meio ambiente e às pessoas, inclusive colocando em risco a saúde de catadores.
Algumas iniciativas vêm sendo implementadas, como a da formação do Centro de Recolhimento de Computadores (CRC) de Recife, criado numa faculdade local. Os alunos e professores recondicionam as máquinas, encaminham para reciclagem o material excedente e que pode ser reaproveitado. Essa experiência poderá ser estendida para outros pontos do território nacional, vindo a fornecer polos de referência para que os usuários saibam aonde se dirigir quando quiserem entregar o que não irão mais aproveitar. É cada vez mais comum encontrar-se equipamentos eletrônicos no lixo doméstico e as prefeituras precisam encontrar meios de lidar com essa situação.
O consumo desenfreado está a ditar desafios sobre o que fazer com os produtos ao fim de sua vida útil. O poder público tem que encaminhar soluções e políticas públicas para fazer com que o lixo tecnológico seja adequadamente recolhido e tratado.

Fonte:Jornal Correio do Povo;Editorial; 28/02/2011

terça-feira, 30 de novembro de 2010

SANTA CRUZ DO SUL CRIA LOCAL PARA DESCARTE DE LIXOS ELETRÔNICOS

A Prefeitura de Santa Cruz do Sul abriu na manhã desta sexta-feira um local para o descarte de lixos eletrônicos. A área receberá materiais que não possuem mais possibilidade de uso, como equipamentos de informática, baterias, pilhas, eletrodomésticos e telefones celulares. O lixo será armazenado na Central de Recolhimentos, na Avenida Paul Harris, 291, junto ao depósito de pneus inaugurado no último dia 18.

O local fará apenas o recebimento do material. “Nós estamos nos preparando e procurando parcerias para organizar uma logística para fazer o recolhimento”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Alberto Heck. Ele ressalta que a intenção é dar o destino correto ao material. “Estamos recebendo esse material para que a gente possa mostrar um nível de consciência ambiental maior e providenciar a destinação correta destes materiais que muitas vezes são jogados no meio ambiente”, disse.


Fonte: Otto Tesche / Correio do Povo Postado por Cidades - 26/11/2010



28/01/2011

Hoje à tarde sai o primeiro carregamento de lixo eletrônico da Central de Recebimento de Pneus e Resíduos Eletrônicos (Crepel). Entre os produtos levados à Central pela população estão eletrodomésticos em geral e artigos de informática. Os que mais foram recolhidos foram monitores de computador, em torno de 700, e televisores, cerca de 400. O lixo será encaminhado à empresa IZN de Porto Alegre que faz o descarte adequado do material.


Segundo o coordenador da Crepel, Adalberto Leão, a partir de agora, o carregamento será feito toda a semana. "Surpreendemo-nos com a demanda de lixo. Recebemos muito material, tanto de empresas quanto particular", afirma. O coordenador ainda destaca que muitos artigos de informática ainda estão em boas condições de uso. A ideia da Prefeitura é repassar o material. "Estamos estudando uma parceira com entidades carentes e escolas".

O apelo da Prefeitura é que a população continue levando lixo eletrônico ao local. "Estamos bastante satisfeitos com o resultado, mas reforçamos o pedido para que as pessoas tragam para cá artigos de lixo eletrônico e não descartem esse tipo de produto no meio-ambiente", ressalta o coordenador. A Crepel existe há dois meses e fica na Rua Paul Harris, 291. A Central funciona nas terças e sextas-feiras em horário comercial.

Fonte:Jornal Gazeta do Sul