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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Confira como limpar a sua casa sem agredir o meio ambiente e sua saúde

Uma boa forma de levar sustentabilidade para o dia a dia é começar pelas pequenas coisas, em especial aquelas que cada um faz dentro de sua casa, como reciclar o lixo e consumir alimentos orgânicos.
Para além disso, muitas pessoas estão substituindo o uso de produtos de limpeza industrializados por receitas caseiras ou marcas de ecoprodutos.
Nessa busca por levar sustentabilidade para dentro de casa, a preocupação com a saúde caminha lado a lado com a vontade de adotar posturas menos nocivas ao meio ambiente.

“O excesso de produtos de limpeza pode machucar tanto a pele quanto o sistema respiratório. A pele pode ficar avermelhada ou com lesões. Em geral, as mãos e o colo são as regiões mais acometidas”, alerta a Dra. Ana Paula Moschione Castro, diretora da ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia).
E foi justamente por conta de uma alergia que a socióloga Renata Czekay trocou o detergente para lavar a louça pelo sabão de coco.
“Minha pele das mãos sempre descamava. Os detergentes são muito fortes, minha sensação é que eles têm muita química”, conta. Renata também utiliza álcool, misturado com cravo ou alecrim, para limpar superfícies. “Além de ser eficaz, gosto porque a casa fica com um perfume mais peculiar”, explica.
A preocupação com a saúde foi determinante para a mudança de hábito do artista multimídia paulistano Dudu Tsuda. “Deixei de usar produtos industrializados para limpar minha casa por não querer tocar com a minha pele em nada que eu não pudesse ingerir. É simples, mais saudável e econômico”, explica.
Tsuda utiliza uma mistura de água, álcool e vinagre para limpar todas as superfícies de casa. “Todas essas substâncias podem ser ingeridas”, ressalta.
O artista tem dois gatos e um cachorro, e a preocupação com os animais é mais um motivo para não utilizar produtos de limpeza industrializados.
“Uso álcool com cravo como inseticida natural. No verão, acrescento óleo de Neem na mistura, para reforçar a ação. Aqui em casa não tem pulga nem formiga, e olha que tenho piso de taco, e pulgas adoram taco”, comemora ele.
O vinagre, além de ser muito utilizado nessa mistura caseira com álcool, também é eficaz como substituto para outros produtos.
A advogada carioca Izabel Kloske trocou o amaciante por ele no enxágue de toalhas, jeans e casacos. Outra dica de Izabel é utilizar bicarbonato de sódio para limpar os metais dos banheiros e as panelas.
Especializada em direito ambiental, conta que sua profissão a aproximou de outras áreas de conhecimento que a levaram a reduzir drasticamente o uso desses produtos industrializados na limpeza de sua casa.
“Conheci muitos engenheiros químicos com o meu trabalho, e também fiz pesquisas por conta própria. Há muito tempo me preocupo com o meio ambiente”.
Hoje, além de trabalhar como advogada, ela também é blogueira e escreve sobre dicas para uma vida doméstica mais sustentável.
“Pode parecer pequeno, mas várias pessoas estão despertando para a necessidade de conciliar os interesses e adotar práticas sustentáveis”, explica, se referindo à militância digital.
Prepare seu próprio multiuso: junte 3 colheres (sopa) de bicarbonato de sódio e 1 copo de extrato de raspa de juazeiro (árvore típica do Nordeste) – as raspas você encontra em lojas de produtos naturais – com um frasco de vinagre de maçã. A solução tem validade de até seis meses se for guardada bem fechada e à sombra.
Mais utilidades do vinagre: o vinagre também pode ser utilizado para retirar a sujeira que adere no fundo das panelas. Basta colocar água e quatro colheres de sopa de vinagre dentro do utensílio, levar ao fogo e deixar ferver.
Para limpar a geladeira: usar industrializados dentro da geladeira é desaconselhável, pois os produtos podem liberar compostos que prejudicam a saúde de quem ingerir os alimentos ali armazenados. Utilize uma mistura de água, bicarbonato de sódio e sabão em pedra.
Fonte:Jornal Tribuna da Bahia

terça-feira, 26 de junho de 2012

Reflorestamento amplia alternativas de renda para o produtor rural


 Além da integração entre pasto e lavoura, o produtor rural tem o reflorestamento como opção sustentável para a recuperação de áreas degradadas. Para o engenheiro agrônomo Ronaldo Crescente, com a união dos três sistemas – lavoura, pecuária e floresta – é possível promover a recuperação do Cerrado com produtividade e sustentabilidade, ampliando as alternativas de renda para o produtor rural.
“São três possibilidades de receita, sendo que a agricultura dá receita no curto prazo, a pecuária dá no médio e a atividade florestal no longo prazo. Dessa forma, o produtor reduz riscos de clima e de mercado.”
O técnico do Ministério da Agricultura Maurício Carvalho explica que essa técnica é feita, normalmente, com o eucalipto. “Plantio de eucalipto ou outra espécie que se ajuste bem à realidade local dela. O eucalipto é bom porque você tem um mercado comprador, você usa, pode vender em qualquer local, mesmo em uma cidade pequena, tem mercado para isso.”
A silvicultura é um investimento de longo prazo, que leva até dez anos para render benefícios. O tempo varia de acordo com a utilização que vai ser dada à madeira, que pode servir para a produção de energia, com o carvão, para a produção de papel ou para a construção civil e a industria moveleira.
De acordo com Maurício Carvalho, o planejamento é feito de acordo com a capacidade do produtor e com a realidade da fazenda, para saber o que se ajusta melhor a cada situação. O produtor Francisco de Assis Inácio, que tem uma fazenda perto de Goiânia, plantou eucalipto em uma área degradada, seguindo um projeto do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
“Foi feito o reflorestamento e a gente diminui um pouco a quantidade de gado, mas ainda sobra pastagem embaixo da floresta. Então você conjuga gado e eucalipto. Já notamos os benefícios ao meio ambiente, com a volta de lobos e seriemas à propriedade.”
Além da venda da madeira, ainda é possível negociar créditos de carbono com a floresta de eucalipto. Para quem está interessado nessas alternativas sustentáveis, há linhas de crédito que podem ser acessadas, como recursos Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).
*A série Práticas Sustentáveis no Cerrado é vencedora do 1º Prêmio Pecuária Sustentável de Jornalismo, na categoria rádio // Edição: Juliana Andrade//Agência Brasil

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Seminário Rio+20 e os recicladores por natureza


O seminário Rio+20 conclui que muito pouco ou nada foi feito desde 1992. Será que foi por desinteresse, foi por falta de conhecimento ou egoísmo? Só sei que não podemos mais deixar de fazer a nossa parte.


Na natureza existem cinco reinos: protozoários, fungos, plantas, moneras (bactérias) e animais. Para esclarecer e dar significado às características de cada ser vivo que se classificam nos respectivos grupos, é necessário aliar a teoria à prática. Não é possível deixar de proteger a natureza por falta de conhecimento.


Por isso, dia desses, em uma de tantas vivências escolares das aulas de ciências, combinei ensinar sobre o reino dos fungos fazendo pão caseiro no refeitório. O combinado era de todos nós termos responsabilidades para que a prática desse certo. Deu certíssimo!


Estudamos que os fungos são recicladores e bioindicadores. Recicladores porque decompõem a matéria orgânica. Semelhantes ao animais, os fungos não produzem seu próprio alimento e precisam ir em busca do mesmo. As plantas já fazem fotossíntese, ou seja, produzem sua fonte de energia, além de liberarem água e oxigênio para o ambiente (quando estão em presença de luz). As minhocas, assim como algumas bactérias, também desempenham esse papel. Imagine nossa vida sem esses seres vivo? Em todos os reinos, existem decompositores, esses são alguns exemplos. Os fungos utilizam a glicose, metabolizam-na e produzem álcool, gás carbônico e energia. Ao sentirem o cheiro do fermento biológico durante a sua fermentação, antes de colocá-lo na receita, os estudantes utilizaram os seus sentidos de tato, olfato, visão. Quando comeram do pão, experimentaram o conteúdo por meio do paladar, e quando vibraram, bateram palmas com as fatias quentinhas, sua audição foi aguçada. É assim que se aprende para proteger. Para argumentar e sensibilizar outras pessoas sobre o que é importante. Precisamos entender, vivenciar, ler, estudar sobre aquilo que nos é conflitante. Dizer que é difícil é a maneira mais covarde para tentar aprender e mudar a nossa realidade. Treinar, exercitar, esforçar-se, buscar... Os demais seres vivos desempenham seu papel para a sua sobrevivência, e nós somos meio ambiente também. Então, procuremos soluções para minimizar o consumo, as queimadas, o aquecimento global. Essa é uma meta que não pode mais ser deixada para depois. Somos 7 bilhões de seres humanos (que não separam o lixo, que deixam vazamentos, que tomam banhos longos...). Só temos um planeta e não sabemos administrar o quanto precisamos preservar nos ecossistemas. Então, pesquise e procure alternativas simples para a sua casa, o seu quintal. Cure a Terra.


Débora Cristina Schilling Machry - bióloga
Jornal Correio do Povo 20/06/2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Brasil impõe condições para discutir economia verde na Rio+20, afirma ministro do Desenvolvimento Agrário


O governo brasileiro só admite discutir o conceito de economia verde na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, se envolver sustentabilidade e desenvolvimento social.   A declaração foi feita hoje (24) pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. Ele reflete a preocupação brasileira de que o tema seja usado pelos países desenvolvidos para impor medidas protecionistas.
“Não há problema em discutir o conceito, desde que signifique uma economia que vise às atividades econômicas e à inclusão social em primeiro lugar. Atividades econômicas que visem à inclusão social, redução de emissão de carbono, preservação dos recursos naturais estratégicos”, disse. “Se for dentro desses termos, não teremos problemas em discutir. Se for para justificar outras coisas, não queremos discutir a economia verde”, completou.
A economia verde é um dos principais temas a serem discutidos na Rio+20. Entretanto, ainda não há consenso sobre o assunto. Segundo negociadores brasileiros, a dificuldade está na desconfiança de países em desenvolvimento de que o instrumento crie brechas para, no futuro, justificar medidas protecionistas, como barreiras comerciais, imposição de padrões tecnológicos e pré-condições para receber ajuda externa.
Agência Brasil 24/04/2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dilma defende que Rio+20 tenha metas de desenvolvimento sustentável centradas no combate à pobreza


Porto Alegre – Ao fazer referência aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), a presidenta Dilma Rousseff defendeu hoje (26) a criação de metas de desenvolvimento sustentável durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), marcada para junho no Rio de Janeiro.
Ao participar do Fórum Social Temático (FST) 2012, ela avaliou que tais metas devem estar centradas no combate à pobreza e à desigualdade. “Assumimos que é possível crescer e incluir, proteger e conservar”, explicou.
Dilma disse ser uma grande alegria poder voltar a Porto Alegre e lembrou sua participação no Fórum Social Mundial em 2001, quando ainda era secretária de Energia do governo do Rio Grande do Sul. “Desde então, essa cidade transformou-se em referência para todos que buscavam criar uma alternativa ao desequilíbrio da situação econômica e política global. Aqui, se firmou a ideia de que um outro mundo é possível.”
Durante o discurso, a presidenta destacou que muita coisa aconteceu nos últimos 11 anos e que a crise que vinha latente transformou-se em uma crise real desde 2008. Segundo ela, as incertezas financeiras que pairam sobre o futuro mundial dão um significado especial para a Rio+20.
“Deve ser um momento importante de um processo de renovação de ideias, diferentemente das COP [Conferências das Partes]”, disse. “Queremos que a palavra desenvolvimento apareça, de agora em diante, sempre associada à [palavra] sustentável”, completou.
De acordo com Dilma, o que estará em jogo na Rio+20 é um modelo capaz de articular o crescimento e o aumento de empregos, a participação social e a ampliação de direitos, o uso sustentável e a preservação de recursos ambientais. “A tarefa que nos impõe esse fórum e a Rio+20 é desencadear o desenvolvimento, a renovação de ideias e de novos progressos absolutamente necessários para enfrentar os dias difíceis que hoje vive ampla parte da humanidade.”
Por fim, a presidenta avaliou que a sociedade civil e os governos progressistas, cada um em sua dimensão, podem fazer dos primeiros anos do novo milênio o anúncio de uma nova era. Para isso, segundo ela, é decisivo o fortalecimento dos laços de solidariedade e de cooperação Sul-Sul.
“É essa esperança que nos une e nos mobiliza para a Rio+20 e que deve sempre nos guiar na busca de um novo modo de vida, inclusivo e sustentável, sabendo que o papel da sociedade civil será determinante para o êxito da conferência”, disse. “Tenho certeza: um outro mundo é possível. Até o Rio de Janeiro”, concluiu Dilma.
Acompanhe a cobertura completa do FST 2012 no site multimídia da Empresa Brasil de Comunicação(EBC).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sustentabilidade faz bem para o planeta e o bolso


A cerca de sete meses da realização da Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, é fundamental que governos e a sociedade mobilizem-se e se debrucem sobre o tema, considerando ser o evento uma grande oportunidade de se conter a tempo as consequências do efeito estufa, resgatar a qualidade ambiental e equacionar o abastecimento de água e a segurança alimentar.
A humanidade está atrasada na agenda de sua sobrevivência, considerados os pífios resultados de iniciativas como o Protocolo de Kyoto e a Agenda 21, documento basilar da Rio 92.
Em todo esse contexto, é fundamental o engajamento das empresas, que, independentemente das decisões governamentais, podem fazer muito. Felizmente, observa-se, no universo corporativo dos mercados emergentes, que cresce o número de organizações preocupadas com a questão e que muitas delas estão se beneficiando de iniciativas que aliam progresso ao desenvolvimento sustentável, mantendo práticas ambientais sensatas e crescimento social e econômico responsável.
Em nosso país, o conceito emergiu com força na década de 1990. Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), 46% das empresas entrevistadas afirmam que têm políticas de sustentabilidade e 37% possuem um departamento específico dedicado ao assunto. Contudo, os números mostram que o conceito ainda não está devidamente incorporado na totalidade das organizações: é estratégico para 32%, pontual para 30%, informal para 23%, existente, mas não aplicado, em 11%, e inexistente em 4%. Como se observa, temos muito a avançar.
Uma contribuição relevante no sentido de sensibilizar as empresas e a sociedade quanto à importância das práticas sustentáveis é a disseminação ampla de suas vantagens. Exemplos inequívocos destes benefícios encontram-se nas chamadas construções sustentáveis, caracterizadas pela presença de painéis de energia solar, captação de água da chuva – dispositivo de redução do consumo e reutilização da água –, utilização de materiais novos recicláveis que possam ser usados nas reformas, fonte de energia eólica, filtros e sensores de dióxido de carbono – melhorando a qualidade do ar interno –, aproveitamento de ventilação e iluminação naturais, paisagismo com espécies nativas, e mínima ocupação do solo, favorecendo a permeabilidade.
Edificações com tais características propiciam economia de 30% de energia e até 50% de água, além de redução de até 60% na geração de resíduos sólidos e 35% de dióxido de carbono. Além dos benefícios ambientais e impactos positivos na qualidade da vida dos funcionários das empresas ou moradores de edifícios residenciais, esses avanços na concepção arquitetônica fazem muito bem ao bolso dos proprietários. No caso de prédios comerciais, obtêm-se, em média, acréscimo de 10% a 20% por metro quadrado no aluguel e 3,5% na ocupação. No caso de prédios residenciais, é de 14% a sobrevalorização.
O avanço dos conceitos de sustentabilidade na arquitetura e construção suscita enormes oportunidades no tocante ao desenvolvimento de produtos, materiais, serviços e tecnologia. Implica, porém, os desafios de estimular todo esse movimento nos sistemas produtivos e incentivar a pesquisa e a inovação. O compromisso com a sustentabilidade não pode mais ser adiado. Se na Rio 92 a situação do planeta era de alerta, na Rio+20, é de emergência. Mais do que nunca, as empresas devem ser agentes de desenvolvimento e o poder público, instrumento de transformação.
Juan Quirós é presidente do Grupo Advento e vice-presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).
Material enviado por: Aline Augusta de Oliveira

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Pratique os “Oito R’s” neste fim de ano



Veja dicas para festas sustentáveis! 
1. Refletir: Lembre-se de que qualquer ato de consumo causa impactos do consumo na sua vida, na sociedade, no país e no planeta. Procure potencializar os impactos positivos e minimizar os negativos;
2. Reduzir: Exagere no carinho e no amor, mas evite desperdícios de produtos, serviços, água e energia;
3. Reutilizar: Use até o fim, não compre novo por impulso. Invente, inove, use de outra maneira. Talvez vire brinquedo, talvez um enfeite, talvez um adereço…
4. Reciclar: Mais de 800 mil famílias vivem da reciclagem hoje no Brasil. Quer fazer o bem? Separe em casa o lixo sujo do limpo. Só descarte na coleta comum o sujo. Entregue o limpo na reciclagem ou para o catador;
5. Respeitar: Você mesmo, o seu trabalho, as pessoas e o meio ambiente. As palavras mágicas sempre funcionam: “por favor” e “obrigado”;
6. Reparar: Quebrou? Conserte. Brigou? Peça desculpas e também desculpe;
7. Responsabilizar-se: Por você, pelos impactos bons e ruins de seus atos, pelas pessoas, por sua cidade;
8. Repassar: As informações que você tiver e que ajudam na prática do consumo consciente. Retuite, reenvie e-mails.
Fonte: Akatu
Acesso em: 22/12/2011
Material enviado por Aline Augusta de Oliveira – Voluntária Online

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Projetos que incentivam sustentabilidade recebem Prêmio Jovem Cientista


Brasília - Autores de projetos desenvolvidos na área de sustentabilidade e infraestrutura de cidades receberam hoje (6) o Prêmio Jovem Cientista. A cerimônia de premiação foi no Palácio do Planalto com a presença da presidenta Dilma Rousseff, que destacou a pretensão do governo de criar no país um ambiente “extremamente” favorável ao desenvolvimento da ciência.
“Se não tivermos a produção científica em nosso solo, não realizaremos todo o potencial desse país. Aqui podemos criar, fazer ciência, criar tecnologia e inovar. Podemos agregar valor e melhorar a vida de cada um dos brasileiros e do mundo.”
A 25ª edição do prêmio teve o tema Cidades Sustentáveis, com 2.321 trabalhos inscritos. Os prêmios variaram de R$ 30 a R$ 10 mil, para quem ficou em primeiro, segundo e terceiro lugar nas categorias graduado e estudantes de ensino superior. Além disso, os estudantes de ensino médio ganharam um computador e uma impressora. As escolas dos alunos do ensino médio e orientadores dos trabalhos também recebem prêmios.
Vencedora da categoria graduado, Uende Gomes, 29 anos, da Universidade Federal de Minas Gerais, pesquisou três áreas de vilas e favelas de Minas Gerais que detêm deficiências em saneamento básico. Ela identificou problemas que devem ser solucionados para garantir a ampliação dos serviços nessas regiões. “O que me motivou a fazer essa pesquisa foi já ter convivido com falta de saneamento básico”, contou durante a cerimônia de premiação.
No estudo, ela constatou que a exclusão social contribui para dificultar o acesso ao saneamento. Entre os fatores apontados está, por exemplo, o elevado custo da tarifa cobrada pelo serviço, o que leva os usuários a buscarem fontes de água inseguras e disposição inadequada do esgoto.
Uma escola de ensino médio do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal de Minas Gerais também foram premiadas por terem o maior número de trabalhos com mérito científico inscritos. Ainda foram oferecidas bolsas de estudos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para os premiados que atendam aos critérios estabelecidos pela instituição.
A intenção do prêmio é incentivar a aplicação do conhecimento tecnológico e científico na solução de problemas emergenciais do país. Desde 1981, quando foi criado, o prêmio contabilizou 17 mil projetos inscritos.
Agência Brasil 06/12/2011

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CRIATIVIDADE, SOLIDARIEDADE E SUSTENTABILIDADE


Grupo de senhoras usa caixas de leite para forrar casas de comunidades carentes. Assista ao vídeo!
Soluções criativas sempre surgem quando há a vontade de procurá-las!
Muitas vezes elas são mais simples do que pensamos e podem estar bem ao nosso lado.
Surpreendentemente o reuso do que se considera lixo descartável pode se tornar uma solução simples e inimaginável, que ajuda muito quem mais precisa.
Veja o caso de um grupo de senhoras de Passo Fundo (RS), que usa caixas Tetra Pak como isolantes térmicos em moradias de comunidades carentes. Além de ajudar a quem passa frio, evita o descarte de lixo na natureza.
Fonte:Mercado Ético

domingo, 23 de outubro de 2011

DEZ DICAS PARA UMA COZINHA SUSTENTÁVEL

Deixar louça de molho, limpar atrás da geladeira, tampar as panelas… São ações pequenas que colaboram com o meio ambiente.

Para muitos, a cozinha é a melhor parte da casa. Lugar não apenas das refeições, ela consegue reunir a família de forma aconchegante e descontraída. Então que tal transformar a sua cozinha em um ambiente mais sustentável? Reunimos dez dicas simples de como colocar essa ideia em prática.
1 – Limpe o condensador da sua geladeira e mantenha a temperatura regulada
A geladeira é, sem dúvida, um dos eletrodomésticos mais úteis e essenciais dentro de uma casa. Porém, ela é também uma das maiores responsáveis pelo consumo de energia. Limpar as bobinas do condensador pode reduzir em 30% o consumo de eletricidade.
Segundo o site Daily Tips, a poeira que geralmente se acumula nessa parte da geladeira pode aumentar o consumo de energia do equipamento. Por isso, arraste sua geladeira de vez em quando e passe um pano seco ou um espanador onde estiver sujo.
Outra dica é manter a temperatura do equipamento regulada. A geladeira não precisa estar a menos de 3ºC e o freezer pode ficar a -15ºC. Menos do que isso é gasto de energia e dinheiro desnecessário. E se seu equipamento não tiver um termômetro embutido, vale a pena investir em um.

2 – Cozinhe em quantidade e congele
Separe um dia para preparar várias refeições para todo o mês ou a semana. Depois basta guardar no freezer e reaquecer no dia de consumi-la. Essa prática ajuda a economizar tempo, ingredientes e energia.
Cada vez que você vai para a cozinha preparar uma refeição você consome uma enorme quantidade de água, eletricidade (geladeira, microondas, liquidificadores, etc), gás e também de alimentos, já que sempre sobra um pedaço de legume ou um punhado de tempero que termina no lixo.

3 – Descongele os alimentos naturalmente
Na hora de descongelar, nada de microondas. Para quê gastar eletricidade se podemos fazer isso naturalmente? Basta retirar os alimentos do congelador um pouco antes e aguardar.
Você pode deixar o alimento em ambiente natural para acelerar o descongelamento (lembre-se sempre de mantê-lo protegido de moscas e outros insetos) ou na geladeira, para que degele aos poucos.

4 – Desentupa a pia sem produtos químicos
O ralo da pia entupiu? Nada de pânico ou produto químicos. É possível fazer a água voltar a correr sem precisar apelar para essas substâncias. Para começar, procura usar o velho desentupidor. Caso ele não resolva o problema, tente as seguintes opções.
• Primeiro solte a gordura, jogando água fervente na pia entupida.
• Se isso não resolver o problema, pegue um desentupidor e encha a pia com alguns centímetros de água.
• Cubra com uma mão a saída auxiliar, se houver, para manter a pressão, e então aperte com força o desentupidor, para empurrar a água cano abaixo.
Problema resolvido, sem nenhum produto químico!

5 – Mantenha o microondas desligado
O forno microondas funciona apenas por alguns minutos do dia, mas costuma permanecer ligado o tempo todo. Retirá-lo da tomado após esquentar a comida é uma opção para poupar energia e economizar na conta de luz.
É como se o forno continuasse ligado e consumindo gás, mesmo após o preparo das refeições. Portanto, lembre-se de retirá-lo da tomada quando não estiver em uso e ligue-o de volta apenas na hora de esquentar o almoço e preparar a pipoca.

6 – Use esponjas vegetais
Sabe aquela esponja de limpeza que a maioria das pessoas usa para lavar a louça? Pois bem, saiba que ela é feita de produtos derivados do petróleo e, portanto, não ajuda em nada o meio ambiente quando é descartada. Por isso, prefira as buchas vegetais.
Elas são feitas com fibras 100% naturais, ou seja, são totalmente biodegradáveis. Além disso, ela é mais barata, durável, higiênica (já que dificulta o acúmulo de bactérias) e ainda pode ser higienizada e reaproveitada após um determinado tempo de uso.
Basta fervê-la em água ou mergulhá-la em uma solução de água e cloro por 30 minutos para deixá-la livre de bactérias e branquinha novamente.

7 – Deixe a louça de molho
Uma boa dica para poupar água e ainda utilizar menos detergente é deixar louças, talheres e panelas de molho por alguns minutos antes de lavar. A água irá facilitar a limpeza e você não precisará deixar a torneira aberta por tanto tempo, nem utilizar tantos produtos químicos.
Quando for lavar a louça, tampe o ralo da pia ou coloque tudo dentro de um balde com água. Depois de um tempo, retire os pratos, talheres e panelas e lave como de costume. Mas lembre-se, mantenha a torneira fechada sempre que estiver ensaboando e use a menor quantidade possível de detergente.

8 – Feche a porta da geladeira
Depois de pegar ou guardar algo na geladeira, certifique-se de que ela ficou bem fechada e não deixe a porta aberta por muito tempo. Quando isso acontece, a temperatura no interior do aparelho sobe e ele tem que trabalhar mais para compensar, gastando mais energia.
Alguns equipamentos possuem um sistema de trava, que impede que a porta se abra imediatamente após ser fechada. Ele faz isso para regular a temperatura no seu interior e manter os alimentos frescos e o seu funcionamento em dia. Portanto, nada de forçar para que ele abra.
Outra medida importante é checar periodicamente se a borracha de vedação está em bom estado. Uma dica é colocar uma folha de papel na porta da geladeira e fechá-la. Se a folha ficar presa é porque a borracha está em boas condições, se ela escorregar é porque a vedação já precisa de um reparo.

9 – Não descarte óleo de cozinha na rede de esgoto
Após preparar as refeições, não jogue o óleo de cozinha pelo ralo na pia, já que isso pode entupir as tubulações e contaminar a água. Em vez disso, junte o óleo e entregue-o para a reutilização e reciclagem.

10 – Tampe as panelas e não abra a porta do forno
Parece óbvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar. Com isso você economiza gás e ainda garante que seu almoço ficará pronto mais cedo.
Outra boa idéia é cozinhar na panela de pressão. Acredite, dá pra fazer de tudo ali: feijão, arroz, macarrão, carne, peixe, etc. É muito mais rápido e você pode economizar até 70% de gás.
Outra dica importante é evitar abrir a porta do forno para olhar o que está lá dentro. Isso desperdiça muito calor, o que faz com que o equipamento tenha que ficar ligado por mais tempo, consumindo mais energia.
Uma boa maneira de saber como está o preparo do alimento sem precisar abrir a porta do forno é utilizando a luz interna. Equipamentos com temporizador também permitem monitorar o cozimento sem precisar abrir a porta o tempo todo.
Você ainda pode desligar o forno um pouco antes do tempo previsto. O equipamento manterá a temperatura interna alta durante algum tempo, o que permite que o prato fique pronto utilizando menos energia.
 Mercado Ético
Fonte:Voluntários on Line

O LEGADO DA SUSTENTABILIDADE DEIXADO POR STEVE JOBS

Após denúncia que seus produtos continham substâncias tóxicas, melhorias nos produtos da Apple tornaram a marca mais ecologicamente correta.

Na noite de 5 de outubro, o mundo se comoveu com a notícia da morte do fundador da Apple, Steve Jobs. Dono de uma personalidade marcante e revolucionária, Jobs mudou a forma de consumir produtos eletrônicos e deixou uma legião de fãs inconsoláveis. Seus produtos se tornaram objetos de desejo e estimularam o consumismo, mas também mostraram como as tecnologias podem ser eficientes e estimular causas nobres.
Em 2006, um estudo divulgado pela ONG Greenpeace alertou que os laptops da companhia continham substâncias tóxicas perigosas à saúde. O que se viu depois disso foi uma série de melhorias nos equipamentos da Apple em busca de reduzir os danos à saúde dos consumidores e do planeta.
Em 2007, Steve Jobs chegou a escrever uma carta aberta ao público em que admitia as falhas da empresa nessa área e determinava a remoção de materiais químicos perigosos dos seus produtos. Três anos depois, um novo dado da ONG apontou que os produtos da empresa de Steve Jobs foram considerados “livres de substâncias danosas”.
Dos 2.6 pontos (dentre 10 possíveis) obtidos no primeiro relatório, a nota da Apple já subiu para 4.9 – o que ainda não é bom, destaca o Greenpeace. Apesar de elogiar a atuação da empresa no que diz respeito à redução do uso de substâncias tóxicas, a ONG alerta que a empresa ainda precisa se posicionar publicamente quanto à tentativa de proibição de alguns materiais químicos em alguns países e quais os seus planos com relação a isso.

MacBook Pro e iPad
Uma das maiores ferramentas da Apple na luta por se tornar uma empresas mais sustentável é o MacBook Pro. Lançado em 2008, o laptop de Steve Jobs é comercializado com o slogan de “o mais ecológico da história”. Altamente eficiente, a máquina consome apenas um terço da energia de uma lâmpada quando ligado. Além disso, não possui mercúrio, PVC nem arsênico na sua composição e é manufaturado em monobloco, o que facilita que as peças do computador sejam reutilizadas quando o equipamento for descartado.
O último lançamento de Jobs, o iPad, também é livre de uma série de produtos tóxicos, como arsênico, poluente BRF, mercúrio e PVC, possui alumínio e vidro na sua composição, o que o torna potencialmente reciclável, e possui alta eficiência energética – a bateria do produto pode aguentar 10 horas de vídeo e até um mês em stand-by (tempo realmente surpreendente).

Aplicativos e leitura digital
Com a popularização dos aparelhos vendidos por Jobs, aumentou também o número de leitores de e-book, ou livros digitais. Com o iPad, ficou mais fácil e confortável ler livros, jornais, revistas e documentos sem precisam usar uma única folha de papel.
Além dos livros, na loja virtual da Apple é possível encontrar milhares de aplicativos que podem ser usados em iPads, iPhones e iPods – muitos dos quais trazem a sustentabilidade como tema principal.
Assim, seja para descobrir se aquele produto no supermercado é produzido de forma responsável, para se atualizar das novidades do mundo da sustentabilidade ou apenas para se divertir enquanto joga um game que alerta para os danos causados pela produção de gadgets ao redor mundo, os aplicativos do iTunes já se tornaram uma ferramenta a favor da conscientização dos consumidores.

Emoções e experiências
Para muitos, mais que um simples empresário ou criador, Jobs ficará marcado como um homem que compreendeu que para conectar pessoas a qualquer coisa é preciso mexer com as emoções e experiências. Para o comediante britânico Stephen John Fry, Jobs compreendia que, como seres humanos, nossa primeira relação com qualquer coisa é a emocional.
Essa sensibilidade deveria ser incorporada a outras iniciativas, como as que lutam por causas nobres, opina o fotógrafo e escritor nova-iorquino, Matthew McDermott. “Em primeiro lugar somos seres emocionais. Mas ainda assim, quando falamos sobre clima, energia, biodiversidade, muitas vezes tentamos apelar para a razão, para o intelectual. Isso não funciona”, defendeu em um artigo publicado no site Treehugger.

“Cultivar o amor, a compaixão, todo vínculo emocional importante que Jobs aplicava tão bem no campo da tecnologia. Aplicar isso ao ambientalismo, seja em escala global ou local, aos sinais exteriores de uma baixa emissão de carbono, ao eco-friendly, e à sustentabilidade ecológica e social vai aparecer naturalmente”, concluiu.

 omeioambienteecultura.blogspot.com
Acesso em: 10/10/11
Pesquisado por Júnia C. Teixeira – Voluntária On line
Fonte:Voluntários on line

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PRÁTICAS DE SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL CRESCEM NO BRASIL

Conceitualmente, a sustentabilidade ambiental consiste na perfeita harmonia entre desenvolvimento econômico e preservação do ecossistema. Entre as principais iniciativas para se atingir este objetivo, está à prática de medidas que promovam a economia sem deixar de lado às condições ideais para que as atividades humanas tenham seu espaço conservado e plena capacidade de realização.

Os pontos elementares da sustentabilidade ambiental visam à sobrevivência no planeta, nos planos presente e futuro. A utilização de fontes energéticas renováveis, em detrimento das não renováveis, é o meio mais eficaz para colaborar com esta finalidade de preservação natural e humana.
No Brasil, a adoção do biocombustível, ainda que não possua autonomia necessária para substituir o petróleo, pode ser tida como um importante avanço no caminho para reduzir o uso das fontes petrolíferas, que correm evidente risco de extinção. Este princípio se estende a outras fontes renováveis, sem que se extrapole o que cada qual pode render com a exploração.
De maneira geral, também se pode fundamentar a sustentabilidade ambiental como um meio de amenizar, a curto e longo prazo, os danos já provocados no passado. Afinal, vale frisar que a sustentabilidade ambiental está diretamente relacionada a outros diversos setores do campo humano, como a atividade industrial.
A aplicação deste conceito pode se dar em diversos níveis, como o uso de fontes da chamada “energia limpa”. Grandes corporações vêm desenvolvendo projetos de sustentabilidade para aproveitar o gás liberado em aterros sanitários para direcionar esta energia a populações vizinhas a esses locais.
Um modelo que está sendo aplicado em empresas brasileiras do ramo cosmético é a promoção da extração de bens naturais 100% renováveis para fabricar seus produtos. O replantio de áreas degradadas e a elaboração de projetos que privilegiem áreas áridas, cujo tratamento neste sentido se faz urgente, são outros exemplos que já têm sido notados na busca pela sustentabilidade ambiental no país.
Fonte: Atitudes Sustentáveis
Acesso em: 03/10/2011
Pesquisado por Tereza Natália Correia dos Santos – Voluntária Online

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

FEIRA DE SUSTENTABILIDADE

É possível ter uma vida mais saudável e sustentável adotando pequenas medidas no dia a dia? Este é o questionamento que encerrou nesse domingo a 4 edição da Feira de Sustentabilidade - Bionat, que ocorreu na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. Durante três dias, foram apresentadas diversas ações e práticas alternativas que estão voltadas à redução do impacto do homem na natureza.

Segundo a coordenadora, Vera Marsicano, o projeto foi dividido em diversas frentes para garantir ao público uma noção ampla sobre a importância da sustentabilidade. "Infelizmente se fala muito sobre os conceitos, mas na prática pouco é feito. As pessoas devem ter a noção de que ter uma vida sustentável é mais do que apenas consumir produtos orgânicos ou separar o lixo. A sustentabilidade é uma concepção de vida que une comportamento perante à natureza e também com as outras pessoas."

Durante o evento, foi montada uma feira de orgânicos, fitoterápicos e plantas bioativas. Também houve uma mostra sobre turismo rural e agroecológico. O espaço vida sustentável trouxe as experiências de economia solidária de êxito desenvolvidas nas cidades de Novo Hamburgo e Canoas, entre outras localidades. São peças de artesanato e utensílios domésticos produzidos com material natural e menos agressivo ao meio ambiente.

Além disso, uma série de oficinas gratuitas foi disponibilizada aos visitantes, como a da produção de óleo de cozinha usado em sabão. O "relógio do corpo humano", feito só com plantas medicinais, também atraiu a atenção. Em formato de horta, o relógio mostra quais as plantas devem ser utilizadas para melhorar o funcionamento de cada órgão.

O espaço "Bionat Gourmet" foi um dos mais movimentados da feira. No local, montado em parceria com o Sistema Fecomércio, houve oficinas de gastronomia saudável. Os pratos foram preparados exclusivamente com alimentos naturais e os participantes tiveram dicas de como aproveitar os alimentos e utilizar cascas e sementes.

A parte cultural também esteve valorizada. Um dos destaques foi a mostra fotográfica de Paulo de Araújo. As imagens retratavam momentos da vida da comunidade Quilombola do povo Kalunga, que vive no município de Cavalcante, em Goiás.

Entre as iniciativas desenvolvidas por estudantes, ganhou destaque o projeto feito na Escola Municipal de Ensino Fundamental Morro da Cruz. Eles construíram um aquecedor solar utilizando materiais descartáveis como garrafas PETs e caixas de leite. Além disso, durante a feira, foi apresentado o programa de inclusão de alimentos orgânicos na alimentação escolar da cidade de Porto Alegre.

Fonte: Jornal Correio do Povo 03/10/2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

DICAS PARA SER SUSTENTÁVEL NO SUPERMERCADO

Donos e donas de casa sabem que fazer supermercado é uma das tarefas mais importantes da rotina do lar. O que acha de tornar esse momento mais sustentável? Com algumas escolhas simples e pequenas mudanças de atitude é possível abastecer a dispensa e diminuir os impactos no planeta. Selecionamos 10 dicas práticas para levar para o supermercado.

1 – Faça uma lista de compras

Nos dias de hoje, somos incentivados a consumir o tempo todo. Por isso, muitas vezes compramos mais do que realmente precisamos. Para evitar esse consumo abusivo, uma boa dica é fazer uma lista de compras antes de ir ao supermercado. Isso evita aqueles impulsos de levar coisas desnecessárias, como uma bebida que você nem gosta tanto ou um pacote de salgadinhos que engorda e faz um mal danado à saúde.
Se for comprar alimentos perecíveis, leve apenas a quantidade necessária. Fique atento também ao prazo de validade dos enlatados. Comprando apenas aquilo que você sabe que vai consumir você acaba gastando menos e evitando que frutas, legumes, verduras, hortaliças e carnes apodreçam em sua casa ou que produtos passem da validade e acabem no lixo.

2 – Se alimente antes de ir ao supermercado

Parece óbvio, mas é pura verdade. Um estudo mostra que pessoas com fome compram mais comida. Compras desnecessárias tendem a gerar mais lixo e desperdício. Por isso, faça um lanche ou uma refeição e não vá às compras de barriga vazia.
Bem alimentado e com a ajuda de uma lista de compras fica mais fácil comprar somente o que for preciso, pôr em prática o consumo consciente e evitar gastos desnecessários.

3 – Evite as compras de mês

Em vez de ir uma vez só ao supermercado e comprar um estoque mensal de alimentos, prefira ir quinzenal ou semanalmente. Assim você evita comprar produtos que perderão a validade e acabarão no lixo.
Você ainda pode aproveitar e retornar um hábito comum aos nossos pais e avós, mas pouco valorizado nos dias de hoje: as feiras livres. Ali você pode encontrar uma variedade maior de produtos, muito mais saudáveis e saborosos. Mas não se esqueça de comprar apenas o necessário para o seu consumo e de sua família até a próxima feira.

4 – Faça supermercado pela internet

Muitas redes de supermercados já dispõem de serviços de compras pela internet. Se o seu já tiver, use-o. Além de seguro, o serviço poupa combustível (já que a entrega normalmente é sincronizada e feita de uma vez só, por um único veículo), tempo, dinheiro e estresse.
Apenas evite pedir produtos com entrega para o dia seguinte, já que isso geralmente consome muita energia. Também tente fazer as encomendas junto com parentes, amigos e vizinhos. Isso evitará mais gastos com entrega e viagens desnecessárias.

5 – Compre a granel

Em vez de comprar alimentos em embalagens padronizadas, experimente comprar somente a quantidade que você precisa. Além de evitar as embalagens descartáveis, você reduz o desperdício ao levar para casa apenas o que precisa.
Diversas feiras e supermercado dão a opção de compra a granel, alguns são até mais baratos que os tradicionais. É possível inclusive encontrar alimentos orgânicos vendidos em quantidade individual e com preços bem acessíveis. Outra dica é utilizar embalagens retornáveis (como aqueles sacos plásticos vedáveis) e utilizá-los sempre que for comprar determinado produto.

6 – Prefira alimentos sazonais, orgânicos e locais

A natureza não produz bananas ou melancias o ano inteiro. Então de que forma é possível encontrar sempre as mesmas hortaliças, legumes, verduras e frutas nos supermercados? Ora, cultivando de maneira a induzir a frutificação. Isso significa usar uma grande quantidade de água e agrotóxicos e lançar poluentes no solo. Na feira, portanto, fique atento à temporada e compre somente o que estiver dentro da estação. Você estará levando para casa alimentos mais saudáveis, que agrediram menos a natureza e que certamente terão um sabor bem melhor.
Sempre que possível, procure ainda comprar alimentos orgânicos. Eles normalmente trazem um selo de garantia e foram cultivados naturalmente, sem nenhum tipo de inseticida ou modificação genética. Fazem bem à saúde e são muito mais saborosos. Diversos estudos demonstram que a exposição humana a pesticidas pode causar problemas neurológicos, vários tipos de câncer, danos ao sistema imunológico e redução na fertilidade. Além disso, os agrotóxicos também contaminam a água e o solo.
Também prefira os alimentos que são cultivados dentro do perímetro da sua região, que geralmente emitem menos carbono na atmosfera durante o transporte e estimulam os produtores locais. Mas tome cuidado para não comprar alimentos cultivados em estufas aquecidas com energias não-renováveis, mesmo que elas estejam próximas a você.

7 – Não compre produtos de empresas irresponsáveis

Como consumidores, nós temos um grande poder de influenciar e mudar as práticas das empresas. Ao comprar produtos de marcas que agem de forma consciente e sustentável e que respeitam o meio ambiente, a cultura e a comunidade, e boicotar aquelas que atuam de forma oposta, você estará ajudando a mudar a realidade.
Grandes empresas já sofreram boicote e viram seus produtos serem deixados nas prateleiras como forma de protesto dos seus consumidores. Entre as críticas mais comuns estão as péssimas condições trabalhistas as quais estão sujeitos os empregados (algumas vezes, até crianças) e a degradação ambiental causadas pelos seus produtos.

8 – Não manipule alimentos na hora da escolha

Toda vez que você manipula algum alimento, como frutas, verduras e legumes, você reduz a sua vida útil e aumenta as chances de desperdício. Por isso, evita ao máximo o contato na hora da escolha.
Quando for à feira ou ao supermercado, escolha com os olhos e pegue nos alimentos somente depois que decidir qual irá levar.

9 – Se não for possível evitar,  diminua o uso de sacolas plásticas

Se for comprar pouca coisa, recuse a sacola plástica e leve os produtos em uma ecobag ou mesmo na bolsa ou mochila. Assim você reduz o consumo de plástico e vira um propagador da consciência ambiental.
Não deixe de explicar por que você está abrindo mão da sacolinha plástica e mostre que é possível carregar suas compras sem consumir mais plástico. E se as compras foram grandes, opte por ecobags resistentes, caixotes ou carrinhos e ajude a preservar o planeta.

10 – Cozinhe em quantidade e congele

Quando já estiver em casa com suas compras, separe um dia para preparar várias refeições para todo o mês ou a semana. Depois basta guardar no freezer e reaquecer no dia de consumi-la. Essa prática ajuda a economizar ingredientes e energia.

Os processos de descongelar e esquentar são mais econômicos do que se você fosse preparar todo o alimento de novo. Cada vez que você vai para a cozinha preparar uma refeição você consome uma enorme quantidade de água, eletricidade (geladeira, microondas, liquidificadores, etc), gás e também de alimentos, já que sempre sobra um pedaço de legume ou um punhado de tempero que termina no lixo.
Fazer tudo de uma vez evita esse tipo de desperdício e ainda poupa tempo para os próximos dias.

Fonte: Mercado Ético / blog Voluntários Online

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

DICAS PARA EVITAR O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS

Segundo levantamento do Instituto Akatu, um terço do que se compra de alimentos para uma casa vai para o lixo.
Em contrapartida, cerca de 65 milhões de pessoas vivem com algum tipo de restrição alimentar no Brasil, de acordo com o IBGE. Nos Estados Unidos, o índice de desperdício não chega a 10%. Os dados mostram uma triste realidade brasileira: somos um dos povos que mais desperdiça comida. E boa parte da população tem uma parcela de culpa nesta vergonhosa marca. Estima-se que em restaurantes, o índice de desperdício chega a 15% e nas casas, a 20%.
Os impactos são sentidos por todos. Sociedade e meio ambiente dividem o ônus, já que jogar fora o que sobrou no prato não é só se desfazer de comida, mas também desperdiçar a água e a energia usados na produção, transporte e preparação final desses alimentos até a mesa do consumidor. E o mais alarmante é que todos esses altos índices poderiam ser minimizados com a adoção de hábitos fáceis que podem ser introduzidos por qualquer um.
A seguir, acompanhe dicas para colocá-los em prática:

Planeje suas compras: faça uma lista para não colocar no carrinho mais que o necessário. Isso vale principalmente para produtos frescos como verduras e frutas, que estragam com mais facilidade. Para ajudar, anote no papel o que você ainda tem em casa e o que precisa comprar.

Selecione o que vai comer: fuja dos exageros de consumo. Em restaurantes tipo buffet, avalie o cardápio antes de colocar a comida no prato. Em casa, prefira fazer um prato menor (mesmo que repita), ao invés de enchê-lo sem a certeza de que vai chegar até o final.

Cozinhe sob medida: ao congelar, divida alimentos como carnes em porções individuais, em especial se você mora sozinho ou com poucas pessoas. A tática é boa para evitar que você coloque na panela mais do que vai para o prato.

Atente para o prazo de consumo: confira a data de validade dos alimentos e certifique-se de que você irá consumir o produto antes do vencimento.

Reaproveite alimentos: use a criatividade e faça novas receitas com o que você acha que não serve pra nada. Sobras podem virar sopas, frutas maduras se transformam em geleias e mais uma infinidade de coisas. Existe uma série receitas diferentes com o que normalmente vai para o lixo.

Transmita bons hábitos para outras pessoas: converse com pessoas próximas a você, em especial crianças; mostre a elas o quando é importante usar a consciência na hora de se alimentar.

Fonte: Seção Meio Ambiente – Portal UAI
Acesso em: 04/08/2011
Enviado por Sônia Wildhagen de Vilhena – Conteudista Online

sábado, 13 de agosto de 2011

CONSUMO CONSCIENTE: BOM PARA VOCÊ, MELHOR PARA O PLANETA

Em geral, as pessoas consideram apenas a compra e esquecem de todas as etapas anteriores e posteriores ao ato de comprar.

Nas últimas décadas, a oferta de crédito cresceu muito no país. O brasileiro hoje consegue recursos de maneira fácil e rápida em bancos e financeiras para suprir várias das suas necessidades cotidianas. No entanto, a maior parte da população ainda não tem uma educação financeira sólida que lhe dê segurança para lidar com essas novas possibilidades.
Com tantas facilidades para conseguir dinheiro e com a falta de informação sobre a melhor forma de utilizá-lo, percebe-se que o aumento do consumo tem trazido consigo o crescimento do grau de endividamento da população. Segundo dados da Serasa, a inadimplência do consumidor registrou crescimento de 8,2% em maio, na comparação com o mês anterior. Todos saem perdendo com isso: consumidores, comerciantes e instituições financeiras. Aprender a consumir e usar o crédito de forma consciente é, portanto, essencial em um país que passa por um momento único de desenvolvimento econômico.

Consumir de forma consciente é estar atento ao impacto de cada uma das seis etapas do consumo – por que comprar, o que comprar, de quem comprar, como pagar, como usar e como descartar -, avaliando se os benefícios trazidos pela aquisição do bem ou serviço justificam os impactos financeiros, sociais e ambientais causados por ela. Em geral, as pessoas consideram apenas a compra e esquecem de todas as etapas anteriores e posteriores ao ato de comprar.

Quando observamos de forma mais ampla, percebemos primeiramente a existência de uma necessidade, depois pensamos no que vamos adquirir para supri-la e quem será o nosso fornecedor. Posteriormente à compra, utilizamos o que foi adquirido até fazemos o descarte do produto.

Ao pensar de forma mais abrangente e sistêmica, conseguimos evitar as razões que, em geral, levam ao descontrole financeiro e à insustentabilidade social e ambiental: falta de limites, baixa reflexão sobre prioridades, confusão de desejos com necessidades e privilégio somente do presente, esquecendo de considerar o futuro. Como é possível perceber, as considerações que formam a boa educação financeira são as mesmas que levam a uma boa educação para a sustentabilidade.
Fonte: www.mercadoetico.com.br
Acesso em: 04/08/2011
Material enviado por Aline Augusta de Oliveira – Voluntária Online

sexta-feira, 15 de julho de 2011

MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

Não basta esperar por ações do governo, cada cidadão deve fazer sua parte na preservação da natureza.
Nunca antes se debateu tanto sobre o meio ambiente e sustentabilidade. As graves alterações climáticas e as crises no fornecimento de água devido à falta de chuva e da destruição dos mananciais estão constantemente na mídia, além da constatação clara e cristalina de que, se não fizermos nada para mudar, o planeta será alterado de tal forma que a vida como a conhecemos deixará de existir.
Cientistas, pesquisadores amadores e membros de organizações não governamentais se unem, ao redor do planeta, para discutir e levantar sugestões que possam trazer a solução definitiva ou, pelo menos, encontrar um ponto de equilíbrio que desacelere a destruição que experimentamos nos dias atuais. A conclusão, praticamente unânime, é de que políticas que visem à conservação do meio ambiente e a sustentabilidade de projetos econômicos de qualquer natureza devem sempre ser a ideia principal e a meta a ser alcançada para qualquer governante.
Em paralelo as ações governamentais, todos os cidadãos devem ser constantemente instruídos e chamados à razão para os perigos ocultos nas intervenções mais inocentes que realizam no meio ambiente a sua volta e para a adoção de práticas que garantam a sustentabilidade de todos os seus atos e ações. Eles devem destinar corretamente os resíduos domésticos, a proteção dos mananciais que se encontrem em áreas urbanas e a prática de medidas simples que estabeleçam a cultura da sustentabilidade em cada família.
Assim, reduzindo-se os desperdícios, os despejos de esgoto doméstico nos rios e as demais práticas ambientais irresponsáveis, os danos causados ao meio ambiente serão drasticamente minimizados e a sustentabilidade dos assentamentos humanos e atividades econômicas de qualquer natureza estará assegurada.
Deve-se estimular o plantio de árvores, a reciclagem de lixo, a coleta seletiva, o aproveitamento de partes normalmente descartadas dos alimentos como cascas, folhas e talos, assim como o desenvolvimento de cursos, palestras e estudos que informem e orientem todos os cidadãos para a importância da participação e do engajamento nesses projetos.
Uma medida bem interessante é ensinar cada família a calcular sua influência negativa sobre o meio ambiente (suas emissões) e orientá-las a proceder de forma a neutralizá-las, garantindo a sustentabilidade da família e contribuindo enormemente para a conservação do meio ambiente em que vivem. Mas, como se faz par calcular essas emissões? Na verdade é uma conta bem simples: basta calcular a energia elétrica consumida pela família, o número de carros e outros veículos que ela utiliza e os resíduos que ela produz.
O mais importante de tudo é educar e fazer com que o cidadão comum entenda que tudo o que ele faz ou vai fazer acabará gerando um impacto no meio ambiente que o cerca. E que só com práticas e ações que visem a sustentabilidade dessas práticas estará garantindo uma vida melhor e mais satisfatória, para ela mesma, e para as gerações futuras.
Fonte: ecologiaurbana.com.br Acesso em: 28/06/2011
Pesquisado por Tereza Natalia Correia dos Santos – Voluntária Online.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

CAMISETAS FEITAS DE GARRAFA PET TRAZEM MENSAGEM DE SUSTENTABILIDADE

“Eu faço a diferença no mundo” é a frase que estampa a camiseta mais vendida da loja virtual.
Procurando conscientizar e incentivar as pessoas a terem atitudes mais sustentáveis, Silvia do Prado criou com outros sócios uma empresa de camisetas de PET. Além de ambientalmente corretas, a intenção vai além do produto: levar uma ideia de apoio de sustentabilidade para as pessoas.
“A ideia de trabalharmos com camiseta feita de PET se deu ao fato de querermos não só vender um produto, mas fazer a diferença, oferecendo o produto de qualidade a um preço justo, que contribui para a melhoria do meio ambiente. Cada camiseta possui na sua constituição o equivalente a duas garrafas PET de dois litros. Então, não é só vestir uma camiseta, é vestir uma ideia, e fazer a diferença no mundo nesse simples ato”, explica Silvia, agora diretora comercial da empresa Camiseta Feita de PET.
A gramatura das camisetas varia entre 150 e 170, deixando o tecido mais encorpado. O tecido pode permanecer com a cor natural ou ser tingido. Depois disso, as estampas são idealizadas por designers ou enviadas pelos próprios usuários.
Ainda para Silvia, a sustentabilidade deve ser alcançada aos poucos, com a participação de todos. “Acreditamos e muito que, se cada um fizer a sua parte, agindo sem prejudicar nosso planeta, com certeza teremos um tempo maior de existência da humanidade e da vida na Terra. Usar uma camiseta feita de PET é apenas uma gota no meio de um imenso oceano de atitudes a serem tomadas por parte da população de dos governos”, comenta.
Para conhecer melhor o trabalho da Camiseta feita de PET, acesse o site Eu Faço Diferença no Mundo e a loja virtual.
Fonte: atitudesustentavel.uol.com.br
Acesso em: 17/06/2011
Pesquisado por Lorena Borges – Voluntária Online

terça-feira, 17 de maio de 2011

POR UM FUTURO MAIS SUSTENTÁVEL

“O futuro não é algo que simplesmente acontece por si mesmo. Estamos criando o amanhã neste mesmo momento. Hoje em dia muitas pessoas sentem-se como meros espectadores dos fatos globais. Mas devemos aprender que todos nós somos atores e que estamos modelando nosso futuro agora mesmo.” Partindo do pensamento do autor Jostein Gaarder, temos clara a grande responsabilidade de cada cidadão para com o meio do qual faz parte.
Considerando ainda que torna-se mais fácil formar cidadãos com uma visão ambientalmente mais correta e voltada a um convívio sustentável, ao invés de modificar pensamentos há muito enraizados e de cunho exploratório, destrutivo e degradante ao se tratar de meio ambiente, vemos na educação infantil a grande oportunidade de contribuir para a formação de pessoas que se sintam corresponsáveis por tudo o que produzem e da maneira como atingem o ambiente e que procurem viver de forma harmoniosa com esse.
Conforme Nadja Hermann, “hoje desenvolver uma sensibilidade para as questões ambientais é reivindicação constante de propostas curriculares em diferentes níveis de ensino”. Assim sendo, a educação infantil não pode ficar de fora. Para que haja êxito e um pleno desenvolvimento de ações voltadas à percepção ambiental de forma sustentável, torna-se necessário um planejamento conjunto que se transforma em um trabalho conjunto, onde todos os segmentos existentes dentro da instituição caminham em uma mesma direção e ninguém se sobressai a ninguém.
Relevante citar que a ecossustentabilidade perpassa todos esses conceitos, sendo mais do que uma urgente necessidade, ponto de autossobrevivência em uma sociedade cada vez mais voltada para o consumismo que, por sua vez, tem sua fonte geradora nos recursos naturais, ainda não totalmente degradados e exauridos. Neste contexto, não podemos deixar de falar em educação ambiental.
Desta forma, podemos começar conceituando-a, como sendo complementar à educação formal, oferecendo oportunidade de prática aos envolvidos e de interação com o ambiente, assim sendo uma forma de prática diferenciada, o que por esse motivo facilita o entendimento e o gosto pela atividade.
A educação ambiental ressalta assim a necessidade que temos do ambiente para sobrevivermos, pois dele retiramos tudo quanto precisamos, inclusive convivendo e nos relacionando harmoniosamente com ele estaremos habituando as gerações futuras ao indispensável: usufruir sem danificar e exaurir os recursos que nos são oferecidos e dos quais todos, hoje e em todas as gerações que existirem, necessitarão para continuar a habitar nosso planeta Terra.
Em todas as etapas da educação, mas fundamentalmente na educação infantil, a prática e a vivência são fundamentais para a aprendizagem. Aprender brincando, interagindo, tocando, facilita a aprendizagem e a compreensão, favorecendo o gosto pelo objeto de estudo. Como para qualquer ser humano, inclusive para uma criança, deve-se aplicar o princípio do aprender fazendo, adquirindo o saber pela experiência e pela experimentação. Confirmando nossa ideia, remontamos a John Dewey, filósofo e pedagogo, que dizia: “A criança, por sua própria natureza é ativa (...) deve adquirir o saber pela experiência e pela experimentação próprias”.
Após essa pequena leitura introdutória, você, caro leitor, cidadão, já parou para pensar o que cada um de nós poderia fazer para contribuir por um ‘mundo melhor’, preocupados que somos com nosso futuro e o das gerações vindouras? Penso que, mesmo a tardar, deveríamos começar a delinear pensamentos desse patamar...

Marcela Schultz/Formada em Biologia, técnica em Meio Ambiente e aluna da pós graduação em Supervisão e Orientação Educacional (Unicid)
Fonte:Jornal Gazeta do Sul 16/05/2011