Mostrando postagens com marcador STEVE JOBS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador STEVE JOBS. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de outubro de 2011

O LEGADO DA SUSTENTABILIDADE DEIXADO POR STEVE JOBS

Após denúncia que seus produtos continham substâncias tóxicas, melhorias nos produtos da Apple tornaram a marca mais ecologicamente correta.

Na noite de 5 de outubro, o mundo se comoveu com a notícia da morte do fundador da Apple, Steve Jobs. Dono de uma personalidade marcante e revolucionária, Jobs mudou a forma de consumir produtos eletrônicos e deixou uma legião de fãs inconsoláveis. Seus produtos se tornaram objetos de desejo e estimularam o consumismo, mas também mostraram como as tecnologias podem ser eficientes e estimular causas nobres.
Em 2006, um estudo divulgado pela ONG Greenpeace alertou que os laptops da companhia continham substâncias tóxicas perigosas à saúde. O que se viu depois disso foi uma série de melhorias nos equipamentos da Apple em busca de reduzir os danos à saúde dos consumidores e do planeta.
Em 2007, Steve Jobs chegou a escrever uma carta aberta ao público em que admitia as falhas da empresa nessa área e determinava a remoção de materiais químicos perigosos dos seus produtos. Três anos depois, um novo dado da ONG apontou que os produtos da empresa de Steve Jobs foram considerados “livres de substâncias danosas”.
Dos 2.6 pontos (dentre 10 possíveis) obtidos no primeiro relatório, a nota da Apple já subiu para 4.9 – o que ainda não é bom, destaca o Greenpeace. Apesar de elogiar a atuação da empresa no que diz respeito à redução do uso de substâncias tóxicas, a ONG alerta que a empresa ainda precisa se posicionar publicamente quanto à tentativa de proibição de alguns materiais químicos em alguns países e quais os seus planos com relação a isso.

MacBook Pro e iPad
Uma das maiores ferramentas da Apple na luta por se tornar uma empresas mais sustentável é o MacBook Pro. Lançado em 2008, o laptop de Steve Jobs é comercializado com o slogan de “o mais ecológico da história”. Altamente eficiente, a máquina consome apenas um terço da energia de uma lâmpada quando ligado. Além disso, não possui mercúrio, PVC nem arsênico na sua composição e é manufaturado em monobloco, o que facilita que as peças do computador sejam reutilizadas quando o equipamento for descartado.
O último lançamento de Jobs, o iPad, também é livre de uma série de produtos tóxicos, como arsênico, poluente BRF, mercúrio e PVC, possui alumínio e vidro na sua composição, o que o torna potencialmente reciclável, e possui alta eficiência energética – a bateria do produto pode aguentar 10 horas de vídeo e até um mês em stand-by (tempo realmente surpreendente).

Aplicativos e leitura digital
Com a popularização dos aparelhos vendidos por Jobs, aumentou também o número de leitores de e-book, ou livros digitais. Com o iPad, ficou mais fácil e confortável ler livros, jornais, revistas e documentos sem precisam usar uma única folha de papel.
Além dos livros, na loja virtual da Apple é possível encontrar milhares de aplicativos que podem ser usados em iPads, iPhones e iPods – muitos dos quais trazem a sustentabilidade como tema principal.
Assim, seja para descobrir se aquele produto no supermercado é produzido de forma responsável, para se atualizar das novidades do mundo da sustentabilidade ou apenas para se divertir enquanto joga um game que alerta para os danos causados pela produção de gadgets ao redor mundo, os aplicativos do iTunes já se tornaram uma ferramenta a favor da conscientização dos consumidores.

Emoções e experiências
Para muitos, mais que um simples empresário ou criador, Jobs ficará marcado como um homem que compreendeu que para conectar pessoas a qualquer coisa é preciso mexer com as emoções e experiências. Para o comediante britânico Stephen John Fry, Jobs compreendia que, como seres humanos, nossa primeira relação com qualquer coisa é a emocional.
Essa sensibilidade deveria ser incorporada a outras iniciativas, como as que lutam por causas nobres, opina o fotógrafo e escritor nova-iorquino, Matthew McDermott. “Em primeiro lugar somos seres emocionais. Mas ainda assim, quando falamos sobre clima, energia, biodiversidade, muitas vezes tentamos apelar para a razão, para o intelectual. Isso não funciona”, defendeu em um artigo publicado no site Treehugger.

“Cultivar o amor, a compaixão, todo vínculo emocional importante que Jobs aplicava tão bem no campo da tecnologia. Aplicar isso ao ambientalismo, seja em escala global ou local, aos sinais exteriores de uma baixa emissão de carbono, ao eco-friendly, e à sustentabilidade ecológica e social vai aparecer naturalmente”, concluiu.

 omeioambienteecultura.blogspot.com
Acesso em: 10/10/11
Pesquisado por Júnia C. Teixeira – Voluntária On line
Fonte:Voluntários on line

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PERDEMOS STEVE JOBS

Perdemos Steve Jobs. É com grande intimidade e com um sentimento de perda que escrevo isso. Afinal, Steve faz parte da minha vida desde que, no início dos anos 80, me apaixonei por computadores ao tocar um Apple II, mesmo ele estando desligado. Foi ali que decidi ser programador de computadores. Steve Jobs representa (no presente mesmo) o que há de mais genial em uma geração que nasceu no pós-guerra.
Steve tinha apenas uma grande vontade: mudar o mundo. Mas, o que dois nerds da Califórnia podem fazer para mudar o mundo com parafernálias eletrônicas? Lá na garagem da família Jobs, nascia um sonho que mudaria a história dos computadores, a história da música e a história da comunicação. Tudo isso, por fim, criaria uma nova história ao colocar, nas mãos das pessoas, equipamentos com poder computacional que podem ser tocados com a ponta dos dedos, separando, finalmente, o que é dos técnicos e o que é das pessoas comuns.
O legado deixado por Jobs é um mundo completamente diferente do que era quando ele e Wozniak começaram a construir computadores na garagem da família de Steve. Os computadores chegaram às mãos das pessoas comuns, tornaram-se equipamentos necessários à educação, à saúde e a qualquer indústria, inclusive às artes.
Jobs era um apaixonado pelo que fazia e o que fazia na verdade era encantar as pessoas. Jobs chegou a passar uma noite acordado (foram várias), olhando para uma mesa de escritório e imaginando como deveria ser o MAC, para que não atrapalhasse o serviço dos usuários. Depois de 24 horas olhando a mesa, concluiu que o único espaço possível era o de uma lista telefônica. Aliás, era justamente o lugar da lista que o MAC deveria tomar.
Quando comunicou aos engenheiros que o MAC deveria ser do tamanho de uma lista telefônica, quase provocou uma guerra dentro da Apple. Houve brigas, choro, pedidos de demissão, xingamentos à mãe de Steve e, até mesmo Woz, seu eterno e bom parceiro, chegou a interceder para que Steve não insistisse nessa loucura, pois pensava ser impossível criar um computador nessas dimensões.
Steve apenas observou tudo com seu característico sorriso sarcástico de canto de boca. No final, sentenciou: “Só estou propondo isso porque vocês são os únicos no mundo capazes de fazê-lo”. Em 1984, Steve Jobs subiu ao palco e apresentou o Macintosh. Ele estava certo, os engenheiros traduziram seu sonho em uma máquina especial que ocupava apenas o espaço de uma lista telefônica.
No mesmo ano, Steve foi dispensado da Apple, pois a diretoria não concordava com seus métodos de trabalho e o colocou para fora da sua própria empresa. Muita coisa se falou sobre ele na época, inclusive que era um bêbado perdedor, que a única coisa que tinha feito na vida era o Apple II e que jamais se levantaria novamente.
Alguns anos depois, Steve Jobs revolucionaria a animação cinematográfica ao produzir Toy Story. Steve estava no topo novamente e era aclamado como gênio.
À beira da falência, a Apple o chama de volta e, desta vez, com entendimento de que o único jeito de a empresa permanecer vencedora eram justamente aqueles métodos antes criticados. E não é que Steve Jobs levou a Apple novamente à condição de primeira do mundo?
Muitas são as faces dos gênios. Steve Jobs se encaixa nas mil faces da genialidade, pois parte desse plano com seu sonho realizado. Mudou a história dos computadores, mudou a história do cinema, mudou a história da música, mudou a história da comunicação. Enfim, Steve Jobs mudou o mundo.
Afinal, trabalhar para mudar o mundo é melhor do que vender água com açúcar. “Vamos inventar o amanhã, em vez de nos preocuparmos com o que aconteceu ontem”. (Steve Jobs).

Marcelo Guilherme Moreira
Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação da Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br); tecnólogo em Processamento de Dados pela Universidade São Judas Tadeu.

O Apple II foi um modelo de computador fabricado pela Apple no final da década de 1970.
O primeiro Apple II foi vendido em 5 de Junho de 1977, equipado com um processador MOS Technology 6502 com um clock de 1 MHz, 4 KB de memória RAM, um interface para cassetes áudio e uma ROM que incluía um interpretador de BASIC. O controlador de vídeo apresentava 24 linhas com 40 colunas de carateres (apenas letras maiúsculas), com saída NTSC para um monitor ou, através de um modulador RF, para uma televisão. Os utilizadores podiam gravar e carregar os programas a partir de um gravador de cassetes áudio. O preço de venda variava entre USD $1298 (com 4KB RAM) e USD $2638 (com 48KB RAM).
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Apple_II