sábado, 23 de maio de 2026

SUS: lei garante atendimento a crianças e adolescentes em saúde mental

 
Nova norma inclui no ECA acesso integral e gratuito

Crianças e adolescentes passam a ter garantido, por lei, o acesso a programas de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida está prevista na Lei nº 15.413, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A nova legislação, publicada no Diário Oficial da União, inclui no ECA dispositivo específico que assegura a oferta de ações de prevenção e tratamento de agravos à saúde mental voltadas ao público infantojuvenil.

O atendimento deverá abranger desde a atenção psicossocial básica e especializada até serviços de urgência, emergência e internação hospitalar.

O texto também determina que os profissionais envolvidos recebam formação específica e contínua, com foco na identificação de sinais de risco e no acompanhamento adequado dos pacientes.

Outro ponto da lei é a garantia de acesso gratuito ou subsidiado a recursos terapêuticos para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade que estejam em tratamento. O atendimento deverá seguir linhas de cuidado adaptadas às necessidades específicas desse público.

FONTE: Agência Brasil

sexta-feira, 22 de maio de 2026

SUS adota novo exame para rastrear câncer colorretal na população

 
Público-alvo abrange pessoas assintomáticas entre 50 e 75 anos

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (21) a incorporação de um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). O Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos de idade. Segundo a pasta, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

A estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, segundo o ministério.

Esse tipo de câncer é o segundo mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para cada ano do triênio 2026-2028 é de 53,8 mil novos casos.

Um estudo recente estimou um aumento de quase três vezes nas mortes por esse tipo de câncer até 2030. Uma das razões que explicam a grande mortalidade da doença é o fato de a maioria dos pacientes só descobrir o câncer em estágios avançados, justamente o que o rastreamento organizado quer impedir.

O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.

O paciente recebe um kit para coleta em casa. Depois, o material é enviado para análise laboratorial. Caso o resultado detecte sangue oculto, o paciente será encaminhado para exames complementares. A colonoscopia é considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.

O exame FIT não exige preparo intestinal, não precisa de dieta restritiva antes da coleta, pode ser feito com apenas uma amostra, é menos invasivo e tem maior adesão da população.

A diretriz com as orientações para essa nova testagem foi elaborada por especialistas e recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), em março deste ano.

FONTE: Agência Brasil

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Três é demais: médicos alertam para dor de cabeça recorrente

 
Cerca de 40% da população mundial sofre com cefaleia regularmente

Neste Dia Nacional de Combate à Cefaleia (dor de cabeça), médicos chamam a atenção para a sétima dor mais incapacitante do mundo e fazem um alerta àquelas pessoas que costumam ter três ou mais episódios de dor de cabeça por mês, durante pelo menos três meses, para que procurem um especialista.

Embora muitas vezes a cefaleia esteja associada a fatores comuns, como estresse, desidratação ou uma noite mal dormida, ela também pode ter origem em condições mais graves, como sinusite, enxaqueca crônica ou até mesmo aneurisma.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os transtornos de dor de cabeça estão entre as condições neurológicas mais comuns no mundo, afetando milhões de pessoas e impactando diretamente na qualidade de vida de quem sofre com o problema.

Ainda de acordo com a OMS as cefaleias estão entre as três principais condições neurológicas para a faixa etária dos 5 anos aos 80 anos. A organização estima que cerca de 40% da população mundial (3,1 bilhões de pessoas) sofra com dor de cabeça regularmente. Por isso, quando os episódios se tornam frequentes ou prolongados é fundamental redobrar a atenção.

A enxaqueca, especificamente, é considerada a segunda maior causa de incapacidade no mundo e afeta aproximadamente 15% da população global, sendo que mulheres são significativamente mais afetadas devido a fatores hormonais. No Brasil, mais de 30 milhões de brasileiros sofrem de enxaqueca crônica.

“Pode se tratar de enxaqueca crônica, caracterizada por crises que ocorrem 15 dias ou mais por mês, frequentemente acompanhadas de náuseas e sensibilidade à luz e ao som. A dor de cabeça é um sintoma comum no dia a dia, mas quando deixa de ser episódica e passa a ser constante, precisa ser investigada”, explica o neurocirurgião Orlando Maia.

Ele ressalta que a maioria das cefaleias tem origem benigna, como nos casos de tensão. Ainda assim, existe uma linha clara entre o que é habitual e o que exige investigação. Segundo ele, dores de cabeça constantes podem ser um quadro primário, mas podem estar relacionadas a outras condições.

“Podem ser condições neurológicas, infecções ou alterações estruturais que demandam avaliação especializada. Essa diferença nem sempre é percebida. Em muitos casos, a dor persistente é tratada apenas com analgésicos, ignorada ou incorporada à rotina, o que pode atrasar diagnósticos importantes”, alerta.

Alerta

Os sinais de alerta são dores frequentes e até diárias, mudança no padrão habitual da dor, início súbito e muito intenso, intensidade fora do comum, associação com alterações visuais, na fala ou na força, episódios acompanhados de confusão mental, perda de consciência ou desequilíbrio.

“Esses sinais não devem ser normalizados, pois indicam a necessidade de investigação. A maioria das dores de cabeça não está relacionada ao AVC, por exemplo, mas o problema surge quando o sintoma foge do padrão habitual”, afirma o neurologista.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), alguns hábitos e comportamentos podem contribuir para o desenvolvimento das dores de cabeça: má alimentação, jejum prolongado, excesso de gordura e álcool e, atualmente, principalmente o estresse.

“A enxaqueca tem uma relação muito grande com o estilo de vida, com o sedentarismo, tabagismo, obesidade, alimentação inadequada, transtornos do humor (depressão e ansiedade) e alterações orofaciais, que são as disfunções temporomandibulares. Por isso, geralmente o tratamento dos pacientes é realizado de maneira multidisciplinar, ou seja, com a atuação não apenas do neurologista, mas também do odontólogo, nutricionista, psicólogo, enfermeira e fisioterapeuta”, explica a SBC.

Automedicação

A entidade aponta como um dos principais erros para tratar essas dores, a automedicação, já que no Brasil o acesso a analgésicos e anti-inflamatórios é muito fácil, permitindo que a população se automedique.

“Quando a frequência da cefaleia é baixa, dois ou menos episódios por mês, isto não acarreta maiores problemas. Porém, quando as dores de cabeça aparecem em uma frequência superior, o paciente possui indicação de tratamento preventivo e a automedicação pode até piorar tanto a frequência quanto a intensidade dos seus sintomas”, diz a SBC.

A SBC informa ainda que cerca de 90% de quem sofre com a cefaleia tem algum prejuízo no trabalho, estudos, atividade de lazer e vida sexual.

“Por isso entre as diversas formas de tratamento existentes como medicamentos, fitoterápicos, neuroestimuladores periféricos, bloqueios anestésicos, acupuntura, toxina botulínica, entre outros, é preciso estudar cada caso para personalizar o tratamento, fazendo um planejamento terapêutico a cada consulta”.

Maio bordô

O Maio Bordô foi instituído pela Sociedade Brasileira de Cefaleia como o mês de conscientização sobre o assunto e esta terça-feira (19) marca o Dia Nacional de Combate à Cefaleia.

FONTE: Agência Brasil

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Brasil tem nova opção de tratamento para câncer de mama mais agressivo

 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (18) uma nova indicação terapêutica para o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana).

Já registrado no Brasil para o tratamento de câncer de mama, o medicamento passa a ser usado em combinação com o pertuzumabe para o tratamento de primeira linha de pacientes com câncer de mama HER2‑positivo (IHC 3+ ou ISH+). a indicação é feita em duas situações desse tipo de câncer: 

Irressecável - do tipo que não pode ser removido completamente por cirurgia

metastático - quando a doença se espalhou do local original para outras partes do corpo

O HER2‑positivo representa aproximadamente 20% dos casos de câncer de mama e está associado a um comportamento clínico mais agressivo, com maior risco de progressão da doença e pior evolução da doença, sobretudo nos estágios avançados ou metastáticos.

Apesar dos avanços terapêuticos, essa condição permanece incurável, configurando um importante problema de saúde pública.

De acordo com a Anvisa, a nova indicação foi fundamenta em estudo que demonstrou melhora clinicamente relevante e estatisticamente significativa na sobrevida livre de progressão.

FONTE: Agência Brasil

Enem terá inscrição automática para alunos do 3º ano da rede pública

 
O Ministério da Educação (MEC) anunciou nesta segunda-feira (8) que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A Portaria nº 422/2026, publicada hoje, prevê a inclusão do exame Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), visando aumentar a participação dos estudantes para uso do Enem no Saeb.

Inscrição automática

De acordo com o MEC, a inscrição automática já passa a valer para edição 2026 do Enem. O estudantes concluintes, do 3º ano, serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino.

O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher a prova de língua estrangeira que deseja fazer, além de solicitar recursos de acessibilidade se necessários.

Mais locais de prova

Com a novidade, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, irá aumentar o número de locais de aplicação das provas do Enem em cerca de 10 mil escolas. Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avalição da educação básica.

FONTE: Agência Brasil

Saiba como se proteger de golpes digitais

 

O governo federal lançou, nesta terça-feira (19), um kit com orientações sobre privacidade e segurança da informação. A intenção é ajudar na identificação de mensagens falsas, links suspeitos, tentativas de fraude e roubo de senhas.

A série de materiais educativos inclui gibi, vídeos e sete novas publicações, entre normas, guias e políticas. Todo o material está disponível na página do Programa de Privacidade e Segurança da Informação (PPSI).

A iniciativa é do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). Segundo a pasta, a proposta é aproximar o tema da segurança da informação do dia a dia da população, especialmente de públicos que acessam serviços públicos pela internet, usam aplicativos de mensagem e podem ser alvo de golpes digitais.

Revista em quadrinhos

Um dos principais destaques da iniciativa é a revista em quadrinhos Phishing e Golpes Cibernéticos, primeiro gibi lançado pela Secretaria de Governo Digital (SGD) sobre o tema. O ministério deverá lançar ainda outros dez gibis voltados à educação digital.

A publicação mostra como criminosos atuam para roubar dados de cidadãos por meio de mensagens falsas, links suspeitos e tentativas de fraude. Ao longo das páginas, os leitores também recebem orientações práticas sobre como identificar riscos e se proteger no ambiente digital.

Além dos materiais voltados à população, o MGI também disponibilizou novas publicações destinadas a gestores e servidores públicos que atuam no Sistema de Administração dos Recursos de Tecnologia da Informação (Sisp).

FONTE: Agência Brasil

terça-feira, 19 de maio de 2026

Anvisa suspende corticoide e remédio para colesterol; veja quais lotes

 
Agência também proibiu venda de compostos sem registro sanitário

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta segunda-feira (18) a comercialização, distribuição e uso de medicamentos depois de notificações de problemas em lotes específicos de produtos fabricados pelos laboratórios Hypofarma e Cimed.

No caso da Hypofarma, a medida atinge o medicamento Fosfato Dissódico de Dexametasona 4 mg/ml solução injetável (caixa com 50), utilizado como corticoide anti-inflamatório.

A empresa informou o recolhimento voluntário do lote 25091566 após identificar escurecimento da solução quando o produto é diluído em associação com determinados medicamentos.

Já a Cimed comunicou o recolhimento voluntário do lote 2424299 dos medicamentos Atorvastatina cálcica 40mg e Rosuvastatina 20 mg, ambos utilizados para controle do colesterol.

Segundo a empresa, houve suspeita de mistura de embalagens com cartuchos de Rosuvastatina identificados em lote de Atorvastatina. A Anvisa também suspendeu a comercialização, distribuição e uso dos produtos relacionados a esse lote específico (2424299).

Fitoterápicos proibidos

A agência sanitária também informou hoje que determinou a apreensão e proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso de uma série de medicamentos e fitoterápicos sem registro, notificação ou cadastro sanitário. Entre os produtos proibidos estão:

Composto Cura Tudo
Composto Anti-álcool
Garrafada Cura Tudo
Ki Sinusite/Rinite
Composto Saúde do Homem
Composto Tira Fumo
Composto para Diabetes
Composto Taradão
Composto para Psoríase
Garrafada do Seu Geraldo

A medida também vale para todos os lotes dos fitoterápicos da marca Status Verde:

Composto Anti-Diabetes
Valeriana Composta
Erva Baleeria
7 Magnésios

FONTE: Agência Brasil

INSS envia alerta no WhatsApp para prova de vida

 
Notificação vale só para quem não foi localizado no sistema

Os aposentados, pensionistas e outros beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que precisam regularizar a prova de vida começaram a receber notificações pelo WhatsApp. O aviso é destinado apenas às pessoas que não tiveram dados recentes localizados pelos sistemas automáticos do governo. A mensagem é enviada pela conta oficial “Governo do Brasil”, identificada com selo azul de verificação, e também aparece na caixa postal do aplicativo Gov.br.

A prova de vida é um procedimento usado para confirmar que o beneficiário continua vivo e, assim, evitar fraudes e pagamentos indevidos. Desde 2022, o processo passou a ser feito automaticamente pelo cruzamento de informações em bases oficiais do governo, sem necessidade de comparecimento anual ao banco ou ao INSS para a maioria dos segurados.

Na prática, o sistema verifica se o cidadão realizou alguma movimentação recente, como vacinação, emissão de documentos, votação em eleições, renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou atendimento em órgãos públicos. Quando o governo não encontra nenhuma dessas informações atualizadas, o beneficiário é convocado para fazer a comprovação manualmente.


Quem precisa

A atualização deve ser feita apenas por aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios de longa duração que receberam aviso oficial do governo. Quem não recebeu mensagem no WhatsApp, notificação no aplicativo Gov.br ou alerta no extrato bancário não precisa tomar nenhuma providência.

Segundo o INSS, os beneficiários convocados têm prazo para regularizar a situação e evitar problemas futuros no pagamento do benefício.
Como fazer

A prova de vida pode ser realizada das seguintes formas:

* Pelo aplicativo Meu INSS, para usuários com conta prata ou ouro no portal Gov.br;

* Pelo aplicativo Gov.br, com reconhecimento facial;

* No banco onde o beneficiário recebe aposentadoria, pensão ou auxílio;

* Pelo aplicativo da instituição financeira, nos bancos que oferecem biometria facial;

* Presencialmente na agência bancária responsável pelo pagamento.

No aplicativo Gov.br, o usuário deve acessar a opção “Prova de Vida”, verificar a pendência e seguir as orientações para validação facial.

Como consultar

O beneficiário pode verificar se a situação está regularizada pelos seguintes canais:

• Site ou aplicativo Meu INSS, na área “Prova de Vida”;

• Central 135, com atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h;

• Extrato bancário do benefício, onde pode aparecer aviso de pendência;

• Caixa postal do aplicativo Gov.br.

Se a prova de vida estiver em dia, o sistema mostrará a data da última atualização cadastral.

Alerta de golpes

O governo federal reforçou o alerta para tentativas de fraude envolvendo a prova de vida. Segundo o INSS, as mensagens oficiais não enviam links externos, não pedem senhas, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), endereço ou dados bancários e nunca solicitam pagamentos por Pix ou qualquer outra forma.

O órgão também orienta os beneficiários a desconfiarem de mensagens recebidas fora dos canais oficiais e lembra que o INSS não envia servidores à casa dos segurados para recolher documentos ou realizar o procedimento.

A recomendação é utilizar apenas o aplicativo Gov.br e o Meu INSS ou contatar o banco responsável pelo pagamento do benefício e Central 135 para consultar informações e regularizar a situação cadastral.

FONTE: Agência Brasil

domingo, 17 de maio de 2026

Saiba como pedir reembolso de produtos Ypê suspensos pela Anvisa

 
Clientes devem preencher formulário em site da empresa

Com a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de manter a suspensão da fabricação, distribuição e venda de lotes de produtos da marca Ypê, com final 1, a empresa de itens de limpeza emitiu comunicado, nesta sexta-feira (15), para orientar os clientes sobre como pedir o reembolso ou fazer a troca desses materiais barrados por risco à saúde.

Para isso, os clientes deverão entrar no site da empresa, preencher o formulário (que pede a chave Pix) e equipes responsáveis farão o estorno do valor do produto adquirido.


"A empresa reitera que, de acordo com os controles e análises internas realizados pela Ypê, os produtos são seguros para o consumidor. Ainda assim, a companhia propôs à Anvisa apresentar testes realizados por laboratórios independentes autorizados pela agência, de todos os lotes já colocados no mercado, para garantir a segurança dos mesmos e sua consequente liberação para uso o mais rápido possível", informou a companhia, em comunicado.

A determinação da Anvisa, de 15 de maio, estabeleceu que os produtos lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lote final 1, elencados na Resolução 1.834/2026, não precisariam mais ser recolhidos neste momento, mas deverão permanecer guardados até a emissão de novos laudos de laboratórios independentes.

Entenda o caso

No último dia 7, a Anvisa suspendeu fabricação, comercialização e distribuição de lotes de produtos da marca Ypê com numeração final 1. A lista inclui detergente, sabão líquido para roupas e desinfetantes.

Um dos principais problemas é a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária até infecção respiratória em pessoas com problemas crônicos de pulmão, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia.

 Confira a lista de produtos contaminados com lotes que terminam em 1:

Lava Louças Ypê Clear Care

Lava Louças com enzimas ativas Ypê

Lava Louças Ypê

Lava Louças Ypê Clear Care

Lava Louças Ypê Toque Suave

Lava Louças concentrado Ypê Green

Lava Louças Ypê Clear

Lava Louças Ypê Green

Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha

Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green

Lava Roupas Líquido Ypê Express

Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT

Lava Roupas Líquido Ypê Premium

Lava Roupas Tixan Maciez

Lava Roupas Tixan Primavera

Desinfetante Bak Ypê

Desinfetante de uso geral Atol

Desinfetante Perfumado Atol

Desinfetante Pinho Ypê

Lava roupas Tixan Power ACT

FONTE: Agência Brasil

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Posso tomar a vacina da dengue do Instituto Butantan mesmo se já tive dengue?

 

Quem já teve a doença pode contrair outros sorotipos do vírus da dengue e por isso deve tomar a Butantan-DV para ficar completamente protegido


A vacina tetravalente contra dengue de dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan, a Butantan-DV, é indicada mesmo para quem já contraiu dengue.

Isso porque existem quatro tipos de vírus da dengue (DENV-1, DENV- 2, DENV- 3 e DENV4) e uma pessoa pode adoecer até quatro vezes, já que fica imune apenas ao vírus que contraiu inicialmente. Assim, mesmo quem já teve dengue deve se vacinar, com intuito de prevenir uma nova infecção pelos outros sorotipos para o qual o corpo ainda não desenvolveu proteção.

“A pessoa que já teve a doença pode ter de novo, e a vacina protege contra os diferentes tipos do vírus. Por isso, ela continua sendo recomendada para quem teve dengue. Porém, a pessoa só deve receber o imunizante seis meses depois de ter tido a doença”, ressalta a gerente de farmacovigilância do Butantan e membro da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mayra Moura.

A Butantan-DV foi aprovada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26 de novembro de 2025 para ser usada em pessoas de 12 a 59 anos, de acordo com a indicação feita na bula do imunizante. A vacina foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, e começou a ser aplicada em janeiro de 2026 em pessoas de 15 a 59 anos em um projeto piloto realizado em cidades de São Paulo, Minas Gerais e Ceará. Em fevereiro, o Ministério da Saúde começou a vacinação de 1,2 milhão de profissionais de saúde em todo o país. No estado de São Paulo, a vacina passa a ser oferecida a todos os profissionais de saúde da rede pública e privada, não somente para os da Atenção Primária, e para toda a população de 59 anos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

A Butantan-DV somente é contraindicada para pessoas com histórico de reação alérgica grave a qualquer um dos componentes da vacina; pessoas com algum tipo de imunossupressão ou alteração da imunidade, ou seja, por doença ou pelo uso de medicamentos; gestantes ou mulheres em período de amamentação.

O Ministério da Saúde recomenda a vacinação contra a dengue, utilizando as vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), independentemente de infecção prévia.

Saiba mais sobre a Butantan-DV

Os resultados do ensaio clínico de fase 3 da Butantan-DV revelaram uma eficácia de 80,5% contra casos de dengue grave e dengue com sinais de alarme (desfecho combinado) ao longo de cinco anos. O estudo, publicado na prestigiada revista científica Nature Medicine, acompanhou quase 17 mil pessoas no Brasil e confirmou que a proteção se mantém sólida em longo prazo.

No que diz respeito à eficácia geral para prevenir a dengue sintomática (causada por qualquer sorotipo), o imunizante atingiu a marca de 65% durante os cinco anos de monitoramento.

Além da alta proteção contra quadros severos, o estudo demonstrou que a Butantan-DV protegeu contra hospitalizações por dengue, já que não houve nenhum registro de internação no grupo vacinado, contra oito casos no grupo placebo.

O imunizante utiliza vírus vivos, mas "enfraquecidos" (atenuados) em laboratório, para que não causem a doença enquanto são capazes de estimular uma resposta imune. As cepas utilizadas são baseadas em uma tecnologia originalmente desenvolvida pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês).
Saiba mais sobre a doença

A dengue é uma arbovirose [doença transmitida por artrópodes, como mosquitos e carrapatos], que tem como vetor a fêmea do mosquito Aedes aegypti.

Os primeiros sintomas da dengue são febre alta, dores no corpo e atrás dos olhos, vermelhidão na pele e fadiga. Nessa fase, a doença é classificada como dengue clássica ou dengue sem sinais de alerta, e pode ser controlada com hidratação intensa e certas medicações até seu desaparecimento, em alguns dias.

Em uma minoria, outros sintomas mais específicos podem surgir, como dores abdominais, vômitos intensos, desidratação, falta de apetite e sangramentos nas mucosas. Essa é a fase da dengue com sinais de alerta, nome dado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por indicar uma gravidade do quadro clínico. Nesse momento, é importante ter acompanhamento médico.

FONTE: Agência Brasil
INMET GOES



quarta-feira, 13 de maio de 2026

Clima instável reduz defesas e pode agravar crises respiratórias

 
Especialistas alertam para importância de hidratação e lavagem nasal

As instabilidades da temperatura reduzem algumas atividades fisiológicas no nível de defesa e podem aumentar a frequência de crises de infecções respiratórias. O alerta é do otorrionolaringologista Luciano Gregório, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).


“É como se a defesa tivesse uma abertura de alguma maneira danificada, então alguns patógenos virais se aproveitam e podem infeccionar o nosso nariz", explica à Agência Brasil.

O clima instável alerta principalmente para problemas em pessoas com rinite não alérgica. “Mudança de temperatura, cheiro de fumaça, perfume podem entupir o nariz”.

Segundo o especialista, a variação de temperatura não só atrapalha a defesa do corpo, alterando a fisiologia, mas também pode modificar diretamente alguns impulsos nervosos e acabar entupindo o nariz em alguns pacientes. Em ambientes fechados, o ar seco e o frio podem aumentar tanto a frequência de rinite (inflamação do nariz), como de sinusite (inflamação dos seios da face), com piora dos sintomas.

Atitudes

Algumas atitudes podem contribuir para a saúde respiratória nesses dias mais frios, mais instáveis. Beber água é uma delas, orienta Luciano Gregório. “Manter-se hidratado ajuda de diversas maneiras porque, se você não beber água e ficar desidratado, vai atrapalhar de alguma maneira a saúde nasal”.

O médico também explica que manter o ambiente úmido vai melhorar as condições do nariz, mas observa que o excesso de umidade pode ocasionar mofo e ácaro, o que constitui um problema.

Uma das soluções apontadas para manter a saúde nasal é fazer lavagens nasais com soro fisiológico, de uma quatro vezes ao dia.

“A gente tem diversos mecanismos de dispositivos de lavagem hoje”. Citou, entre eles, as garrafinhas de compressão, seringas de lavagem e a solução salina isotônica, que é o soro fisiológico 0,9%.

“Isso vai remover os alérgenos, a poeira, pó, vai fluidificar a secreção que está no nariz, vai melhorar a limpeza do nariz, ao mesmo tempo em que vai reduzir também os mediadores inflamatórios do nariz”.

Para pacientes que têm rinite vasomotora, que piora quando há alteração da temperatura, água muito morna ou muito fria pode desencadear mecanismos de entupimento e de vasorreatividade e piorar a congestão. “Mas limpar o nariz com soro e umidificar o ambiente seco vai facilitar muito”.

Aviões

Para enfrentar o ar super seco, o diretor da ABORL-CCF comentou que também existem géis de hidratação nasal que podem ser colocados dentro do nariz e que são encontrados em farmácias.

“A solução nasal de lavagem remove os fatores inflamatórios, os alérgenos da cavidade do nariz. Limpam mesmo e aumentam a fluidificação da fossa nasal, mas eles não hidratam a narina. Quem vai hidratar é o gel de soro”.

Mais dicas

O otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros aponta que em queda de temperaturas, o nariz mostra dificuldade de manter a função de aquecer e umidificar o ar inspirado, o que prejudica a defesa natural do sistema respiratório e abre espaço para infecções e inflamações.

Nesse cenário, o otorrino aponta que as doenças mais comuns são gripes, resfriados, sinusites, crises de rinite alérgica e até laringites, com possibilidade de evoluir para quadros mais graves em pessoas com imunidade baixa.

Barros acrescentou outros cuidados que considera indispensáveis para a saúde respiratória nos dias mais frios. Além da hidratação e uso de soro fisiológico no nariz, ele recomenda evitar ambientes fechados e com aglomeração, porque é onde a circulação de vírus respiratórios é maior,.

Além disso, deve-se manter uma rotina de sono e alimentação equilibrada, uma vez que um corpo descansado e bem nutrido responde melhor às mudanças climáticas.

O médico chamou a atenção, em especial, para as crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como rinite, asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que requerem atenção redobrada. “A qualquer sinal de piora, como tosse persistente, chiado no peito ou febre, é fundamental procurar um médico”.

FONTE: Agência Brasil



terça-feira, 12 de maio de 2026

Anvisa libera registro de remédios para tratar psoríase e asma

 


Yesintek também pode ser usado para Doença de Crohn

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou  o registro de dois medicamentos: um para tratamento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, e outro para asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais grave.

O primeiro medicamento indicado é Yesintek (Ustequinumabe), apresentado como solução injetável pronta para administração subcutânea e para infusão intravenosa.

O remédio é indicado para tratar psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa. Segundo ao Anvisa, o produto foi avaliado pela via de desenvolvimento por comparabilidade, tendo sido comparado ao medicamento Stelara.

“Yesintek é biossimilar, ou seja, demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência previamente registrado na Anvisa”, disse a agência reguladora.

A agência disse ainda que o medicamento aprovado é uma nova alternativa terapêutica para pacientes adultos e crianças acima de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave.

“O tratamento é direcionado especificamente para casos em que as terapias convencionais — como o uso de ciclosporina, metotrexato ou sessões de fototerapia (PUVA) — não apresentaram resultados satisfatórios, foram contraindicadas ou causaram intolerância.”

Ainda de acordo com a agência reguladora, no caso de pacientes adultos com artrite psoriásica ativa, o medicamento pode ser usado, de forma isolada ou em combinação com metotrexato, quando a resposta ao tratamento com drogas antirreumáticas modificadoras da doença (DMARD) foi inadequada. O Yesintek é indicado ainda para crianças com mais de 6 anos com a doença ativa.

No caso da doença de Crohn, o remédio é indicado para pacientes adultos com quadro ativo de moderado a grave, que tiveram resposta inadequada ou perda de resposta a outros tratamentos, além de pessoas intolerantes à terapia convencional ou ao anti-TNF-alfa (medicamentos imunobiológicos que bloqueiam uma proteína específica, reduzindo inflamações crônicas) ou que tenham contraindicações médicas para essas terapias.

Asma e rinossinusite crônica

Também nesta segunda-feira, a Anvisa publicou o registro de um novo medicamento para tratar asma e rinossinusite crônica com pólipos nasais grave, o Densurko® (depemoquimabe).

A medicação é apresentada como solução injetável 100 mg/mL, em seringa preenchida ou caneta aplicadora, prontas para uso e indicada como tratamento complementar da asma em pacientes adultos e pediátricos com idade igual ou acima de 12 anos com inflamação do tipo 2 (alérgica) caracterizada pelo excesso de eosinófilos (glóbulos brancos envolvidos na inflamação das vias aéreas) no sangue.

Segundo o órgão, estudos clínicos demonstraram redução significativa na taxa de exacerbações clinicamente quando comparado ao placebo, ambos associados ao tratamento padrão.

No caso da rinossinusite crônica com pólipos nasais, o medicamento é indicado somente para pacientes adultos nos quais a terapia convencional (com corticosteroides sistêmicos) e/ou cirurgia não proporciona controle adequado do quadro.

Nos dois casos, o tratamento indicado é de uma dose a cada seis meses.

FONTE: Agência Brasil

sábado, 9 de maio de 2026

Estudo sobre cheias no Rio Grande do Sul aponta causas do desastre

 
Após dois anos da tragédia, os pesquisadores mapearam eventos gatilho

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (7) detalhou as causas que resultaram na maior tragédia climática enfrentada pelo estado do Rio Grande do Sul, em 2024. Foram 478 municípios atingidos por enchentes e enxurradas que alcançaram mais de 2,4 milhões de habitantes e resultaram na morte de 185 pessoas, além de deixarem outras 23 desaparecidas até hoje.

Após dois anos do desastre, os pesquisadores mapearam eventos gatilho, identificaram as condições inseguras, as causas raiz e as pressões dinâmicas em um diagnóstico da cadeia de produção de risco.

O documento também aponta caminhos para diminuir exposição e vulnerabilidade nas cidades brasileiras.

O estudo Entendendo a Construção do Risco: causas raiz do desastre climático de 2024 no Rio Grande do Sul foi desenvolvido pelo World Resources Institute Brasil (WRI) com a participação de pesquisadores de universidades gaúchas.

“Buscamos entender as fragilidades que culminaram nesse desastre e propor uma discussão sobre as decisões e políticas que vão prevenir desastres futuros e promover um desenvolvimento resiliente”, explica Henrique Evers, um dos autores do estudo.

De acordo com a coordenadora de Adaptação Urbana do WRI Brasil, Lara Caccia, o estudo dimensionou o desastre que teve como gatilho o extremo climático, mas foi resultante de um processo histórico de construção do risco, a partir de fatores sociais, econômicos e de governança.

“Esses fatores amplificaram os impactos das chuvas intensas”, explica.

Foram classificadas em quatro categorias, as 11 causas raiz, que se relacionam com as 20 pressões dinâmicas, gerando condições inseguras para o desastre, que associadas amplificaram o risco e a vulnerabilidade.

Confira as causas raiz nas quatro categorias:

Desenvolvimento urbano e rural

- Modelo de ocupação territorial pouco resiliente

Condições físicas e ambientais

- Variabilidade do clima

- Condições geomorfológicas e hidrológicas favoráveis ao desastre

Condições socioeconômicas

- Negacionismo climático

- Desigualdade socioeconômica e concentração de riqueza

- Falta de cultura de prevenção

Governança

- Modelo de desenvolvimento que prioriza a economia sobre pautas ambientais e sociais

- Arcabouço legal negligenciado para gestão de riscos

- Falta de priorização política da agenda socioambiental

- Insuficiência da governança para lidar com a questão climática entre os níveis de gestão

- Dualidade entre público e privado

Na prática, uma causa raiz como modelo de ocupação territorial pouco resiliente gera pressões dinâmicas como expansão urbana descontrolada, especulação imobiliária ou desigualdades socioespaciais, por exemplo.

“Esses fatores, comuns a outros cenários de desastres climáticos, destacam, sobretudo, o papel das decisões humanas e institucionais em gerar e disseminar socialmente o risco ao longo do tempo”, destaca o relatório.

Para os pesquisadores, o fato de muitos desses riscos estarem presentes em todos os municípios afetados, reforça a necessidade de articulação e integração multirregional além das capacidades municipais, com a atuação de instâncias que podem, por exemplo, ser associadas às bacias hidrográficas.

A partir desse mapeamento, os pesquisadores concluíram que para tornar cidades mais resilientes é preciso ir além dos investimentos em infraestrutura, sendo necessário o fortalecimento da governança em diferentes níveis de governo, articulação e integração do planejamento, consolidação de uma cultura de prevenção e a priorização de grupos vulnerabilizados.

“Se o risco foi construído historicamente, a resiliência também pode ser construída por meio de novas escolhas de desenvolvimento”, avalia Lara Caccia.

FONTE: Agência Brasil

sexta-feira, 8 de maio de 2026

RECORTES DE JORNAL - PROFESSOR RENÉ NA FEIRA DO LIVRO 2002

 
Historiador camarense participa de Feira do Livro em POA

O professor René Boeckel Velloso Filho, participou da  Feira do Livro realizada no mês de novembro de 2002 na capital gaúcha, onde expôs uma obra literária sob o titulo "Paróquia de São Nicolau de General Câmara". O escritor recebeu em sua Estande vários ex colegas professores que foram apreciar o trabalho do escritor/historiador. O livro, segundo fala o próprio autor, em suas 254 páginas e mais de 64 fotos, conta a história da Antiga Margem do Taquari, que hoje é a sede do Município.

Velloso Filho exerceu o magistério público Estadual por mais de trinta anos e sempre na cidade de General Câmara, onde lecionou nas Escolas Normal e Vasconcelos Jardim. Após se aposentar foi incumbido de uma encomenda a qual era escrever um livro do Cinqüentenário da Escola Estadual Vasconcelos Jardim. O trabalho durou cerca de quatro meses e ao concluir surgiu seu primeiro livro em 1998. Uma obra com 100 páginas e mais de 90 fotografias. O 2° Livro - "Paróquia de São Nicolau de General Câmara", o escritor levou oito anos para chegar ao término das 254 páginas. René Boeckel também é membro da Associação dos Amigos do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. Os seu dois trabalhos literários foram impressos pela Editora Alcance. O Professor René atualmente trabalha em um novo projeto literário, baseado em uma pesquisa sobre a história e a influência da Rede Ferroviária no desenvolvimento do Município camarense.






quinta-feira, 7 de maio de 2026

Modernização de eclusa de AMARÓPOLIS em SANTO AMARO DO SUL no Rio Jacuí começa no segundo semestre

 












De acordo com projeções do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a expectativa é que até junho seja dada a ordem de serviço para o começo das obras de modernização da eclusa de Amarópolis.



quarta-feira, 6 de maio de 2026

Saiba mais sobre o hantavírus, suspeito de causar surto em cruzeiro

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) monitora um possível surto de hantavírus em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico. Até o momento, três pessoas morreram e pelo menos outras três estão doentes – uma delas, em terapia intensiva.

A operadora de turismo Oceanwide Expeditions, que administra a embarcação MV Hondius, confirmou que enfrenta “situação médica grave” a bordo do navio. Uma variante do hantavírus foi identificada no paciente que segue internado.

“Além disso, há atualmente dois tripulantes a bordo com sintomas respiratórios agudos, um leve e outro grave. Ambos necessitam de cuidados médicos urgentes”, alertou a Oceanwide Expeditions.

A embarcação permanece isolada na costa de Cabo Verde. Há, ao todo, 149 pessoas a bordo, de 23 nacionalidades – nenhuma delas brasileira. O desembarque de passageiros, o atendimento médico e a triagem exigem autorização de autoridades sanitárias locais.


A doença

De acordo com a OMS, os hantavírus são vírus zoonóticos que infectam naturalmente roedores e, ocasionalmente, são transmitidos a humanos.

A infecção em humanos pode resultar em doenças graves e, frequentemente, em morte, embora as manifestações clínicas variem de acordo com o tipo de vírus e a localização geográfica.

Nas Américas, por exemplo, a infecção é conhecida por causar a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, condição rapidamente progressiva que afeta os pulmões e o coração.

Já na Europa e na Ásia, os hantavírus são conhecidos por causarem febre hemorrágica com síndrome renal, que afeta principalmente os rins e os vasos sanguíneos.

Classificação viral

Os hantavírus pertencem à família Hantaviridae. Cada hantavírus está tipicamente associado a uma espécie específica de roedor reservatório, na qual o vírus causa infecção de longa duração sem manifestação aparente de doença.

Embora muitas espécies de hantavírus tenham sido identificadas em todo o mundo, apenas um número limitado delas é conhecido por causar doenças em humanos.

O vírus Andes faz parte da família Hantaviridae e, segundo a OMS, é o único conhecido por causar transmissão limitada de pessoa para pessoa entre contatos próximos e prolongados, com casos registrados na Argentina e no Chile.

Transmissão

A transmissão do hantavírus para humanos acontece pelo contato com urina, fezes ou saliva contaminadas de roedores infectados. A infecção também pode ocorrer, embora menos comumente, por meio da mordida de roedores.

Atividades que envolvem contato com roedores, como limpeza de espaços fechados ou mal ventilados, agricultura, trabalho florestal e dormir em residências infestadas por roedores, aumentam o risco de exposição.

De acordo com a OMS, a transmissão entre pessoas, quando acontece, tem sido associada a contato próximo e prolongado, particularmente entre membros da mesma família ou parceiros íntimos, e parece ser mais provável durante a fase inicial da doença.

Sintomas e apresentação clínica

Em humanos, os sintomas geralmente começam entre uma e seis semanas após a exposição e tipicamente incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e sintomas gastrointestinais, como dor abdominal, náuseas ou vômitos.

Na síndrome cardiopulmonar por hantavírus, a doença pode progredir rapidamente para tosse, falta de ar, acúmulo de líquido nos pulmões e choque.

Já na síndrome hemorrágica com insuficiência renal, os estágios mais avançados podem incluir hipotensão, distúrbios hemorrágicos e insuficiência renal.

Diagnóstico

O diagnóstico precoce da infecção por hantavírus, segundo a própria OMS, pode ser desafiador, já que os sintomas iniciais são comuns a outras doenças febris ou respiratórias, como gripe, covid-19, pneumonia viral, leptospirose, dengue ou sepse.

“Uma anamnese cuidadosa é essencial, com atenção especial à possível exposição a roedores, riscos ocupacionais e ambientais, histórico de viagens e contato com casos conhecidos em áreas onde os hantavírus estão presentes”, reforçou a organização.

A confirmação laboratorial depende de testes sorológicos para detectar anticorpos específicos para hantavírus, bem como de métodos moleculares durante a fase aguda da doença, quando o RNA viral pode ser detectado no sangue.

Tratamento

Embora não exista tratamento específico para os quadros causados pelo hantavírus, o auxílio médico precoce é citado pela OMS como fundamental para melhorar a sobrevida e concentra-se no monitoramento clínico rigoroso e no controle de complicações.

Prevenção e controle

A prevenção da infecção por hantavírus depende, principalmente, da redução do contato entre pessoas e roedores. Além disso, medidas eficazes, segundo a OMS, incluem:

manter casas e locais de trabalho limpos;
vedar aberturas que permitam a entrada de roedores em edifícios;
armazenar alimentos de forma segura;
utilizar práticas de limpeza seguras em áreas contaminadas por roedores;
evitar varrer ou aspirar fezes de roedores a seco;
umedecer áreas contaminadas antes da limpeza.

“Durante surtos ou quando houver suspeita de casos, a identificação e o isolamento precoces, o monitoramento de contatos próximos e a aplicação de medidas padrão de prevenção de infecções são importantes para limitar a propagação”, orienta a OMS.

FONTE: Agência Brasil

segunda-feira, 4 de maio de 2026

MEC Livros terá acervo ampliado para 25 mil obras

 
Usuário poderá devolver livro antes do fim do prazo de 14 dias

O Ministério da Educação informou que irá ampliar de 8 mil para 25 mil livros o acervo do MEC Livros, plataforma permite acesso gratuito a livros.

O aplicativo disponibiliza títulos de autores nacionais e internacionais que podem ser alugados gratuitamente por qualquer pessoa que tenha uma conta Gov.br. Mais de meio milhão de pessoas já se cadastraram na plataforma, lançada no início do mês.

A partir desta sexta-feira (24), usuários que tiverem lido pelo menos 10% da obra poderão devolvê-la antes do fim do prazo de 14 dias e fazer um novo empréstimo. Quem tiver lido 90% ou mais do livro pode também entregar antecipadamente. Atualmente, a devolução só pode ser feita depois de 14 dias e são autorizados empréstimos de duas obras por mês por CPF.

"A maior reclamação que a gente recebeu foi que as pessoas liam mais rápido, queriam pegar emprestado aquele livro, queriam devolver o livro para poder pegar outro livro e ler mais ainda. Então, a partir de amanhã, o empréstimo não se limitará ao prazo de 14 dias. Você poderá ler o seu livro. Se você não gostou e leu 10% do livro, você pode devolver o livro e pegar outro. E se você gostou e leu rápido, você também vai poder devolver o seu livro e pegar outro livro para continuar", explicou o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

O aumento do acervo do MEC Livros foi anunciado durante a entrega do 9º Prêmio Vivaleitura, que reconheceu projetos e experiências que promovem a leitura, em comemoração ao Dia Mundial do Livro. O evento teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Ninguém vai comprar um livro se não tiver dinheiro. Nós temos que fazer as pessoas lerem, mesmo que não possam comprar um livro, e o MEC Livros é exatamente isso”, destacou o presidente.

>> Veja como acessar o MEC Livros: 

Basta acessar o site ou o aplicativo do MEC Livros e fazer o login com a conta do Gov.br;
Na primeira página, aparece uma lista de livros disponíveis, organizados por categorias  (“Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”);
Clique na capa da obra que deseja pegar emprestado. Há a opção de ler o resumo sobre a obra no botão “Mais informações”; 
Em seguida, clique no botão “Emprestar e Ler" e selecione o livro.

Plano de incentivo a leitura

No mesmo evento, o governo federal lançou o Plano Nacional do Livro e da Leitura 2026-2036, que traz metas para os próximos dez anos focadas em: ampliar o acesso a livros, reduzir o preço das obras, aumentar o número espaços de leitura, expandir livrarias no interior do país e incentivar a produção literária nacional.

Uma das metas é aumentar de 47% para 55% o percentual de leitores brasileiros até 2035.