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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Projetos agrícolas que colaborem para reduzir a emissão de gases de efeito estufa têm R$ 688 milhões em linha do BB


 Os agricultores que tenham projetos de recuperação de áreas degradadas, de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, de recomposição de reserva legal ou área de preservação permanente e sistemas de plantio direto na palha têm R$ 688 milhões em linha de crédito do Banco do Brasil (BB) específica para projetos agrícolas que colaborem para reduzir as emissões do gases de efeito estufa.
Dos R$ 850 milhões reservados para financiar o programa federal Agricultura de Baixo Carbono (ABC) na safra agrícola 2011/2012, o BB aplicou até agora R$ 162 milhões, segundo o vice-presidente de Agronegócio e de Micro e Pequenas Empresas do banco, Osmar Dias. Segundo ele, o BB tem investido fortemente na qualificação técnica de seu pessoal para intensificar os financiamentos a atividades rurais sustentáveis, no âmbito do programa ABC, com o objetivo de dinamizar o desempenho da iniciativa, implantada em julho do ano passado.
Para isso, o banco preparou projetos técnicos modulares, específicos para cada região do país, de modo a acelerar o processo de contratação e atrair mais produtores para o programa ABC, cujo objetivo é promover a melhoria da competitividade da agricultura e contribuir para a redução do desmatamento, acrescentou.
Com esse objetivo, o banco criou uma linha de crédito que oferece condições atrativas, como financiamentos em até 180 meses e encargos financeiros de 5,5% ao ano. Os produtores podem contratar até R$ 1 milhão por ano-safra (de julho a junho), independentemente de ter outro crédito rural em atividade.
Agência Brasil 11/01/2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Governo apura prejuízos com a quebra de safra e discute proteção aos produtores


Os ministérios da Agricultura e da Fazenda vão apurar os prejuízos da quebra de safra causada por secas e enchentes no país para colocar em prática mecanismos de proteção aos produtores, como a prorrogação de dívidas rurais e o pagamento de indenizações para quem contratou o seguro rural.
Segundo o Ministério da Agricultura, também foi discutida em reunião interministerial feita hoje (9) a criação de novos mecanismos de proteção aos produtores rurais que tenham sua renda afetada por situações de emergência.
O encontro ocorreu na Casa Civil e teve a presença dos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, do interino da Fazenda, Nelson Barbosa, da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. De acordo com Mendes Ribeiro, “novos mecanismos de socorro” serão buscados com “a maior rapidez possível” para beneficiar tantos os produtores com capacidade de pagamento quanto os que enfrentam dificuldades para quitar seus financiamentos ou tiveram alguma perda de infraestrutura.
Neste início de ano, o excesso de chuvas está afetando os estados do Sudeste, principalmente Minas Gerais. Já a falta de chuvas traz prejuízos a produtores rurais do Nordeste e do Sul, onde diversos municípios decretaram situação de emergência.
Agência Brasil 09/01/2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Governo publica novas regras para produção leite visando a aumentar a qualidade


O Ministério da Agricultura aumentou o rigor para a produção de leite na maior parte do país, com o objetivo de aumentar a qualidade do produto. No domingo (1º), as regras passam a valer. A medida inclui ordens para que o local onde o gado é mantido tenha piso impermeável a fim de facilitar a limpeza e o escoamento da água, além do controle de temperatura para a pasteurização do leite na média de 4 graus Celsius (ºC). Para a ordenha (retirada do leite), será necessário definir uma dependência própria.
A Instrução Normativa nº 62, publicada hoje (30) no Diário Oficial da União, fixa um escalonamento de prazos e limites para a redução de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS) até o ano de 2016.
O objetivo, segundo o governo, é aprimorar o controle sanitário do rebanho – no que se refere a doenças, como brucelose e tuberculose -, além de obrigar que seja feita análise para pesquisa de antibióticos, por exemplo, no leite.
Pelas regras, os produtores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste terão novos limites para CBT e CCS. Atualmente, esses índices podem chegar a 750 mil por mililitro. Mas a partir de janeiro a tolerância será de até 600 mil por mililitro. As regras no Norte e Nordeste só serão exigidas a partir de janeiro de 2013.
As normas foram consolidadas pela Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Leite e foram baseadas em estudos feitos pela Embrapa Gado de Leite e no histórico dos programas de qualidade das empresas de laticínios. De acordo com o Ministério da Agricultura, em nove anos de vigência das regras sobre qualidade de leite no país, houve uma série de avanços no setor, como investimentos em eletrificação rural, melhoria das estradas para facilitar o escoamento da produção e treinamento dos produtores em práticas de manejo e controle sanitário.
Porém, para o ministério, o principal êxito foi a conquista da ampliação das relações do produtor com a indústria e o mercado. Segundo as autoridades, para atender às demandas, foi criado um grupo de trabalho que acompanha a execução do Programa Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite.
Agência Brasil 30/12/2011