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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Inmetro recomenda atenção na compra do bebê conforto

 
Equipamento deve ter selo de certificação do instituto

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) orienta os pais a terem atenção na compra e utilização da cadeirinha do bebê conforto, equipamento obrigatório para garantir a segurança de recém-nascidos e bebês durante o transporte em veículos automotores.

Segundo o instituto, o primeiro aspecto a ser observado é se o produto possui o selo de certificação do Inmetro, que indica que o equipamento foi submetido a ensaios e atende aos requisitos técnicos obrigatórios.

De acordo com o diretor de Avaliação da Conformidade do Inmetro (Dconf), João Nery, é importante também a verificação das informações fornecidas pelo fabricante, como faixa etária, peso e altura indicados no manual. No Brasil, o uso do bebê conforto é obrigatório para o transporte de crianças de até 1 ano, até 13 kg ou até 75 cm.


"Essas especificações determinam se o modelo é compatível com as características da criança e devem ser rigorosamente respeitadas, uma vez que a escolha de um equipamento inadequado pode comprometer a proteção oferecida pelo dispositivo. É imprescindível que esses produtos sejam adquiridos em mercados formais e que os consumidores verifiquem a presença da marca do Inmetro”.

O diretor destaca também que o uso correto do bebê conforto é fundamental para a segurança. A instalação deve ser feita no banco traseiro do veículo, sempre virado para trás (de costas para o motorista), posição que reduz significativamente o risco de lesões em caso de frenagens bruscas ou colisões.


"Além da instalação, as alças internas devem estar ajustadas ao corpo da criança, nem frouxas, nem excessivamente apertadas, garantindo que a retenção seja eficaz em caso de impacto. O manual do fabricante e os indicadores do próprio equipamento orientam o uso correto", enfatiza Nery.

É recomendado ainda que os recém-nascidos não passem mais de uma hora seguida nesses dispositivos. "O bebê conforto foi projetado exclusivamente para o transporte veicular, não sendo recomendado manter a criança por períodos prolongados no dispositivo fora do carro", ressalta o diretor.

Além do bebê conforto, outros dispositivos para uso de crianças, como a cadeira de segurança e a cadeira de elevação, também devem ser utilizados conforme a idade, o peso e a altura da criança, sempre de acordo com as orientações de segurança e a legislação vigente.

A cadeira de segurança é indicada para crianças de 1 a 4 anos, ou com peso de até 18 kg, e também deve ser instalada no banco traseiro do veículo. Nesse equipamento, a criança permanece sentada e posicionada de frente para o movimento do carro, conforme as especificações do fabricante. Alguns modelos suportam pesos maiores, podendo chegar a 36 kg.

Já o assento de elevação é destinado a crianças com peso entre 15 kg e 36 kg, geralmente na faixa etária de 4 a 7 anos. Sua função é elevar a criança para que o cinto de segurança do veículo seja corretamente posicionado sobre as partes adequadas do corpo, como quadril, centro do peito e meio do ombro.

FONTE: Agência Brasil

quarta-feira, 21 de março de 2012

Próteses mamárias terão que ter certificado de aprovação do Inmetro, determina a Anvisa


As próteses mamárias de silicone importadas terão de ter aprovação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para serem vendidas no mercado brasileiro. É o que determina resolução aprovada hoje (20) pela diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
As novas regras foram tomadas depois do escândalo internacional envolvendo as marcas francesa Poly Implant Prothese (PIP) e a holandesa Rofil, acusadas de usar silicone inapropriado aumentando o risco do implante romper ou vazar e provocar problemas de saúde. Calcula-se que 20 mil brasileiras têm implantes das marcas estrangeiras.
Pela resolução, as próteses terão de passar por testes de laboratórios brasileiros para checar a resistência e composição do silicone usado e exames biológicos. Além disso, as fabricantes serão inspecionadas. Atualmente, a empresa precisa apresentar somente um certificado do país de origem para conseguir autorização de venda da prótese mamária no Brasil, sendo que os lotes não necessitam ser testados.
Conforme o comunicado da Anvisa, caberá ao Inmetro definir os critérios dos testes, a coleta do material e credenciar os laboratórios que prestarão o serviço aos importadores das próteses mamárias. A nota não informa a data para que a exigência da certificação entra em vigor.
Em fevereiro, o Inmetro colocou em consulta pública proposta para analisar as próteses que chegam ao país. A proposta é fazer auditoria com periodicidade variando de seis meses a um ano.
Agência Brasil 20/03/2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Inmetro alerta para importância do uso correto de cadeirinhas infantis


 Especialistas alertam que os pais precisam ter cuidados na hora de comprar e de instalar uma cadeirinha para transportar crianças em automóveis. Há pelo menos 90 modelos e marcas diferentes do produto no mercado. O problema é que nem todos dispõem de um manual adequado para a instalação e o uso do equipamento.
O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) recomenda aos pais que a instalação adequada é fundamental para diminuir as consequências de choques entre veículos. Seguir as instruções fornecidas pelos fabricantes é fundamental para a proteção das crianças. O Inmetro lançou, semana passada, um vídeo com orientações sobre o uso correto das cadeirinhas. O vídeo faz parte uma série de gravações explicativas do uso dos principais produtos com selo do instituto.
A servidora pública Rosiane Oliveira, de 40 anos, comprou a cadeirinha em um hipermercado de Brasília. Segundo ela,  o produto é de um tamanho compatível com a idade de sua filha, que tem 2 anos. A funcionária pública seguiu as orientações do manual sobre como usar o cinto e colocar a criança na cadeirinha. Mas ela alerta que há falhas nas cadeirinhas.
“Minha filha consegue destravar o cinto da cadeirinha, tirando a proteção. Teve uma vez que a flagrei em pé na cadeirinha. Isso é muito perigoso”, conta a mãe de Isabella, de 2 anos.
Segundo resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o uso de cadeirinhas infantis em automóveis visa a fornecer segurança para casos de colisão ou desaceleração repentina do veículo, restringindo o deslocamento da criança.
A estudante Graziela Cruvinel, de 20 anos, mãe de uma menina de 1 ano e 5 meses, disse que já saiu da maternidade com a filha na cadeirinha. Para ela, o uso do equipamento é imprescindível. “É muito importante o uso da cadeirinha, é a segurança de vida da minha filha, o uso do equipamento transmite uma certa segurança, me dá tranquilidade, sem contar no número de vidas que já foram salvas depois da obrigatoriedade de uso”, diz a estudante, ao acrescentar que nunca teve problemas com a cadeirinha infantil. “A instalação é fácil e vem com manual”.
Para bebês de até 1 ano de idade, deve-se usar o dispositivo de retenção chamado bebê conforto conversível, em que a criança fica de costas para o o banco do motorista. Crianças de 1 a 4 anos devem usar a cadeirinha e as que tem entre 4 e 7 anos e meio utilizam o assento de elevação em automóveis.
O taxista Firmino Calazans de 62 anos, diz que é impossível andar com uma cadeirinha instalada no carro, até porque as cadeirinhas variam de acordo com a idade da criança. “ Não temos como usar a cadeirinha sempre no carro, se a mãe ou pai tiver a cadeirinha e quiser colocar durante a corrida, tudo bem, o que não conseguimos é ter uma própria. A lei de obrigatoriedade não se aplica a táxi, mas nós taxistas temos alguns cuidados como não deixar o passageiro ir no banco da frente e deixar a criança no cinto no colo do responsável”.
O chefe de Fiscalização do 1º Distrito da Polícia Rodoviária Federal (PRF), inspetor Carlos Dantas, reforça a importância do equipamento para a proteção das crianças. “O uso das cadeirinhas infantis, além de ser obrigatório, dá segurança e evita acidentes”, alerta. Ele lembra ainda que, neste início de ano letivo nas escolas, o fluxo de veículos aumenta e com isso os motoristas devem se preocupar com o deslocamento seguro das crianças. “É fundamental para reduzir o risco de morte em [casos de] acidentes ou desaceleração repentina do veículo”, aconselha.
Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, o número de mortes de crianças até 7 anos nas estradas caiu 41,18% no primeiro semestre de 2011, em comparação ao mesmo período em 2010. Em Brasília, não houve nenhuma morte até o mês de agosto de 2011.
Agência Brasil

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Inmetro vai reduzir à metade eletrodomésticos com selo de maior eficiência energética em 2013


A partir de janeiro de 2013, apenas cerca de 40% dos eletrodomésticos fabricados no país permanecerão com a classificação A, que indica maior eficiência energética, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Atualmente, 80% estão nessa categoria. A redução será consequência da revisão dos níveis de eficiência, que está sendo feita pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do instituto. A revisão abrange geladeiras, fogões, fornos e ar-condicionado.
De acordo com o Inmetro, o consumidor será o maior beneficiado com a reclassificação, ao trocar aparelhos de baixa eficiência por aqueles de menor consumo. A economia na conta de luz pode ultrapassar R$ 600 por ano, se for considerada a quantidade de aparelhos em uma casa.
“Por ano, o consumidor pode economizar cerca de R$ 120 ao optar pelo condicionador de ar mais eficiente. Ou seja, considerando o tempo de vida útil do produto, em uma década estará comprando outro novo com o que economizou na utilização diária”, estima o coordenador do programa, Marcos Borges.
Dentro da nova classificação de eficiência, os eletrodomésticos terão que consumir entre 3% e 5% menos energia para receber a nota máxima de avaliação. Além disso, produtos da atual Classe E não poderão mais ser comercializados a partir de 2013. “O Inmetro faz periodicamente revisões dos programas, induzindo a indústria a implementar melhorias nos aparelhos, que vão subindo gradativamente na faixa de etiquetagem”, explica Borges.
O programa foi criado em 1984, para promover a fabricação de produtos mais econômicos e de menor impacto ambiental, que são etiquetados com a classificação de A a E. Desde então, somente os refrigeradores e condicionadores de ar mais eficientes já proporcionaram uma economia de pelo menos R$ 2,4 bilhões nas contas de energia da população, segundo cálculo do Inmetro.
Os produtos mais eficientes em cada categoria recebem o selo Procel e Conpet, da Eletrobras e da Petrobras, respectivamente. O primeiro premia os equipamentos elétricos e o segundo, os que consomem gás.
Agência Brasil 01/02/2012

sábado, 24 de dezembro de 2011

Começam a vigorar em janeiro novas regras de conformidade elétrica para aparelhos eletrodomésticos


A partir de janeiro, fabricantes, importadores e lojistas não poderão mais comercializar produtos eletrodomésticos que não atendam aos requisitos da avaliação da conformidade (RAC), determinados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O objetivo é ampliar a segurança dos produtos, principalmente no que diz respeito à parte elétrica.
Com a medida, aparelhos de 97 famílias de eletrodomésticos nacionais e internacionais serão objeto de operações de fiscalização constantes feitas pelo órgão. Entre os itens a serem fiscalizados, estão campeões de vendas como ferros de passar roupa, torradeiras, sanduicheiras e fornos elétricos. Os produtos deverão atender a critérios técnicos de eletricidade como resistência e voltagem.
De acordo com gerente da Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro, Leonardo Rocha, a importância da medida está no fortalecimento do mercado brasileiro e na maior segurança para os consumidores. “Queremos aumentar a qualidade dos eletrodomésticos. Com a implementação dessa medida, vamos fazer com que produtos de má qualidade não cheguem às mãos [dos consumidores]”, observou Rocha.
O técnico do Inmetro disse ainda que os fabricantes foram avisados sobre o prazo de enquadramento no RAC. Caso determinado produto não atenda aos requisitos impostos pelo Inmetro e isso seja verificado nas operações de fiscalização, corre o risco de ser retirado do mercado e o fabricante estará sujeito a pagar multa, que pode chegar a R$ 1 milhão.
Agência Brasil 23/12/2011