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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Médicos alertam para cuidados no volante durante gestação e puerpério

 
Recomendações incluem evitar trajetos longos e usar meia de compressão

O início da gestação é comumente marcado por vertigens, náuseas e vômitos, além de cansaço e sonolência. Com a evolução da gravidez, edemas, câimbras e contrações abdominais se somam à lista de sintomas e podem dificultar a concentração necessária para a condução de um veículo. O alerta é da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet).

Durante o 16° Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, em Salvador, a obstetra e membro da comissão científica da Abramet Lilian Kondo destacou que tanto a gestação quanto o puerpério são períodos que exigem maior atenção da mulher ao assumir o volante.

No caso de motoristas gestantes, as recomendações, segundo ela, incluem: 

evitar trajetos longos;
em caso de mal-estar, parar o veículo e pedir ajuda;
programar paradas frequentes para se alongar e se movimentar;
usar meias de compressão em viagens acima de quatro horas; 
utilizar equipamentos de segurança.

Nesse último quesito, a médica destaca que é recomendado afastar o banco do volante ao máximo, mas de forma que não prejudique a direção, além de utilizar o cinto de segurança de forma que a faixa subabdominal fique o mais baixo possível e nunca por cima da barriga. Já a faixa diagonal deve ser posicionada passando lateralmente ao útero.

Para puérperas, não há prazo definido para o retorno à condução de veículos. Alguns países, segundo Lilian, orientam aguardar de duas a seis semanas.

“A condição essencial é que a mulher esteja fisicamente e emocionalmente apta e sem fazer uso de medicamentos que prejudiquem a condução”.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 27 de setembro de 2025

Transporte: melhor lugar de criança no carro é o meio do banco de trás

 
Essa atitude pode aumentar em 24% a segurança do menor

O melhor local para instalar um dispositivo de segurança para o transporte de crianças é o meio do banco de trás do veículo. De acordo com o diretor científico da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet), Flavio Adura, transportar a criança no centro do banco traseiro pode aumentar em 24% a segurança do menor.

Durante o 16º Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, em Salvador, ele destacou que não há diferença significativa quanto ao risco entre o posicionamento da criança no lado direito ou no lado esquerdo do banco de trás do veículo. Além disso, a escolha correta do dispositivo pode reduzir em 60% o risco de morte de crianças em acidentes de trânsito.

Adura lembrou ainda que crianças só devem andar no banco da frente a partir dos 10 anos ou ao atingirem altura mínima de 1,45 metro, quando já não necessitam de nenhum tipo de dispositivo. As exceções incluem casos onde o carro só conta com o banco dianteiro e casos onde todos os assentos do banco de trás já estão ocupados por crianças.

“Nessas situações, o dispositivo de segurança apropriado para a idade deve ser mantido, o airbag do passageiro da frente deve ser desligado e o banco deve ser ajustado o máximo possível para trás”, explicou. Em carros com quatro crianças, a mais alta e não necessariamente a mais velha deve ser transportada no banco da frente.

O diretor científico da Abramet destacou também que, em carros fabricados antes de 1988 e que não tem cinto de três pontos no banco de trás, a orientação é transportar a criança no banco da frente, onde o cinto de três pontos está disponível, utilizando o dispositivo apropriado para a idade e mantendo as orientações de desligar o airbag e recuar o banco o máximo possível.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Ministério lança campanha para reduzir os acidentes de trânsito na Semana Santa


Com o slogan "No Trânsito Você É Responsável pela Vida de Quem Vai e de Quem Vem", o Ministério das Cidades lançou, na manhã de hoje (2), em Brasília, uma campanha nacional para diminuir a violência no trânsito. A ação, coordenada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), visa a prevenir e reduzir os acidentes nas estradas do país durante o feriado da Semana Santa.
A campanha será veiculada até o dia 8 de abril. A ideia é conscientizar os motoristas sobre a responsabilidade de suas decisões ao conduzir um veículo. O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, destacou que as campanhas são importantes porque alcançam toda a sociedade. "Nós vamos conscientizar a população de que é importante trafegar com extrema segurança. Está comprovado que a cada campanha existe a resposta [positiva] da população. Por isso, nós estamos elaborando uma campanha permanente, consolidada e continuada."
Em maio do ano passado, o Denatran e o Ministério das Cidades firmaram o Pacto Nacional pela Redução de Acidentes. A campanha educativa faz parte do plano de metas do Brasil com a Organizações das Nações Unidas (ONU). O país terá de reduzir em 50% o número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito até o ano 2020.
Agência Brasil 02/04/2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Inmetro alerta para importância do uso correto de cadeirinhas infantis


 Especialistas alertam que os pais precisam ter cuidados na hora de comprar e de instalar uma cadeirinha para transportar crianças em automóveis. Há pelo menos 90 modelos e marcas diferentes do produto no mercado. O problema é que nem todos dispõem de um manual adequado para a instalação e o uso do equipamento.
O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) recomenda aos pais que a instalação adequada é fundamental para diminuir as consequências de choques entre veículos. Seguir as instruções fornecidas pelos fabricantes é fundamental para a proteção das crianças. O Inmetro lançou, semana passada, um vídeo com orientações sobre o uso correto das cadeirinhas. O vídeo faz parte uma série de gravações explicativas do uso dos principais produtos com selo do instituto.
A servidora pública Rosiane Oliveira, de 40 anos, comprou a cadeirinha em um hipermercado de Brasília. Segundo ela,  o produto é de um tamanho compatível com a idade de sua filha, que tem 2 anos. A funcionária pública seguiu as orientações do manual sobre como usar o cinto e colocar a criança na cadeirinha. Mas ela alerta que há falhas nas cadeirinhas.
“Minha filha consegue destravar o cinto da cadeirinha, tirando a proteção. Teve uma vez que a flagrei em pé na cadeirinha. Isso é muito perigoso”, conta a mãe de Isabella, de 2 anos.
Segundo resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o uso de cadeirinhas infantis em automóveis visa a fornecer segurança para casos de colisão ou desaceleração repentina do veículo, restringindo o deslocamento da criança.
A estudante Graziela Cruvinel, de 20 anos, mãe de uma menina de 1 ano e 5 meses, disse que já saiu da maternidade com a filha na cadeirinha. Para ela, o uso do equipamento é imprescindível. “É muito importante o uso da cadeirinha, é a segurança de vida da minha filha, o uso do equipamento transmite uma certa segurança, me dá tranquilidade, sem contar no número de vidas que já foram salvas depois da obrigatoriedade de uso”, diz a estudante, ao acrescentar que nunca teve problemas com a cadeirinha infantil. “A instalação é fácil e vem com manual”.
Para bebês de até 1 ano de idade, deve-se usar o dispositivo de retenção chamado bebê conforto conversível, em que a criança fica de costas para o o banco do motorista. Crianças de 1 a 4 anos devem usar a cadeirinha e as que tem entre 4 e 7 anos e meio utilizam o assento de elevação em automóveis.
O taxista Firmino Calazans de 62 anos, diz que é impossível andar com uma cadeirinha instalada no carro, até porque as cadeirinhas variam de acordo com a idade da criança. “ Não temos como usar a cadeirinha sempre no carro, se a mãe ou pai tiver a cadeirinha e quiser colocar durante a corrida, tudo bem, o que não conseguimos é ter uma própria. A lei de obrigatoriedade não se aplica a táxi, mas nós taxistas temos alguns cuidados como não deixar o passageiro ir no banco da frente e deixar a criança no cinto no colo do responsável”.
O chefe de Fiscalização do 1º Distrito da Polícia Rodoviária Federal (PRF), inspetor Carlos Dantas, reforça a importância do equipamento para a proteção das crianças. “O uso das cadeirinhas infantis, além de ser obrigatório, dá segurança e evita acidentes”, alerta. Ele lembra ainda que, neste início de ano letivo nas escolas, o fluxo de veículos aumenta e com isso os motoristas devem se preocupar com o deslocamento seguro das crianças. “É fundamental para reduzir o risco de morte em [casos de] acidentes ou desaceleração repentina do veículo”, aconselha.
Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, o número de mortes de crianças até 7 anos nas estradas caiu 41,18% no primeiro semestre de 2011, em comparação ao mesmo período em 2010. Em Brasília, não houve nenhuma morte até o mês de agosto de 2011.
Agência Brasil