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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Instituto Butantan estuda toxina do veneno da cascavel para tratamento contra o câncer


Uma toxina contida no veneno da cascavel mostrou-se eficaz no tratamento de células cancerígenas durante uma pesquisa feita no Instituto Butantan em São Paulo. A pesquisa inédita utilizou a crotamina e foi feita em camundongos com câncer de pele aumentando a sobrevida no animal em 70%. A toxina também atrasou o desenvolvimento do tumor e, em alguns casos, até inibiu seu crescimento.
De acordo com a geneticista e coordenadora do projeto, Irina Kerkis, a pesquisa, feita desde 2004, constatou que, comparada a outras drogas, a crotamina mostra-se muito vantajosa porque não apresenta os mesmos efeitos colaterais. “A crotamina é solúvel em diferentes solventes e não produz reação alérgica ou interfere na imunidade”, disse.
A crotamina não afeta as células normais, mas mata as cancerígenas. “Outro benefício é que ela marca as células cancerosas, por isso pode ser utilizada para descobrir quais as células afetadas”.
De acordo com a pesquisadora, a substância já foi patenteada no Brasil. Primeiro foi feito o estudo em culturas e depois a droga passará a ser administrada em seres humanos. “A droga pode ser injetada e permanece 24 horas na célula, motivo pelo qual facilita o tratamento para o paciente”. Uma outra forma de administrar o medicamento é o implante subcutâneo, no qual doses diárias são liberadas no organismo.
Antes de ser testada em seres humanos, os pesquisadores estão trabalhando para obter a crotamina na forma sintética. “A partir daí, podemos começar os testes clínicos se todos os resultados forem positivos. Podemos ter medicamento para melanoma ou outros tipos de câncer em até cinco anos”. Kirks ressaltou que a utilização da crotamina depende de um processo altamente burocrático, mas que existe no mundo inteiro.
Agência Brasil

sábado, 20 de outubro de 2012

Semana de Ciência e Tecnologia mostra aplicações da nanotecnologia no cotidiano


Imagine um tecido que não molha, uma roupa que pode aquecer ou esfriar de acordo com a variação do tempo ou que também é repelente de insetos. Parece ficção científica, mas esses produtos fazem parte do cotidiano. Eles são apenas alguns dos exemplos do uso da nanotecnologia apresentados aos participantes da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). O evento, que será encerrado no domingo (21), ocorre simultaneamente em várias cidades do país.
Nanociência e a nanotecnologia são termos recentes no mundo da ciência. Eles se referem ao estudo e à manipulação de estruturas minúsculas como moléculas e átomos, ou seja, em escala nanométrica. “Imagine um fio de cabelo. Agora, imagine este fio dividido mil vezes. É a escala de trabalho da nanotecnologia”, explica o físico e pós-doutor em nanotecnologia, Nasser Hasan.
Hasan é um dos responsáveis pelo Projeto Escola Móvel de Nanotecnologia, do Senai, que pretende disseminar os conhecimentos relativos à nanociência e à nanotecnologia, por meio do contato direto com experimentos e produtos desenvolvidos com o auxílio dessa tecnologia. “Estamos divulgando para as pessoas o que é a nanotecnologia, muita gente não sabe que ela existe. Queremos mudar isso, mostrar que não é coisa só de cientista”, diz Hasan.
Entre os experimentos da escola, está um papelão, submetido à manipulação da nanotecnologia, que não absorve água. O estudante do ensino médio, Marcos Nogueira, ficou surpreso com o experimento que simula o tecido impermeável ou hidrofóbico, como chamam os nanocientistas. Ao saber que a tecnologia já é empregada em roupas e calçados, Marcos ficou eufórico. “Nem imaginava que já vendem roupas assim!”
As aplicações da nanotecnologia estão presentes em chips de computador, em cosméticos, na  indústria médico-hospitalar, no desenvolvimento de alimentos, ente outras. “O Brasil não pode ficar sem inovação. Com a nanotecnologia a gente cria inovação e muda a vida das pessoas. Nós queremos motivar as pessoas a entrar nessa área. Hoje é impossível você falar em uma área sem colocar o prefixo nano: nanomedicina, nanofármacos, nanoalimentos”, diz Hasan.
Com o tema Economia Verde, Sustentabilidade e Erradicação da Pobreza, a 9ª  Semana Nacional de Ciência e Tecnologia engloba debates sobre segurança alimentar e nutricional, energias renováveis, biodiversidade, água, educação, reciclagem e tecnologias. No total, 96 instituições públicas e privadas participam da semana. Os locais e a programação podem ser consultados no site do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A entrada é gratuita.
Agência Brasil

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Butantan aguarda autorização para testes em humanos da vacina contra dengue


O Instituto Butantan aguarda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para iniciar os ensaios clínicos, em humanos, da vacina contra dengue. A expectativa é que a resposta venha em breve, mas não se sabe ainda precisar quando.
Após a aprovação, o instituto poderá iniciar o recrutamento de 300 voluntários nos quais a vacina será experimentada. A vacina, desenvolvida em parceria com o Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), já passou por testes em diversos grupos de 20 pessoas, nos Estados Unidos, para avaliar sua segurança.
De acordo com o diretor-médico de Ensaios Clínicos do Instituto Butantan, Alexander Precioso, os trâmites para obtenção da autorização para os ensaios clínicos estão em andamento há pelo menos dois meses. “O projeto é encaminhado, é feita uma avaliação parcial que nos é enviada de volta para que respondamos algumas questões, devolvemos e outras questões vêm. Já estamos respondendo outras avaliações. É um processo dinâmico de esclarecimento, de troca de informações, até que eles emitam a aprovação para o estudo”.
Os 300 voluntários serão moradores de São Paulo e, depois, conforme os dados coletados e avaliações, as próximas fases incluirão cidades representativas de todo o Brasil e um maior número de voluntários. “Nos testes feitos nos Estados Unidos, a vacina se mostrou segura, sem evento adverso grave, e adequada do ponto de vista de resposta imunológica. Agora, vamos iniciar os estudos com as características particulares do Brasil, onde a dengue é uma doença endêmica”, relatou Alexander Precioso.
A vacina é tetravalente, pois atua sobre os quatro tipos de vírus da dengue com a administração de apenas uma dose. Na primeira fase de testes, poderão participar adultos entre 18 e 50 anos de anos, de ambos os sexos e que não tenham nenhuma doença de base. “No processo de recrutamento, todos os voluntários passarão por avaliação médica e exames laboratoriais para, então, ser definida sua participação ou não no estudo”, revelou o diretor de Ensaios Clínicos do Butantan.
Os voluntários serão acompanhados por uma equipe de médicos, enfermeiros e farmacêuticos ao longo de cinco anos, tanto presencialmente como por contatos telefônicos periódicos. “Embora a vacinação ocorra só no primeiro ano, posteriormente, [os voluntários] continuarão sendo acompanhados para que possamos monitorar como essa resposta imunológica que eles vão desenvolver vai se manter ao longo do tempo”, explicou Alexander Precioso. Dessa maneira, os pesquisadores poderão definir a necessidade de mais doses da vacina.
A vacina está sendo elaborada desde 2005, em parceria com institutos americanos de pesquisa em saúde. A estimativa é que esteja disponível para a população entre 2014 e 2015.
Agência Brasil

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ciência sem Fronteira incentiva aluno a estudar no exterior


 O programa do governo federal Ciência sem Fronteira está incentivando as universidades a enviar alunos para instituições de ensino em outros países. A meta da Universidade Federal Fluminense (UFF), por exemplo, é ter 10% dos seus 35 mil alunos estudando no exterior até 2014, incluindo outros programas de concessão de bolsas.
O reitor da UFF, Roberto Salles, destacou que o objetivo é permitir que o estudante traga na bagagem conhecimentos amplos sobre o mundo, traduzindo a experiência em soluções inovadoras para o país.
“O programa Ciência sem Fronteiras visa à internacionalização da universidade. Sempre existiu intercâmbio na pós-graduação, que tem mecanismos próprios. Na graduação é inédito. Isso é importantíssimo porque nossos alunos têm que conhecer a realidade de outros países, absorver conhecimento, especialmente a ciência, a tecnologia e a inovação”, disse Salles.
Ele participou da abertura da Conferência das Américas sobre Educação Internacional, que reúne pesquisadores e reitores de universidades brasileiras e de outros países, de hoje (25) até a próxima sexta-feira (27), no Rio. Nesta edição, o encontro aborda a internacionalização como componente essencial na educação.
Salles destacou que a busca pela inovação é fator determinante para um país que busque o desenvolvimento. “Inovação não é só modernizar uma máquina, uma boa idéia economiza muitos recursos. Mas se não resolvermos a questão do salário do professor, do ensino básico até a universidade, estaremos brincando de educação.”
O reitor disse que a UFF iniciou um programa de ensino de línguas estrangeiras gratuito aos alunos. O programa, a seu ver, possibilitará que os candidatos sejam bem sucedidos na obtenção das bolsas. O Ciência sem Fronteiras oferecerá, até 2014, 101 mil bolsas para estudantes de graduação e pós-graduação em outros países.
Agência Brasil 25/04/2012

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Chip gaúcho será usado no espaço

Lamb apresentou os projetos do Instituto de Informática da Ufrgs 

Um chip resistente à radiação solar desenvolvido em solo gaúcho é apenas uma das ações inovadoras do Instituto de Informática da Ufrgs. Ontem, o diretor Luís Lamb apresentou os projetos da instituição para o mercado brasileiro e internacional, entre eles a ampliação do parque tecnológico no Campus do Vale, na Capital. "Nosso espaço foi criado em 2010, mas já estamos organizando a ampliação de 7,5 mil m² para 11,5 mil m². Falta apenas a liberação da prefeitura", afirmou Lamb, destacando o alto nível do corpo docente da instituição. 

Dos 70 professores, 65 são doutores e ensinam mil alunos dos cursos de Ciência da Computação e Engenharia da Computação. Conforme a professora Fernanda Lima, os primeiros 15 protótipos de chips para utilização no espaço devem ser testados neste semestre, mas já representam um passo de independência tecnológica na área espacial. 

Ela acredita que isso possibilitará no futuro o lançamento de satélites com tecnologia 100% brasileira. "Atualmente os chips são fabricados somente em outros países", explica. Vice-diretora do instituto, Carla Freitas salienta que nos últimos cinco anos 157 alunos fizeram intercâmbio em diversos países, enquanto 41 alunos de outras nações foram recebidos no Campus do Vale.

Jornal Correio do Povo 25/04/2012

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Pesquisadores da Embrapa desenvolvem bebida para pessoas com alergia a produtos lácteos


Pesquisadores da Empresa Brasileira Pesquisa Agropecuária (Embrapa) desenvolveram uma bebida instantânea a partir de café solúvel, extrato de soja e açúcar para pessoas com alergia à proteína do leite ou intolerância à lactose. A tecnologia, fruto de pesquisa da unidade Embrapa Agroindústria de Alimentos, faz parte do projeto Incubação de Agroindústrias, pelo qual empreendedores podem candidatar-se em desenvolver tecnologias como negócio.
De acordo com Ilana Felberg, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos e líder da pesquisa que resultou no produto alternativo, foram 18 formulações  e nove meses de armazenamento até chegar à bebida instantânea à base de soja, que vem preencher uma lacuna no mercado brasileiro. “A ideia era ter mais uma alternativa no mercado que atendesse às questões funcional e nutritiva e que pudesse ser adotada por pessoas que apresentassem alergia às proteínas do leite ou intolerância à lactose ou que não consumissem leite por opção, que são os vegetarianos”, disse a doutora em ciência de alimentos à Agência Brasil.
“Ela [bebida] não foi feita especificamente para um grupo, mas atende a um grupo que tem algum problema em consumir produtos lácteos”, esclareceu. O produto, no entanto, não é recomendado a diabéticos, uma vez que a bebida possui açúcar na sua composição. Pessoas com problemas de gastrite ou que tenham insônia também devem evitar a bebida, segundo Ilana.
Para a pesquisadora, é possível que empreendedores que vierem a se inscrever no projeto Incubação de Agroindústrias se interessem em desenvolver alternativas do produto sem açúcar. No estudo, até chegar à bebida à base de soja, verificou-se também se os compostos presentes na soja e no café tinham algum impacto negativo no sabor quando colocados juntos.
A bebida mista contém compostos bioativos, como isoflavonas de soja, que vêm sendo relacionados a benefícios em relação a doenças como câncer, osteoporose e sintomas da menopausa, e também ácidos clorogênicos do café, que apresentam capacidade antioxidante, ou seja, antienvelhecimento.
O edital do projeto Incubação de Agroindústrias está com inscrições abertas até o dia 15 de janeiro.
Agência Brasil 27/12/2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Governo lança editais para selecionar estudantes interessados em bolsas de estudo no exterior


 O governo lançou hoje (13) editais para selecionar estudantes brasileiros interessados em cursar o ensino superior no exterior. Os editais fazem parte do Programa Ciência sem Fronteiras e oferecem 12,5 mil bolsas para cursos de graduação em cinco países – Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália e França – e de tecnólogo no Canadá.
Todos os cursos serão oferecidos na modalidade sanduíche, aquela em que o aluno alterna o período de estudo entre o Brasil e o outro país.
Na cerimônia de lançamento, no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff também assinou o decreto que regulamenta o programa. Ela destacou a importância da qualificação dos profissionais para futuramente atuarem no Brasil. “Nossos desafios são grandes, o Brasil é um país complexo, precisamos enfrentar nossas dívidas históricas, como a extrema pobreza e a elevação da competitividade da nossa economia, por meio da ciência e tecnologia.”
O período de inscrição tem início hoje (13) e vai até 15 de janeiro de 2012. A previsão é que a partir de março do próximo ano os estudantes estejam nos países para os quais foram selecionados. Os estudantes que tiverem bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e se interessem em concorrer às bolsas terão acesso a cursos de idiomas no Brasil. Após selecionados, podem cursar de seis a oito meses do idioma no país em que são bolsistas.
Os Estados Unidos deve oferece 18 mil bolsas para os brasileiros, até 2015, e os demais países, 10 mil bolsas cada um.
O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloísio Mercadante, disse que a partir de 2012 também serão ofertadas bolsas em países como Holanda, Bélgica, Portugal, China, Índia e Japão. Entre as áreas prioritárias do programa estão engenharias, nanotecnologias, física, química, computação, petróleo, gás e carvão mineral.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou que o objetivo do programa é que as bolsas atendam estudantes de todas as classes sociais. “Queremos mandar para o exterior a elite intelectual seja ela pobre ou rica.”
Também foram lançados dois outros editais para trazer ao Brasil estrangeiros ou brasileiros que atuam no exterior. O programa Atração de Jovens Talentos (BJT) quer buscar jovens pesquisadores residentes no exterior, preferencialmente brasileiros. Já o Pesquisador Visitante Especial (PVE) prevê o intercâmbio em pesquisas por meio de parceria com lideranças internacionais.
O Programa Ciência sem Fronteiras prevê a concessão de até 101 mil bolsas de estudo no exterior em quatro anos, das quais 75 mil apoiadas pelo governo e 26 mil pela iniciativa privada. Entre as modalidades de bolsas estão graduação sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação.
Em janeiro de 2012, 1,5 mil estudantes já selecionados em edital anterior do programa embarcam para cursos nos Estados Unidos. As informações estão no site www.cienciasemfronteiras.gov.br.
Agência Brasil 13/12/2011

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Projetos que incentivam sustentabilidade recebem Prêmio Jovem Cientista


Brasília - Autores de projetos desenvolvidos na área de sustentabilidade e infraestrutura de cidades receberam hoje (6) o Prêmio Jovem Cientista. A cerimônia de premiação foi no Palácio do Planalto com a presença da presidenta Dilma Rousseff, que destacou a pretensão do governo de criar no país um ambiente “extremamente” favorável ao desenvolvimento da ciência.
“Se não tivermos a produção científica em nosso solo, não realizaremos todo o potencial desse país. Aqui podemos criar, fazer ciência, criar tecnologia e inovar. Podemos agregar valor e melhorar a vida de cada um dos brasileiros e do mundo.”
A 25ª edição do prêmio teve o tema Cidades Sustentáveis, com 2.321 trabalhos inscritos. Os prêmios variaram de R$ 30 a R$ 10 mil, para quem ficou em primeiro, segundo e terceiro lugar nas categorias graduado e estudantes de ensino superior. Além disso, os estudantes de ensino médio ganharam um computador e uma impressora. As escolas dos alunos do ensino médio e orientadores dos trabalhos também recebem prêmios.
Vencedora da categoria graduado, Uende Gomes, 29 anos, da Universidade Federal de Minas Gerais, pesquisou três áreas de vilas e favelas de Minas Gerais que detêm deficiências em saneamento básico. Ela identificou problemas que devem ser solucionados para garantir a ampliação dos serviços nessas regiões. “O que me motivou a fazer essa pesquisa foi já ter convivido com falta de saneamento básico”, contou durante a cerimônia de premiação.
No estudo, ela constatou que a exclusão social contribui para dificultar o acesso ao saneamento. Entre os fatores apontados está, por exemplo, o elevado custo da tarifa cobrada pelo serviço, o que leva os usuários a buscarem fontes de água inseguras e disposição inadequada do esgoto.
Uma escola de ensino médio do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal de Minas Gerais também foram premiadas por terem o maior número de trabalhos com mérito científico inscritos. Ainda foram oferecidas bolsas de estudos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para os premiados que atendam aos critérios estabelecidos pela instituição.
A intenção do prêmio é incentivar a aplicação do conhecimento tecnológico e científico na solução de problemas emergenciais do país. Desde 1981, quando foi criado, o prêmio contabilizou 17 mil projetos inscritos.
Agência Brasil 06/12/2011

sábado, 15 de outubro de 2011

ALUNO DO SENAI GANHA MEDALHA DE OURO EM TORNEIO MUNDIAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Um aluno da Escola de Joalheria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Rio, Rodrigo Ferreira Silva, de 20 anos, ganhou medalha de ouro no 41º WoldSkills, o maior torneio de educação profissional do mundo, cujas provas foram realizadas entre os dias 5 e 8 deste mês em Londres, na Inglaterra.
“Eu vejo como uma grande porta aberta para ingressar no mercado de trabalho. E uma única chance de participar de um evento tão grandioso como esse”, disse Rodrigo Silva à Agência Brasil.
Como prêmio, ele e mais dez alunos do Senai que receberam medalhas de ouro, prata e bronze em suas áreas passarão a ser instrutores da entidade e receberão bolsas de estudo para um curso universitário e para cursos técnicos no exterior.
O Brasil terminou em segundo lugar geral, atrás da Coreia do Sul e à frente de países desenvolvidos. Esta é a segunda vez que o país ocupa a segunda posição no ranking dos melhores em educação profissional no mundo. A primeira foi em 2007, no Japão.
Rodrigo disputou com 14 estudantes a confecção de dois pingentes de ouro, seguindo modelo de uma peça de um designer francês, escolhida para o certame. Filho de um segurança de uma rede de joalherias, ele se interessou pela profissão ao visitar o setor de jóias da empresa em que o pai trabalha.
Entrou no Senai em 2008 e teve o desempenho reconhecido pelos professores. Acabou disputando a Olimpíada do Conhecimento, que é o torneio nacional de educação profissional realizado pelo Senai, obtendo direito a ocupar vaga na delegação de competidores do Brasil no WorldSkills.
O país foi representado por 28 estudantes, que competiram em 25 profissões. Desse total, 23 eram alunos do Senai. A competição reuniu 944 estudantes de cursos técnicos profissionalizantes de 51 países. Os próximos torneios ocorrerão em 2013, em Liepzig, na Alemanha, em 2015, em Madri, na Espanha, e em 2017, possivelmente no Brasil. A pré-candidatura do país foi anunciada no último domingo (9), informou a assessoria de imprensa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Fonte:Agência Brasil 14/10/2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

BRASIL SOBE UMA POSIÇÃO EM RANKING DE COMPETIVIDADE NO SETOR DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

Os avanços nas áreas do capital humano, da infraestrutura de tecnologia da informação (TI) e do ambiente jurídico ajudaram o Brasil a subir uma posição e atingir a 39ª colocação no Índice de Competitividade do Setor de TI. O levantamento foi divulgado hoje (27) pela Economist Intelligence Unit e pela Business Software Alliance.
O estudo engloba 66 países e visa a comparar a competitividade no setor de tecnologia da informação. Seis fatores foram avaliados: ambiente de negócios; infraestrutura de TI; capital humano; ambiente de pesquisa e desenvolvimento; ambiente jurídico e suporte ao desenvolvimento do setor.
A pesquisa começou a ser realizada anualmente em 2007. Desde então, o Brasil conseguiu subir quatro posições, saindo de 31 para 39,5 pontos. Com a nova colocação, entre os países do Brics, o Brasil se aproxima da Índia (34ª) e da China (38ª), e supera a Rússia, que está na 46ª posição. e a África do Sul (47ª). “Como os mercados atingíveis de tecnologia sofisticada são limitados nos países do grupo Brics, suas empresas de TI lutam para atrair consumidores nas economias desenvolvidas”, aponta o estudo. Entre os países da América Latina, o Brasil fica atrás apenas do Chile, que está na 32ª posição. No entanto, está à frente da Argentina (45ª), da Colômbia (49ª), do Peru (55ª), da Venezuela (58ª) e do Equador (59ª).
Segundo o diretor da Business Software Alliance no Brasil, Frank Caramuru, o entendimento da necessidade de mudanças pelo governo federal no setor de TI é fundamental para a continuidade do progresso. “O Brasil está no caminho certo ao disponibilizar mais acesso de banda larga à população. Mas o destaque é o marco civil da internet sinalizado pelo governo, que demonstra a preocupação com a inovação”, disse.
Na avaliação de Caramuru, o progresso é válido, mas ainda há margem para melhorias que devem priorizar a qualificação de profissionais. Apesar do aumento no número de formandos no ensino superior nas áreas de ciências e engenharia, a pontuação na qualidade de habilidades tecnológicas ficou inalterada e, segundo ele, “há temores de uma futura escassez de profissionais qualificados” para atender à demanda.
“Pode melhorar mais, há bastante espaço para isso. O conhecimento dos nossos profissionais é menor quando comparado ao de [profissionais de] outros países. Chegam ao mercado de trabalho despreparados. É preciso mais investimento durante o ensino e também maior participação da iniciativa privada para melhorar esse quadro”, avaliou.
O estudo também destacou que o “suporte do governo para o desenvolvimento do setor continua firme e razoavelmente equilibrado” e “que medidas como as novas barreiras à importação anunciadas pelo governo em 2011 aumentarão as preferências por compras locais na aquisição de TI pelo público”.
Fonte:Agência Brasil 27/09/2011

domingo, 25 de setembro de 2011

INPI PREVÊ AUMENTO DE 15% ESTE ANO NO NÚMERO DE PEDIDOS DE REGISTROS DE MARCAS

O número de pedidos de registro de marcas deve atingir o recorde de 150 mil este ano, com aumento de 15% em relação a 2010, quando somaram 130 mil, segundo o diretor de Marcas do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Vinicius Bogéa Câmara.
Com a entrada em funcionamento da nova versão do sistema de depósitos de marcas online do Inpi, o e-Marcas 2.0, Câmara acredita que a tendência é aumentar ainda mais os pedidos de registro marcos. O novo sistema é voltado, sobretudo, aos micro, pequenos e médios empresários.
A atual versão online do sistema de depósitos de marcas ficará disponível aos usuários até as 24h do dia 30 deste mês. O serviço se tornará indisponível no final de semana seguinte, para que a nova versão possa entrar em funcionamento em 3 de outubro.
Câmara destacou a importância do sistema, que permite que os cidadãos possam, de qualquer lugar do Brasil, durante sete dias da semana, 24 horas por dia, enviar o pedido de registro de marcas eletronicamente. “Não há necessidade de enviar nada em papel.”
Fonte:Agência Brasil 23/09/2011
O sistema existe desde 2006 e conta com um nível de adesão de 75%, considerado bem elevado pelo Inpi. Depois de cinco anos em funcionamento, o Inpi resolveu repaginar o sistema, atendendo críticas e sugestões dos usuários, informou Câmara. Segundo ele, o novo sistema traz benefícios em termos de usabilidade, uma vez que torna o processo mais acessível ao usuário.
De acordo com ele, e-Marcas 2.0 vai ajudar ao usuário, sobretudo o menos experiente, a não cometer erros. O processamento dos pedidos de marcas, acrescentou, será mais rápido.
Uma novidade que a nova versão do sistema traz é a certificação digital. Quando receber o formulário do usuário, com os anexos, o Inpi vai transformar esse pedido em um pacote certificado em PDF. “É como se fosse uma assinatura digital do Inpi, garantindo a fidedignidade daqueles dados, o que tez segurança para todo o sistema.”
O e-Marcas 2.0 dará ainda maior autonomia ao Inpi. A versão anterior foi desenvolvida pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que o mantém até hoje. Essa hospedagem sai agora do Serpro e passa para o Inpi. “Isso representa, em termos de autonomia em relação ao sistema e a novas e futuras implementações, um ganho considerável.”
Em um prazo de três a quatro meses, a tendência é que haja um aumento na procura por registro de marcas, por causa das novas funcionalidades que deverão ser inseridas no sistema, prevê Câmara. Uma delas é a possibilidade de um pedido ser encaminhado para diversas classes que estejam enquadradas no total de 45 classes internacionais de produtos e serviços.
“Com essa nova versão, tenho condições, no médio prazo, de construir um sistema multiclasses. Ou seja, com um único pedido, o usuário pode dizer em quantas e quais classes quer depositar o pedido”, assinalou o diretor de Marcas do Inpi. O usuário também poderá indicar livremente os produtos e serviços que a marca dele visa a designar.
Até o final deste ano, acrescentou Câmara, será implantado um novo sistema interno de processamento de pedidos, que também beneficiará os usuários. Esse sistema está sendo desenvolvido em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi). “Isso vai garantir maior eficiência e rapidez no processamento.”