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terça-feira, 13 de março de 2012

Anvisa vota hoje fim dos cigarros aromatizados


 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pode decidir hoje (13) pelo fim dos aditivos que dão sabor a cigarros no país.
A ideia original da agência reguladora era proibir a adição, aos cigarros, de açúcar e outros ingredientes que mascaram o gosto amargo do tabaco, como menta, chocolate e baunilha. Para a Anvisa e organizações de combate ao fumo, a indústria tabagista usa os cigarros aromatizados para atrair jovens e adolescentes. De 2007 a 2010, subiu de 21 para 40 o número de marcas desse tipo, informou a Vigilância Sanitária.
No mês passado, o relator do tema na Anvisa, Agenor Álvares, mudou o texto, permitindo o uso do açúcar por mais um ano, prazo em que o tema voltará a ser debatido. A possibilidade de manter a adição de açúcar provocou impasse entre os diretores, o que levou ao adiamento da decisão para esta terça-feira.
Na semana passada, a indústria do tabaco apelou à Casa Civil para barrar a proposta da Anvisa. Em um manifesto, os fabricantes e fumicultores alegaram que a produção nacional de cigarros ficará inviável se esses ingredientes (aditivos) forem banidos.
O setor alega que os cigarros com sabor não servem para atrair fumantes jovens e nem são mais prejudiciais à saúde. A indústria concorda em acabar com alguns aditivos, como o sabor chocolate, mas quer manter o açúcar, o mentol e o cravo. O açúcar, segundo os fabricantes, é necessário na produção (já que a folha do tabaco perde açúcar na secagem), e os cigarros mentolados e de cravo já têm um público cativo, além de serem autorizados em outros países.
Agência Brasil 13/03/2012

sexta-feira, 9 de março de 2012

Fabricantes de cigarro e produtores de tabaco querem adiar discussão sobre aditivos que dão aroma e sabor


Diante da possível retirada de aditivos do cigarro, a indústria do fumo se mobiliza para tentar adiar a aprovação da proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que quer acabar com ingredientes que dão aroma e sabor aos cigarros, como o mentolado, de chocolate e baunilha.
Os fabricantes e fumicultores enviaram um manifesto contrário à proposta, à ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffman, e a outros setores do governo, em que pedem a criação de uma câmara técnica para debater o assunto por mais tempo e ainda querem levar a discussão para o Congresso Nacional.
No documento, o setor afirma que a retirada dos aditivos vai inviabilizar “a fabricação de 99% dos cigarros atualmente comercializados legalmente no Brasil”. O American Blend, espécie de mistura de tabaco, é o tipo mais usado no Brasil. De acordo com os fabricantes, esse fumo exige a adição de açúcar – cerca de 25% é perdido durante a secagem da folha – e de outros ingredientes, como flavorizantes, para que se consiga a conservação e umidade adequada no cigarro.
A Anvisa quer proibir a adição de aromatizantes, flavorizantes e ameliorantes, substâncias natural ou sintética que mascaram o gosto amargo do tabaco e tornam a fumaça menos irritante, entre elas açúcar, frutas, mel, temperos e ervas. De 2007 a 2010, subiu de 21 para 40 o número de marcas de cigarros aromatizados registradas na Vigilância Sanitária.
“[A Anvisa] Só está permitindo tabaco, água e a embalagem de papel. Isso vai criar um produto totalmente inviável de ser comercializado, porque proíbe os ingredientes que garantem a estabilidade e a harmonia do produto”, alega o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Carlos Galant, que chamou a proposta da agência reguladora de “radicalizada”.
Segundo a Anvisa, estudos científicos mostram que os cigarros com sabor estimulam jovens e adolescentes ao hábito de fumar, por serem doces. A Anvisa baseou sua decisão na experiência do Canadá, que baniu os aditivos.
Os fabricantes nacionais rebatem o argumento da agência, alegando que não existe relação comprovada entre o uso dos aditivos e o aumento do número de fumantes ou dos riscos à saúde. Eles dizem ainda que o Canadá usa outro tipo de fumo, o virginia, que não precisa, na sua fabricação, dos ingredientes usados no Brasil.
O setor concorda com a retirada dos sabores de frutas, de chocolate, de baunilha e de outros sabores, dos produtos, mas quer manter o açúcar, mentol e cravo. O primeiro, por ser necessário no processo de produção e os outros dois ingredientes por já existir um público cativo para esses produtos, segundo os representantes da indústria. Os cigarros mentolados, por exemplo, respondem por 3% das vendas.
“Proibir cigarros com sabores de frutas e adocicados, a indústria está de acordo. O que quer se manter é o mentol e o cravo, que estão mantidos em todo o mundo”, disse o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco, Iro Schünke.
A Anvisa marcou reunião para a próxima terça-feira (13), com o objetivo de decidir se aprova ou não as restrições. A versão original da proposta era proibir todos os aditivos, inclusive o açúcar. No mês passado, a diretoria avaliou texto mais brando, apresentado pelo relator, Agenor Álvares, que permite o uso do açúcar por mais um ano, prazo em que o tema voltará a ser debatido. A possibilidade de manutenção da adição do açúcar ao cigarro provocou um impasse entre os diretores, o que levou ao adiamento da decisão para este mês.
Agência Brasil 08/03/2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Anvisa decide sobre adição de sabores a cigarros

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decide hoje (14) sobre o fim da adição de sabores a cigarros e outros produtos derivados do tabaco.
Em dezembro do ano passado, a Anvisa promoveu uma audiência pública para debater a proposta de acabar com os cigarros aromatizados - aqueles com sabor mentolado, doce ou de especiarias. A agência reguladora argumentou que os cigarros com sabor estimulam jovens e adolescentes ao hábito de fumar.

A proposta dividiu opiniões das entidades de saúde e dos produtores de fumo. Para as organizações da sociedade civil e institutos de saúde, a indústria recorre aos aromatizantes, flavorizantes e ao açúcar para atrair o público jovem. Os fabricantes rebatem que não existe comprovação científica de que os aditivos aumentem o consumo e alegam que a ausência dessas substâncias inviabiliza a produção de fumo no Brasil.

De 2007 a 2010, subiu de 21 para 40 o número de marcas de cigarros com aroma registradas na Vigilância Sanitária, segundo a Anvisa.
Agência Brasil 14/02/2012