segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Sete dos dez agrotóxicos mais vendidos no Brasil são proibidos na União Europeia

 
Pesquisadora aponta que país sofre “colonialismo químico”

Dos dez agrotóxicos mais vendidos no Brasil, sete são proibidos na União Europeia (UE), o que não impede que esses produtos sejam exportados por empresas europeias para o país. Essa condição configura o chamado “colonialismo químico”.

A constatação é da geógrafa Larissa Mies Bombardi, pesquisadora do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD, na sigla em francês para Institut de Recherche pour le Développement), sediado na França.

A pesquisadora estuda o uso de agrotóxicos e conexões com a economia global há cerca de 15 anos.

Ela aponta que os agrotóxicos, produtos químicos usados na agricultura para defender as plantações contra pragas, doenças e plantas daninhas, têm como consequência de uso impactos nocivos ao ambiente e às saúdes humana e animal, motivo pelo qual alguns são proibidos no exterior.

Larissa denuncia que o Brasil se submete ao colonialismo químico por aceitar em terras nacionais o uso de substâncias proibidas na UE e exportadas para cá.

“São proibidos porque são cancerígenos ou porque provocam malformação fetal ou outros distúrbios hormonais, ou porque provocam severos impactos no ambiente”, explica.

Veja os 10 agrotóxicos mais utilizados no Brasil em 2023 e quais são proibidos na UE:

Glifosato e seus sais
Mancozebe — proibido na UE
2,4-D — proibido na UE
Acefato — proibido na UE
Clorotalonil — proibido na UE
Atrazina — proibido na UE
S-metolacloro — proibido na UE
Glufosinato (sal de amônio)
Malationa
Dibrometo de Diquate — proibido na UE

Semana de ciência

As declarações de Larissa Bombardi foram nesta sexta-feira (31), durante uma conferência na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A SBPC é uma entidade civil, sem fins lucrativos, voltada para a defesa do avanço científico e tecnológico no país. A semana de seminários e debates reuniu principalmente estudantes, professores e pesquisadores.

Impactos

Ao apontar danos ao ambiente e à fauna, a geógrafa cita que, no intervalo de dez anos (2009-2019), houve declínio de 41% no número de insetos no mundo. No caso de borboletas, chega a 53%. Os dados citados constam no estudo Atlas dos Pesticidas 2022, da Heinrich-Böll-Stiftung, fundação ligada ao Partido Verde da Alemanha.

“São substâncias que afetam os insetos e, afetando os insetos, afetam a biodiversidade, por isso que eles são proibidos na União Europeia”.

Abelha africana ou africanizada (Apis mellifera scutellata), no Parque Ecológico do Lago Norte. Foto: Juca Varella/Agência Brasil

Outro exemplo apresentado é do uso do herbicida atrazina, o sexto mais vendido no Brasil, que pode causar anomalias em anfíbios, como a mudança de sexo em sapos, o que pode levar à eliminação de fêmeas.

“Imaginem o que pode significar a eliminação, por exemplo, das fêmeas em uma espécie”, provoca.

Colonialismo

A geógrafa contextualiza que o Brasil é o principal destino da exportação de pesticidas proibidos na UE. Foram 3 mil toneladas em 2023, apresenta ela, superando a quantidade dos três países que aparecem na sequência, Ucrânia, Estados Unidos e Rússia, que somam 2,6 mil toneladas.

Ela critica ainda que o mercado de sementes resistentes a pragas e de agrotóxicos é dominado por apenas quatro empresas, duas delas europeias: Basf e Bayer (ambas alemãs), a americana Corteva e a chinesa Sinochem.

As quatro detêm 51% do mercado de sementes e 62% do de agrotóxicos. Essa estrutura é resultado de um histórico de fusões e aquisições.

“O capitalismo foi se organizando de uma forma em que essas empresas subordinam a renda da terra”, pontua.

A pesquisadora compara esse novo tipo de colonialismo ao período da escravidão.

“A gente tinha empresas europeias comercializando pessoas para serem escravizadas, em uma época em que, obviamente, a escravização de seres humanos era impensável no território europeu”, relaciona.

Para Larissa Mies Bombardi, “o colonialismo não existe sem a colonialidade”. Para exemplificar, ela aponta que grandes proprietários concentram a maior parte da terra no país.


“A gente nunca vai entender o uso de agrotóxicos no Brasil se a gente não entender a questão fundiária”, afirma. “Independentemente dos governos, essa classe que monopoliza a terra no Brasil dita as regras”, complementa.



Silos para armazenamento de grãos em fazenda de cultivo de soja vistos ao longo da rodovia MA-140. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Vida fora do Brasil

Atualmente, Larissa Bombardi vive na Bélgica, onde também é pesquisadora do Laboratório de Agroecologia da Universidade Livre de Bruxelas. Ela está fora do Brasil desde 2021, quando se sentiu insegura de continuar no país. Ela está licenciada do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo ela, a mudança é resposta a uma série de ameaças recebidas após a publicação de um atlas, em 2019, no qual expôs a presença de resíduos agrotóxicos nos alimentos brasileiros.

Mobilização

A pesquisadora acredita que o Brasil, como potência na agricultura e um dos maiores consumidores de agrotóxicos no mundo, tem capacidade para ser protagonista em esforços para uma regulamentação internacional desses insumos agrícolas e para mais incentivo à agricultura familiar.

“A gente tem que romper esse ciclo colonialista. Penso que isso se faz com o aumento da conscientização, que dá suporte à construção das políticas públicas”, sugere.

Legislação

Aqui no Brasil, passou a valer em 2023 a Lei 14.785, conhecida como Lei dos Agrotóxicos, que estabelece critérios para o uso dos defensores agrícolas.

A legislação determina que os registros são feitos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O processo conta ainda com a avaliação toxicológica, realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde.

Há também avaliação ambiental, realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ligado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

À Agência Brasil, a Anvisa informou que cada país possui “regramento próprio para a concessão e manutenção de registros de produtos”.

O órgão acrescentou que, uma vez concedido o registro, o prazo de validade é indefinido. No entanto, complementa a Anvisa, a legislação prevê a reanálise (reavaliação) de produtos registrados no Brasil, quando há alguma indicação de perigo ou risco à saúde humana e ao meio ambiente ou por ineficiência agronômica, “podendo culminar na manutenção de um produto, imposição de restrições específicas ou o seu banimento”.

A Anvisa informou que, desde 2006, finalizou 20 reavaliações. Como resultados dessas reavaliações foram proibidos 13 ingredientes ativos de agrotóxicos. São eles: carbendazim, cihexatina, carbofurano, endossilfam, forato, lindano, metamidifós, monocrotofós, paraquate, parationa metílica, pentaclorofenol, procloraz e triclorfom, os quais são insumos para centenas de produtos no mercado.

Para seis dos ingredientes ativos reavaliados, ainda que os registros tenham sido mantidos, foram estabelecidas restrições com o objetivo de mitigar os riscos identificados (2,4-D, abamectina, acefato, forsmete, glifosato e tiram). Apenas um foi mantido sem restrições em seu registro (lactofem).

Ainda de acordo com a agência, entre os sete ingredientes ativos priorizados para reavaliação na última lista publicada pela Anvisa, um foi banido (carbendazim), quatro encontram-se com a reavaliação em andamento (tiofanato-metílico, epoxiconazol, procimidona e clorpirifós) e dois aguardam o início da reavaliação (linurom e clorotalonil).

FONTE: Agencia Brasil

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Defesa Civil estadual alerta para risco muito alto de inundação do Rio Taquari entre os municípios de Taquari e General Câmara



Comunicado tem validade até as 20h desta sexta (31)

A Defesa Civil estadual emitiu, na manhã desta sexta-feira (31/7), um alerta vermelho, que aponta risco muito alto de inundação do Rio Taquari entre os municípios de Taquari e General Câmara. O comunicado é válido até as 20h desta sexta (31/7).Alerta da Defesa Civil estadual para Taquari e General Câmara

A orientação é para que as pessoas busquem informações junto à Defesa Civil de sua cidade e consultem o Plano de Contingência municipal para saber como agir. Em caso de emergência, devem entrar em contato com a Brigada Militar (190) ou com o Corpo de Bombeiros Militar (193).

É possível acompanhar em prepara.rs.gov.br/elnino todos os alertas e avisos vigentes da Defesa Civil estadual, além das publicações relacionadas a eventos adversos. O portal também hospeda ferramentas que fornecem em tempo real informações sobre as condições das estradas, o nível dos rios, imagens do radar meteorológico e dados da rede de monitoramento hidrometeorológico, além de serviços de utilidade pública.

FONTE: Secom/RS



terça-feira, 28 de julho de 2026

Chuvas no Rio Grande do Sul atingem mais de 59 mil pessoas




Dados do governo do estado apontam que 488 pessoas estão desabrigadas

O estado do Rio Grande do Sul foi fortemente atingido pelas chuvas no final de semana e segue contabilizando os danos. Até o momento, 59.967 pessoas e 218 municípios foram afetados, segundo o Centro de Operações da Defesa Civil do Estado (Codec).

Das mais de 59 mil pessoas afetadas, 488 estão desabrigadas e 762 desalojadas. Os eventos meteorológicos causaram alagamentos, inundações, destelhamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos à infraestrutura pública.

Os dados do Painel de Monitoramento de Abrigos e Abrigados do governo do estado indicam que 91,60% da população desabrigada pertence à região do Vale do Taquari, que abrange 40 municípios no Rio Grande do Sul.

Por município, a cidade de Lajeado foi a mais afetada pelo cenário de calamidade. O número de desabrigados totaliza 321 pessoas, 65,78% do total. Em seguida, aparece Encantado, com 100 desabrigados (20,49%), e Estrela, com 26 pessoas (5,33%).

Em razão do cenário de instabilidade do tempo, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil opera na região até 31 de julho, para apoiar as medidas de resposta, assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação.

No mês de julho, a Defesa Civil Nacional reconheceu situação de emergência em 17 municípios do estado. A lista completa pode ser acessada aqui.

Com o reconhecimento da situação de emergência, os municípios podem pleitear verbas à União destinadas a intervenções de defesa civil. Esses recursos podem custear o atendimento aos cidadãos atingidos, através do fornecimento de água mineral, cestas básicas, refeições para voluntários e equipes de trabalho, e kits de limpeza e higiene.

Alerta para próximos dias

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu alerta vermelho de inundação para o Rio dos Sinos, Rio Uruguai, e Rio Jacuí. As cidades São Leopoldo, Itaqui, Uruguaiana e Cachoeira do Sul correm alto risco. Os alertas são válidos até terça-feira (28), às 9h.

Além disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta amarelo para tempestades em todo o estado. As chuvas podem alcançar 20 a 30 milímetros por hora ou até 50 mm/dia, ventos intensos, entre 40 e 60 km/h, e queda de granizo.

Os moradores devem evitar áreas inundáveis, buscar abrigo ou permanecer em locais de segurança e garantir a segurança de animais domésticos. A Defesa Civil também aconselha não retornar para áreas evacuadas, manter-se informado sobre a evolução do evento e compartilhar informações com moradores próximos.


FONTE:Agencia Brasil

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Governo do Estado reúne estruturas de gestão de riscos para atualizar impacto dos eventos climáticos e monitorar cenário

Encontro discutiu cenário das chuvas e inundações desde o final da semana e atualizou o prognóstico climático - Foto: Mauricio Tonetto/Secom

Dados apresentados apontam 206 municípios afetados entre 16 e 23 de julho


O Conselho Estadual de Proteção e Defesa Civil e o Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (Giged) do Rio Grande do Sul reuniram, nesta quinta-feira (23/7), todos os representantes das instituições e dos órgãos de Estado que compõem o colegiado. O objetivo do encontro convocado pelo governador Eduardo Leite foi realizar um levantamento do cenário resultante das chuvas e inundações registradas desde o final da semana e atualizar o prognóstico climático para os próximos dias. O encontro ocorreu no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre.
Os prognósticos indicam a manutenção de um período de instabilidade nos próximos dias. Por isso, o Estado seguirá acompanhando a evolução das condições meteorológicas para orientar as ações necessárias.

s dados apresentados apontam 206 municípios afetados entre 16 e 23 de julho, dos quais 29 sinalizaram a intenção de publicarem decretos de emergência, sem efetivações até o momento. A partir dos alertas encaminhados pela Defesa Civil estadual e da ativação dos planos de contingência municipal, a remoção de famílias de áreas de risco ocorreu sem a necessidade de resgates.

Até as 19h desta quinta-feira, o número de desabrigados era de 1.315 pessoas, conforme monitoramento mantido pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). Os dados podem ser acompanhados em tempo real em painel disponível nesta página. Os desalojados, conforme, a Defesa Civil, eram 565 até o mesmo horário.

Durante a reunião, a Defesa Civil também explicou os limiares de dados relacionados aos volumes de precipitação para áreas vulneráveis e demais regiões do Estado. Esses dados orientam o acionamento dos alertas cell broadcast, os quais bloqueiam a tela dos celulares dos moradores das áreas delimitadas para o risco identificado. A Defesa Civil apresentou ainda os dados acumulados de precipitação e velocidade de vento atingidos durante o pico do evento.
Também foram destacadas as informações sobre impactos levantadas pelas principais áreas envolvidas nas ações de resposta. Conforme a Secretaria da Saúde (SES), 74 estabelecimentos de saúde sofreram algum tipo de dano entre os dias 16 e 23. No entanto, todos os serviços já estão plenamente restabelecidos, e nenhum atendimento se encontra prejudicado ou paralisado.

A Secretaria de Logística e Transportes (Selt), em conjunto com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), reportou a ocorrência de 17 bloqueios totais em oito rodovias, e dois bloqueios parciais em duas rodovias. Os pontos podem ser conferidos nesta página.

A Secretaria da Educação (Seduc) informou que das 32 escolas da rede pública que tiveram aulas suspensas, 31 já retomaram as atividades, exceto o Instituto Estadual de Educação 22 de Maio, no município de Palmitinho. A previsão de retorno é para esta sexta-feira (24/7).

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) e suas instituições vinculadas detalharam a disponibilidade de equipes e equipamentos para ações de resposta e salvamento que venham a ser necessárias.

Prognóstico climático

Na sexta-feira (24/7), de acordo com a equipe do Centro de Monitoramento da Defesa Civil (CMDEC), há possibilidade de chuviscos/chuva fraca em áreas isoladas da metade Sul do Estado. No Noroeste e no Norte, a previsão é de pancadas localizadas de chuva fraca a moderada, entre a tarde e a noite.

Na tarde e na noite de sábado (25/7), há condição para chuviscos/chuva fraca no Oeste, nas Missões, no Noroeste e no Sul. Nas demais regiões, o tempo segue estável.

A tendência é que, no domingo (26/7), haja condições para tempestades, com queda de granizo e pancadas de chuva moderada a forte na metade Norte do Estado.

Nas demais regiões, ocorrem pancadas fracas a moderadas. Os acumulados ficam entre 10 e 40 mm/dia, e pontuais de 60 mm/dia, especialmente no Norte e no Nordeste.

Previsão hidrológica

Nas últimas 24 horas, foram registradas precipitações com baixos volumes no Estado. De modo geral, os rios variam entre limiares de inundação e normalidade, com tendências variadas.
Na Região Hidrográfica do Guaíba, os rios encontram-se entre limiares de inundação nas bacias do Taquari-Antas e Caí, com tendências variadas. Na Região Hidrográfica das Bacias Litorâneas, os rios variam em limiar de normalidade e atenção para inundação.

Para as próximas 24 horas, não estão previstas precipitações com volumes significativos no RS. Devido às chuvas recentes, ainda devem ser observados níveis elevados nos rios principais das grandes bacias nas Regiões Hidrográficas do Uruguai e Guaíba. Ainda devem se manter os limiares de inundação nas bacias do Taquari-Antas, Caí e Alto Uruguai.

FONTE: Secom Ascom/RS


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Anvisa manda apreender lotes de azeite e doces; veja de quais marcas

 
Produtos são da San Olivetto e da Fatti a Mano

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quarta-feira (22) a apreensão de todos os lotes do azeite de Oliva Extra Virgem da marca San Olivetto e de todos os produtos da Indústria e Comércio de Doces Fatti a Mano Ltda.

O azeite tem origem desconhecida e é importado no Brasil pela empresa Comercial Alimentícia e Cerealista Vale do Carioca Ltda, que possui CNPJ inapto desde 23 de junho de 2026 e endereço desconhecido.

De acordo com a medida, divulgada no Diário Oficial da União, o produto apresentou resultado insatisfatório no ensaio de determinação do índice de refração, usado para avaliar a pureza, e não pode ser importado, distribuído, divulgado e utilizado.

Em relação a Fatti a Mano Ltda, os itens não estão regularizados no órgão competente e são fabricados por estabelecimento não licenciado.

Com isso doces, sobremesas e demais produtos não podem ser fabricados, distribuídos, divulgados e consumidos segundo Resolução (RE) 2.856/2026.

Entre os doces da marca que devem se apreendidos estão:

cocada branca;
cocada com maracujá;
doce de leite;
doce de leite com coco;
palha italiana;
doce de jaca;
beijinho;
pé de moleque;
fatticoco (leite com coco);
pé de moça;
brigadeiro.

FONTE: Agencia Brasil