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domingo, 6 de maio de 2012

A nuvem suja por trás da Apple

Ativistas do Greenpeace realizaram protesto pacífico em frente a loja da Apple em shopping de São Paulo. Ações aconteceram em oito países



O Greenpeace foi hoje até uma loja revendedora de produtos da Apple no Shopping Eldorado, em São Paulo, convidar a multinacional a abandonar energias sujas e perigosas, como carvão e nuclear, e aderir a energias renováveis para alimentar seus datacenters.
Com uma faixa em frente à loja, os ativistas chamaram a atenção de quem estava no shopping com a mensagem “Apple, limpe a minha nuvem” –uma referência à nuvem de dados da internet. Fantasiado de sol, um dos participantes lembrou que a energia solar tem um grande potencial de geração de energia limpa, mas ainda é pouco aproveitada.
Já do lado de fora do shopping, voluntários montaram um ponto verde para explicar ao público os objetivos da campanha e sobre a necessidade de apostar em energias limpas, que não geram emissões de CO2. A queima do carvão, um combustível de origem fóssil, é uma das principais fontes de emissão de gases que causam as mudanças climáticas.
“Este foi um protesto pacífico e bem humorado para pedir à Apple que deixe de contribuir com o aquecimento global, abandonando os combustíveis fósseis que movem seus datacenters”, disse Pedro Torres, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “Quando as pessoas ao redor do mundo compartilham suas músicas ou fotos na nuvem, elas deveriam ter o direito de saber se ela é alimentada por energia limpa e segura”, afirma Pedro Torres, coordenador.
Protestos semelhantes aconteceram em oito países, incluindo os Estados Unidos, sede da Apple. Milhões de pessoas em todo o mundo utilizam os servidores da empresa ao armazenarem suas informações no serviço iCloud.
Limpe a minha nuvem
O Greenpeace Internacional publicou recentemente o relatório “How Clean is Your Cloud?” (“Quão limpa é a sua nuvem?”), em que avaliou que tipo de energia a Apple e outras treze empresas de TI (Tecnologia da Informação) utilizam para alimentar seus datacenters.
A Apple recebeu notas baixas em todas as categorias, inclusive em transparência sobre as energias utilizadas em suas instalações e em investimentos e construção de datacenters. Mais da metade da demanda energética da empresa é suprida por queima de carvão e quase um terço por energia nuclear.
Com o crescimento da internet em todo o mundo, as empresas de TI precisam aumentar a capacidade de seus datacenters. São edifícios gigantescos, que abrigam milhares de computadores consumindo uma quantidade assustadora de energia elétrica. Para se ter uma ideia do que isso representa, se juntássemos todas as empresas de TI em uma só empresa, ela seria considerada a quinta maior consumidora de eletricidade do mundo.
Mais de 200 mil pessoas já assinaram a petição do Greenpeace pedindo para que a Apple, Amazon e Microsoft se comprometam a utilizar energias limpas para suas nuvens de armazenamento de dados. A petição está disponível na internet pelo endereço:www.greenpeace.org/brasil/limpenossanuvem

Por uma internet mais limpa

Os gigantescos datacenters que armazenam e enviam fotos, e-mails, músicas e vídeos online que desfrutamos e compartilhamos todos os dias são, atualmente, um dos principais responsáveis pelo aumento da demanda mundial de energia elétrica. Para que a internet continue funcionando são lançados, diariamente, na atmosfera toneladas de poluentes prejudiciais à saúde humana e que agravam o aquecimento global.

A boa notícia é que mesmo diante de um cenário pessimista como este, ainda é possível reverter a situação. A indústria da tecnologia é liderada por algumas grandes empresas que podem optar por investir em energias limpas e parar de queimar carvão. Esta decisão foi tomada pelo Facebook, em 2011, graças a pressão de seus próprios usuários que exigiram o uso de energia limpa pela empresa.

A busca de uma matriz energética mundial mais limpa depende da indústria da tecnologia para se tornar real. É por isso que o Greenpeace dá início a uma campanha para que Microsoft, Amazon e Apple – três das maiores proprietárias de datacenters no mundo – tomem a mesma decisão que o Facebook e abandonem o carvão e a energia nuclear da sua matriz energia.

Mande uma mensagem para os CEOs da Microsoft , da Amazon e da Apple, pedindo para eles utilizarem energias limpas em suas nuvens.
A petição está disponível na internet pelo endereço:www.greenpeace.org/brasil/limpenossanuvem

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

PERDEMOS STEVE JOBS

Perdemos Steve Jobs. É com grande intimidade e com um sentimento de perda que escrevo isso. Afinal, Steve faz parte da minha vida desde que, no início dos anos 80, me apaixonei por computadores ao tocar um Apple II, mesmo ele estando desligado. Foi ali que decidi ser programador de computadores. Steve Jobs representa (no presente mesmo) o que há de mais genial em uma geração que nasceu no pós-guerra.
Steve tinha apenas uma grande vontade: mudar o mundo. Mas, o que dois nerds da Califórnia podem fazer para mudar o mundo com parafernálias eletrônicas? Lá na garagem da família Jobs, nascia um sonho que mudaria a história dos computadores, a história da música e a história da comunicação. Tudo isso, por fim, criaria uma nova história ao colocar, nas mãos das pessoas, equipamentos com poder computacional que podem ser tocados com a ponta dos dedos, separando, finalmente, o que é dos técnicos e o que é das pessoas comuns.
O legado deixado por Jobs é um mundo completamente diferente do que era quando ele e Wozniak começaram a construir computadores na garagem da família de Steve. Os computadores chegaram às mãos das pessoas comuns, tornaram-se equipamentos necessários à educação, à saúde e a qualquer indústria, inclusive às artes.
Jobs era um apaixonado pelo que fazia e o que fazia na verdade era encantar as pessoas. Jobs chegou a passar uma noite acordado (foram várias), olhando para uma mesa de escritório e imaginando como deveria ser o MAC, para que não atrapalhasse o serviço dos usuários. Depois de 24 horas olhando a mesa, concluiu que o único espaço possível era o de uma lista telefônica. Aliás, era justamente o lugar da lista que o MAC deveria tomar.
Quando comunicou aos engenheiros que o MAC deveria ser do tamanho de uma lista telefônica, quase provocou uma guerra dentro da Apple. Houve brigas, choro, pedidos de demissão, xingamentos à mãe de Steve e, até mesmo Woz, seu eterno e bom parceiro, chegou a interceder para que Steve não insistisse nessa loucura, pois pensava ser impossível criar um computador nessas dimensões.
Steve apenas observou tudo com seu característico sorriso sarcástico de canto de boca. No final, sentenciou: “Só estou propondo isso porque vocês são os únicos no mundo capazes de fazê-lo”. Em 1984, Steve Jobs subiu ao palco e apresentou o Macintosh. Ele estava certo, os engenheiros traduziram seu sonho em uma máquina especial que ocupava apenas o espaço de uma lista telefônica.
No mesmo ano, Steve foi dispensado da Apple, pois a diretoria não concordava com seus métodos de trabalho e o colocou para fora da sua própria empresa. Muita coisa se falou sobre ele na época, inclusive que era um bêbado perdedor, que a única coisa que tinha feito na vida era o Apple II e que jamais se levantaria novamente.
Alguns anos depois, Steve Jobs revolucionaria a animação cinematográfica ao produzir Toy Story. Steve estava no topo novamente e era aclamado como gênio.
À beira da falência, a Apple o chama de volta e, desta vez, com entendimento de que o único jeito de a empresa permanecer vencedora eram justamente aqueles métodos antes criticados. E não é que Steve Jobs levou a Apple novamente à condição de primeira do mundo?
Muitas são as faces dos gênios. Steve Jobs se encaixa nas mil faces da genialidade, pois parte desse plano com seu sonho realizado. Mudou a história dos computadores, mudou a história do cinema, mudou a história da música, mudou a história da comunicação. Enfim, Steve Jobs mudou o mundo.
Afinal, trabalhar para mudar o mundo é melhor do que vender água com açúcar. “Vamos inventar o amanhã, em vez de nos preocuparmos com o que aconteceu ontem”. (Steve Jobs).

Marcelo Guilherme Moreira
Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação da Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br); tecnólogo em Processamento de Dados pela Universidade São Judas Tadeu.

O Apple II foi um modelo de computador fabricado pela Apple no final da década de 1970.
O primeiro Apple II foi vendido em 5 de Junho de 1977, equipado com um processador MOS Technology 6502 com um clock de 1 MHz, 4 KB de memória RAM, um interface para cassetes áudio e uma ROM que incluía um interpretador de BASIC. O controlador de vídeo apresentava 24 linhas com 40 colunas de carateres (apenas letras maiúsculas), com saída NTSC para um monitor ou, através de um modulador RF, para uma televisão. Os utilizadores podiam gravar e carregar os programas a partir de um gravador de cassetes áudio. O preço de venda variava entre USD $1298 (com 4KB RAM) e USD $2638 (com 48KB RAM).
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Apple_II