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terça-feira, 24 de julho de 2012

Gripe A já matou 133 pessoas na Região Sul


A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou hoje (23) a ocorrência de mais oito mortes causadas pela influenza A (H1N1) – gripe suína. Agora são 46 os casos fatais ocorridos no estado este ano. No Paraná, a Secretaria Estadual de Saúde anunciou mais duas mortes, elevando para 25 o total de óbitos. Assim, com as 62 em Santa Catarina, sobe para 133 o total de mortes este ano na região Sul.
Nos três estados foram registrados até agora 1,9 mil casos da doença: 899 no Paraná, 685 em Santa Catarina e 316 no Rio Grande do Sul.
O total de mortes registradas até o momento na Região Sul, este ano, equivale a 16,9% do que foi verificado em 2009, quando 789 pessoas morreram nos três estados. Naquela ocasião, o mundo passou por uma pandemia da doença, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
O Ministério da Saúde deve enviar, na próxima quinta-feira (26), mais 400 mil doses da vacina ao Paraná. Com isso, o estado pretende imunizar as crianças de 2 a 5 anos incompletos, que não fazem parte dos grupos priorizados na campanha nacional de vacinação. Em Curitiba, que tem entre 60 mil e 70 mil crianças nessa faixa etária, a vacinação começou hoje.
Na última sexta-feira (20), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou que não há risco de uma nova epidemia no país. Conforme o ministro, o que existe hoje é uma maior circulação do vírus e uma maior estrutura para a sua detecção.
A gripe é caracterizada pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, dor de cabeça, muscular ou nas articulações. Os médicos de todo país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento, que reduz as chances de que a doença evolua para um caso grave, tem maior eficácia nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas.
Agência Brasil

sábado, 21 de julho de 2012

Vacina protege, defende Cremers


A vacina é a única medida segura de proteção contra o vírus H1N1, responsável pela gripe A e deve ser fortemente recomendada. A avaliação é do Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers), que, nesta sexta-feira, reuniu integrantes de suas Câmaras Técnicas de Emergência, Infectologia e Pediatria para avaliar o crescente número de óbitos relacionados à infecção por Influenza A H1N1 e apresentar propostas de enfrentamento do problema que atinge o Estado.
Segundo nota divulgada pela entidade, após a análise de todos os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria Estadual da Saúde, houve consenso em relação à necessidade de proteção da sociedade por meio da vacinação.
A entidade observa, ainda, que, devido ao fato de 80% dos casos por H1N1 no Brasil ocorrem na região Sul, a política de vacinação deve ser priorizada nos três estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) e estendida à população, e não apenas aos grupos de risco. A nota destaca que "mesmo não se configurando uma epidemia com as características de 2009, há um evidente aumento de número de casos de Influenza A H1N1 em relação a 2010 e 2011", aponta o documento divulgado à imprensa. 


O Cremers também concluiu que o correto será, em razão dos picos ocorrerem ao redor da 26 semana epidemiológica, proceder a vacinação com antecedência, nos meses de março/abril. Por fim, recomenda que a utilização precoce do Oseltamivir em síndromes gripais inespecíficas deve ser reforçada. Portanto, a política de facilitar o acesso à medicação após a prescrição médica é uma medida acertada. Além disso, aplaude as campanhas de higienização.
Jornal Correio do Povo 21/07/2012

Padilha descarta ampliar vacinação contra gripe A na Região Sul


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou hoje (20) que não há risco de uma epidemia da influenza A (H1N1) - gripe suína no Brasil, nem mesmo na Região Sul do país, onde a doença já matou 123 pessoas este ano. Ele descartou a possibilidade de ampliar a vacinação contra a gripe na região. Padilha destacou que a principal orientação do ministério é que o antiviral oseltamivir, de nome comercial Tamiflu, seja receitado aos pacientes assim que surgirem os primeiros sintomas da doença.
“Neste momento, eu diria que ele [oseltamivir] é até mais importante que a vacina, porque ela demora de 10 a 15 dias para garantir a proteção de imunidade à pessoa. Quando começa a aumentar o número de casos, o mais importante é a orientação correta aos profissionais de saúde do uso do Tamiflu de forma precoce, especialmente nas primeiras 36 horas”, disse o ministro, após participar do anúncio de liberação de verbas para o Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
Segundo Padilha, a situação atual é muito diferente da pandemia de 2009, quando mais de 2 mil pessoas morreram em decorrência da gripe A. “O que existe hoje é uma maior circulação do vírus e uma maior detecção também, já que aumentamos de 30 para 120 os pontos de coleta da amostra para diagnóstico do vírus”, avaliou. Dados do ministério apontam, até o último dia 12, 159 mortes em todo o país causadas pelo vírus H1N1.
Sobre o fato de dois terços das mortes estarem concentradas nos estados do Sul do país, Padilha explicou que a região têm histórico de maior número de casos de doenças pulmonares e gripe “por ser mais fria e por ter mais pessoas idosas, tendo em vista que a expectativa de vida é maior”. O ministro informou que foram analisados os perfis das vítimas da doença em Santa Catarina. “A grande maioria era do grupo de risco, que tinha indicação para tomar a vacina, ou o Tamiflu foi administrado de forma tardia”, declarou.
O ministro da Saúde alertou que não há dispensa da receita médica para o oseltamivir. “Ele [o remédio] tem que ser receitado pelo médico e o controle é feito pela prescrição. O que nós estamos fazendo é garantir um estoque suficiente na rede pública e orientando que o medicamento seja distribuído em todas as unidades, ficando próximo [acesso] à população. Desde maio, existe Tamiflu suficiente no Sistema Único de Saúde (SUS).”
Durante o evento na capital paulista, Padilha anunciou o aumento na liberação anual de recursos para o HC e para o Instituto do Coração (Incor). Serão mais R$ 80 milhões para os hospitais a cada ano. Com o incremento, a expectativa é que sejam ampliados, principalmente, o número de transplantes e cirurgias eletivas. Atualmente, 15,26% dos transplantes de São Paulo são feitos nas unidades de saúde. “Queremos, com isso, diminuir o tempo de espera da população. As pessoas ficam de seis meses a um ano esperando cirurgias eletivas, principais filas da rede pública”, disse.
O presidente do Conselho Deliberativo do HC, José Otávio Costa Aueler, garantiu que os novos recursos vão permitir maior oferta dos procedimentos indicados pelo ministério, mas não precisou quantos transplantes ou cirurgias poderão ser feitos a mais. “Nós teremos como avaliar posteriormente. Vamos precisar aumentar também o número de leitos de UTI [unidade de terapia intensiva], por exemplo, uma infraestrutura que já está sendo planejada. Dentro de um processo, esse aumento vai se efetivando.”
Agência Brasil

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mortes por gripe A na Região Sul sobem para 123


 Com mais cinco mortes registradas hoje (19) no Rio Grande do Sul e outras dez em Santa Catarina, subiu para 123 o total de pacientes com o vírus Influenza H1N1 que morreram este ano na Região Sul do país.
Desde janeiro, morreram 62 pessoas em Santa Catarina, 38 no Rio Grande do Sul e 23 no Paraná em decorrência da influenza A (H1N1) – gripe suína.
O total registrado em 2012 equivale a 15,6% dos óbitos verificados em 2009, auge da pandemia, quando 789 pessoas morreram nos três estados. O fim da pandemia foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Blumenau é a cidade catarinense que apresenta o maior número de mortes, com 11 ocorrências. Nos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná, as capitais lideram o número de óbitos – são seis em Porto Alegre e quatro em Curitiba.
Segundo dados do Ministério da Saúde atualizados até o último dia 12, o país registra desde janeiro 159 mortes relacionadas ao vírus Influenza H1N1. Dois terços dessas pessoas viviam na Região Sul. O clima frio do inverno facilita a circulação do vírus.
Na última sexta-feira (13), o ministério divulgou um levantamento segundo o qual metade dos pacientes que morreram em Santa Catarina teve acesso tardio ao antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu.
Os médicos de todo país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento, que reduz as chances de que a doença evolua para um caso grave, é mais eficaz nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas.
A gripe se caracteriza pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, somados a dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações. Lavar as mãos várias vezes ao dia, usar lenço descartável ao tossir e espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados são algumas das formas de evitar a transmissão da doença.
Agência Brasil 19/07/2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Seca: governo garante que agricultores do Sul inscritos no Pronaf vão receber seguro


Curitiba - O Ministério do Desenvolvimento Agrário garantiu hoje (6) que os agricultores da Região Sul inscritos no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) estão assegurados contra as perdas provocadas pela estiagem. A seca está causando prejuízos para os três estados – Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
Segundo o secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Müller, os agricultores têm direito ao Seguro da Agricultura Familiar (Seaf). O agricultor indenizado receberá 100% do valor financiado mais uma renda até R$ 3,5 mil.
A orientação é que as comunicações de Ocorrência de Perdas (COPs) sejam feitas na agência bancária onde foi contratada a operação de crédito amparada pelo Seaf. No ato da comunicação, o agricultor deve apresentar ao banco os comprovantes de aquisição de insumos. De acordo com o ministério, os agentes financeiros, as cooperativas e os serviços de assistência técnica e extensão rural estaduais já tomaram as medidas cabíveis para assegurar condições adequadas para que os agricultores Preencham as COPs.
Os peritos estão vistoriando das lavouras dos agricultores que fizeram as comunicações. Segundo o secretário, só no Rio Grande do Sul, são 223 mil agricultores familiares com seguro agrícola nesta safra (2011-2012), o valor segurado chega a R$ 1,5 bilhão. Até ontem (5), foram feitas 12 mil comunicações de perda no estado. “Os agricultores que identificarem perda acima de 30% devem procurar o agente financeiro onde o financiamento foi feito. Esse agente acionará os técnicos e eles irão até a lavoura para fazer o laudo e identificar o tamanho da perda", explica Müller.
De acordo com o último boletim da Defesa Civil, a estiagem atinge 388.040 pessoas no estado. Já são 71 municípios em estado de emergência, e o número de municípios com notificação preliminar de desastre chega a 37.
Em Santa Catarina, a Defesa Civil informa o aumento no número de municípios em situação de emergência para 50. Até o momento, 382.965 pessoas sofrem com a falta de chuvas no estado. O governo do estado está prestando atendimento aos municípios mais atingidos, como Chapecó.
No Paraná, o prejuízo financeiro chega a R$ 1,52 bilhão, decorrente da quebra da produção da safra de grãos de verão, estimada em 11,5%. A previsão era colher 22,13 milhões de toneladas. De acordo com a Defesa Civil, oito municípios – Capitão Leônidas Marques, Pranchita, Santo Antônio do Sudoeste, Nova Esperança do Sudoeste, Pinhal de São Bento, Rio Bonito do Iguaçu, Bom Jesus do Sul e Barracão – enviaram notificação preliminar de desastre. As solicitações estão sendo analisadas e nesses municípios poderá ser decretado estado de emergência.
Agência Brasil 06/01/2012