quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

ELEU SALVADOR
















Eleu Salvador nasceu no dia 4 de Agosto de 1932 em General Câmara, Rio Grande do Sul.Seu primeiro trabalho foi ajudante na estação de trem de sua cidade, e assim ganhava dinheiro.Já na capital Porto Alegre, entrou para a Rádio Gaúcha no qual entrou para o programa Campeonato em Três Tempos no final dos anos 50, era um programa humorístico em que cada ator representava um time de futebol do Rio Grande do Sul e o objetivo de cada time era chamar a atenção da Miss Copa, interpretada pela radioatriz Leonor de Souza, que personificava a Copa estadual de futebol do estado, e assim faziam humor com os times e seus desejos de ganharem a copa.Nos anos 60 veio para São Paulo trabalhar em televisão.
Em São Paulo começou fazendo cinema, fez os filmes Regina e o dragão de Ouro em 1973, O Sexualista, Ainda Agarro Esse Machão e Quando Elas Querem... e Eles Não em 1975, A Última Ilusão, Fruto Proibido, O Dia dos Profissionais, Traídas Pelo Desejo e Puta Como Um Anjo, Será... Virgem? em 1976, O Vigilante Rodoviário e Seduzidas Pelo Demônio em 1978, Orgia das Taras em 1980, Sexo, Sua Única Arma em 1983 e A Luta Pelo Sexo em 1984.

Em televisão começou na Tv Tupi em 1976 aonde fez a novela Tchan! A Grande Sacada.Em 1979 foi para a Rede Bandeirantes aonde fez a novela Cara a Cara, e depois fez Um Homem Muito Especial em 1980.Em 1982 entrou para o Sbt aonde fez a novela Destino, depois fez Meus Filhos, Minha Vida e Jerônimo em 1984.

Eleu tambem foi compositor tendo escrito a primeira canção da falecida cantora Elis Regina, tambem Compôs a musica Parabéns Gaúcho em parceria com poeta e folclorista gaúcho Dimas Costa, alem disso tambem compôs a musica de abertura do filme Travessuras de Pedro Malasartes em 1974, entre outras.

Na dublagem entrou nos anos 60 na Aic, tendo passado por todas as importantes empresas de dublagem de São Paulo.Entre seus trabalhos está o ator Christopher Lloyd nos filmes Alice No País das Maravilhas, Aluga-Se Um Garoto, a primeira dublagem de De Volta Para o Futuro, De Volta Para o Futuro II e De Volta Para o Futuro III, tambem fez o ator Pat Morita nos filmes Gone to Maui, Inferno e Karatê Kid 4 - Uma Nova Aventura, entre outros.Entre outros filmes famosos que Eleu dublou estão Vovô Mori Tanaka interpretado por Victor Wong em 3 Ninjas Contra-Atacam, Will Buckley interpretado por William Hartnell em O Rato Que Ruge, Shah de Khwarezm interpretado por Eli Wallach em Genghis Khan, entre outros.

Alem de filmes Eleu dublou desenhos, que sem duvida nenhuma foi sua área de maior atuação, fez personagens marcantes como Dr. Emmett L. Brown no desenho De Volta Para o Futuro, Waldo o sobrinho de Mister Magoo na primeira dublagem de Mister Magoo, Doutor Brief pai da Bulma na dublagem da Globo e do Cartoon Network de Dragon Ball, em Dragon Ball Z e em Dragon Ball Gt, aprimeira voz do Tio de Jackie Chan em As Aventuras de Jackie Chan, a segunda voz do Avô do Arnold em Hey Arnold!, Vovô Higurashi avô de Agome em Inuyasha, uma das vozes dos personagens Inspetor Willoughby, Professor Dingle Dong, Dapper Denver Dooley, Hoollian, e personagens secundários em Pica-Pau, Henry Gloop no desenho Jeannie, Blaine em Pokemon, Diretor em Turminha da Sala 402, Henry Órbita nos remakes dos anos 80 de Os Jetsons e no longa-metragem Os Jetsons e Os Flintstones Se Encontram, entre muitos outros.

Tambem participou de séries como o Tenente Hikaru Sulu interpretado por George Takei na primeira dublagem de Jornada Nas Estrelas, Raúl Padilla na dublagem de Chespirito da Cnt e em apenas 1 episódio em Chapolin, Gassami Nº2 interpretado por Shun Ueda em apenas 1 episódio de Jaspion, Chefe Kurata interpretado por Toru Ohira em Spectreman, Rei Tut interpretado por Victor Buono na série dos anos 60 de Batman, Harlan Arliss interpretado por Lou Wagner em Chips, entre outros.

Por volta de 2003 se afastou da dublagem por problemas de saúde, tendo retornado anos depois, mais quando retornou fazia poucas dublagem.Veio a falecer no dia 10 de Agosto de 2007 por decorrência desses problemas de saúde.

Mais um dublador que escreveu a historia da dublagem no Brasil com interpretações marcantes, principalmente em desenhos e em séries e desenhos japoneses.

- Trabalhos:

- Christopher Lloyd em Alice No País das Maravilhas, Aluga-Se Um Garoto, De Volta Para o Futuro (Primeira Dublagem), De Volta Para o Futuro II (Primeira Dublagem) e De Volta Para o Futuro III (Primeira Dublagem)
- Dr. Emmett L. Brown em De Volta Para o Futuro (Desenho)
- Pat Morita em Gone to Maui, Inferno e Karatê Kid 4 - Uma Nova Aventura
- Waldo em Mr. Magoo (Primeira Dublagem)
- Tenente Hikaru Sulu (George Takei) em Jornada Nas Estrelas (Primeira Dublagem)
- Raúl Padilla em Chespirito e (em apenas 1 episódio) em Chapolin
- Mestre Kame em Dragon Ball - A Bela Adormecida no Castelo Mal Assombrado e Dragon Ball - A Lenda de Sheng Long
- Henry Gloop em Jeannie (Desenho)
- Wally (segunda voz) em Butch Cassidy e Os Sundance Kids
- personagens secundários em Tom & Jerry (Primeira Dublagem)
- Gassami Nº2 (Shun Ueda) em Jaspion
- Doutor Brief em Dragon Ball (Globo e Cartoon Network), Dragon Ball Z e Dragon Ball Gt
- Tio (primeira voz) em As Aventuras de Jackie Chan
- Avô do Arnold (segunda voz) em Hey Arnold!
- Vovô Higurashi (primeira voz) em Inuyasha
- Inspetor Willoughby, Professor Dingledong, Dapper Denver Dooley (uma das vozes), Hoollian, Tio Scrooge e personagens secundários em Pica-Pau
- Henry Gloop em Jeannie (Desenho)
- Sr. Pedregulho (segunda voz) em Bam-Bam e Pedrita
- Henry Órbita em Os Jetsons (Anos 80) e Os Jetsons e Os Flintstones Se Encontram (Longa-Metragem)
- Louis Kalhern Pickles "Lou" (uma das vozes) em Os Anjinhos
- Glove em Os 6 Biônicos
- Avô Nohara em Crayon Shin-Chan
- Youmei Asakura (primeira voz) em Shaman King
- Vice Diretor Wolters (William H. Macy) em Mr Holland - Adorável Professor
- Azarel (G.w. Bailey) em Salomão
- Diretor em Turminha da Sala 402
- Chefe Kurata (Toru Ohira) em Spectreman
- Shah de Khwarezm (Eli Wallach) em Genghis Khan
- Tenente Daniel Turpin "Terrível" em Super Homem (Desenho - Anos 90)
- General Durahan em Monster Rancher
- Prof. Arthur Hawkins em Yu-Gi-Oh
- Candlemon 1 em Digimon Frontier
- Harlan Arliss (Lou Wagner) em Chips
- Nick (Robert Prosky) em O Último Grande Herói
- Capitão Gannon (Harry Morgan) em Dragnet
- Peter Vincent (Roddy McDowell) em A Hora do Espanto
- Ely (Donald Hodson) em Um Osso Duro de Roer
- Helmer (Norman Burton) em O Grande Dragão Branco
- Will Buckley (William Hartnell) em O Rato Que Ruge
- Juiz Henry Harper (Robert Prosky) em Milagre na Rua 34
- Sr. Niederhaus (John Randolph) em Buscando a Fama
- Karl Hausen (Rory Knox Johnston) em Nossa Querida Babá - O Conto de Fadas Continua
- Murph Allan Short (Walter Rilla) em O Dia da Ira
- Briggs (Henry Hull) em Caçada Humana
- Cientista em Tico e Teco e Os Defensores da Lei (Vhs)
- Charlie (Stephen Furst) em Fúria Silenciosa
- Pope (Gregory Walcott) em Escalado Para Morrer
- Blaine, Sr. Goodshow (primeira voz) e Dr. Quackenpoke em Pokemon
- Dr. Dickson M.d (Whit Bissel) em A Nave da Revolta
- Gil em Os Muppets Conquistam Nova York
- Vovô Mori Tanaka (Victor Wong) em 3 Ninjas Contra-Atacam
- Ambrose Chappell (George Howe) em O Homem Que Sabia Demais
- Jean Leroux ''Francês'' (Louis Mercier) em Sahara (1943)
- Rei Tut (Victor Buono) em Batman (Série)
- Sr. Akins (Paul Lynde) em Não Me Mandem Flores
- Sr. Willoughby (Will Wright) em Vale da Vingança
- Imperador Tibério (Ernest Thesiger) em O Manto Sagrado
- Jake Guzik (Peter Maloney) em Capone - O Gangster
- Tio Bill (Bill Tung) em Arrebentando Em Nova York
- Skaggs (Forrest Lewis) em O Esporte Favorito dos Homens
- Arthur Skridlow (George Furth) em Doutor Detroit e Suas Mulheres
- Tatá em Cinderela (Longa-Metragem)
- Shaman (John Hoyt) em Sangue de Bárbaros
- Narrador (John Ashley) em Esquadrão Classe A

Fonte:CASA DA DUBLAGEM

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Sem gotinha: entenda como fica novo esquema vacinal contra a pólio

 







Reforço vacinal aos 15 meses passa a ser injetável

Em 2025, crianças de 2 meses, 4 meses e 6 meses recebem exclusivamente a vacina injetável para prevenir casos de poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. Há também uma dose injetável de reforço, a ser aplicada aos 15 meses de vida. As populares gotinhas foram oficialmente aposentadas e deixaram de fazer parte do calendário de vacinação infantil brasileiro em novembro do ano passado.

Não se trata, portanto, de uma nova dose, mas de um novo esquema vacinal para promover a imunização contra a pólio. A mudança, de acordo com o Ministério da Saúde, é baseada em evidências científicas e recomendações internacionais. Isso porque a vacina oral poliomielite (VOP) contém o vírus enfraquecido e, quando utilizada em meio a condições sanitárias ruins, pode levar a casos da doença derivados da vacina.

A substituição da dose oral pela injetável tem o aval da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização e é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A orientação é que a VOP seja utilizada apenas para controle de surtos, como acontece na Faixa de Gaza. Em agosto passado, a região confirmou o primeiro caso de pólio em 25 anos – um bebê de 10 meses que não havia recebido nenhuma das doses previstas.

Entenda

Em 2023, o Ministério da Saúde informou que passaria a adotar exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP) no reforço aplicado aos 15 meses de idade, até então feito na forma oral. A dose injetável já vinha sendo aplicada aos 2, 4 e 6 meses de vida. Já a segunda dose de reforço, antes aplicada aos 4 anos, segundo a pasta, não se faz mais necessária, já que o esquema vacinal com quatro doses garante proteção contra a doença.

A atualização considerou critérios epidemiológicos, evidências relacionadas à vacina e recomendações internacionais sobre o tema. Desde 1989, não há notificação de casos de pólio no Brasil, mas as coberturas vacinais sofreram quedas sucessivas nos últimos anos. Em 2022, por exemplo, a cobertura ficou em 77,19%, longe da meta de 95%.

Calendário completo

O Ministério da Saúde reforça que a vacinação é reconhecida como uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde da população e fortalecer uma sociedade saudável e resistente. “Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação desses agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde”.

O calendário nacional de vacinação contempla, na rotina dos serviços, 19 vacinas que protegem em todos ciclos de vida, desde o nascimento até a idade mais avançada. Além da pólio, a lista de doenças imunopreveníveis inclui sarampo, rubéola, tétano e coqueluche. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é responsável por coordenar as campanhas anuais de vacinação, que têm como objetivo alcançar altas coberturas vacinais e garantir proteção individual e coletiva.

Confira aqui os calendários completos de vacinação ofertados via Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 5 de janeiro de 2025

Casos de dengue em 2024 passam de 6,4 milhões; mortes somam 5,9 mil no Brasil

 












Dados são nacionais e referem-se ao período até 28 de dezembro

Dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde mostram que o país registrou, ao longo de todo o ano de 2024, um total de 6.484.890 casos prováveis de dengue e 5.972 mortes provocadas pela doença. Há ainda 908 óbitos em investigação. O coeficiente de incidência da dengue, até o dia 28 de dezembro, era de 3.193,5 casos para cada 100 mil habitantes.

A maioria dos casos prováveis de dengue (55%) em 2024 foi identificada entre mulheres. No recorte raça/cor, 42% dos casos prováveis foram registrados entre brancos; 34,4% entre pardos; 5,1% entre pretos; 0,9% entre amarelos; e 0,2% entre indígenas, sendo que, em 17,3% dos casos, a informação não foi registrada. A faixa etária dos 20 aos 29 anos concentrou a maior parte dos casos prováveis, seguida pela de 30 a 39 anos e pela de 40 a 49 anos.

No ranking dos estados, São Paulo aparece com o maior número de casos prováveis (2.182.875). Em seguida estão Minas Gerais (1.695.024) e Paraná (656.286). Na lista de estados com maior coeficiente de incidência, o Distrito Federal (DF) figura em primeiro lugar, com 9.907,5 casos para cada 100 mil habitantes, seguido por Minas Gerais (8.252,8 casos por 100 mil habitantes) e Paraná (5.735,2 casos por 100 mil habitantes).

Distrito Federal

Com o maior coeficiente de incidência do país, o DF registrou um aumento de 584% nos casos prováveis de dengue em 2024 em relação ao ano anterior – foram 279.102 casos no ano passado contra 40.784 em 2023. No mesmo período, as mortes pela doença saltaram de 14 em 2023 para 440 em 2024. Ainda de acordo com o Painel de Monitoramento de Arboviroses, cinco óbitos seguem em investigação.

Agência Brasil

sábado, 4 de janeiro de 2025

Brasil tem 1 milhão de focos de queimada registrados em 5 anos

 











Dados da plataforma Terrabrasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que concentra informações de satélite sobre cobertura vegetal, desmatamento e queimadas, indicam que o país teve 1 milhão de focos de queimada entre os anos de 2020 e 2024. Nesse intervalo, o ano com maior quantidade de registros foi justamente o de 2024, o que ocorreu, segundo o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima (MMA), em razão de seca excepcional – segundo a pasta a pior nos últimos 74 anos.

A maior parte dos focos está concentrada em cinco estados. Foram 628.365 focos em cinco anos, no Pará (200.685), em Mato Grosso (171.534), Amazonas (97.885), Maranhão (97.124) e Tocantins (61.137). Seu desenho, uma estrada de fogo que corta o meio do país, coincide com áreas de expansão agrícola, principalmente para soja e pasto, e com regiões marcadas pela grilagem e pelo garimpo. Todos esses estados tiveram aumento de focos de incêndio na comparação entre 2024 e 2023, com destaque para Mato Grosso, com aumento de 130%, e para o Tocantins, com alta de 78%.

A novidade, em 2024, está no aumento de incêndios em áreas classificadas como sem Cadastro Ambiental Rural (CAR), ou seja, áreas que não são propriedades rurais. Entre 2020 e 2023, esse tipo de registro esteve no patamar de 20% do total nos cinco estados com mais registros, nos meses críticos (agosto e setembro), mas em 2024 o percentual saltou para 29,2%. Também houve aumento da participação de grandes propriedades, de uma média de 35% para o patamar de 40% dos registros.

O aumento acelerou a resposta dos governos. No âmbito federal, foi concluída a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que inicia 2025 em funcionamento, o que, segundo o MMA, garantirá o fortalecimento da articulação junto a estados e municípios, fator considerado crucial para alcançar respostas mais céleres em relação aos incêndios. A política foi criada em meio à crise, em julho de 2024, após a seca atingir duramente a região do Pantanal, e coordena a ação de União, estados e municípios, além de sociedade civil e organizações privadas.

A pasta informou que haverá a destinação de R$ 280 milhões do Fundo Amazônia para o combate a incêndios nos estados, e que se somam a cerca de R$ 650 milhões do Orçamento federal. O objetivo é evitar outro “pior ano”, pois desde 2010 não houve registro de tantos focos quanto em 2024.

O registro de maior número de focos não significa necessariamente maior área queimada. Em São Paulo, estado com maior crescimento de focos (422%, com 8.712 focos registrados em 2024), o aumento de área queimada esteve abaixo de 2% nas áreas de conservação, e os focos se concentraram em propriedades rurais, especialmente nas lavouras de cana-de-açúcar.

Diretor executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz faz a gestão das áreas de conservação no estado. Ele acompanha todo o ciclo de preparação e combate aos incêndios, inclusive em campo, e concorda com o motivo apontado pelo MMA: os incêndios aumentaram pois as condições climáticas são mais severas do que nos últimos anos. Para ele, que acompanhou as últimas rodadas de Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COPs), a expectativa é de efeitos mais severos, o que demanda melhoria no planejamento.

“Não adianta termos tido uma boa resposta esse ano e acharmos que será a mesma coisa em 2030. Teremos de planejar ano a ano, aumentar a [qualidade e velocidade] das respostas e a ação com municípios, governo federal e organizações civis”, defendeu. “Estamos em um momento de reavaliar a forma como ocupamos a terra, repensando as lavouras adequadas para os diferentes ambientes”, completou o ex-procurador do estado.

A reportagem também entrou em contato com os governos do Pará, de Mato Grosso, do Amazonas e do Maranhão. Amazonas e Pará não responderam. A reportagem será atualizada em caso de manifestação.

O governo do Maranhão informou ter consolidado Plano de Ação para os anos de 2024 a 2027, além de ter “reforçado o monitoramento de áreas degradadas, intensificado as fiscalizações ambientais e implementado a apuração de infrações". "Outro destaque é o Programa Floresta Viva-MA, voltado à preservação florestal, recuperação de áreas degradadas e valorização dos serviços ecossistêmicos. Com seis eixos principais, o programa incentiva práticas sustentáveis por produtores rurais, comunidades tradicionais e outras populações estratégicas, promovendo a conservação para as atuais e futuras gerações”, informou, em nota. O estado teve 97 mil focos registrados desde 2020, porém não tem aumento considerável desde 2022, quando chegou ao patamar de 20 mil focos.

O governo de Mato Grosso informou, também por meio de nota, que aplicou “R$ 205,6 milhões em multas por uso irregular do fogo". "Nesse período, mais de 20 pessoas foram presas e 112 indiciadas pela Polícia Civil por provocar incêndios.” Segundo a nota, o estado passou pela “pior seca enfrentada nos últimos 44 anos. Com isso, o material orgânico seco se acumulou, o que facilitou a combustão”. Mato Grosso teve mais de 170 mil focos registrados no período, dos quais 50 mil somente em 2024.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Campanha Janeiro Branco estimula o bem-estar emocional

 











Todo início de ano é assim: a gente faz um monte de planos e promessas, que muitas vezes não são cumpridas. Mas uma coisa não pode ficar de lado: a saúde, tanto física, quanto mental. O começo do ano é época da Campanha Janeiro Branco, movimento brasileiro sobre Saúde Mental que há mais de uma década convida a sociedade a refletir, dialogar e agir em prol do bem-estar emocional.

A iniciativa foi criada em 2014 pelo psicólogo, palestrante e escritor mineiro Leonardo Abrahão. Hoje, a campanha é um marco no calendário brasileiro e, desde 2023, é reconhecida oficialmente como lei federal.

Todo ano há um tema. O de 2025 é “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?”. A ideia é fazer com que pessoas, famílias, empresas e instituições públicas e privadas apoiem ações concretas que estimulem a valorização da saúde mental como prioridade coletiva.

Palestras, rodas de conversa, oficinas, caminhadas, corridas e eventos culturais estão previstos em diversas cidades do país, reunindo psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, enfermeiros, educadores, gestores, líderes comunitários, mídias e a população em geral.

Perigo

Cristiano Nabuco, psicólogo especialista em dependência tecnológica, enumera alguns sinais de que a saúde mental corre perigo e faz uma observação.

"Consumo excessivo de álcool, comprar de maneira demasiada, enfim, sempre que eu saio do meu ponto de equilíbrio, isso pode ser um forte indicador de que algo não vai bem. Os profissionais de saúde que são treinados para ajudar não vão chegar e dizer como deve viver melhor a sua vida, a vida é sua. O que ele vai fazer? Ele vai provocar reflexões que muitas vezes tem esse fator de cura."

Cristiano alerta que - quando as sensações e sentimentos mudam - pode ser sinal de que é preciso procurar um profissional.

"Primeiro: sensação constante de cansaço ou esgotamento emocional. Segundo: dificuldade de se concentrar como antes. Dificuldade de ter satisfação em coisas que eram muito agradáveis. Um outro elemento envolve alterações no sono: insônia, quando não se consegue dormir ou excesso de sono, e questões ligadas ao apetite."



Quem quiser apoiar a campanha pode fazer o download gratuito de folders, cartazes, banners, faixas, bottons, cartilhas e panfletos no site oficial do Movimento Janeiro Branco. Os materiais vêm com orientações didáticas e acessíveis sobre saúde mental.











Fonte: Agência Brasil