quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ideb: escolas com notas altas contam a receita do sucesso


Bom relacionamento entre os pais e a escola, o incentivo à leitura, baixa rotatividade no quadro de funcionários e aulas de reforço são pontos em comum entre as três escolas públicas municipais com as notas mais altas no Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb), divulgado hoje (14) pelo Ministério da Educação.
No Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Glauber Rocha, na zona norte do Rio de Janeiro, um livro na mão, uma ideia na cabeça é a filosofia. Com nota 8,5 (em uma escala de 0 a 10), a escola tem cerca de 550 estudantes da pré-escola ao 5º ano. Apesar das turmas cheias, a avaliação dos professores e funcionários é que o resultado reflete os pilares do projeto pedagógico: "leitura, reforço e família".
Situada em um bairro com alguns dos piores índices socioeconômicos da capital fluminense, a diretora Ioliris Paes, que comanda o centro há 15 anos, conta que já precisou resgatar panelas roubadas em um ferro velho. "Um pai me contou onde estavam e eu fui buscar", revelou sobre o episódio, em 2002, o último de uma série de saques à escola em 25 anos.
Com a abertura da unidade escolar à comunidade em horário integral, dedicação exclusiva de 80% dos professores, contratação de estagiários para aulas de reforço e 5 mil títulos na biblioteca que podem ser emprestados aos alunos e suas famílias, o colégio Glauber Rocha coleciona resultados positivos. Em 2009, no último Ideb, conseguiu nota 6,7, antecipando a meta prevista para 2021.
O incentivo à leitura e a pouca troca de funcionários também é a receita de sucesso da Escola Municipal Carmélia Dramis Malaguti, de Itaú de Minas (MG), que tirou a nota mais alta no Ideb: 8,6. À frente de 250 alunos da educação infantil ao 5ª ano, a maioria de classe média, a diretora Maria Flávia de Oliveira diz que os colaboradores "tem um espírito de pertencimento."
O entrosamento da escola com a família, além da formação continuada dos professores, asseguram o bom desempenho do colégio no Ideb "O município tem um compromisso com a formação continuada do professor e isso é fundamental", destaca Maria Flávia.
Empatada com a escola de Minas Gerais, está a Escola Municipal Santa Rita de Cássia, de Foz do Iguaçu (PR), que também investe na valorização dos funcionários. "Nosso diferencial é o trabalho conjunto", disse a diretora Shirlei Carvalho. Lá, aulas de reforço também ajudam a corrigir deficiências no aprendizado dos alunos, assim como na escola Glauber Rocha, no Rio.
A escola do Paraná - com aproximadamente 200 alunos sendo, no máximo, 30 por sala de aula - também colhe os frutos da aposta no atendimento individualizado e no envolvimento da família com o ambiente escolar. "Procuramos trazer os pais para dentro do espaço escolar, inclusive levando-os em passeios culturais com seus filhos, porque sabemos que a participação deles é fundamental", diz a diretora.
A unidade não tem uma biblioteca, mas dribla o problema oferecendo um conjunto de obras literárias infanto-juvenis na própria sala de aula e fazendo um "trabalho de base" desde a pré-escola. Atividades ao ar livre e culturais são outras formas usadas para conseguir atenção dos estudantes.
Agência Brasil

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Saúde faz primeira campanha de atualização de caderneta de vacinação infantil


O Ministério da Saúde lançou hoje (14) a primeira campanha de atualização da caderneta de vacinação de crianças menores de 5 anos. Começa no próximo sábado (18) e segue até o dia 24 de agosto, em 34 mil postos de saúde espalhados por todo o país.
De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, o objetivo da campanha é aumentar a cobertura vacinal e reduzir o risco de transmissão de doenças que podem ser evitadas. A expectativa é atingir 14,1 milhões de crianças.
“Temos um calendário complexo, com mais de 14 vacinas, cada uma com duas ou três doses. Muitos pais acham que o esquema está completo, mas não está”, disse. “Esta será a oportunidade de conferir a caderneta da criança e completá-la, caso haja alguma vacina com o esquema incompleto”.
Estarão disponíveis todas as vacinas do calendário básico infantil, incluindo a pentavalente e a Vacina Inativada Poliomielite (VOP), lançadas este ano. A primeira reúne em uma única aplicação a tetravalente (que protege contra a difteria, o tétano, a coqueluche e a meningite) e a dose contra a hepatite B. A VOP é indicada para crianças que nunca foram imunizadas contra a pólio.
Menores de cinco anos que vivem nas regiões Norte e Nordeste, no Vale do Jequitinhonha e no Vale do Mucuri, ambos em Minas Gerais, também vão receber suplemento de vitamina A. A ação integra o Programa Brasil Carinhoso, lançado em maio deste ano, que tem como meta a superação da extrema pobreza na primeira infância.
Segundo a coordenadora de Alimentação e Nutrição, Patrícia Jaime, 2.434 municípios das regiões selecionadas vão distribuir o suplemento. A expectativa é que três milhões de crianças tenham acesso à megadose de vitamina.
Cálculos da pasta indicam que aproximadamente 20% dos menores de cinco anos apresentam algum tipo de deficiência de vitamina A. A previsão é que, até final do ano, a distribuição do suplemento chegue a todos os municípios que fazem parte do programa Brasil sem Miséria.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que a deficiência de vitamina A está relacionada a problemas como a diarreia e as doenças respiratórias. “Fazer essa distribuição nas regiões mais pobres é um fator importante para reduzir ainda mais a mortalidade na infância e as internações”, concluiu.

Confira no site do Ministério da Saúde as vacinas que integram o Calendário Básico de Vacinação da Criança 2012:
Agência Brasil


O ranking da educação


No ranking internacional do aprendizado dos estudantes, a posição do Brasil não combina com a de um país que é a sexta economia do mundo. A começar, a alfabetização não é eficiente, tanto é assim que 86% dos alunos não estão alfabetizados na 2 série do ensino fundamental. No ensino médio, a situação não é diferente - os resultados dos últimos exames do Enem mostram uma realidade preocupante. Além disso, um estudo recente demonstrou que 38% dos universitários são analfabetos funcionais.
Sabe-se que, entre os países submetidos a testes que medem o aprendizado de jovens de 15 anos, o Brasil tem ficado nos últimos lugares. Por exemplo, os resultados da prova do OCDE, levantamento produzido a cada três anos, indicam que o desempenho dos alunos brasileiros está abaixo da média mundial, atrás do Chile e da Colômbia. Dentre os 65 países analisados, o Brasil ocupa a 53 posição. Confirmando essa tendência, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) revela que nossos estudantes têm um nível médio de compreensão de leitura comparável ao dos europeus com quatro anos a menos de escolaridade.
Pronto: chegamos ao que interessa: a leitura. Entre todas as habilidades que se impõem aos estudantes, sem dúvida a leitura é a principal. Ela contribui para o desempenho dos alunos nas demais disciplinas, favorecendo a compreensão dos temas e das questões apresentadas em sala de aula. Daí porque o chamado analfabetismo funcional é uma questão pontual - quando o assunto é qualidade de ensino e aprendizado - e suscita recorrentes debates. Alguns são categóricos ao afirmar que o problema reside no modelo de alfabetização aplicado no país. De fato, as deficiências começam nas séries iniciais do ensino básico. Entretanto, a questão não se resume em decodificar as palavras, já que os alunos chegam ao ensino médio alfabetizados. Isso nos conduz a uma conclusão óbvia: a de que o problema não está na habilidade de ler e compreender mensagens simples, em linguagem coloquial, mas sim na incapacidade de ler e entender textos mais complexos.
A explicação é simples: a situação da leitura no Brasil é precária. Resulta daí a dificuldade de entender os escassos textos que são lidos. Sabemos, no entanto, que a leitura exercita a capacidade de compreensão por meio do aprendizado do idioma e do domínio vocabular. Outro aspecto diz respeito ao tipo de linguagem que os estudantes tendem a usar, bem distante da norma culta. Isso sem falar nas atividades on-line, em que eles costumam escrever muito mal. Na escola, as deficiências são evidentes no momento em que os estudantes são estimulados a interpretar textos. Questões do tipo "qual é o tema central do artigo?" podem se tornar um desafio para quem não tem domínio do próprio idioma e não consegue entender o conteúdo das mensagens. Em outras palavras, para compreender um texto, não basta apenas reconhecer o código linguístico, é necessário ir além, ter capacidade de atribuir significação relacionando o conteúdo com seus conhecimentos e cultura. Em suma, é preciso leitura. Na falta, colhem-se os resultados inevitáveis - ou, mais exatamente, os indicadores negativos que aí estão a nos impactar.

Maria Luiza Khaled
escritora, jornalista e mestre em Letras
Jornal Correio do Povo 14/08/2012

Inaugurado laboratório que vai ajudar no controle de produtos derivados do tabaco


O Laboratório de Tabaco e Derivados (Latab), inaugurado hoje (13) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Nacional de Tecnologia (INT), vai ser usado pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo no país.
“O Latab passa a ser um laboratório que vai, na prática, verificar se aquilo que está sendo autorizado pela Anvisa de conteúdo [para cigarros, cigarrilhas e charutos] é exatamente o que a indústria do tabaco está colocando nestes produtos. Toda norma, toda regulamentação, que a gente faz tem o sentido de prevenir os efeitos maléficos - principalmente de algumas substâncias que contenham esses produtos”, disse Agenor Alvares, diretor da Anvisa.
Sexto laboratório público do gênero no mundo e o primeiro da América Latina voltado exclusivamente para análises de produtos derivados do tabaco, o Latab teve investimentos de R$ 4 milhões e consolida a liderança mundial do Brasil nas políticas de controle do tabaco, colaborando para a redução dos impactos da epidemia tabagista e das doenças a ela relacionadas, na avaliação do INT.
Para o diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Santini, a inauguração do laboratório é um grande avanço para o controle do uso do tabaco no Brasil. “Nós do Inca participamos e acompanhamos todo o processo que se constitui em um importante recurso tecnológico para fortalecer a politica nacional de controle de tabaco no país. O laboratório vem acrescentar valor e qualidade à essa política”, declarou.
Santini disse ainda que a politica nacional antitabagismo vem obtendo êxito na prevenção ao uso do tabaco e o seu êxito pode ser traduzido no fato de o país ter conseguido diminuir forma intensa e reconhecida mundialmente o número de fumantes no Brasil.
“Nos últimos anos reduzimos algo em torno de 15% na prevalência de fumantes no total da população brasileira, que já foi de mais de 35%, mas ainda assim isto significa a existência de 25 milhões de fumantes, o que é um número ainda alarmante, principalmente se considerarmos os malefícios causados pelo cigarro para a sociedade de uma maneira geral - sem falar do custo econômico que isto significa para o país”, ressaltou.
No Brasil, o tabagismo é responsável pela morte de 200 mil pessoas todos os anos. A prevalência de fumantes, segundo o Inca, é 17,2% da população com faixa etária de 15 anos ou mais.
 Agência Brasil

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Rio Amazonas é reconhecido como uma das maravilhas naturais do mundo


O Rio Amazonas, no Peru, ganhará hoje (13) homenagem durante cerimônia em que será reconhecido como uma das Sete Maravilhas do Mundo pelo governo regional de Loreto. O Rio Amazonas é o segundo maior em extensão do mundo, atrás apenas do Rio Nilo. Ele nasce no Peru e deságua no Brasil. Por meio de telas gigantes colocadas nas sete cidades localizadas na região, os moradores vão acompanhar a solenidade.

O Rio Amazonas tem mais de 7 milhões de quilômetros quadrados em extensão. A nascente dele é o Rio Apurímac, na Cordilheira dos Andes, no Sul do Peru, e a foz no Rio Tocantins, no Norte do Brasil.
O governador de Loreto, no Peru, Yvan Vasquez Valera, disse que o objetivo é que todos da região participem da solenidade. "As atividades serão realizadas nas sete cidades da província. Cada capital, ao mesmo tempo, irá desenvolver vários eventos, mobilizar os estudantes e a população em geral ", disse ele.
Na capital de Loreto, Iquitos, haverá um city tour nas principais áreas turísticas. Na prefeitura de Iquitos será descerrada uma placa de bronze com a certificação oficial do Rio Amazonas como uma das maravilhas naturais do mundo. Para as autoridades peruanas, o reconhecimento representa o respeito pela  riqueza em biodiversidade que abriga a Amazônia.

O prêmio é compartilhado com a Bolívia, o Brasil, Equador, Suriname, a Colômbia, Venezuela, Guiana e Guiana Francesa, países nos quais o Rio Amazonas está presente.
A cada ano há a seleção das sete maravilhas naturais do mundo (em inglês, New 7 Wonders of Nature) pela população, por meio de uma votação global. A iniciativa começou em 2009 com o canadense-suíço Bernard Weber.
Agência Brasil/agência pública de notícias do Peru