quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Produtores investem em substituição gradativa do cultivo do tabaco

O produtor Ailton Rodrigues da Silva e a esposa, Patrícia, comemoram o primeiro mês dedicado a uma nova atividade: eles estão criando gado de leite. Entre junho e julho, as cinco vacas de leite produziram 120 litros/dia, que estão sendo comercializados, e a renda familiar deverá chegar a R$ 2.484,00. Segundo Ailton, o resultado foi melhor do que o esperado e isso motivou a família a reduzir, já nesta safra, o cultivo de tabaco de 40 mil pés para 25 mil.
A ideia de partir para a criação de gado de leite surgiu neste ano, quando o casal participou do levantamento que integra a Chamada Pública do Tabaco, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Segundo o chefe do escritório da Emater/RS-Ascar em General Câmara, Valmir Focchi, o casal manifestou o interesse em desenvolver outra atividade que gerasse renda e que reduzisse, gradativamente, a área com cultivo de tabaco. Os Silva são apenas uma das 80 famílias do município atendidas pelos extensionistas da Emater/RS-Ascar através da Chamada Pública.
A Emater/RS-Ascar é executora dessa proposta do MDA desde 2011 e, em maio deste ano, as ações iniciaram nos municípios de Barão do Triunfo, Camaquã, Cerro Grande do Sul, Chuvisca, Dom Feliciano, General Câmara e São Jerônimo, com a realização do diagnóstico das Unidades de Produção Familiar (UPF), através de visitas. Até o final deste mês a estimativa é que sejam visitados no total 880 UPF.
É importante salientar, de acordo com Focchi, que a chamada pública não destina recursos ao produtor, mas para a intensificação do trabalho de assistência técnica e extensão rural com o intuito de apoiar os agricultores na busca de alternativas de diversificação e geração de renda nas propriedades rurais. "A intenção também é que as famílias saiam da situação de vulnerabilidade social", completa.
Pela proposta, além dos 880 diagnósticos, estão previstas 2.640 visitas técnicas, 44 cursos, 132 reuniões, 11 dias de campo e dois seminários. Essas atividades têm duração de 12 meses, com possibilidade de prorrogação, e estão divididas em fases de planejamento, acompanhamento, execução e avaliação das ações. A chamada está inserida no contexto da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.

Jornal Portal de Notícias

Amarópolis é o campeão da Ouro


Arominha venceu a série Prata e o Xavante conquistou a Máster
No sábado, 28, aconteceram as finais do campeonato municipal de futsal de General Câmara, com a entrega das medalhas e troféus ao primeiro e segundo colocados, bem como ao goleador e melhor goleiro das séries Ouro, Prata e Máster.
Série Ouro

A decisão da série Ouro contou com uma grande virada do Amarópolis para cima do Aroma, que saiu na frente abrindo 3 a zero no placar. Depois, o Amarópolis equilibrou a partida e virou o placar. Tiago Damasceno (2), Allan, Jackson, Alex e Márcio (2) marcaram para o Amarópolis. Willian (3), Cleiton e Marlon anotaram para o Aroma.
Com uma virada sobre o Aroma, Amarópolis conquistou o título da Série Ouro
Willian, do Aroma, com 25 gols foi o goleador e Hilton, do MAC o melhor goleiro da série Ouro.
Série Prata


Pela série Prata, Arominha bateu o ACF por 4 a 2 e sagrou-se campeão. Rafael Rosa marcou os quatro gols do Arominha e Adriano os dois do ACF.
Diego, do Águia Azul, com 16 gols foi o goleador e Eric, do Tropa de Elite, o melhor goleiro da série Prata.
Master 


Na série Máster, o Xavante conquistou o título ao vencer o Mac-Credi pelo placar de 4 a 3. José Paulo (3) e Vinade marcaram para o Xavante. Jurandir (2) e Mauro marcaram para o Mac-Credi.
Jurandir, do Mac-Credi, com 25 gols, foi o goleador, e Igor, do Xavante, o melhor goleiro da categoria.
Jornal Portal de Notícias 

Mais de 90% dos municípios podem ficar sem recursos federais para saneamento


A um dia do prazo final definido pela Lei 12.305/2010, menos de 10% dos municípios brasileiros entregaram o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos, prevendo formas de manejo do lixo em cada cidade. A partir de hoje (2), os repasses de recursos federais para as áreas de saneamento e limpeza urbana serão suspensos para as cidades que não apresentarem o plano.
A obrigatoriedade está prevista na lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos em 2010. Apesar do prazo de dois anos, apenas as prefeituras de 400 cidades e os governos de nove estados e do Distrito Federal conseguiram entregar o planejamento.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente, do total de planos entregues até hoje, 291 já foram aprovados e contratados. Neste total, estão incluídos os planos estaduais que foram concluídos pelos governos de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, de Mato Grosso, Sergipe, da Bahia, de Santa Catarina, do Amazonas, de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal.
Com a aprovação e contratação dos planos, o repasse de recursos federais permanece normalizado. Outros 197 planos municipais ainda estão em análise.
Os planos de gestão de resíduos devem incluir, por exemplo, a previsão de audiências públicas com a comunidade local para discutir questões relacionadas ao lixo e a estratégia para a erradicação dos lixões e construção de aterros.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos também obriga a desativação de todos os lixões do país até 2014. Como alguns municípios enfrentam dificuldades na execução dessa norma, justificadas, principalmente, pela falta de recursos e burocracia, o modelo de planos intermunicipais têm sido incorporado por alguns estados que optaram pelo estabelecimento de consórcios entre duas ou mais cidades.
Dados do governo federal apontam que mais da metade dos 5.564 municípios brasileiros do país não dão destinação correta para o lixo.
Agência Brasil 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Um milhão e meio de brasileiros consomem maconha diariamente


Os brasileiros, entre adultos e adolescentes, que consomem maconha diariamente somam 1,5 milhão, aponta estudo divulgado hoje (1º) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) revela ainda que 7% da população adulta já experimentaram a droga em alguma fase da vida, o que equivale a 8 milhões de pessoas. Entre adolescentes, 600 mil tiveram contato com a maconha.
Dos 3,4 milhões de pessoas que usaram maconha no último ano, mais de um terço (37%) é dependente, o que representa 1,3 milhão. Entre os adolescentes, os índices de dependência alcançam 10% dos entrevistados.
De acordo com a pesquisa, o Brasil não está entre os países com os maiores índices de consumo da droga. Enquanto, a média brasileira é 3%, o índice chega a 5% na Europa e 10% nos Estados Unidos. No entanto, ainda conforme a pesquisa, as Nações Unidas acreditam que os dados oficiais na América Latina possam ser subestimados, "uma vez que o volume de maconha apreendido no Brasil está entre os maiores do mundo e o país não é um grande fornecedor de nenhuma região."
Foram entrevistadas 4.607 pessoas em 149 municípios, com idade a partir de 14 anos. A amostragem, de acordo com os coordenadores do estudo, é representativa. Diferente da primeira pesquisa, feita em 2006, os entrevistados no atual levantamento responderam a um questionário sigiloso sobre consumo de drogas.
Para o coordenador da pesquisa, o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, um dado preocupante é a proporção entre usuários adultos e adolescentes. Em 2006, existia um adolescente para cada adulto que usa maconha. Em 2012, a proporção aumentou para 1,4 adolescente por adulto. Em 62% dos casos, os usuários experimentaram a droga pela primeira vez antes dos 18 anos.
“Se as leis ficarem mais frouxas em relação ao uso da maconha, o maior prejudicado vai ser o adolescente. Qual vai ser o impacto em relação à saúde mental desses adolescentes? É isso que os dados nos alertam. A pessoa que já é usuária não vai mudar o padrão de consumo. Quem pode mudar o padrão de consumo, de acordo com a nossa atitude legislativa, é o adolescente”, avalia.
Os entrevistados também foram questionados sobre a legalização da maconha no país. A maioria (75%) é contrária, ante 11% favoráveis. Os dados reunidos no Lenad irão possibilitar, posteriormente, a avaliação do consumo de outras drogas, como o crack.
Agência Brasil 01/08/2012

Semana Mundial do Aleitamento Materno começa hoje em mais de 170 países


 A Semana Mundial do Aleitamento Materno começa hoje (1º) e vai até a próxima terça-feira (7) em mais de 170 países. O objetivo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é estimular a amamentação e melhorar a saúde de crianças menores de 5 anos em todo o mundo.
A data comemora a assinatura da Declaração de Innoceti, em agosto de 1990, por diversos países – incluindo o Brasil. Entre os objetivos apresentados pelo documento estão estabelecer um comitê nacional de coordenação da amamentação e adotar uma legislação que proteja a mulher que amamenta no trabalho.
A OMS defende que o aleitamento materno é a melhor forma de fornecer ao recém-nascido os nutrientes necessários. A orientação é que o bebê receba exclusivamente o leite materno até os 6 meses e, depois disso, ele seja associado a outros alimentos até que a criança complete 2 anos ou mais.
No caso do colostro (tipo de leite mais grosso e de cor amarelada produzido ao final da gestação), a recomendação é que ele seja fornecido ao recém-nascido até uma hora após o parto.
Dados da organização indicam que a malnutrição responde, direta ou indiretamente, por praticamente uma em cada três mortes entre crianças menores de 5 anos, sendo que mais de dois terços delas são associadas a práticas inapropriadas de alimentação e ocorrem no primeiro ano de vida da criança.
“Nutrição e carinho nos primeiros anos de vida são cruciais para uma boa saúde e para o bem-estar ao longo da vida. Na infância, nenhum presente é mais precioso do que o aleitamento materno. Ainda assim, menos de um em cada três bebês é exclusivamente amamentado durante os [primeiros] seis meses de vida”, informou a OMS.
Confira os dez passos definidos pela Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano para o sucesso da amamentação:
- Ter uma política de aleitamento materno escrita, que seja rotineiramente transmitida a toda equipe de cuidados de saúde;
- Capacitar toda a equipe de cuidados da saúde nas práticas necessárias para implementar essa política;
- Informar todas as gestantes sobre os benefícios e o manejo do leite materno;
- Ajudar as mães a iniciar o aleitamento materno na primeira meia hora após o nascimento do bebê;
- Mostrar às mães como amamentar e como manter a lactação, mesmo se vierem a ser separadas dos filhos;
- Não oferecer a recém-nascidos bebida ou alimento que não seja o leite materno, a não ser que haja indicação médica;
- Praticar o alojamento conjunto, permitindo que mães e bebês permaneçam juntos 24 horas;
- Incentivar o aleitamento materno sob livre demanda;
- Não oferecer bicos artificiais ou chupetas a crianças amamentadas;
- Promover grupos de apoio à amamentação e encaminhar as mães a esses grupos na alta da maternidade.
 Agência Brasil 01/08/2012