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sexta-feira, 30 de março de 2012

Candelária ganha primeira Estação Meteorológica

Na tarde desta quinta-feira, 29, foi entregue para uso da municipalidade a Estação Meteorológica construída no Parque de Eventos Itamar Vezentini, em Candelária. O projeto da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), através da Associação de Pró-ensino em Santa Cruz, Apesc, iniciou em 2007 em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, e tem por objetivo manter uma rede de estações meteorológicas na região para auxiliar agricultores, agroindústrias, defesa civil, engenheiros, estudantes, pesquisadores, professores e demais interessados da região do Vale do Rio Pardo.

Das quatro estações meteorológicas a serem instaladas no Vale do Rio Pardo, a de Candelária é a primeira a ser entregue, seguida pelas cidades de Boqueirão do Leão, Estrela Velha e General Câmara. No centro deste quadrilátero há ainda a estação meteorológica da Unisc, que também foi trocada. Segundo Marcelino Hoppe, “se aqui choveu 50mm e em Estrela Velha 100mm, provavelmente no meio do caminho choveu 70mm. A gente faz interpolação, ou seja, construímos um conjunto de dados a partir de informações pontuais retiradas de cada estação. Isso pode ser usado para chuvas, temperaturas e vento”.

Hoppe salientou a importância desta estação meteorológica para Candelária e região: “A maioria de projetos na área de agricultura, engenharia ambiental e civil dependem de informações do clima para execução. A temperatura média de uma região define o tipo de construções tanto para animais quanto para as pessoas. Outra questão importante é acompanhar eventos localizados: uma seca ou enchente podem ser, mais tarde, confirmadas a partir das informações geradas pela estação, que podem ser utilizadas para justificar o acionamento de seguros”.

As quatro estações meteorológicas devem estar prontas em um período de 60 dias. O próximo município a receber o serviço é Estrela Velha, seguido dos outros dois municípios. “A partir de agora, tudo o que acontece com o tempo e o clima em Candelária fica registrado de meia em meia hora. Se daqui a dez anos a gente quiser reconstituir um dia do ano de 2012, é possível dizer que naquele dia a situação climática foi de uma determinada forma”, finaliza Hoppe. Ainda não há previsão para que as informações geradas pela estação cheguem à população.
fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Candelária

terça-feira, 22 de novembro de 2011

SISTEMA REAPROVEITA ÁGUA EM PROPRIEDADE


A propriedade rural de Mauri Bartz, na localidade de Linha Andreas, em Vera Cruz, no Vale do Rio Pardo, conta com um sistema de utilização da água da chuva e reaproveitamento em atividades domésticas. A instalação da Estação de Tratamento de Efluentes faz parte de um programa que tem como objetivo diminuir o impacto ambiental e contribuir para a conservação do recurso hídrico. Os investimentos no projeto piloto somam R$ 400 mil, custeados pela prefeitura, pela Unisc e pelo Estado. Parte da verba, liberada em 2009, provém da Consulta Popular votada em 2007.
A prefeita Rosane Petry afirma que a iniciativa servirá de referência para outras localidades e municípios. O projeto Sistema e Captação de Tratamento de Águas em Pequenas Propriedades, visando à reutilização, é desenvolvido pela Unisc e pelo Polo de Modernização Tecnológica do Vale do Rio Pardo, em parceria com a prefeitura, Conselho Regional de Desenvolvimento do Vale, Comitê Pardo e Secretaria Estadual da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico.
O coordenador do programa, professor do Departamento de Biologia e Farmácia da Unisc Andreas Köhler, explica que o processo na estação de tratamento de efluentes começa pelo telhado, que capta a água da chuva, depois armazenada em reservatório. O recurso hídrico é usado pela família Bartz em um banheiro e na lavanderia. Depois de utilizada, a água contaminada passa por uma fossa-filtro e é colocada em tanques com vegetação, para ser purificada. Após, o ciclo é reiniciado com a reutilização da água tratada. Nenhum produto químico é empregado no procedimento. A bomba que viabiliza o ciclo é movida a energia solar.
Conforme Köhler, a previsão é de que 2 metros cúbicos de água circulem pelo sistema durante um mês. Se a chuva for suficiente para o abastecimento, o projeto piloto não precisará sofrer alterações para redirecionar a água do restante da propriedade. O coordenador do programa lembra que o sistema será observado pelos próximos dois anos. Segundo ele, o piloto foi desenvolvido em laboratório durante seis anos e as obras em Linha Andreas levaram cinco meses.
Fonte:Jornal Correio do Povo 22/11/2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

DIA DO RACIOCÍNIO: VALE CONQUISTA PRIMEIRO E TERCEIRO LUGARES

Vale do Taquari - A sexta-feira 13 veio carregada de sorte para du­as equipes de alunos do Ensino Médio da região. Na quarta edição do Dia do Raciocínio deu Colégio Martin Luther, de Estrela, na cabeça; e Colégio Teutônia no terceiro lugar. O evento, destinado a estudantes de 3º ano do Ensino Médio, contou com a participação de equipes representantes de escolas dos vales do Taquari e Rio Pardo e foi realizado na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). A paixão pelos números é o reflexo dos resultados e serve como base para nortear o futuro profissional dos campeões.


Diego Bertolini (17), Antônio Felippe Benini (16) e Igor de Oliveira (17) possuem sonhos distintos, mas um ponto em comum: a facilidade com as ciências exatas. Nem mesmo o esgotamento físico e mental - por causa do cumprimento das dez provas - desviou a atenção dos atletas dos números de Estrela. “Foi com muito esforço que nossa equipe conquistou o título”, conta Igor, que sonha em levar os cálculos para a Engenharia Civil. Diego ainda não definiu com precisão matemática a área que vai seguir. “Alguma coisa nas Ciências, como Química ou Biologia.” Já Antônio pensa em cursar Medicina. “Matemática está em tudo na vida da gente, é algo que se aplica, não como os buracos negros”, critica, em tom de brincadeira, o conteúdo da aula.

Sem preparação alguma, o grupo conta que o Dia do Raciocínio foi uma espécie de teste antes da prova do vestibular, com a qual o trio tem pesadelos. “Precisamos ler livros para o vestibular; eu estou atrasado”, confessa Diego. Com relação ao desenrolar dos testes na Unisc, o esforço físico se sobrepôs ao mental, porque os competidores tinham que atravessar de um prédio para outro no campus da universidade para cumprir as tarefas. Diego disfarça o riso nessa hora. A relação com a Matemática está até no nome da equipe: LOG Penso - parafraseando René Descartes, “penso, logo existo”, e relação direta com a matemática. “LOG é de logaritmos”, explica Igor.

Vida normal
Os gênios dos números do Martin Luther não têm nada muito além do que qualquer adolescente que começa a experimentar a aventura da vida mais de perto. Para ser expert em Matemática não precisa ficar recluso aos livros, fórmulas e contas. “Basta gostar”, define Igor. Fora da sala, o trio realiza atividades comuns à idade. Paqueras, baladas e os jogos on-line são os passatempos dos campeões da Matemática. “Nós ficamos muito felizes porque mesmo que eles não acreditem, nós, professores, sabemos da capacidade de nossos alunos, e o esforço dessa conquista é mérito deles e do professor”, avalia a sorridente diretora Andrea Desbessel. O mestre dos meninos é o educador Germano Hollmann, que também é o mentor da turma de Teutônia.

Outro título do Vale
A anfitriã - Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo - ficou apenas com o segundo lugar, conquistado pelo Colégio Mauá. Ao todo cada instituição de ensino poderia inscrever duas equipes. Do Vale, 12 alunos participaram - seis premiados.
O Colégio Teutônia esteve representado pelas equipes formadas pelas estudantes Marcela Rocha, Juliane Stahlhöfer e Kássia Trapp, que ficaram com o terceiro lugar. “Os alunos do Colégio Teutônia estão de parabéns. O excelente desempenho é fruto do trabalho realizado ao longo da vida escolar deles e ficamos felizes com o resultado”, destaca o professor coruja Germano Hollmann.
Além do Dia do Raciocínio, os estudantes do Colégio Teutônia participam anualmente da Olimpíada Brasileira de Matemática, da Olimpíada Matemática da Univates, além da Olimpíada Científica - organizada pela Rede Sinodal de Educação -, para alunos do 1º ano do Ensino Médio. O Colégio Teutônia também promove competições internas, quando as crianças são envolvidas em desafios, gincanas e atividades diferenciadas de conhecimento.

Rodrigo Nascimento
rodrigon@informativo.com.br
Fonte:Jornal O informativo do Vale 19/05/2011

quarta-feira, 12 de maio de 2010

LANÇAMENTO LIVRO+CDROM+DVD SANTO AMARO DO SUL

As escolas e a população da vila histórica de Santo Amaro do Sul, no município de General Câmara, vão ganhar novas ferramentas de fácil acesso para conhecer melhor a importância da região no cenário da evolução do Brasil. Os trabalhos desenvolvidos desde 2006 na área, pelas equipes do Centro de Ensino e Pesquisas Arqueológicas (Cepa) da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e pelo Núcleo de Estudos de Patrimônio e Memória (NEP) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), agora vão ajudar no aprendizado dos alunos e da comunidade.
As duas instituições de ensino superior lançam neste domingo,(02/05/2010) durante a 1ª Feira do Livro de Santo Amaro, um CD-Rom paradidático, dois DVDs e o livro Santo Amaro: Arqueologia e educação patrimonial, organizado pelos professores Sérgio Klamt (Unisc) e André Soares (UFSM), editado pela Edunisc. O lançamento integra as atividades em comemoração dos 258 anos de povoação de Santo Amaro do Sul. A programação começa às 9 horas com missa na Igreja Matriz e depois segue com a solenidade de abertura no salão paroquial.
As produções são resultado das pesquisas desenvolvidas na vila, inicialmente com os trabalhos arqueológicos durante o restauro da Igreja Matriz, o terceiro templo mais antigo do Rio Grande do Sul, inaugurado em 1787. Os estudos também envolveram a área onde antigamente se localizava o Fortim e/ou Armazém de Víveres e Material Bélico, construído em 1752. O coordenador do Cepa, Sérgio Klamt, afirma que o material é uma forma de dar o retorno à comunidade sobre as informações obtidas na atividade de pesquisa, de forma simples e com fácil acesso. A Unisc colocará no museu de Santo Amaro um computador onde a população poderá acessar o CD-Rom Santo Amaro: um enfoque arqueológico.

DIDÁTICO

O CD-Rom apresenta vídeos explicativos sobre o resgate histórico, da igreja e sobre a origem de Santo Amaro, mapas com a localização da vila, o histórico preparado para ser impresso, explicações sobre a arqueologia e jogos pedagógicos como quebra-cabeças, caça-palavras e perguntas e respostas. “O CD foi elaborado pensando na comunidade escolar. Ele é didático e qualquer um pode manusear”, explica Klamt. O objetivo é mostrar a importância histórica de Santo Amaro em nível nacional, ligada ao contexto de formação de fronteiras entre Portugal e Espanha no Sul do Brasil.

O livro apresenta dados mais técnicos, com o resultado das escavações, análise da Igreja Matriz, estudos sobre o Fortim e outras atividades desenvolvidas no local, com um encarte colorido com imagens. O trabalho conta com o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O coordenador do Cepa afirma que a Unisc e a UFSM estão há quatro anos em Santo Amaro, desenvolvendo atividades com algum segmento da comunidade e o processo deverá se desenvolver ainda por vários anos. “Esse é o verdadeiro sentido da educação patrimonial”, afirma.

O material será distribuído nas escolas de General Câmara e de Vale Verde – município que se emancipou de General Câmara – e para as principais bibliotecas da região Carbonífera. Tanto o CD-Rom como o livro tiveram a produção de 500 exemplares.

Variabilidade de materiais

As pesquisas na vila tiveram como objetivo subsidiar as obras de restauro da Igreja e identificar possíveis ruínas de um antigo Fortim e/ou Armazém de Víveres e Material Bélico. Durante o trabalho houve o resgate de uma variabilidade de materiais de diferentes épocas, representados por fragmentos de louça, vidro, metais e ossos. Estes simbolizam diferentes períodos de ocupação de Santo Amaro e hábitos de consumo de seus habitantes.

A vila nas margens do Rio Jacuí, junto à Barragem de Amarópolis, possui 14 prédios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e mantém antigas festas típicas. A criação da vila ocorreu em 1752 e a transferência da sede da cidade aconteceu em 1939, com a instalação do Arsenal de Guerra em General Câmara, dando início à estagnação de Santo Amaro.


Fonte:Jornal Gazeta do Sul edição de01 e 02/05/2010