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sábado, 8 de agosto de 2026

Tempestades provocam danos em 114 municípios e deixam uma vítima e cinco feridos no Rio Grande do Sul











O Rio Grande do Sul registra impactos provocados pela passagem de uma linha de instabilidade associada a uma frente fria que atingiu o Estado na quinta-feira (6/8). Até o fim da tarde desta sexta-feira (7/8), 114 municípios haviam informado ocorrências à Defesa Civil estadual, principalmente relacionadas aos ventos intensos e à queda de granizo. O evento resultou na morte de uma pessoa em Montenegro, atingida pela queda de uma árvore, e deixou cinco feridos nos municípios de Novo Hamburgo, Dom Feliciano e Osório. Há ainda 2.306 pessoas desalojadas em 28 municípios gaúchos.

Diante da evolução das condições meteorológicas, o Aviso Meteorológico 12, emitido na terça-feira (4/8), foi atualizado na manhã da quinta-feira (6/8) para um grau maior de severidade nas Coordenadorias Regionais de Proteção e Defesa Civil 3, 4 e 6. Desde a emissão do aviso, a Defesa Civil estadual intensificou o monitoramento técnico do cenário, ampliou o refinamento das análises e acionou os protocolos de preparação para resposta ao evento, com reuniões internas e externas e alinhamento com as coordenadorias regionais, responsáveis por repassar as orientações às coordenadorias municipais. Ao longo do período de acompanhamento das condições meteorológicas, foram emitidos 33 alertas pela Defesa
Civil do Estado para orientar a população diante dos riscos associados aos eventos previstos.

As rajadas de vento chegaram a aproximadamente 120 km/h em diferentes pontos das áreas contempladas pelo alerta de maior severidade, provocando destelhamentos, queda de árvores e danos em edificações públicas e privadas. O número de municípios com ocorrências ainda pode aumentar ao longo desta sexta-feira (7/8), à medida que localidades mais distantes das áreas urbanas restabeleçam a comunicação e encaminhem seus levantamentos.

Danos registrados

Entre os danos registrados estão avarias na infraestrutura de saúde. Os hospitais de Rio Pardo e Portão tiveram parte dos telhados arrancados pelos ventos.

Os maiores registros de destelhamentos ocorreram em Novo Hamburgo, com cerca de 120 ocorrências, e em Sapiranga, com aproximadamente 90 casos. Também houve relatos expressivos em Santa Cruz do Sul, Canoas, São Leopoldo, Montenegro, Rio Pardo, Nova Hartz, Portão, Vera Cruz, Eldorado do Sul e Esteio. Dos 2.306 desalojados, os municípios com os maiores números são Minas do Leão (500), Novo Hamburgo (480), Sapiranga (360) e São Leopoldo (200).

Além da atuação da frente fria, a Defesa Civil confirmou a formação de um tornado no interior do município de Pedro Osório, na região Sul do Estado, que causou alguns destelhamentos. As equipes seguem monitorando as condições meteorológicas e consolidando as informações encaminhadas pelos municípios para avaliação dos impactos e adoção das medidas necessárias.

FONTE: Ascon/RS



quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Rio Grande do Sul terá chuva intensa e ventos de até 100 km/h

 

Tempestades com granizo e risco de tornado são previstas até sexta-feira

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para grande parte do Rio Grande do Sul em razão de tempestades que poderão atingir todo o estado na quinta-feira (6) e sexta-feira (7), com exceção das áreas norte e nordeste.

O alerta vermelho é o grau máximo dentre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo.

Este tipo de alerta abrange previsão de chuva superior a 60 milímetros por hora (mm/h) ou acima de 100 milímetros por dia (mm/dia), ventos com velocidade superior a 100 quilômetros por hora (km/h) e queda de granizo.

Nestas situações, há riscos de danos em edificações, interrupção no fornecimento de energia elétrica, prejuízos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos no transporte rodoviário.

Tornado

Já a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta laranja para todo o estado – com exceção de uma pequena área na região norte do estado, entre os municípios de Erechim, Vacaria e São José dos Ausentes. O aviso é de risco para tornado, tempestades severas com rajadas de vento que podem superar os 100 km/h, acentuada queda de granizo e chuva pontualmente intensa, que poderão ocorrer amanhã e sexta (7).

A Defesa Civil do RS utiliza cinco níveis de avisos: verde (normal), amarelo (atenção), laranja (alerta), vermelho (inundação) e roxo (inundação extrema).

De acordo com o órgão, entre a tarde e a noite de quinta-feira há risco de tempestades severas na maior parte do estado, com rajadas de vento acima de 100 km/h, queda de granizo, chuva intensa e possibilidade de tornado. Os acumulados de chuva podem variar entre 10 mm e 60 mm por dia, com pontos isolados de até 100 mm.

Ciclone bomba

A alteração no tempo no RS é causada por uma frente fria vinda do Sul e pela formação de um ciclone bomba sobre o oceano, na altura do Uruguai. O fenômeno é chamado de bomba, ou ciclogênese explosiva, em razão da queda de pressão muito acentuada e rápida dentro de um período de 24 horas no encontro entre massas de ar frio e quente.

Segundo o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, a população deverá se atentar aos mecanismos de alertas de emergência da Defesa Civil, nos noticiários na internet, na rádio e na TV. Para receber os alertas no celular, os moradores podem enviar um SMS com o CEP para 40199 ou mandar um WhatsApp para (61) 2034-4611.

FONTE: Agencia Brasil

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Tornados simultâneos no Sul surpreenderam meteorologistas

 
Seis diferentes tornados se formaram quase que simultaneamente

Nos últimos anos, o registro de fenômenos meteorológicos envolvendo ventos fortes, com grande potencial destrutivo, têm se tornado mais frequentes em diferentes partes do planeta. Ainda assim, segundo especialistas, os tornados ocorridos no Paraná e em Santa Catarina, na última sexta-feira (8), teve um caráter inédito no Brasil. O fenômeno sem precedentes coincide com a realização, em Belém, da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), evento que reúne lideranças políticas, ambientalistas, pesquisadores e representantes da sociedade civil organizada para discutir formas de tentar conter as mudanças climáticas .

De acordo com órgãos estaduais, seis diferentes tornados se formaram a partir das mesmas condições atmosféricas, atingindo, quase que simultaneamente ao menos seis cidades: Rio Bonito do Iguaçu, Turvo e Guarapuava, no Paraná, e Dionísio Cerqueira, Xanxerê e Faxinal dos Guedes, em Santa Catarina.

“Não é fato incomum termos tornados no sul do Brasil” explicou o meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Lizandro Jacóbsen à Agência Brasil.

“Mas nestes 32 anos de existência do Simepar, este é o mais intenso [tornado já registrado no estado]. E não há registros de que vários eventos desta magnitude e abrangência tenham ocorrido em um mesmo dia, em um curto espaço de tempo”, acrescentou Jacóbsen.

O meteorologista reconhece que a urbanização das cidades e o aperfeiçoamento tecnológico podem ter facilitado a identificação de fenômenos simultâneos.

“Antes, qualquer tornado afetava muito mais zonas rurais, de forma que, muitas vezes, não havia registro ou danos. Hoje, com o adensamento urbano e a atual tecnologia, se ocorrer, nós vamos saber. Principalmente se houver estragos e estes forem registrados pela Defesa Civil”, concluiu Jacóbsen.

Consultado pela reportagem, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) acrescentou que a forte instabilidade atmosférica que originou os “prováveis tornados” que atingiram o Paraná e Santa Catarina antecedeu uma frente fria. E que esta foi potencializada por um ciclone extratropical que se formou no Rio Grande do Sul e avançou em direção ao oceano.

“Sendo comprovada a ocorrência de múltiplos tornados independentes, pode ser um evento ímpar. Lembrando, no entanto, que por se tratar de um fenômeno de micro a mesoescala [cujo raio de ação varia entre algumas dezenas de metros e quilômetros de extensão], não há registros significativamente representativos sobre a ocorrência inequívoca destes fenômeno”, advertiu o instituto. De acordo com o Inmet, “somente estudos posteriores poderão esclarecer a ocorrência de múltiplos tornados”. "Muitas vezes, é necessária uma visita ao local, por especialista, para diferenciar os danos em relação a outros eventos que podem gerar danos similares".

como se forma um tornado

Em Rio Bonito do Iguaçu, cidade de cerca de 14 mil habitantes que fica a 400 quilômetros de Curitiba, o tornado de categoria F3 na escala Fujita provocou ventos estimados entre 300 km/h e 330 km/h, causando estragos em cerca de 90% da área urbana. Ao menos cinco pessoas morreram na cidade e 432 ficaram feridas devido às consequências dos fortes ventos. Um sexto óbito foi registrado em Guarapuava.

A chamada Escala Fujita Aprimorada, ou Escala EF, é empregada por diversos países para avaliar a intensidade dos tornados com base na destruição causada e outras variáveis, como as velocidades que as rajadas de vento de ao menos três segundos de duração atingem – e que podem variar entre pouco mais de 100 km/h e 330 km/h.

Os tornados têm a forma de um redemoinho de vento girando violentamente, com grande velocidade. Formados a partir de nuvens que podem estar a até 20 quilômetros acima da superfície da Terra, produzem uma espécie de coluna de ar ascendente capaz de sugar parte do que encontra em sua trajetória. Geralmente, os tornados duram pouco tempo – moradores de Rio Bonito cujos imóveis foram atingidos na última sexta-feira relataram que tudo não durou mais que poucos segundos -, mas têm grande poder destrutivo.

Condições meteorológicas instáveis podem ocasionar outros fenômenos semelhantes, como o chamado downburst, cuja principal diferença em relação ao tornado é que o sentido da corrente de ar é descendente. Ou seja, as fortes descargas de vento se voltam em direção ao solo. E, ao atingi-lo, se espalham horizontalmente, “varrendo” a área ao redor da base da nuvem.

Menos potente que tornados e downbursts, os vendavais são provocados e se caracterizam pelo forte deslocamento de ventos, normalmente acompanhados por tempestades que podem causar quedas de árvores, interrupção no fornecimento de energia elétrica ou nas telecomunicações, danos residenciais e em plantações, destelhamentos e outras consequências..

Quando acompanhadas por ventos de mais de 119 km/h, estas tempestades são designadas conforme a região do planeta onde ocorrem: furacões no Oceano Atlântico e nordeste do Oceano Pacífico; tufões no noroeste do Oceano Pacífico e ciclone tropical no Pacífico Sul e no Oceano Índico.

Fonte: Agência Brasil




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

TORNADO








domingo, 15 de novembro de 2009
Provável tornado devasta construções em General Câmara (RS)

Uma das cidades mais castigadas pelo granizo e por vendavais foi General Câmara, na Região Carbonífera. Segundo o vice-prefeito, Paulo Mateus da Silveira, cerca de 30% das quatro mil casas do município acabaram danificadas. A pior situação ocorreu na localidade de Potreiro, onde 20 das 70 residências foram atingidas. Algumas delas praticamente desapareceram após a chuvarada de pedra de gelo e a ventania que durou pouco mais de dois minutos. Em uma família de agricultores, a mãe e o filho de três anos foram arremessados pela força do vento, enquanto a casa de madeira era arrastada. No local, sobraram apenas a estrutura de concreto e pedra do chão.
— Acredito que foi um tornado, pois uma casa foi totalmente destruída, e a casa vizinha nem sentiu o vento — relatou o vice-prefeito.
O Instituto Nacional de Meteorogia (Inmet) afirmou que existiam condições para a ocorrência de um tornado, mas que não houve o envio de técnicos ao local para confirmar o fenômeno. Segundo a Somar Meteorologia, no município choveu 50,4 milímetros no sábado, cerca de 70% do esperado para todo o mês de novembro. Como não há estação de monitoramento no município, não há como precisar a velocidade do vento. Em Rio Pardo, cidade a cerca de 80 quilômetros de General Câmara, a rajada chegou a 77 km/h.
Além da cidade da Região Carbonífera, outras localidades sofreram com a enxurrada. Em Picada Café, a chuvarada que deixou pelo menos 65 desalojados e 70 residências danificadas provocou um desmoronamento de cerca de 25 metros de profundidade na rodovia Porto Alegre-Vacaria (BR-116), no km 202. Até esta tarde, a estrada permanecia interditada no trecho. O desvio era feito por Ivoti pela estrada até Picada Café (VRS-865).
Hoje, a Defesa Civil gaúcha ainda contabilizava os prejuízos pelo Estado. Somente Nova Petrópolis, na Serra, e Minas do Leão, na região carbonífera, atingidas por temporais na sexta-feira, haviam oficializado o decreto de situação de emergência.
— A demanda por materiais é enorme. Estamos atuando no limite de nossas possibilidades. Milhares de cestas básicas, kits dormitórios e telhas estão sendo remetidos. Até o momento, atendemos Nova Petrópolis, Minas do Leão e estamos contabilizando as necessidades de pelo menos outros dez municípios. Daremos atenção especial para as localidades mais castigadas, como Picada Café, General Câmara, São José do Hortêncio e Taquari, mas todos serão devidamente assistidos — apontou o coordenador do órgão estadual, coronel Joel Prates Pedroso.

(Fotos: Volmir Quintana)

(Fonte: De olho no tempo, com informações RBS)