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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

RS tem 804 espécies de flora ameaçadas de extinção


O Rio Grande do Sul conta oficialmente com 804 espécies de sua flora ameaçadas de extinção. É o que indica a Reavaliação da Lista da Flora Ameaçada de Extinção do RS, trabalho coordenado pela Fundação Zoobotânica (FZB) com o apoio da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).

• Acesse aqui a lista completa

A lista substitui a listagem de espécies ameaçadas elaborada em 2002. Segundo informação da FZB, 1.245 espécies foram analisadas por 77 especialistas vinculados a 27 instituições.

O resultado parcial passou por uma consulta pública entre agosto e setembro, culminando as 804 espécies enquadradas em uma das três categorias de ameaça: vulnerável; em perigo; e criticamente em perigo.

A Reavaliação da Lista de Espécies da Flora Ameaçada de Extinção garante qualidade para a gestão ambiental do Estado, indicando as fragilidades do meio ambiente e, ao mesmo tempo, a necessidade de políticas públicas para conservar, através do licenciamento, a flora nativa estadual.


Fonte:Jornal Correio do Povo 08/12/2014

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Lista de animais em extinção no Rio Grande do Sul será revista


Há dez anos, 261 espécies estavam sob ameaça no Estado


Uma década após ter anunciado que 261 espécies enfrentavam alguma situação de ameaça de extinção no Rio Grande do Sul, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) prevê que no início de 2013 uma nova lista, atualizada, será divulgada. Se em 2002, animais como o lobo-guará, onça-pintada, urubu-rei e a anta poderiam desaparecer, agora a situação pode ter mudado.

Para confirmar se aumentou, diminuiu ou estagnou o número de bichos sob ameaça, até sexta-feira, 140 pesquisadores participam de um encontro no Campus da Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para conhecer o sistema de banco de dados, feito em plataforma virtual, foi desenvolvido pela Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB) e pela Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs), com recursos da Sema, com o objetivo de promover a reavaliação da lista de espécies que correm risco de sumir do Estado.

O biólogo Glayson Bencke, coordenador da comissão técnica do processo, é reticente ao projetar qual resultado será apresentado no ano que vem. No entanto, acredita que a lista de animais em extinção deve aumentar. “Agora há novos critérios. O resultado, portanto é desconhecido. Ainda assim, infelizmente a tendência é que o número seja maior, ainda que a expectativa é que seja triste”, avaliou. Segundo Bencke, entre os motivos que o fazem prospectar de forma negativa estão a perda de mata nativa, destruindo o habitat natural dos bichos, a caça desenfreada e também a mudança no clima.

Após o encontro, haverá um prazo de 90 dias para a aplicação dos formulários entre pesquisadores, avaliadores e colaboradores. Em dezembro, será feito o segundo workshop para a conclusão dos trabalhos e validação da lista, incluindo a disponibilização para consulta pública. “Nossa administração deu ênfase à valorização do conhecimento e da capacidade de cada um dos técnicos envolvidos no processo, sem nenhuma influência política, o que garante a legitimidade da nova listagem”, disse o titular da Sema, Helio Corbellini.

Animais em perigo:

- Araçari-Castanho (Pteroglossus castanotis) 

- Macuco (Tinamus solitarius) 

- Urubu-Rei (Sarcoramphus papa) 

- Gavião-de-Cabeça-Cinza (Leptodon cayanensis) 

- Anta (Tapirus terrestres)

 
- Veado-Campeiro (Ozotoceros bezoarticus) 

- Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus)

 
- Onça-Pintada (Panthera onca)

- Bracanjuva (Brycon orbignyanus) 



- Peixe-Anual (Austrolebias adloffi) 
Fonte: Sema e FZB
Correio do Povo 12/09/2012

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ÁREAS EMBARGADAS E FORNOS DESTRUÍDOS


A Operação de fiscalização Pampa-Urunday, realizada durante seis dias no Bioma Pampa - e encerrada no dia 18/11 - resultou em 15,7 ha de áreas embargadas; 27 autos de infração; 19 fornos de carvão destruídos e R$ 270.300,03 em multas. Também foram apreendidos um trator e um caminhão e sete motosserras. Durante seis dias, 12 agentes do Ibama/RS, em ação conjunta com quatro servidores do Departamento de Florestas e áreas Protegidas da Secretaria Estadual do Meio Ambiente - Defap/Sema, vistoriaram carvoarias ilegais no Bioma Pampa, nos municípios de Santiago, Itacurubi, Unistalda, Bossoroca e arredores.
De acordo com o chefe da Divisão de Controle e Fiscalização, analista ambiental Régis Fontana Pinto, 29,41 metros de carvão (mdc) e 100 estéreis (st) de lenha foram doados ao Exército Brasileiros. No total, 111,69 mdc e 225,90 st de lenha foram apreendidos. Também foram doados ao Exército 100 litros de diesel e 150 litros de gasolina apreendidos. "A doação foi sumária, devido o risco de perecimento dos bens", justifica Régis.
Segundo o analista ambiental, durante a operação foram constatados vários tipos de infração, que originaram o valor final da multa. Entre os principais estão: funcionar carvoaria em desacordo e/ou sem licença do órgão competente (artigo 66 do Decreto 6.514/2008, que regulamenta a Lei dos Crimes Ambientais); manter em depósito lenha e/ou carvão sem cobertura de Documento de Origem Florestal - DOF (artigo 47 do decreto 6.514/2008); apresentar informação omissa no DOF, ou seja, quando encontra-se crédito de lenha e carvão no sistema DOF, mas fisicamente eles não são encontrados no pátio (Artigo 82 do decreto 6.514); portar motosserras sem licença de porte e uso (artigo 57 do mesmo Decreto) e desmatamentos diversos (incluídos em vários artigos, conforme a configuração da área e o tipo de corte realizado).
De acordo com Régis Fontana Pinto, o corte de pau ferro sem licença é infração ambiental. Muitos dos infratores se utilizavam de licenças expedidas para a finalidade de descapoeiramento (corte de espécies em estágio inicial de regeneração) e/ou limpeza de campo (corte de vegetação herbácea) para acobertar o corte de árvores de médio e grande porte, entre elas o pau-ferro, espécie ameaçada de extinção, conforme a Lista de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção no RS (Decreto Estadual 42.099/2002). Ele também acrescenta que a espécie pau-ferro (Astronium balansae), também chamado naquela região de Urunday, tem sido extraído para ser utilizado em mourões, palanques e uma parte termina indo para os fornos.
"Também encontramos muita aroeira, espinilho e branquilho, entre outras espécies nativas cortadas ilegalmente". De acordo com o chefe da Dicof, os órgãos de fiscalização chegaram aos infratores a partir de informações da Divisão Técnica do Ibama/RS e de denúncias registradas no Defap, além de informações do sistema DOF e sobrevôos de helicóptero do Ibama, este último "a ferramenta principal do trabalho".
Maria Helena Firmbach Annes - Ibama/RS
Ibama-RS/EcoAgência 22/11/2011