Mostrando postagens com marcador MARINA SILVA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MARINA SILVA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Estados e DF devem padronizar Autorização de Supressão de Vegetação

 
A mudança foi resultado da aprovação de uma resolução do Conama

Todos os estados e o Distrito Federal (DF) terão que adequar as informações do serviço de emissão de Autorização de Supressão de Vegetação (ASV), também chamada de uso alternativo do solo, ao padrão nacional adotado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O serviço atende às empresas e produtores rurais que queiram submeter projetos, com a necessidade de retirada de vegetação nativa em propriedade privada.

Segundo o coordenador-geral de Gestão e Monitoramento de Uso da Flora do Ibama, Allan Valezi Jordani, o objetivo da mudança é uniformizar os dados disponibilizados pelas unidades da federação e também dar maior transparência aos processos de uso de solo no Brasil. “A ideia é ter parâmetros e critérios mínimos, como, por exemplo, a análise do CAR [Cadastro Ambiental Rural], que foi uma das etapas acrescentadas como condicionante para a emissão da autorização”, explica.

A mudança foi resultado da aprovação de uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que reúne representantes da sociedade civil, como empresários, trabalhadores e organizações ambientais, além das três instâncias de governos federal, estadual e municipal.

Após a publicação da decisão no Diário Oficial da União, o que ainda não ocorreu, as unidades da federação terão ainda 180 dias para promover as mudanças necessárias. “A gente vai precisar de um exercício nas regulamentações estaduais, mas isso é inerente a viver em uma Federação, onde cada estado tem a sua regulamentação”, destacou o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, durante a votação da resolução.

Atualmente, os estados recebem os pedidos de ASV, analisam a regularidade e lançam essas informações no Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) para emitir o documento. De acordo com Jordani, o procedimento permanecerá o mesmo, mas as informações entregues não poderão seguir padrões diferentes do sistema administrado pelo Ibama.

“A gente tem muito problema de integração, porque nem todos os estados da federação utilizam o Sinaflor. Alguns estados utilizam sistemas próprios. Agora, esses sistemas precisam estar integrados com o Sinaflor, para que todas as informações sejam constantes no sistema federal”, explica.

Sem integração, os dados ficam ausentes no Sinaflor, e essa ausência não permite ao poder público constatar se as propriedades cumprem os requisitos de preservação de vegetação nativa existentes no Código Florestal, como a reserva legal estabelecida por bioma e a conservação das Áreas de Proteção Ambiental.

“A ideia, no final, é que a gente tenha um sistema transparente, que possa ter informação para subsidiar a política pública de gestão florestal, tanto pela sociedade civil quanto pela própria administração pública”, conclui Jordani.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comemorou a construção democrática da resolução e destacou, por meio de nota: “Em um ambiente não democrático, perderíamos toda essa capacidade de aportar tamanhas contribuições para a gestão pública e para o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente.”

Fonte Agência Brasil

sábado, 10 de maio de 2025

Mobilização social é fundamental para políticas ambientais, diz Marina

 











Ministra abriu 5ª Conferência Nacional de Meio Ambiente

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou nesta terça-feira (6) que a realização da 5ª Conferência Nacional de Meio Ambiente , após quase 12 anos, marca a retomada do controle e da participação social na política ambiental.

"Essa conferência é uma demonstração de que a mobilização da sociedade é fundamental na formulação e implementação de políticas públicas", citou Marina Silva, durante a abertura do evento, em Brasília.

Com o tema Emergência Climática e o Desafio da Transformação Ecológica, a conferência foi organizada em cinco eixos: Mitigação; Adaptação e Preparação para Desastres; Justiça Climática; Transformação Ecológica; e Governança e Educação Ambiental.

Até o dia 9 de maio, grupos organizados em cada eixo debaterão as propostas resultantes dos encontros preliminares.

As etapas que antecederam a conferência tiveram a participação de 2.570 municípios, em 439 conferências municipais, 179 intermunicipais e 287 conferências livres. Ao todo, cerca de 1,5 mil delegados estão em Brasília para a etapa final, com maioria de representantes mulheres (56%) e ampla participação de pessoas negras e populações indígenas e tradicionais.

Ao todo, 100 propostas serão usadas como base para políticas públicas como a atualização da Política Nacional sobre Mudança do Clima e a construção do Plano Clima.

"O que nós queremos é ouvir as propostas de vocês nessa conferência, que vão ajudar o governo do presidente Lula, que é compromissado com a questão ambiental. A COP30 será no Brasil", destacou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, que também participou da abertura da conferência nacional.

Sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada daqui a seis meses, em Belém, a ministra do Meio Ambiente lembrou que reunirá 196 países e será um referencial histórico sobre qual caminho seguir, que é implementar os compromissos, incluindo triplicar a energia renovável, garantir a transição para o fim do desmatamento e do uso do combustível, e realizar a reparação e justiça climática para os setores vulnerabilizados.

Marina Silva também criticou a descontinuidade das políticas públicas ao longo dos últimos seis anos e ressaltou o compromisso do atual governo com as metas globais de redução das emissões dos gases que causam o aquecimento planetário e ameaçam a existência humana na Terra.

"Eu vejo o presidente Lula dizendo que nós vamos alcançar desmatamento até 2030, de que nós temos redução de emissão de gás carbônico entre 59% e 67% na nossa NDC, no nosso Plano Clima, alinhado com a missão [de aumento máximo de] 1,5°C até 2035. E que nós vamos conseguir realizar a COP30 liderando pelo exemplo".

Fonte: Agência Brasil