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terça-feira, 10 de julho de 2012
Lobo-marinho juvenil recebe cuidados no Cram
O Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), do Museu Oceanográfico da Furg, recebeu nesta segunda, 9, um novo hóspede: um lobo-marinho-do-sul juvenil. Ele foi encontrado na beira da praia do Cassino, pela manhã, por moradores do balneário que comunicaram ao Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema). Um técnico do Nema foi ao local e ao verificar que o animal estava com uma lesão em uma nadadeira, o levou para o Cram, onde, na tarde de ontem ele estava descansando.
A oceanóloga Paula Canabarro, do Cram, relatou que o lobinho chegou ao Centro bastante cansado, por isso, inicialmente ele iria apenas descansar. Depois, passaria por exame físico para verificação do seu estado geral. O tratamento do animal no Cram também inclui hidratação e alimentação, entre outros procedimentos.
Também nesta segunda, 9, outro lobo-marinho juvenil, que estava em tratamento no Centro de Recuperação há duas semanas, foi encaminhado para liberação. Técnicos do Nema que faziam monitoramento de praia entre o Molhe Oeste e o Farol Sarita, o levaram para reintroduzi-lo no mar. Este animal chegou ao Cram debilitado e magro, mas em duas semanas se recuperou e engordou.
Paula Canabarro observa que a maioria dos animais dessa espécie se reproduz em ilhas do Uruguai e da Argentina, e nos meses de inverno e primavera migram para a costa gaúcha para alimentar-se. Muitos vão para a praia simplesmente para descansar e depois retomar sua migração, o que significa que é normal eles aparecerem na orla. "A praia é lugar deles". Somente os debilitados são levados para o Cram.
A oceanóloga orienta as pessoas que os virem na praia a fazerem contato o Museu oceanográfico (53 3232.9107) ou com o Nema (53 3236.2420), que enviarão técnicos para verificarem as condições dos animais.
Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
LOBO-MARINHO CHAMA ATENÇÃO NAS AREIAS DO CASSINO
Um lobo-marinho adulto, medindo em torno de dois metros, apareceu na beira da praia do Cassino, em frente à localidade de Querência, na manhã desta quarta-feira, 16 e, à tarde, permanecia lá. O animal chamou atenção de quem passava pelo local. Algumas pessoas aproveitaram para fotografá-lo. Técnicos do Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema) estiveram verificando o mamífero e constataram que ele estava bem. Como é comum o aparecimento desta espécie à beira-mar no Cassino, a medida adotada foi o isolamento da área em que ele estava para evitar que automóveis chegassem muito perto e que o sossego do animal fosse perturbado.
Conforme o oceanólogo Kléber Grübel da Silva, coordenador do Projeto Mamíferos Marinhos do Litoral Sul, do Nema, esse deve ser um dos últimos exemplares de lobo-marinho que ainda se encontra na região, pois, neste período do ano, eles estão retornando para suas colônias de reprodução, localizadas no Uruguai. "Ele deve ter parado na beira da praia para descansar e depois retomar sua migração", observou Silva. O oceanólogo orienta as pessoas que encontrarem exemplares desses animais na orla a deixá-los descansarem. As pessoas não devem empurrá-los para a água e sim, aproveitar para observá-los em seu ambiente natural.
Para uma convivência amigável com esses bichos, é preciso manter uma distância mínima de cinco metros deles. Deve-se ainda evitar a aproximação de cachorros que podem perturbá-los ou machucá-los. No Brasil, os mamíferos marinhos são protegidos por lei. "Precisamos compreender que a praia e a região costeira são os ambientes naturais desses animais. Nunca devemos tentar colocá-los de volta no mar ou capturá-los. A menos que apresentem algum ferimento, eles estarão muito melhor na beira da praia do que em qualquer centro de reabilitação", orienta.
As pessoas também podem fazer contato com o Nema (53) 3236.2420 ou com o Museu Oceanográfico (53)3232.9107, que técnicos dessas instituições irão até o local, o mais rápido possível, para averiguar as condições de saúde do animal e avaliar a necessidade de algum tratamento emergencial.
Conforme o oceanólogo Kléber Grübel da Silva, coordenador do Projeto Mamíferos Marinhos do Litoral Sul, do Nema, esse deve ser um dos últimos exemplares de lobo-marinho que ainda se encontra na região, pois, neste período do ano, eles estão retornando para suas colônias de reprodução, localizadas no Uruguai. "Ele deve ter parado na beira da praia para descansar e depois retomar sua migração", observou Silva. O oceanólogo orienta as pessoas que encontrarem exemplares desses animais na orla a deixá-los descansarem. As pessoas não devem empurrá-los para a água e sim, aproveitar para observá-los em seu ambiente natural.
Para uma convivência amigável com esses bichos, é preciso manter uma distância mínima de cinco metros deles. Deve-se ainda evitar a aproximação de cachorros que podem perturbá-los ou machucá-los. No Brasil, os mamíferos marinhos são protegidos por lei. "Precisamos compreender que a praia e a região costeira são os ambientes naturais desses animais. Nunca devemos tentar colocá-los de volta no mar ou capturá-los. A menos que apresentem algum ferimento, eles estarão muito melhor na beira da praia do que em qualquer centro de reabilitação", orienta.
As pessoas também podem fazer contato com o Nema (53) 3236.2420 ou com o Museu Oceanográfico (53)3232.9107, que técnicos dessas instituições irão até o local, o mais rápido possível, para averiguar as condições de saúde do animal e avaliar a necessidade de algum tratamento emergencial.
Na terça-feira, por exemplo, foi encontrado um filhote de lobo-marinho, de aproximadamente um ano de idade, na área mais central da praia do Cassino. Como ele apresentava um corte no focinho e estava com um olho machucado, por motivo desconhecido, ele foi levado para o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram), do Museu Oceanográfico, onde está sendo tratado.
Fonte:Jornal Agora 16/11/2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
A PRAIA É AMBIENTE NATURAL DE LEÕES E LOBOS-MARINHOS
Nos últimos dias, tem sido frequente a presença de lobos-marinhos na beira da praia do Cassino e a reação de muitos populares ao vê-los tem preocupado o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema). O coordenador do Projeto Mamíferos Marinhos do Litoral Sul, do Nema, oceanólogo Kléber Grübel da Silva, observa que, na chegada do inverno, a corrente de águas provenientes do Sul (das Malvinas) traz com ela sua fauna característica. Além dos cardumes de enchova, dos pinguins-de-Magalhães e da baleia Franca, várias espécies de pinípedes, como focas, leões-marinhos e lobos-marinhos, vêm à costa gaúcha para descansar e se alimentar. E neste mês e no próximo, eles retornam para as águas uruguaias. Em função disso, muitos aparecem nas praias para descansar ou debilitados e a comunidade se mostra meio confusa sobre como proceder em relação a eles.
O oceanólogo diz que, este ano, devido ao inverno ter sido bem típico, com as correntes costeiras e frios bem marcados e sincronizados, o litoral gaúcho foi utilizado principalmente por grande quantidade de filhotes de lobos-marinhos. Por isso, a ocorrência deles na praia está se dando com maior frequência. "É principalmente nesta época que, ao passearmos pela beira da praia do Cassino, podemos encontrar uma destas espécies à beira-mar, descansando de suas longas migrações. Precisamos compreender que a praia e a região costeira são os ambientes naturais desses animais. Nunca devemos tentar colocá-los de volta no mar ou capturá-los. A menos que apresentem algum ferimento, eles estarão muito melhor na beira da praia do que em qualquer centro de reabilitação", orienta.
Conforme Silva, o balneário Cassino é um dos melhores lugares para observarmos os pinípedes em seu ambiente natural. Portanto, quem encontrar uma dessas espécies na orla, deve ter o cuidado de não perturbá-las. Para uma convivência harmônica e uma boa observação desses mamíferos, o ideal é manter distância mínima de cinco metros deles, evitar gritos e movimentos bruscos e não jogar objetos ou cutucá-los. Também não se deve tentar capturá-los, pois eles podem se tornar agressivos, quando assustados, ou transmitir algumas doenças por contato, como tuberculose. Deve-se ainda evitar a aproximação de cachorros que podem perturbá-los ou machucá-los. Os motoristas não devem parar o carro ao lado deles e precisam ter cuidado para não os atropelar.
As pessoas também podem avisar o Nema (53)3236.2420 ou o Museu Oceanográfico (53)3232.9107, que técnicos dessas instituições irão até o local, o mais rápido possível, para averiguar as condições de saúde do animal e avaliar a necessidade de algum tratamento emergencial. Caso o Pinípede precise de maiores cuidados, será removido para o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (Cram) do Museu Oceanográfico. "Em um ecossistema cada vez mais pressionado por atividades humanas de grande impacto - construções, poluição, lixo e tráfego de veículos -, eles são símbolos de beleza e exemplo de harmonia com a natureza. O aparecimento deles em nossas praias indica ainda boa qualidade ambiental em nossa orla", salienta Silva.
Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br
Fonte:Jornal Agora 16/10/2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
NEMA QUER ESTUDOS PARA REDEFINIR REFÚGIO DE LEÕES E LOBOS-MARINHOS
Os últimos 1030 metros do molhe leste, localizado do lado de São José do Norte, um dos dois longos braços de pedras que compõem os Molhes da Barra do Rio Grande, se constituem em um Refúgio da Vida Silvestre (Revis).
Leões e lobos-marinhos há muito o elegeram como local de descanso. Nem mesmo as obras de ampliação dos molhes, realizadas durante três anos consecutivos, entre 2008 e 2011, fizeram com que eles deixassem de usá-lo. Com o término das obras, ocorrido em fevereiro, o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema) entende ser necessária a adoção de algumas providências para qualificar esse importante Revis, que é um dos dois únicos refúgios dessas espécies no Brasil. O outro é a Ilha dos Lobos, em Torres.
Conforme o oceanólogo Kléber Grübel da Silva, coordenador do Projeto Mamíferos Marinhos do Litoral Sul, do Nema, as providências são a realização de estudos para verificar a necessidade de redefinição dos limites dessa unidade de conservação e a elaboração e implantação do seu plano de manejo. Ele observa que o momento atual da região, que está recebendo diversos empreendimentos, é propício, pois oportuniza o uso de recursos de compensação ambiental, os quais poderiam alavancar esses processos. Como o molhe foi aumentado, a preocupação com a redefinição dos limites do Revis se deve à possibilidade de esses animais passarem a usar também a nova ponta da estrutura, que está fora da área da unidade de conservação.
Ocupação
Conforme o oceanólogo Kléber Grübel da Silva, coordenador do Projeto Mamíferos Marinhos do Litoral Sul, do Nema, as providências são a realização de estudos para verificar a necessidade de redefinição dos limites dessa unidade de conservação e a elaboração e implantação do seu plano de manejo. Ele observa que o momento atual da região, que está recebendo diversos empreendimentos, é propício, pois oportuniza o uso de recursos de compensação ambiental, os quais poderiam alavancar esses processos. Como o molhe foi aumentado, a preocupação com a redefinição dos limites do Revis se deve à possibilidade de esses animais passarem a usar também a nova ponta da estrutura, que está fora da área da unidade de conservação.
Ocupação
Silva lembra que as atividades pesadas das obras de prolongamento dos molhes, como tráfego intenso de caminhões, máquinas e operários, foram harmonizadas com o Revis por meio da implantação, pelo Nema e o consórcio responsável pela ampliação, de protocolos de conduta e orientação aos operários para uma boa convivência com os "moradores do local" - os leões e lobos-marinhos. "Pode-se dizer que ao final das obras, o impacto na população desse mamíferos foi mínimo. E os pinípedes mantêm-se utilizando esse refúgio, com o mesmo padrão de ocupação numérico e temporal", salientou.
No mês de setembro, foram avistados em torno de 40 leões-marinhos (Otaria flavescens) utilizando o molhe leste. De acordo com o oceanólogo, a partir deste mês de outubro essa taxa de ocupação aumenta consideravelmente, atingindo o máximo em dezembro, quando o Revis recebe até 100 desses animais. Eles podem ser vistos descansando nos tetrápodes (blocos de concreto), "prontos para as suas excursões diárias no mar em busca de alimentação e atentos às movimentações das embarcações que entram na Barra do Rio Grande".
No mês de setembro, foram avistados em torno de 40 leões-marinhos (Otaria flavescens) utilizando o molhe leste. De acordo com o oceanólogo, a partir deste mês de outubro essa taxa de ocupação aumenta consideravelmente, atingindo o máximo em dezembro, quando o Revis recebe até 100 desses animais. Eles podem ser vistos descansando nos tetrápodes (blocos de concreto), "prontos para as suas excursões diárias no mar em busca de alimentação e atentos às movimentações das embarcações que entram na Barra do Rio Grande".
No momento, o Nema e a Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg), parceira do projeto de conservação dos leões-marinhos, estão construindo um programa de monitoramento desses animais, que alia as necessidades de conservação do Refúgio da Vida Silveste do Molhe Leste, com as exigências do licenciamento portuário.
Pela presença constante no local, que é a entrada para o porto, os leões-marinhos são chamados de "guardiões do porto do Rio Grande". Os lobos-marinhos ocorrem em pequena quantidade no local e aparecem em maior número na beira da praia. Silva destaca que a visita ao Revis é oportunidade rara para as pessoas conhecerem esses grandes predadores de topo em plena natureza e, principalmente, livres para pescar e fazer seus deslocamentos alimentares e reprodutivos. "É um espetáculo de harmonia e educação ambiental", complementa. Os leões e lobos-marinhos se reproduzem nas ilhas rochosas da costa uruguaia.
Saiba mais:
O Revis do molhe leste é uma unidade de conservação criada em 1996 pela Prefeitura de São José do Norte.
Pela presença constante no local, que é a entrada para o porto, os leões-marinhos são chamados de "guardiões do porto do Rio Grande". Os lobos-marinhos ocorrem em pequena quantidade no local e aparecem em maior número na beira da praia. Silva destaca que a visita ao Revis é oportunidade rara para as pessoas conhecerem esses grandes predadores de topo em plena natureza e, principalmente, livres para pescar e fazer seus deslocamentos alimentares e reprodutivos. "É um espetáculo de harmonia e educação ambiental", complementa. Os leões e lobos-marinhos se reproduzem nas ilhas rochosas da costa uruguaia.
Saiba mais:
O Revis do molhe leste é uma unidade de conservação criada em 1996 pela Prefeitura de São José do Norte.
- Seus limites compreendem 1030 metros da parte final do molhe, com uma largura de 296 metros.
- Tem como principal objetivo a proteção dos leões e lobos-marinhos.
- A visitação consciente estimula a relação harmônica entre o homem e a natureza.
- Para uma convivência amigável com esses animais, é preciso manter uma distância mínima de 20 metros deles e não perturbá-los.
- Os visitantes devem cuidar da limpeza do local.
- No Brasil, os mamíferos marinhos são protegidos por lei. O molestamento destas espécies levará o infrator às penalidades da lei federal.
Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br
carmem@jornalagora.com.br
Fonte:Jornal Agora 05/10/2011
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