O 1 semestre letivo de 2012 será marcado pelo início de profundas mudanças no currículo do Ensino Médio (EM) da rede pública estadual. As 1.053 escolas que oferecem Ensino Médio ou Profissionalizante implantarão, de forma gradativa, um novo currículo a partir do 1 ano/EM. Os demais anos prosseguirão no sistema vigente, que será extinto nos próximos dois anos, na medida em que esses estudantes concluírem seus cursos.
Os ingressantes no EM já devem ser matriculados na nova modalidade curricular e fazer a opção no ato da matrícula. As inscrições vão ocorrer de 13 a 31/10/2011; e a efetivação das matrículas será de 4 a 10/1/2012. As escolas de Ensino Médio estarão divididas em três modalidades: Ensino Médio Politécnico (com forte Educação geral); Ensino de Formação Profissional específica; e EM e Formação de Professores, que irá preparar docentes para a Educação Infantil e o ciclo de alfabetização das séries iniciais/EF.
As mudanças foram anunciadas ontem pelo secretário estadual da Educação, Jose Clovis de Azevedo, quando ressaltou que a proposta de reestruturação do Ensino Médio atende às diretrizes do Conselho Nacional de Educação (CNE), contidas na resolução 04/2010, em processo de homologação no MEC (Ministério da Educação). Jose Clovis assinalou que também a orientação da Unesco contempla qualificação, articulação com o mundo do trabalho e práticas produtivas. Entre os desafios da iniciativa, está o de trazer para a escola 84 mil jovens em idade de cursar o EM e que hoje estão fora da sala de aula.
Essa proposta da SEC se constitui em um Ensino Médio politécnico, com articulação das áreas de conhecimento e suas tecnologias e com os eixos de cultura, ciência, tecnologia e trabalho.
Segundo o secretário de Educação, as mudanças buscam superar a situação atual gaúcha, que apresenta defasagem idade-série de 30%; índice de abandono escolar de 13%, principalmente no 1 ano; e ainda 21,7% de reprovação. Dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2010 revelam que o 1 ano do EM de 793 escolas da rede estadual do RS recebeu matrícula de 161 mil alunos.
Mudanças no EM
Modalidades: terá três formatos: Politécnico; Formação Profissional Específica; Ensino Médio e Formação de Professores.
Currículo: nova proposta implantada no 1 ano, em 2012.
Opção: os alunos optam pela modalidade no ato de matrícula.
Inscrições: 13 a 31/10/2011.
Matrículas: 4 a 10/1/2012.
Fonte:Jornal Correio do Povo 29/09/2011
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
VIOLÊNCIA E EDUCAÇÃO
A ideia de que a escola é um espaço marcado pela produção da violência é equivocada e no mínimo exagerada. A violência, em geral, vem de fora da escola, produzida socialmente. Os atos que causam comoção na sociedade, felizmente, são estranhos ao cotidiano das escolas e escoram-se em uma dada cultura de violência que percorre escalas crescentes em extensão e profundidade. Pequenas agressões, ataques ao patrimônio público e agressão à vida. A base da violência é o desprezo pela vida alheia provocada pela necessidade de derrotar o outro constantemente.
A radicalização dos valores competitivos é a raiz da violência. Competir e vencer, se dar bem a qualquer preço, buscar a vitória pessoal é a principal palavra de ordem da sociedade contemporânea. Solidariedade, cooperação, respeito ao outro são valores estranhos e até ridicularizados pela lógica da competição e do individualismo exacerbado. Talvez seja a escola um dos últimos espaços onde ainda se encontre compromissos de práticas de valorização da cultura da cooperação, da solidariedade e dos valores humanizantes.
Mas a escola é permanentemente assediada pelos princípios da competição e da superação do outro. Tenta-se reduzir a formação à aquisição de habilidades técnicas em língua portuguesa e em matemática, ou ao treinamento de algumas competências específicas. Sem negar a validade destas aquisições, é preciso registrar a sua insuficiência para a formação integral da pessoa.
A concepção pedagógica de formação integral pressupõe a formação de um indivíduo que conhece a sua história, o seu contexto cultural, as suas responsabilidades e os seus direitos como cidadão e como pessoa. Formar um cidadão interativo, competente e hábil no convívio humano é essencial para a formação de uma cultura de paz, de respeito ao outro e de apreço pela vida. Por isso a educação não pode se restringir ao português e à matemática; tem que ser integral, abrangendo todos os campos do conhecimento, inclusive aqueles que contribuem para a construção do cidadão de direitos e deveres.
Por isso, também, é insuficiente avaliar a educação por resultados quantitativos nas áreas de português e matemática, pois notas boas na escola não impediram a chacina do Rio de Janeiro, e habilidades técnicas não obstaram o atropelamento dos ciclistas em Porto Alegre.
Por tudo isso, a Secretaria Estadual da Educação está criando os Comitês Comunitários de Prevenção à Violência na Escola, em âmbito estadual, regional e local. Estamos reunindo governo, entidades da sociedade e comunidade escolar numa grande mobilização pelo combate e prevenção à violência. Buscaremos, de forma integrada, melhor conhecer os contextos que podem desencadear ações violentas e, assim, definir políticas públicas que de fato dialoguem com os anseios das comunidades e contribuam para a difusão de uma cultura de paz em nossas escolas
José Clovis de Azevedo / Secretário de Estado da Educação
Fonte:Jornal Agora 27/04/2011
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
PLANO DE AÇÃO DO NOVO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO
Plano de ação prevê 3 eixos básicos
Confirmado ontem à tarde pelo governador eleito Tarso Genro, o novo secretário estadual da Educação defende a qualidade do Ensino e o protagonismo do professor na construção do trabalho que terá à frente. Jose Clovis de Azevedo adianta como eixos básicos para desenvolver o plano de ação: criação de comissões para avanços salariais e na regularização funcional; melhoria da qualidade física e tecnológica da escola; e formação permanente dos educadores.
Chamado ontem pela manhã pelo governador eleito Tarso Genro, o professor Jose Clovis de Azevedo disse ter sido informado de sua indicação para assumir a Pasta da Educação gaúcha. Em breve conversa com Tarso, em Porto Alegre, Jose Clovis revelou que, apesar de toda uma agenda de trabalho a ser construída a partir de agora, existem questões já compromissadas por esse novo governo, na direção de abrir amplo diálogo com os professores, respeitar a representação do professor e reconhecer sua entidade de classe.
Hoje, o novo secretário deve reunir-se com Carlos Pestana, que assumirá a Casa Civil, para apropriar-se das diretrizes de trabalho da transição e para verificar quando serão realizados os contatos diretos com a Secretaria Estadual da Educação (SEC).
Professor estadual de carreira, Jose Clovis é conhecido do magistério. Atuou na docência e em cargos de gestão escolar, integrou a diretoria do Cpers e, na rede municipal, foi secretário de Educação de Porto Alegre. No Ensino Superior, foi o primeiro reitor da Universidade Estadual do RS (Uergs) e, atualmente, é professor e pesquisador do centro universitário IPA, na Capital. Os problemas do Ensino, portanto, são familiares do educador, que afirma muita vontade de enfrentar esse grande desafio em importante área social. "Queremos trabalhar com o protagonismo do professor. Todas as atividades de mudança serão discutidas. Não pretendemos implementar propostas que causem consequências traumáticas. Queremos construir Educação de qualidade, com a cara do professor", resumiu Jose Clovis.
Assim que assumir, o novo secretário informa que a ideia é constituir uma comissão de negociação para trabalhar as principais questões educacionais e buscar um processo de aproximação com a categoria, para o enfrentamento das dificuldades. "Sabemos que convivemos com problemas de décadas e que não se trata, meramente, de uma questão só de vontade. Mas queremos reverter esse processo de queda da qualidade da Educação gaúcha, que vem ocorrendo nos últimos anos." Ele destaca, ainda, que problemas cruciais não podem ser esquecidos: da área funcional à técnica e do cognitivo ao estrutural/físico de escolas.
Fonte:Jornal Correio do Povo 25/11/2010
Confirmado ontem à tarde pelo governador eleito Tarso Genro, o novo secretário estadual da Educação defende a qualidade do Ensino e o protagonismo do professor na construção do trabalho que terá à frente. Jose Clovis de Azevedo adianta como eixos básicos para desenvolver o plano de ação: criação de comissões para avanços salariais e na regularização funcional; melhoria da qualidade física e tecnológica da escola; e formação permanente dos educadores.
Chamado ontem pela manhã pelo governador eleito Tarso Genro, o professor Jose Clovis de Azevedo disse ter sido informado de sua indicação para assumir a Pasta da Educação gaúcha. Em breve conversa com Tarso, em Porto Alegre, Jose Clovis revelou que, apesar de toda uma agenda de trabalho a ser construída a partir de agora, existem questões já compromissadas por esse novo governo, na direção de abrir amplo diálogo com os professores, respeitar a representação do professor e reconhecer sua entidade de classe.
Hoje, o novo secretário deve reunir-se com Carlos Pestana, que assumirá a Casa Civil, para apropriar-se das diretrizes de trabalho da transição e para verificar quando serão realizados os contatos diretos com a Secretaria Estadual da Educação (SEC).
Professor estadual de carreira, Jose Clovis é conhecido do magistério. Atuou na docência e em cargos de gestão escolar, integrou a diretoria do Cpers e, na rede municipal, foi secretário de Educação de Porto Alegre. No Ensino Superior, foi o primeiro reitor da Universidade Estadual do RS (Uergs) e, atualmente, é professor e pesquisador do centro universitário IPA, na Capital. Os problemas do Ensino, portanto, são familiares do educador, que afirma muita vontade de enfrentar esse grande desafio em importante área social. "Queremos trabalhar com o protagonismo do professor. Todas as atividades de mudança serão discutidas. Não pretendemos implementar propostas que causem consequências traumáticas. Queremos construir Educação de qualidade, com a cara do professor", resumiu Jose Clovis.
Assim que assumir, o novo secretário informa que a ideia é constituir uma comissão de negociação para trabalhar as principais questões educacionais e buscar um processo de aproximação com a categoria, para o enfrentamento das dificuldades. "Sabemos que convivemos com problemas de décadas e que não se trata, meramente, de uma questão só de vontade. Mas queremos reverter esse processo de queda da qualidade da Educação gaúcha, que vem ocorrendo nos últimos anos." Ele destaca, ainda, que problemas cruciais não podem ser esquecidos: da área funcional à técnica e do cognitivo ao estrutural/físico de escolas.
Fonte:Jornal Correio do Povo 25/11/2010
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