Mostrando postagens com marcador INCÊNDIOS FLORESTAIS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador INCÊNDIOS FLORESTAIS. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

2025 deve ser o segundo ano mais quente, diz organização meteorológica

 
Crescem as concentrações de gases de efeito estufa que retêm calor

O ano de 2025 deve ser o segundo ou terceiro mais quente já registrado. A temperatura média próxima à superfície, de janeiro a agosto, foi de 1,42° C ± 0,12° C acima da média pré-industrial.

Os dados são do Relatório sobre o Estado do Clima Global da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Os últimos onze anos, de 2015 a 2025, terão sido individualmente os mais quentes nos 176 anos de registros de observação, sendo os últimos três anos os três anos mais quentes.

"Essa sequência sem precedentes de altas temperaturas, combinada com o aumento recorde dos níveis de gases de efeito estufa no ano passado, deixa claro que será praticamente impossível limitar o aquecimento global a 1,5 °C nos próximos anos sem ultrapassar temporariamente essa meta. Mas a ciência também é clara ao afirmar que ainda é totalmente possível e essencial reduzir as temperaturas para 1,5 °C até o fim do século", disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.


Indicadores climáticos

O relatório foi divulgado pela OMM para a Cúpula da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém, como referência científica para fundamentar as negociações da COP em evidências confiáveis. O documento ainda mostra indicadores climáticos essenciais e sua relevância para apoiar a formulação de políticas e documentos científicos mais detalhados.

Em seu discurso na COP30, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse que cada ano acima de 1,5 grau prejudicará as economias, aprofundará as desigualdades e causará danos irreversíveis.

“Devemos agir agora, com grande rapidez e em grande escala, para que esse aumento seja o menor, o mais curto e o mais seguro possível e para que as temperaturas voltem a ficar abaixo de 1,5°C antes do final do século”, assegurou.

Segundo o relatório, as concentrações de gases de efeito estufa que retêm calor e o conteúdo de calor dos oceanos continuaram a aumentar em 2025, com a extensão do gelo marinho no Ártico após o congelamento de inverno sendo o menor já registrado, e a extensão do gelo marinho na Antártida bem abaixo da média ao longo do ano. “A tendência de longo prazo de elevação do nível do mar continuou, apesar de uma pequena e temporária oscilação devido a fatores naturais”, diz o texto.

Também tiveram impacto em cascata os eventos climáticos extremos registrados em todo o mundo em 2025, como chuvas torrenciais e inundações, calor intenso e incêndios florestais. Todos esses fatores contribuíram para o deslocamento de pessoas em diversas regiões, prejudicando o desenvolvimento sustentável e o progresso econômico.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Pré-COP: Brasil propõe resposta global a incêndios florestais

 
Só em 2024, país teve 35 milhões de hectares atingidos pelo fogo

Durante a Pré-COP, em Brasília, evento preparatório à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), representantes da delegação brasileira apresentaram aos 67 países participantes uma proposta de resposta global para enfrentar incêndios florestais e em outros ecossistemas do mundo.

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), André Lima, destacou que só em 2024, o Brasil teve impactos em 35 milhões de hectares de florestas, campos, cerrado e pastos consumidos por incêndios. Apenas na Amazônia, uma área de 6 milhões de hectares de vegetação nativa, maior que países como a Bélgica ou a Suíça, foi atingida.


“Precisamos ir além e adotar um código de conduta forte e eficaz, que assegure que os incêndios florestais sejam tratados como prioridade global de clima”, reforçou.

A abordagem, que será lançada oficialmente na COP30 em Belém, reconhece os saberes dos povos indígenas e comunidades locais nas iniciativas de prevenção, preparação, resposta, recuperação e uso ecológico do fogo.

O objetivo da proposta é engajar países em ações de manejo do fogo resultante dos impactos das mudanças climáticas, como secas extremas e altas temperaturas. A proposta foi apresentada na forma de um chamado aos países para que se tornem signatários.

O secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Maurício Lyrio, lembrou que os desafios impostos pelo aquecimento global são de todos os países e devem receber uma resposta global equivalente.


“Nenhuma nação pode enfrentá-los sozinha. É por isso que propomos este chamado à ação sobre gestão integrada do fogo e resiliência a incêndios florestais”.

O presidente da COP29, Mukhtar Babayev, que também participou da sessão, declarou apoio à iniciativa e destacou a importância da escolha do lugar para sediar a próxima rodada de negociação sobre o clima.


“Sediar a COP30 na Amazônia oferece uma plataforma poderosa para avançar na resiliência a incêndios florestais, e temos satisfação em apoiar essa importante iniciativa. Infelizmente, os incêndios estão se tornando cada vez mais frequentes, severos e imprevisíveis”, conclui.

Fonte: Agência Brasil