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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Petrobras cancela contratos com a Iesa em Charqueadas
Com o possível fechamento, até 5 mil trabalhadores diretos e indiretos serão demitidos
A Petrobras rompeu o contrato com a Iesa Óleo e Gás para construir 16 módulos para plataformas de petróleo na fábrica montada em Charqueadas. A informação é do prefeito Davi Gilmar Souza, que lidera uma comitiva, em Brasília, para tentar buscar uma solução para o impasse do Polo Naval do Jacuí. Com o possível fechamento da empresa, até 5 mil trabalhadores diretos e indiretos serão demitidos.
“Estamos tentando construir com o vice-presidente Michel Temer uma solução para tentar resolver o problema dos trabalhadores. Se não for com a Iesa, que seja com outras empresas. Ele disse que ia tratar com o ministro (Edison) Lobão (de Minas e Energia) para tratar de uma resolução para esse caso que envolve milhares de pessoas”, sustenta o chefe do Executivo.
A contratação foi firmada em aproximadamente US$ 800 milhões. A Petrobras foi procurada pela reportagem, mas ainda não se manifestou.
A Iesa, que atua desde 2013 no município e apresenta sinais de retração desde a metade deste ano, foi uma das nove empresas alvo da Polícia Federal por suspeita de fechar contrato com a Petrobras através do pagamento de propina. Membros da alta direção da empreiteira chegaram a ser presos pela Operação Lava Jato.
Fonte:Jornal Correio do Povo 18/11/2014
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
RS terá segunda maior indústria oceânica do país com o Polo Naval do Jacuí
A assinatura de protocolo de intenções entre governo do Estado e a Iesa Óleo & Gás formalizou nesta terça-feira a criação do Polo Naval do Jacuí. A cerimônia foi realizada no Palácio Piratini, sob o olhar da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster que reforçou a necessidade de atender o prazo de 54 meses para implementação. O empreendimento transformará o Rio Grande do Sul no segundo maior da industria oceânica no Brasil, atrás apenas do Rio de Janeiro.
A empresa irá investir R$ 100 milhões em Charqueadas, a 56 quilômetros de Porto Alegre, para atender a um contrato de fornecimento com a Petrobras, com valores entre US$ 720,4 milhões e US$ 911,3 milhões. O documento prevê a construção de 24 módulos para seis plataformas de exploração de petróleo.
Mais de 6 mil novos empregos estão previstos: 1,2 mil diretos e 5 mil indiretos. De acordo com o presidente da Iesa, Valdir Lima Carreiro, a maioria destas vagas deverá ser ocupada por gaúchos. “Vamos dar preferência a trabalhadores locais”, observou. “Vocês não vão deixar vir carioca para cá, vão?”, brincou Graça Foster, em coletiva após a solenidade.
Conhecida pelo perfil austero, ela cobrou do presidente da Iesa o cumprimento dos prazos estabelecidos em contrato. “Vamos ficar no pé de vocês, porque do sucesso desse polo naval, das atividades que o senhor vai conduzir, depende o sucesso da Petrobras”, afirmou a presidente da companhia.
Carreiro disse estar acostumado com a cobrança. “Temos diversos contratos com a Petrobras e ela realmente é extremamente exigente, e tem que ser, porque estamos falando de oito plataformas que produzem no mínimo 800 mil barris por dia. Se atrasarmos qualquer módulo, podemos causar um grande prejuízo”, reconheceu.
O governador Tarso Genro salientou que o investimento no Polo do Jacuí tem a vantagem de descentralizar o desenvolvimento do Estado, levando-o a uma região com pouca oferta de emprego. Além disso, conforme o governador, fortalece o protagonismo do Rio Grande do Sul no cenário econômico. “O RS não está mais à deriva, subordinado exclusivamente aos fluxos e refluxos da economia global. Ele quer ser um integrante, interferindo nessa economia a partir de um planejamento próprio”, observou.
Tarso afirmou, ainda, que o potencial hidroviário gaúcho até então não passava de uma promessa e de uma utopia. “Com a implantação do polo naval, essa hidrovia passa a ser uma estrutura efetiva do desenvolvimento do Estado e, portanto, daqui para frente só vai se desenvolver”, frisou. Com relação à mão de obra, Tarso acredita que, com o Pacto Gaúcho pela Educação Técnica e Formação Profissional, o Estado tem condições de formar profissionais em diversos níveis em um prazo de 60 a 90 dias.
Correio do Povo
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Indústria Naval chega à região
Para que o grande poder exercido pelo petróleo não seja prejudicado pela falta de exploração de novos recursos, a indústria naval, que já ocupa um grande espaço em nosso Estado, na cidade de Rio Grande, agora expande seus investimentos para a nossa região. A ideia de descentralizar a indústria naval de Rio Grande se deu em função da falta de espaço para a instalação de novas empresas, além da escassez de mão de obra local. Esse processo também pode ser considerado como uma estratégia para conseguir obter materiais com mais qualidade e, consequentemente, mais baratos, uma vez que as empresas prestadoras de serviço são locais. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), cerca de 70% dos produtos fornecidos são nacionais. Por esse motivo, os municípios de São Jerônimo, Charqueadas e Triunfo, foram escolhidos como novos polos dessa indústria que se destaca cada dia mais e faz com que a economia gaúcha cresça.
A princípio, três empresas se instalarão em Charqueadas: Engencampo, UTC-Engenharia e IESA. Contudo, há interesse de pelo menos outras três empresas em se fixar em São Jerônimo e Triunfo, mas as propostas ainda estão sendo estudadas. Junto com essas empresas chega, também, a esperança de uma melhora significativa na economia da região carbopetroquímica. Essa questão é frisada pela assessora executiva do SINE/FGTAS Charqueadas, Leila Fraga:
- Com a vinda dessas empresas, não será apenas o setor industrial que terá vantagens, outros segmentos como o comércio local também terá um aumento significativo - destaca.
Em função de todas essas transformações, alguns cursos de qualificação na área de vendas já estão sendo disponibilizados pelos municípios da região.
Para se ter um ideia, somente a IESA irá gerar, aproximadamente, 1200 empregos. Além dessa empresa, pequenos portos serão construídos às margens dos rios Jacuí e Taquari, que permitirão que as peças produzidas aqui cheguem, de forma mais rápida e segura, até os estaleiros de Rio Grande. Porém, para que a mão de obra local seja um bom negócio para essas novas empresas é necessário que a qualificação seja priorizada pelos municípios. Felizmente, é possível visualizar que muitas ações estão sendo feitas para que programas de cursos de qualificação profissional sejam realizados.
- Com o apoio da AGDI (Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica), recorremos ao Programa de Combate a Desigualdades Regionais, comandado pelo gabinete do vice-governador, e com formação de uma comissão que se reunirá dia 18, em Charqueadas, tendo como um dos temas o apoio e a ampliação do setor naval, onde se inclui o programa de cursos de capacitação profissional para moradores da região carbopetroquímica em áreas apontadas como relevantes pelas empresas - explica o secretário de Indústria e Comércio de São Jerônimo, Álvaro Werlang.
Os municípios envolvidos acreditam que, além de trazer novas empresas para a região é muito importante qualificar seus moradores. De acordo com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Triunfo, a qualificação é ponto de partida para quem procura um emprego.
- Estamos, constantemente, oferecendo cursos gratuitos para qualificar a população, afinal, as oportunidades existem para quem está preparado – informa a Assessoria.
Portanto, este será o novo panorama da região carbopetroquímica para os próximos anos, dar mais ênfase para qualificação profissional. Com uma mão de obra especializada, mais empregos serão gerados, mais empresas virão e mais reconhecida será a região, uma vez que fará parte do grande polo naval do Rio Grande do Sul.
Fabiana Peixoto Lopes
Jornal Portal de Notícias 05/04/2012
A princípio, três empresas se instalarão em Charqueadas: Engencampo, UTC-Engenharia e IESA. Contudo, há interesse de pelo menos outras três empresas em se fixar em São Jerônimo e Triunfo, mas as propostas ainda estão sendo estudadas. Junto com essas empresas chega, também, a esperança de uma melhora significativa na economia da região carbopetroquímica. Essa questão é frisada pela assessora executiva do SINE/FGTAS Charqueadas, Leila Fraga:
- Com a vinda dessas empresas, não será apenas o setor industrial que terá vantagens, outros segmentos como o comércio local também terá um aumento significativo - destaca.
Em função de todas essas transformações, alguns cursos de qualificação na área de vendas já estão sendo disponibilizados pelos municípios da região.
Para se ter um ideia, somente a IESA irá gerar, aproximadamente, 1200 empregos. Além dessa empresa, pequenos portos serão construídos às margens dos rios Jacuí e Taquari, que permitirão que as peças produzidas aqui cheguem, de forma mais rápida e segura, até os estaleiros de Rio Grande. Porém, para que a mão de obra local seja um bom negócio para essas novas empresas é necessário que a qualificação seja priorizada pelos municípios. Felizmente, é possível visualizar que muitas ações estão sendo feitas para que programas de cursos de qualificação profissional sejam realizados.
- Com o apoio da AGDI (Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica), recorremos ao Programa de Combate a Desigualdades Regionais, comandado pelo gabinete do vice-governador, e com formação de uma comissão que se reunirá dia 18, em Charqueadas, tendo como um dos temas o apoio e a ampliação do setor naval, onde se inclui o programa de cursos de capacitação profissional para moradores da região carbopetroquímica em áreas apontadas como relevantes pelas empresas - explica o secretário de Indústria e Comércio de São Jerônimo, Álvaro Werlang.
Os municípios envolvidos acreditam que, além de trazer novas empresas para a região é muito importante qualificar seus moradores. De acordo com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Triunfo, a qualificação é ponto de partida para quem procura um emprego.
- Estamos, constantemente, oferecendo cursos gratuitos para qualificar a população, afinal, as oportunidades existem para quem está preparado – informa a Assessoria.
Portanto, este será o novo panorama da região carbopetroquímica para os próximos anos, dar mais ênfase para qualificação profissional. Com uma mão de obra especializada, mais empregos serão gerados, mais empresas virão e mais reconhecida será a região, uma vez que fará parte do grande polo naval do Rio Grande do Sul.
Fabiana Peixoto Lopes
Jornal Portal de Notícias 05/04/2012
sábado, 19 de março de 2011
REGIÃO CARBONÍFERA QUER A IESA
Mais de 600 pessoas, incluindo trabalhadores, políticos e lideranças da região carbonífera do Estado, protestaram hoje durante o dia em frente ao Palácio Piratini para que a Secretaria do Meio Ambiente do Estado e a Fepam ( Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler - RS) liberem a licença ambiental da instalação da Empresa Iesa em Charqueadas. A Iesa Óleo e Gás é fabricante de módulos para plataformas de petróleo.
O governo estadual está perdendo os prazos de envio da documentação através da Fepam para que a Iesa entre na concorrência nos editais do pré-sal, afirmou o prefeito de Charqueadas, Davi Gilmar de Abreu Souza.
As manifestações, que tiveram carro de som, bandeiras e apitaços, contou a particpação ainda de vereadores e prefeitos de Butiá, Arroio do Meio e General Câmara, além do representante da Iesa no Brasil, Eduardo Coelho. A Força Sindical-RS está desde a manhã ao lado dos trabalhadores, que reivindicam que a empresa seja instalada no município, o que pode gerar dois mil empregos diretos e indiretos.
Todos intercedem para que o govenro agilize a liberação da documentação até o mês da abril, no máximo.
O presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, disse que mais uma vez a questão burocrática de licenças ambientais está travando a geração de emprego e renda numa região que já apresentou todos os critérios exigidos para a instalação de um empreendimento sustentável.
Fonte:Portal Mundo Sindical
O governo estadual está perdendo os prazos de envio da documentação através da Fepam para que a Iesa entre na concorrência nos editais do pré-sal, afirmou o prefeito de Charqueadas, Davi Gilmar de Abreu Souza.
As manifestações, que tiveram carro de som, bandeiras e apitaços, contou a particpação ainda de vereadores e prefeitos de Butiá, Arroio do Meio e General Câmara, além do representante da Iesa no Brasil, Eduardo Coelho. A Força Sindical-RS está desde a manhã ao lado dos trabalhadores, que reivindicam que a empresa seja instalada no município, o que pode gerar dois mil empregos diretos e indiretos.
Todos intercedem para que o govenro agilize a liberação da documentação até o mês da abril, no máximo.
O presidente da Força Sindical-RS, Clàudio Janta, disse que mais uma vez a questão burocrática de licenças ambientais está travando a geração de emprego e renda numa região que já apresentou todos os critérios exigidos para a instalação de um empreendimento sustentável.
Fonte:Portal Mundo Sindical
sexta-feira, 18 de março de 2011
CHARQUEADAS QUER A IESA
Manifestação na Capital reuniu mais de mil pessoas para pressionar a Fepam a liberar licença
Ato, que teve apoio de políticos e empresários, ocorreu em frente ao Piratini
Ato, que teve apoio de políticos e empresários, ocorreu em frente ao Piratini
Mais de mil moradores de Charqueadas estiveram ontem mobilizados na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre. O ato foi articulado, com o apoio de políticos e empresários, para pressionar a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) a agilizar o processo de licenciamento para que a Iesa Óleo & Gás, fabricante de módulos para plataformas de petróleo, possa se instalar na Granja Carola, na entrada da cidade.
Charqueadas venceu a disputa com Navegantes (SC) para a instalação da metalúrgica em novembro do ano passado. No entanto, a direção da Iesa sinaliza com a possibilidade de rever a decisão se as licenças prévias, de instalação e de operação, não forem emitidas até 15 de abril.
O prefeito Davi Gilmar de Abreu Souza ressaltou que a Iesa impulsionará a movimentação de "bilhões de dólares" na economia da região Carbonífera que, atualmente, abriga 5 mil desempregados. A Iesa projeta investir R$ 20 milhões em Charqueadas, com geração de 2 mil empregos diretos e indiretos, além de outros 2 mil postos de trabalho. A Iesa tem até 30 de julho para operar a pleno, com o objetivo de disputar a licitação para o fornecimento de equipamentos para as plataformas de exploração off-shore da Petrobras.
O diretor-presidente da Fepam, Carlos Fernando Niedersberg, destacou que todos os procedimentos deverão estar finalizados até 15 de junho. Ele disse que a demora se deve à necessidade de adequação do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental, elaborados pela empresa, à legislação ambiental vigente no Estado.
Fonte:Jornal Correio do Povo 18/03/2011
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