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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Francisco Pereira Rodrigues é o mais novo Cidadão de Porto Alegre


A Câmara Municipal de Porto Alegre, em sessão solene realizada nesta terça-feira (7/8), concedeu o título de Cidadão Honorário de Porto Alegre ao advogado e escritor Francisco Pereira Rodrigues. A homenagem foi proposta pelo vereador José Freitas (PRB). A solenidade, realizada no Plenário Otávio Rocha, foi presidida pelo vereador Airto Ferronato (PSB).
Francisco Pereira Rodrigues nasceu em 32 de abril de 1913, na localidade de Santo Amaro, na época distrito de General Câmara. É pai de seis filhos: Vitória, Ângela, Eduardo, Ronaldo, Francisco Filho e Américo. É também avô de 16 netos e bisavô de oito bisnetos. Vive em Porto Alegre há cerca de seis décadas.  
CurrículoGraduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de Cruz Alta (Unicruz), se aposentou como fiscal do ICMS do Rio Grande do Sul. Na vida pública, foi vereador em Itaqui, Taquari e Farroupilha nas décadas de 1940 e 1950, e prefeito de General Câmara de 1960 a 1964.

Entre 1937 e 1988, escreveu crônicas e artigos para o jornal Correio do Povo. Conta com mais de 40 livros publicados, tendo se destacado como poeta, romancista, contista e historiador. Ocupa a cadeira de número 29 da Academia Sul-brasileira de Letras e é membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.
PatrimônioO vereador José Freitas disse que "Chico" Rodrigues, como o homenageado é conhecido, tem reconhecimento unânime, sendo um patrimônio da cultura e da história com os seus 99 anos de vida. O definiu como um visionário que sempre privilegiou a educação e a cultura. Lembrou seu currículo, destacando ter sido ele vereador numa época em que os parlamentares não recebiam remuneração. Além disso, foi o idealizador e relator geral do I Congresso de Vereadores realizado no Brasil, em setembro de 1948, culminando por ser prefeito de General Câmara de 1960 a 1964.
Freitas também enfatizou a contribuição cultural de Rodrigues para o Estado.  “É um ilustre poeta, romancista, contista e historiador, atualmente com 41 obras publicadas. Pertence e foi o 1° Presidente da Academia Rio-Grandense de Letras. É sócio benemérito da Estância da Poesia Crioula, tendo sido seu presidente e em sua gestão foram criados os concursos literário da poesia "Taveira Junior" e do conto "Alcides Maya.”

Citou também algumas obras sua vasta bibliografia e observou que  “Francisco Rodrigues é um escritor consagrado, destacando "Terra Afogada", onde o autor aborda cenas de extrema humanidade, deixando ao leitor a grata sensação de haver feito uma viagem pelos caminhos da vida real. Concluiu o seu discurso dizendo “A maior obra do seu Chico é a sua própria história”.
Agradecimento
Ao agradecer, Francisco Rodrigues disse ser a homenagem "uma glória perpétua, um coroamento de toda uma vida de quase 100 anos dedicada às letras". Recordou sua vida pública, revelando certa mágoa com o Estado Novo que “num ato cruel extinguiu o lugar onde havia nascido: Santo Amaro”.

Lembrou que Porto Alegre onde vive há cerca de 60 anos, é  uma das mais belas expressões da história do Brasil que tem momentos épicos inigualáveis, alguns ignorados pelo povo e desprezados pelos historiadores como a resistência dolorosa da cidade aos três sítios sangrentos e longos que sofreu, impostos pelos Farrapos.

Rodrigues lembrou que muitas vezes, as pessoas não tinham nem o que comer. Por isso, disse estranhar que muitos que martirizaram a cidade outrora tenham sido homenageados com nomes de ruas e de praças. Propôs que a Câmara faça o reparo para homenagear os que realmente sofreram e morreram por Porto Alegre.
Também participaram da cerimônia os vereadores Bernardino Vendruscolo (PSD) e João Carlos Nedel (PP), familiares, parentes, dezenas de amigos, o deputado estadual Carlos Gomes, o prefeito de General Câmara, Darci Garcia de Freitas, e Jorge Krieger de Melo, do Conselho de Cidadãos Honorários de Porto Alegre, além de representantes do meio cultural e do jornal Correio do Povo.
Camarapoa/imprensa/notícias


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MILITANTES DO PTB VIGIARAM MOVIMENTAÇÃO DO AGGC

domingo, 22 de julho de 2012

Francisco Pereira Rodrigues, um cidadão de Porto Alegre

Antigo colaborador de artigos do Correio do Povo será homenageado com o título na Câmara de Vereadores de Porto Alegre.


Um dos mais longevos colaboradores do Correio do Povo, o escritor e advogado Francisco Pereira Rodrigues, 99 anos, vai ser homenageado com o título de Cidadão de Porto Alegre, na Câmara de Vereadores da Capital. Entre 1937 e 1988, ele escreveu crônicas e artigos para o jornal. Esta experiência é contada nas páginas do livro "Correio do Povo e Eu", lançado no ano passado. A homenagem a Rodrigues foi proposta pelo vereador José Freitas (PRB). 
A solenidade que vai homenagear o escritor e advogado será realizada no dia 7 de agosto próximo, às 17h, no plenário do Legislativo (avenida Loureiro da Silva, 255). Rodrigues reagiu à iniciativa com emoção. Nascido em Santo Amaro - na época distrito de General Câmara, hoje município de General Câmara - em 1913, Rodrigues vive em Porto Alegre há cerca de três décadas. "Eu amo esta cidade. É a minha segunda terra", afirma. O que ele mais gosta na Capital é do Centro Histórico, onde reside. "É maravilhoso e merece ser mais bem cuidado", observa. 

No Correio do Povo, a história de Rodrigues teve início em 1937, quando enviou ao jornal uma resposta a um artigo publicado sobre a história de Santo Amaro. "Resolvi retrucar e, depois desta polêmica, o Correio me abriu sua página de fundo, então passei a colaborar", recorda. Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de Cruz Alta (Unicruz), Francisco Rodrigues foi vereador em Itaqui, Taquari e Farroupilha nas décadas de 1940 e 1950, vindo a ser prefeito de General Câmara de 1960 a 1964. 

Francisco Pereira Rodrigues se aposentou como fiscal do ICMS do Rio Grande do Sul. Na vida cultural, ele destacou-se principalmente como poeta, romancista, contista e historiador, com mais de 40 livros publicados. Atualmente, ocupa a cadeira de número 29 da Academia Sul-brasileira de Letras e é membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul. 

O sempre ativo Francisco Pereira Rodrigues é pai de seis filhos: Vitória, Ângela, Eduardo, Ronaldo, Francisco Filho e Américo Serene Rodrigues. É também avô de 17 netos e bisavô de sete bisnetos.

Jornal Correio do Povo 22/07/2012 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

MILITANTES DO PTB VIGIARAM MOVIMENTAÇÃO DO AGGC

Ex-prefeito de General Câmara participou da ação, orientado por Brizola

O movimento da Legalidade, em 1961, teve como centro principal a cidade de Porto Alegre, de onde o governador Leonel Brizola comandava a resistência, diante do veto militar à posse de João Goulart. Mas, em outros municípios gaúchos também ocorreu mobilização, em maior ou menor grau, envolvendo principalmente militantes trabalhistas, ligados partidária ou ideologicamente à figura de Brizola. Uma dessas cidades é General Câmara, situada às margens do Rio Taquari, na Região Metropolitana.

O advogado e escritor Francisco Pereira Rodrigues era prefeito de General Câmara, pelo PTB, quando irrompeu a Legalidade. Ele comandava um município importante, por ser a sede do Arsenal de Guerra do III Exército (que compreendia RS, SC e PR), o atual Comando Militar do Sul. Nessa condição, o local era encarregado da fabricação e reforma de armamento, além de munição, para toda a força militar, portanto, de importância estratégica naquele contexto. Os funcionários – todos civis – eram cerca de 800, sob o comando de militares. Nas proximidades se localizava o batalhão do Exército local.
Quando começou o movimento legalista de 61, vários prefeitos gaúchos se colocaram à disposição de Brizola, muitos deles se oferecendo para ir lutar a partir de Porto Alegre, se necessário. Aconteceram fatos curiosos, como o de Jair Calixto, prefeito de Nonoai, no norte do Estado, que juntou armas e homens para seguir em direção à capital gaúcha – sendo demovido depois, pois não haveria necessidade desse reforço.
Em General Câmara, o prefeito Rodrigues também resolveu oferecer sua colaboração, disposto a viajar com homens armados. “Liguei para o Palácio Piratini e recebi um recado de Brizola, transmitido por meu irmão, Lauro Rodrigues, que tinha se incorporado aos resistentes. O governador mandava agradecer, mas afirmava que não seria interessante nós irmos para Porto Alegre. Ele dizia que eu não saísse da sede do município e me mantivesse vigilante à movimentação do Arsenal”, conta o ex-prefeito.

Brizola queria saber o que se passava no Arsenal
Foi o que fez. Rodrigues conta que organizou um grupo de trabalhistas e outros simpatizantes, para ficar, dia e noite, se revezando em turnos, observando as instalações militares. “Também contávamos com informações de alguns funcionários civis que trabalhavam na fabricação de armas”. Em determinado momento, veio a notícia de que um general estava chegando para assumir o Arsenal. “Nos armamos e fomos até o campo de aviação. Mas era boato”. Ele constata, também, que o comandante do Arsenal, “simpatizante lacerdista”, teve uma “atitude correta” durante toda a Legalidade, não tomando qualquer atitude que fosse prejudicar o movimento.

“O que poderíamos fazer, não sei, pois éramos civis, mas sei que a qualquer gesto suspeito iríamos imediatamente comunicar a Brizola”, afirma. Como precaução, o próprio Rodrigues carregava sempre seu revólver calibre 38.

Decisivo para a formação da cidade, segundo o ex-prefeito, a importância do Exército na formação da cidade é tão grande que General Câmara – localizado na região carbonífera do Estado — surgiu em função do próprio Arsenal. Este foi transferido em 1940 para o município, pois até então ocupava instalações no Centro de Porto Alegre. Datado de 1867, na época do Rio Grande do Sul Província, tinha entre outras funções realizar o apoio logístico, a fabricação, a recuperação de armamentos e munições da época.

Rodrigues conta que como havia galpões e outras instalações disponíveis, o Arsenal logo começou a funcionar, ocupando cerca de 1.100 funcionários e suas famílias, que praticamente construíram a cidade. General Câmara, que era distrito de Santo Amaro, passou a sede do município, status que detém até hoje.
Nesse contexto, Rodrigues – que é natural de Santo Amaro — atribuiu a Brizola “tudo o que General Câmara tem hoje”. Explica: “Quando fui eleito prefeito, a água da cidade era do Arsenal, assim como a energia elétrica e o ginásio local. O prefeito era uma figura decorativa. Ficava difícil administrar. Fiz um pedido a Brizola e em pouco tempo contávamos com o fornecimento de água pela Corsan e de energia pela CEEE”.
Rodrigues se lembra da Legalidade como “dias de tensão, mas de muita paixão, em que houve mobilização por parte de vários companheiros. O Rio Grande do Sul se uniu em torno de uma ameaça. O movimento foi centralizado em Porto Alegre e nós, no interior, tínhamos muita expectativa sobre o que iria acontecer”.

Fonte:Sul21 especial 50anos legalidade

sábado, 23 de janeiro de 2010

FESTA DE SANTO AMARO DO SUL - 15/01/2010

Na foto acima:Paulo Roberto Ramé,José Antonio Monteiro, ângelo Brito e Dr.Francisco Pereira Rodrigues durante homenagem.


Aconteceu no dia 15 a 223.a Festa de Santo Amaro do Sul, distrito
histórico de General Câmara, realizada pelo Santissimo Sacra-
mento de Santo Amaro e pelos festeiros Elenita Terezinha de
Souza Viana e Angelo Brito, com apoio da Prefeitura Munici-
pal.

No dia 14, um grande número de devotos participou da
romaria e procissão luminosa. No mesmo dia, durante baile
com a banda Destaque Nacional aconteceu a coroação da
corte da festa, formada por Sabrina, Paula, Caroline e Bruna,
rainha, princesas e simpatia, respectivamente.

No dia 15, aconteceu a missa festiva celebrada por Dom
Remildo José‚ Bonh e a procissão. Entre as atrações da festa,
aconteceu um leilão de animais.

Foram homenageados durante o evento o ex-prefeito Paulo
Roberto Ramé‚ e o historiador Francisco Pereira Rodrigues.

Após a procissão foram divulgados os nomes dos festeiros
de 2011: Jerri Adriano e Ana Lucia.

fonte:Jornal Portal de Notícias Nº264 22/01/2010