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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Dia de Combate ao Fumo: treinar não combina com fumar, destaca Inca

 

Instituto alerta para efeitos opostos desses hábitos sobre o organismo

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) promoveu, nesta quinta-feira (27), evento on-line em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado em 29 de agosto. Neste ano, a campanha tem como tema “Atividade física e saúde: treinar não combina com fumar”.

A finalidade é destacar os efeitos opostos da prática de exercícios e do uso de produtos de tabaco e nicotina sobre o organismo.

Segundo o Inca, a atividade física fortalece os sistemas cardiovascular, respiratório e muscular, melhorando o condicionamento e a qualidade de vida. Já o tabagismo compromete essas funções, reduz o desempenho físico e aumenta o risco de doenças crônicas.

A prática de exercícios também pode ser uma aliada para o fim do tabagismo, ao ajudar a reduzir a vontade de fumar e os sintomas da abstinência.

Para a psicóloga e especialista no tratamento do tabagismo do Inca Vera Borges, a atividade física tem papel fundamental na melhora da saúde como um todo.

“Esse tema guarda a necessidade de alertar os fumantes de cigarros e de vapes que fazem atividade física e que acreditam que o exercício reduz o risco de adoecimento. Quaisquer das formas desse produto vai trazer prejuízo à saúde.”

Segundo Vera, todos os ganhos advindos da prática regular de uma atividade física são perdidos com os danos causados pelo tabagismo.

Dessa forma, o Inca busca prevenir o tabagismo e fortalecer comportamentos saudáveis, proteger ambientes livres dos produtos da nicotina e promover o fim do tabagismo.

“Treinar e fumar é incompatível, quando a gente pensa no cuidado à saúde.”

Cigarros eletrônicos

A campanha também tem como foco informar sobre os danos causados pela dependência à nicotina no universo dos adolescentes e jovens, além de alertar sobre a experimentação de dispositivos eletrônicos para fumar, os vapes, e outros derivados do tabaco.

De acordo com a especialista, esse público é levado a acreditar que os eletrônicos são produtos menos danosos ao condicionamento físico. Atualmente, ela alerta que o uso de sachês de nicotina é promovido nas redes sociais por influenciadores e atletas como um estimulante natural de bem-estar.

Segundo a psicóloga, enquanto a atividade física fortalece os sistemas cardiovascular, respiratório e muscular, o uso do tabaco compromete essas funções, reduz o desempenho físico e eleva o risco de doenças crônicas.

“Fumantes têm menor resistência física, fadiga precoce, recuperação mais lenta após os treinos e maior risco de lesões ou complicações cardiovasculares durante atividades intensas.”

Os benefícios da atividade física ficam comprometidos diante do uso de tabaco e nicotina com danos à saúde por meio de mecanismos como: 
Vasoconstrição – a nicotina contrai os vasos sanguíneos reduzindo o fluxo de sangue para os músculos e órgãos;
Privação de oxigênio – redução da capacidade do sangue de transportar oxigênio, privando os músculos desse elemento essencial durante o esforço físico;
Prejuízo pulmonar – inflamação das vias aéreas reduzindo a função pulmonar, dificultando a respiração;
Sobrecarga energética – o esforço físico torna-se maior para atividades que exigiriam menos energia de uma pessoa não fumante.

FONTE: Agencia Brasil

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Aconselhamento de 3 minutos em serviços de saúde pode frear tabagismo

 

Inca pede que profissionais incluam tema no contato com pacientes

Se todos os profissionais de saúde aproveitassem as consultas com pacientes fumantes para oferecer um breve aconselhamento sobre os perigos do tabaco, o Brasil poderia ter meio milhão de fumantes a menos. A estimativa é do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e foi divulgada como alerta para o Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado nesta sexta, 29 de agosto.

Esse número de 500 mil fumantes representa 2,5% dos cerca de 20 milhões de consumidores de tabaco que o instituto estima existirem no país. Tal redução já levaria a uma economia de R$ 1 bilhão, considerando os custos de todas as condições de saúde provocadas ou agravadas pelo cigarro.

"São números impressionantes para um país que tem tanta limitação de recursos e tantos lugares em que precisa aplicar esses recursos. É uma oportunidade que estava na frente de um profissional de saúde e que se perdeu", lamenta o pesquisador da Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco do Inca, André Szklo, um dos autores da pesquisa.

As estimativas foram feitas com base em dados de pesquisas oficiais sobre a saúde da população brasileira. A última edição da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em 2019 pelo IBGE, por exemplo, mostrou que 30,9% dos fumantes atendidos por médico ou dentista não foram perguntados sobre a dependência, e 18,1% foram perguntados mas não receberam nenhuma orientação depois de assumir que fumavam.

Somadas, essas duas proporções representam quase 10 milhões de pessoas. O pesquisador do Inca André Szklo ressalta que a proporção de pessoas que buscaram parar de fumar foi maior entre as pessoas que receberam aconselhamento, em comparação com as que não receberam. Ele lembra que todos os profissionais da área devem atuar em prol da diminuição do tabagismo, que ainda provoca 174 mil mortes por ano e gera R$ 153,5 bilhões em custos no Brasil.

"O INCA, por exemplo, lançou, este ano, uma cartilha, para os agentes comunitários de saúde, que são um elemento importante para oferecer o aconselhamento breve naquela visita de rotina nas residências. O programa Agora Tem Especialistas, que também acaba de ser lançado, tem como especialidades prioritárias ginecologia, ortopedia e oftalmologia, mas esses especialistas também podem aproveitar a consulta para fazer o aconselhamento breve", complementa.

O aconselhamento breve em todas as consultas de rotina (com duração entre 30 segundos e 3 minutos) também é recomendado pela Organização Mundial de Saúde. De acordo com a entidade, evidências científicas apontam que a interação aumenta os níveis de abstinência e também pode estimular os pacientes a procurarem serviços de ajuda para parar de fumar. O Sistema Único de Saúde oferece tratamento multidisciplina

Inca pede que profissionais incluam tema no contato com pacientes

Se todos os profissionais de saúde aproveitassem as consultas com pacientes fumantes para oferecer um breve aconselhamento sobre os perigos do tabaco, o Brasil poderia ter meio milhão de fumantes a menos. A estimativa é do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e foi divulgada como alerta para o Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado nesta sexta, 29 de agosto.

Esse número de 500 mil fumantes representa 2,5% dos cerca de 20 milhões de consumidores de tabaco que o instituto estima existirem no país. Tal redução já levaria a uma economia de R$ 1 bilhão, considerando os custos de todas as condições de saúde provocadas ou agravadas pelo cigarro.

"São números impressionantes para um país que tem tanta limitação de recursos e tantos lugares em que precisa aplicar esses recursos. É uma oportunidade que estava na frente de um profissional de saúde e que se perdeu", lamenta o pesquisador da Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco do Inca, André Szklo, um dos autores da pesquisa.

As estimativas foram feitas com base em dados de pesquisas oficiais sobre a saúde da população brasileira. A última edição da Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada em 2019 pelo IBGE, por exemplo, mostrou que 30,9% dos fumantes atendidos por médico ou dentista não foram perguntados sobre a dependência, e 18,1% foram perguntados mas não receberam nenhuma orientação depois de assumir que fumavam.

Somadas, essas duas proporções representam quase 10 milhões de pessoas. O pesquisador do Inca André Szklo ressalta que a proporção de pessoas que buscaram parar de fumar foi maior entre as pessoas que receberam aconselhamento, em comparação com as que não receberam. Ele lembra que todos os profissionais da área devem atuar em prol da diminuição do tabagismo, que ainda provoca 174 mil mortes por ano e gera R$ 153,5 bilhões em custos no Brasil.

"O INCA, por exemplo, lançou, este ano, uma cartilha, para os agentes comunitários de saúde, que são um elemento importante para oferecer o aconselhamento breve naquela visita de rotina nas residências. O programa Agora Tem Especialistas, que também acaba de ser lançado, tem como especialidades prioritárias ginecologia, ortopedia e oftalmologia, mas esses especialistas também podem aproveitar a consulta para fazer o aconselhamento breve", complementa.

O aconselhamento breve em todas as consultas de rotina (com duração entre 30 segundos e 3 minutos) também é recomendado pela Organização Mundial de Saúde. De acordo com a entidade, evidências científicas apontam que a interação aumenta os níveis de abstinência e também pode estimular os pacientes a procurarem serviços de ajuda para parar de fumar. O Sistema Único de Saúde oferece tratamento multidisciplinar e gratuito para os tabagistas, que pode ser feito nas unidades básicas de saúde.

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Inca alerta para avanço do narguilé no Brasil


O Instituto Nacional do Câncer (Inca) aproveitou o Dia Nacional de Combate ao Fumo para fazer alerta sobre o alto número de fumantes do cachimbo oriental narguilé, que passa de 300 mil consumidores. O número foi apurado na Pesquisa Especial sobre Tabagismo, realizada em 2008, pelo IBGE em parceria com o Inca.
A coordenadora da Divisão de Epidemiologia do Inca, Liz Almeida, disse que o narguilé é usual entre adolescentes e jovens, pois o cachimbo é fumado por um grupo de pessoas em ambiente de socialização.
“A garrafa é muito bonita, com ervas aromáticas e esse cachimbo é utilizado em bares, festas em que as pessoas estão fazendo uso do tabaco sem nenhum alerta ou advertência”, disse.
A médica ponderou que embora não haja dados recentes sobre o aumento do uso de tabaco por meio do narguilé, essa tendência tem sido registrada em pesquisas pontuais entre os jovens e adolescentes.
“Pesquisas recentes demonstram que a prevalência do consumo de tabaco que não por cigarro é maior do que a de cigarro entre jovens de 13 a 15 anos e universitários 18 a 24 anos”.
Uma dessas pesquisas foi feita em municípios de São Paulo, Brasília e Florianópolis, com universitários da área de saúde e apontou que mais de 55% dos estudantes que utilizavam tabaco faziam uso também do narguilé.
Em São Paulo, esse percentual chegou a 80%, de acordo com a pesquisa Perfil de Tabagismo em Estudantes Universitários do Brasil, coordenada pelo Inca.
“O fato de esses universitários pertencerem à área da saúde preocupa mais, justamente por eles estudarem os malefícios do tabaco para o organismo. O narguilé engana, dando a sensação de que as impurezas do tabaco são filtradas pela água, o que é um equívoco”, comentou o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini.
Segundo o Inca, análises comprovam que a fumaça contém quantidades superiores de nicotina, monóxido de carbono, metais pesados e substâncias cancerígenas do que na fumaça do cigarro.
Enquanto o volume de tragadas do cigarro alcança 30 a 50 ml entre cinco a sete minutos, o volume de tragadas do narguilé pode chegar a mil ml em uma sessão de uma hora, equivalente ao consumo de 100 cigarros ou mais.
De origem indiana, o narguilé é um cachimbo de água utilizado para fumar. É composto de um fornilho (onde o fumo é queimado), um recipiente com água perfumada (que o fumo atravessa antes de chegar à boca) e um tubo, por onde a fumaça é aspirada pelas várias pessoas que compartilham uma sessão.
 Agência Brasil

Lei que proíbe fumo em locais fechados ainda não foi regulamentada


Apesar de sancionada em 15 de dezembro de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff, a lei que proíbe o fumo em locais coletivos fechados privados ou públicos e os fumódromos (áreas reservadas a fumantes) ainda não foi regulamentada. A regulamentação prevê, por exemplo, penalidades em caso de desrespeito à lei. De acordo com o Ministério da Saúde, o texto ainda está em fase de produção e não há previsão de quando ficará pronto.
Atualmente, as legislações estaduais de sete estados impedem o fumo em locais fechados, seguindo a norma nacional, enquanto em 19 estados e no Distrito Federal não ocorre o mesmo - embora a lei federal se imponha à estadual ou municipal.
Os estados de Rondônia, São Paulo, do Rio de Janeiro, Amazonas, de Roraima, da Paraíba e do Paraná têm lei estadual antifumo que proíbe o cigarro em lugares fechados, como bares, restaurantes e boates. Os fumódromos são permitidos em Alagoas, na Bahia, no Ceará, Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, no Pará, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Sergipe, no Tocantins e Distrito Federal. O Acre, Piauí e Rio Grande do Norte têm projetos de lei para a criação de ambientes livres de tabaco desde 2009.
Em São Paulo, a Secretaria de Saúde fez 726 mil fiscalizações e aplicou 1.885 multas desde a vigência da lei, em 2009, em todo o estado. A maioria das multas ocorreu porque pessoas foram flagradas fumando no interior de estabelecimentos e o restante por ausência de placa indicativa da lei. As fiscalizações da vigilância sanitária são diárias e ininterruptas.
Ao todo, foram interditados temporariamente três estabelecimentos no estado de São Paulo por terem descumprido a lei três vezes. A multa equivale a R$ 922, na primeira infração. Em caso de reincidência, o valor dobra. No terceiro flagrante, o estabelecimento é interditado por 48 horas. E na quarta vez, é fechado por 30 dias.
No Rio de Janeiro, foram realizadas 46.642 ações em bares, restaurantes, casas noturnas e outros estabelecimentos. De novembro de 2009 até o começo deste mês, foram emitidos 187 autos de infração por descumprimento da lei.
Na Lei nº 12.546, sancionada em dezembro do ano passado, está previsto também o aumento gradativo dos impostos sobre produtos derivados do tabaco.
Agência Brasil

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Brasil gasta mais de R$ 20 bilhões para tratar doenças relacionadas ao tabaco


O Brasil gastou 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011 para tratar doenças relacionadas ao tabaco, conforme levantamento feito pela organização não governamental Aliança do Controle do Tabagismo (ACT). Os gastos somaram quase R$ 21 bilhões no ano passado. O Dia Nacional de Combate ao Fumo é lembrado hoje (29) em todo o país.
De acordo com os dados da ACT,  82% dos casos de câncer de pulmão no país são causados pelo fumo. Outros problemas de saúde também são provocados pelo cigarro: 83% dos casos de câncer de laringe estão relacionados ao tabagismo, 13% dos casos de câncer do colo do útero e 17% dos casos de leucemia mieloide.
No Distrito Federal (DF), por exemplo, a arrecadação, em média, é R$ 6,2 milhões mensais com a venda de cigarros (o valor corresponde a 25% do preço por maço). Por outro lado, o governo local gasta R$ 18 milhões por mês com o tratamento de doenças vinculadas ao fumo, segundo o pneumologista e coordenador do Programa de Controle do Tabagismo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Celso Rodrigues.
Para o médico, os números mostram o impacto do vício na saúde. De acordo com Rodrigues, o tabagismo cria dependência química, física e psicológica, o que influencia no tratamento. “É muito importante que a pessoa entenda a relação dela com o cigarro. Ela tem que entender por que fuma, por que deseja parar de fumar e onde está a dificuldade, por que não parou até agora”, explica.
A secretaria oferece terapia em grupo, durante um ano e três meses, em 62 unidades de saúde e em 47 empresas habilitadas a atender funcionários interessados em parar de fumar. Ações de prevenção e promoção de saúde também são promovidas em escolas.
Em média, 500 fumantes iniciam o tratamento nas unidades de saúde a cada mês. Cerca de 400 pacientes conseguem deixar o fumo, sendo que 200 têm recaídas durante a terapia - quando os pacientes são orientados a buscar a secretaria novamente caso voltem a fumar.
O cigarro vicia porque o principal componente – a nicotina –  faz com que o cérebro libere dopamina, hormônio que dá uma sensação agradável. O organismo do fumante passa a pedir doses maiores de nicotina para que a sensação se repita e a pessoa sente necessidade de fumar cada vez mais.
Os males causados pelo fumo não são apenas relacionados ao sistema respiratório. Segundo Mônica Andreis, vice-diretora da ACT, as pessoas ligam o cigarro somente ao câncer de pulmão. “Ele também causa câncer de bexiga, boca, língua, faringe, problemas de fertilidade e derrame cerebral.”
Agência Brasil

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Unifesp promove testes para detectar nível de monóxido de carbono em fumantes


Na véspera do Dia Nacional de Combate ao Fumo, profissionais de pneumologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) promoveram hoje (28) uma ação para orientar e conscientizar as pessoas sobre os malefícios do cigarro à saúde. Durante o ato, foram feitos testes para medir o nível de contaminação por monóxido de carbono no organismo de fumantes.
A atividade foi promovida pelo Núcleo de Prevenção e Cessação do Tabagismo (PrevFumo), da Unifesp, que oferece tratamento gratuito para quem deseja parar de fumar. O núcleo atende, em média, 4 mil pessoas por ano.
Segundo a psicóloga e coordenadora do PrevFumo, Rosangela Vicente, os fatores psicológicos que mais atrapalham quem quer deixar o cigarro são o medo de enfrentar problemas como estresse, depressão e dificuldade em lidar com as adversidades cotidianas. “Nosso trabalho é mostrar que esse é um momento diferente, que eles precisam aproveitar e que estamos ali para auxiliá-los a enfrentar a vida sem o cigarro.”
De acordo com Oliver Nascimento, pneumologista da Unifesp, o tabagismo está relacionado diretamente a 52 doenças, entre pulmonares, cardiovasculares e câncer de garganta. “No Brasil, são 200 mil mortes por ano causadas por doenças relacionadas ao cigarro. O número de pessoas que fuma é muito alto, podendo chegar a 30 milhões.”
Nascimento destaca que o cigarro está diretamente associado à dependência química pela nicotina. Cada cigarro possui quatro mil substâncias nocivas, que são metabolizadas pelo organismo, que sofre danos irreversíveis. “É preciso ressaltar que nas primeiras horas em que a pessoa para de fumar já tem benefício. Nas primeiras oito horas, o monóxido de carbono sai da corrente sanguínea. Em um dia, a pressão arterial retorna ao normal e, em três meses, melhora a tosse,”explicou.
Qualquer pessoa interessada em largar o vício pode procurar o PrevFumo. Ao chegar no núcleo, o paciente passa por uma avaliação de saúde para verificar se há sintomas de doenças respiratórias e pulmonares ou se já faz algum tratamento com medicações. É avaliada ainda a carga tabagista (quanto fuma, há quanto tempo) e os motivos pelos quais quer parar de fumar. “Se acusado problema pulmonar, já o colocamos no nosso ambulatório para iniciar um tratamento”, disse.
Rosangela explica que a dificuldade em deixar o fumo existe porque o tabaco cria dependência física, psicológica e comportamental. “Tudo o que a pessoa faz é com o cigarro na mão. Se está irritado, fuma. Se está triste, fuma. Se está sem fazer nada, fuma. Para parar de fumar, é preciso mexer nessas três frentes para que o tratamento funcione.”
Agência Brasil

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CAMPANHAS MARCAM O DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO

Considerado pela comunidade médica uma doença gravíssima e um problema de Saúde Pública, o tabagismo atinge cerca de 1,3 bilhão de pessoas em todo o mundo, o que representa mais de 15 bilhões de cigarros consumidos diariamente. Neste 29 de agosto, comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo e, mais uma vez, autoridades e entidades de todo o país concentram esforços em campanhas de conscientização.

Para Selmo Minucelli, oncologista e hematologista do Bronstein, o cigarro chega a matar, nos países em desenvolvimento, mais que a soma de outras causas evitáveis de morte, tais como o uso de cocaína, heroína, álcool, acidentes como incêndios, suicídios e até o vírus da AIDS.

O tabagismo é causa de grandes prejuízos às pessoas e à sociedade. A principal doença relacionada ao tabagismo é o enfisema pulmonar, classificado como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC. O fumante pode chegar a sofrer até um acidente vascular cerebral (derrame cerebral), ter impotência sexual, complicações do coração, câncer de cordas vocais, língua, boca e faringe.

“Estas são importantes e frequentes patologias associadas ao fumo e que muitas vezes, ao serem extirpados, por conta de sua malignidade e extensão, mantêm o paciente respirando via traqueostomia”, reforça o especialista.

Minucelli salienta que o tabagismo é responsável pelo câncer de pulmão e é a mais frequente causa de câncer de brônquios, que mais mata pessoas no mundo. Por atingir diretamente os vasos, atua no aumento do colesterol total, aumentando a fração ruim (LDL) e diminuindo a fração boa (HDL).

“Assim, não há como não relacionar o tabagismo à incapacidade e ao elevado risco de morte em pessoas jovens”, afirma o médico.

Para o especialista existem muitas sugestões para diminuir esse uso, tais como o aumento de preços do cigarro, dificultando a aquisição. Ao mesmo tempo, as medicações disponíveis para o tratamento de interrupção do tabagismo poderiam ser mais acessíveis, de menor preço, para que se atingisse maior número de dependentes. As propagandas poderiam até ser completamente proibidas.

“Assim, conseguiríamos resultados mais concretos diminuindo muito as doenças que o tabagismo acarreta e à sociedade”, conclui.

Pesquisas mostraram os males do fumo para mulheres

Uma estimativa prevê que 12% a 24% das mulheres grávidas continuam a usar o tabaco, de acordo com dados coletados nos Estados Unidos. Portanto, novas evidências descobertas por um pesquisador da Escola de Medicina da Universidade de Loma Linda, na Califórnia, prevêem que a exposição do feto à nicotina pode estar associada ao aumento da pressão arterial das crianças e posteriormente dos adultos. Estudos anteriores em humanos mostraram que crianças nascidas de mães fumantes sofrem danos vasculares ou dos vasos sanguíneos,

Pesquisa realizada no Reino Unido compara outras males do fumo na gravidez. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Londres, analisou pesquisas dos últimos 50 anos sobre o mal do cigarro durante o período de gestação e obteve evidências que a nicotina e outros componentes químicos do fumo pode causar ainda fissuras orais, deformidades nos membros, pé torto e distúrbios gastrointestinais e até óticos, mortes durante o parto ou nascimento prematuro.

Em todo o mundo, 250 milhões de mulheres fumam por dia, segundo estatísticas da 14ª Conferência Mundial em Tabaco ou Saúde, realizada em 2009, em Mumbai.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CARDIOLOGISTAS ALERTAM QUE A MORTE DE FUMANTES LEVAM FABRICANTES A USAREM ADITIVOS

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto, a Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC, em ação conjunta com o INCA, vai centrar sua campanha no combate aos aditivos que dão sabor diferenciado ao cigarro, como menta, morango, cravo e ainda vários tipos de aromatizantes.

O motivo, segundo o cardiologista Aristóteles Alencar, do Comitê Antitabaco da SBC, é que como constantemente morrem fumantes, vítimas de câncer ou de doenças cardiovasculares causadas pelo fumo e muitos abandonam a dependência quando sentem seus efeitos nefastos, a indústria do tabaco passou a usar aditivos para conquistar novos adeptos ao fumo nas faixas mais jovens da população. “Esses jovens rejeitariam o sabor amargo do tabaco natural, por isso os fabricantes o disfarçam com sabores agradáveis”.

Tanto é assim, diz o especialista, “que do ponto de vista médico consideramos o tabagismo uma doença pediátrica, pois 90% dos atuais fumantes confessam que aderiram ao vício antes de se tornarem adultos”.

NO SITE DE CARDIOLOGIA

Toda a informação sobre o tabagismo foi colocada no Portal da SBC, www.cardiol.br, onde é possível baixar dois “gibis” que, em linguagem muito simples ensinam as crianças a evitar o cigarro, e ainda é possível saber quais as doenças e sintomas das mesmas que podem ser identificados.

 O caminho eletrônico é entrar no www.cardiol.br, clicar no ícone “Prevenção”, escolher “Campanhas de Prevenção”, e escolher “Tabagismo, em cuja página é fácil tanto fazer o ‘download’ dos gibis. Como ainda no ícone “Três Maneiras de Salvar Vidas” há detalhes sobre a “Convenção Quadro”, documento internacional assinado pelo Brasil, com base no qual se tenta agora, no Congresso Nacional, proibir o uso de aditivos nos cigarros. “Da mesma maneira que no passado já se proibiu que as fábricas de chocolate fizessem cigarros e charutos de chocolate, que induziam as crianças a fumar”, explica Alencar. Um outro ícone na base da página permite que o tabagista calcule quanto já gastou, ao longo da vida, para sustentar a dependência do fumo.

O também cardiologista Fernando Costa, diretor de Tecnologia de Informação, informa que como o Portal da SBC é o site cardiológico mais acessado do Brasil, é a mídia ideal para divulgar os males do tabaco e o risco de que as crianças passem a fumar muito mais cedo do que os pais desconfiam.

Para Aristóteles Alencar, embora o Brasil seja um dos países em número de pessoas que abandonaram o cigarro, o tabagismo continua a preocupar porque as doenças que provoca às vezes demoram 10 ou 15 anos para se manifestar. “Mesmo quando a pessoa abandona a dependência, continua sujeita ao aparecimento de efeitos negativos, enfisema, infarto e AVC durante pelo menos cinco anos”, conta o integrante do Comitê Antitabaco da SBC e completa: “esse efeito a longo prazo do cigarro é que faz com que, apesar de milhões de brasileiros terem parado de fumar nos últimos anos, ainda não se registra redução na mortalidade induzida pelo tabaco, no Brasil, que só vai começar a aparecer nas estatísticas nos anos vindouros”.

Os cardiologistas também estão preocupados com a difusão do narguilé, forma de fumar importada do Oriente, pois muitos jovens acreditam que como “a fumaça é lavada em água perfumada antes de chegar aos pulmões, o efeito nocivo é menor”. O médico esclarece primeiro, que o efeito não é abrandado, como pensam os jovens, e o risco aumenta, pelo depósito de alcatrão na piteira do narguilé e pelo fato de que, passando de boca em boca, a piteira passa a facilitar o contágio de herpes labial, doença de longa evolução e para a qual não há cura, assim como de outras doenças infecto-contagiosas.